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[Flávio Bittencourt]

Pronunciamento de Newton Carlos sobre a tensão no Extremo Oriente

Ele é um dos expoentes do grupo de decanos ao qual pertencem J. H. Ribeiro, J. de Freitas, H. Fernandes, T. de Mello, S. Cabral (pai), S. Magaldi e poucos outros octogenários, ainda na ativa, do Primeiro Time do jornalismo brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

Newton Carlos, Claudius Ceccon,Ana Arruda Calado (by S. Fleury):

(28.11.2010,

albumfotojotabeniano.blogspot.com.br/2010_11_01_archive.html)

 

 

 

 

 

 

"Jânio de Freitas

Jânio Sérgio de Freitas Cunha nasceu em Niterói (RJ), em 9 de junho de 1932, filho de Antônio de Araújo Cunha, agrônomo, e Jati Jussara de Freitas Cunha. Começou sua carreira como desenhista na Revista do Diário Carioca, em 1953.

Entrou no jornalismo por acaso, quando um acidente esportivo o obrigou a afastar-se temporariamente da carreira que tinha escolhido, a aviação civil. Como era bom desenhista, passou a diagramador. No entanto, seu gosto pela escrita fez com que, em pouco tempo, acumulasse a esta função a de repórter. Na reportagem geral trabalhou com Luís Paulistano. Pompeu de Sousa deu-lhe então a oportunidade de fazer a primeira página do jornal. Nessa ocasião passou também a trabalhar na revista Manchete como redator. Assim, em 1955 fez parte da equipe de jornalistas que renovou a Manchete, onde foi repórter, fotógrafo, diagramador e redator-chefe. Essa experiência o ajudou, anos mais tarde, em 1959, a participar da reforma do Jornal do Brasil.

Em 1957 saiu do Diário Carioca e da Manchete e foi para o Jornal do Brasil, atividade que conciliou com mais dois empregos: um na revista O Cruzeiro, para onde foi em 1958, e outro na Rádio Jornal do Brasil.

No fim de 1958, Odilo Costa Filho saiu do Jornal do Brasil e, logo depois, seu diretor, Nascimento Brito, entusiasmado com a página de esportes, sugeriu que Jânio comandasse a reforma do jornal. Não houve acordo salarial, no entanto, e Jânio foi afastado da editoria de esportes, ficando na chefia do copidesque. Alguns meses depois, Nascimento Brito tornou a fazer o convite com alteração salarial. No entanto, Jânio convenceu Brito de que a reforma gráfica exigiria também uma reforma industrial, pois a impressão do jornal não era de boa qualidade. Teve sua proposta aceita, mas assumiu o compromisso de dobrar a tiragem do jornal em um ano. Levou dois dias para elaborar o projeto e colocá-lo em prática. Em 3 de junho de 1959, o novo JB estava nas bancas.

Em 1963 foi para o Correio da Manhã. Em 1967, assumiu a direção-geral da Última Hora do Rio de Janeiro. No ano seguinte montou uma revista semanal, Direta, que não vingou. Passou para o Jornal dos Sports equipando-o com offset em 1969.

Ingressou na Folha de S. Paulo em 1980, e em 1983 começou a publicar a coluna política que mantém até hoje, onde publicou algumas notícias exclusivas. Entretanto, seu maior "furo" de reportagem deu-se em maio de 1987, quando teve acesso a informações que comprovaram a existência de fraude na concorrência da ferrovia Norte-Sul, orçada em 2,4 bilhões de dólares, e que percorreria 1.600 quilômetros de Goiás ao Maranhão, constituindo-se num principais projetos do governo José Sarney. De posse do resultado da concorrência fraudada, que seria divulgado em poucos dias, Jânio e os editores da Folha decidiram publicá-lo em código sob a forma de anúncio no caderno de classificados. No dia seguinte ao da divulgação da concorrência a Folha republicou o anúncio denunciando a fraude. A denúncia provocou a anulação da concorrência e o adiamento das obras da ferrovia. Essa reportagem rendeu-lhe cinco prêmios de jornalismo, entre os quais o Esso e o Prêmio Internacional Rei de Espanha.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]"

(http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/biografias/janio_de_freitas)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"A mulher que dividiu a nação"

(Daily mirror, apud TRIBUNA DE IMPRENSA online)

 

 

 

 

JORNALISTA HELIO FERNANDES:

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(http://www.tribunadaimprensa.com.br/)

 

 

 

 

 

10.4.2013 -     F.

 

 

N. CARLOS, TELEJORNALISMO, TV BAND:

 

O comentário de Newton Carlos, sobre a situação de tensão entre as Coréias do Sul e Norte:

http://mais.uol.com.br/view/s70pk4i6az2h/newton-carlos-coreia-do-sul-e-coreia-do-norte-04020E9A3766E4994326?types=A&

 

 

 

 

 

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J. DE FREITAS, COLUNA NA

FOLHA DE SÃO PAULO:

 

"janio de freitas

 

14/02/2013 - 03h00

De papa a papa

 

O Vaticano é a grande caixa-preta, a maior e mais duradoura de todos os tempos. Sua vida interior só pôde ser sondada, até hoje, por especulações, por combinação de mínimas certezas factuais com hipóteses à vontade dos autores.

Os antecedentes da renúncia de Bento 16 (grafia adotada pela Folha para o nome oficial Bento XVI) e seu próprio papado não prometem melhor destino informativo.

Minha curiosidade concentrou-se, há tempos, em um ponto mais modesto, e, ainda assim, não menos irrespondido. Bento 16 é reconhecido como intelectual de alto nível e, ainda, com talento político comprovado por seus mais de 50 anos bem-sucedidos nas lutas ferinas no Vaticano.

Como foi possível que não buscasse alguma fórmula doutrinária de convivência da igreja com os aspectos da modernidade avessos à doutrina católica? Sua fixação foi bater de frente, incitar a intolerância, fazer acusações graves, a exemplo da atribuição, aos usuários de camisinha, de maior disseminação da Aids.

Bento 16 não cuidou de proteger a doutrina do seu rebanho, argumento muito propalado. Antes preferiu fazer a igreja investir contra grande segmento desse rebanho, ansioso por maior compreensão, e contra todos os demais.

Um dos momentos grandiosos da face pacífica do século passado deu-se em 1962. Foi o Concílio Vaticano 2º (nome oficial: Vaticano II). Convocado pelo ex-cardeal de Veneza, Angelo Roncalli, apenas três meses depois de tornar-se em 1959 o papa João 23 (ou, como escolheu, João XXIII), o concílio foi por ele levado a fazer a igreja reconhecer-se como parte do mundo dos homens e a reconhecê-los todos, sem distinção de espécie alguma.

O milenar estigma mantido pela Igreja Católica contra os judeus, precursor não letal, mas socialmente venenoso, daquele que vicejaria na Alemanha, na Rússia e em tantos países mais, cedeu à conciliação não só com os judeus, mas com as outras igrejas católicas, com os protestantes em geral, com as crenças e ritos ditos "primitivos", com os casos de Estado antirreligioso e com todo obscurantismo.

OBSCURO LATIM

O ecumenismo ganhou o mundo. Os católicos mesmos ganharam de volta a sua igreja, capazes de entender a missa e os seus ritos agora rezados em suas línguas, e não mais no obscuro latim. E com os celebrantes não mais de costas para os fiéis. A igreja reconhecia a humanidade. E os direitos humanos.

O teólogo Joseph Ratzinger foi um dos produziram, no Vaticano 2º, os documentos doutrinários inspirados pelo "papa Buono" e pelos cardeais que o acompanharam no "aggiornamento" -a atualização da Igreja Católica apesar da resistência, nas palavras de João 23, "dos que só veem no mundo moderno traição e ruína". Referia-se aos "consumidos pelo fervor" mas "de escassa razão e ponderação".

A ação de João 23 foi tão significativa que abriu uma crise no comunismo internacional: encabeçada pelos grandes PCs da França e da Itália, numerosa e expressiva corrente dos comunistas incorporou o espírito reformista do Concílio Vaticano 2º, exprimindo-o, por todo o mundo, inclusive em "best-sellers" como "Do Anátema ao Diálogo", do filósofo comunista francês Roger Garaudy.

O Concílio Vaticano 2º fez seu cinquentenário no ano passado. A Igreja Católica, em especial o Vaticano, e, em particular, o papa Bento 16, não lhe dedicaram nenhuma celebração. Ah, mas não o esqueceram. Antes que o ano findasse, Bento 16 e a Cúria Romana restabeleceram o uso do latim --completaram o retrocesso feito pelo papado de João Paulo 2º e seu culto à personalidade.

Daniel Marenco/Folhapress

Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno "Poder" aos domingos, terças e quintas-feiras.

  1. Amilton (14)14/02/2013 11h52

    É inaceitável o que Ratzinger e Wojtyla fizeram com os teólogos e os defensores da Teologia da Libertação.A Teologia da Libertação representa para o catolicismo uma dessas raras oportunidades históricas de uma instituição se reinventar, retomando as suas origens e resgatando seu compromisso com os mais necessitados.Enquanto perdurar esse divórcio da igreja com as condições humanas, econômicas, políticas e sociais de seu povo, só aprofunda esse abismo entre a instituição e o cristianismo.

    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

  2. Jorge Sampaio (68)14/02/2013 14h08

    Jornalistas, com exceções, não entendem que uma instituição religiosa milenar e tradicional, esteja ela no mundo cristão, no budista ou no islâmico, não existe para se modificar incessantemente, de acordo com as tendências e modas deste ou daquele momento. No caso da Igreja, ela existe para expor a mensagem de seu fundador e transmitir os meios de salvação. Para ela, o fundamental é a adaptação dos homens, a despeito de adaptações dela mesma também serem possíveis, mas sem capitulação ao tempo.

    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

  3. MARIO (1)18/02/2013 15h58

    Causou estranheza Jânio de Freitas afirmar em relação ao Concílio Vaticano 2º que “a Igreja Católica, em especial o Vaticano, e, em particular o Papa Bento 16, não lhe renderam nenhuma celebração”. O Papa não só publicou a Carta Apostólica “A Porta da Fé” para comemorar os 50 anos do Vaticano 2º. como proclamou um Ano da Fé, que teve início em 11/10/12, data da comemoração do cinquentenário da abertura do Concílio, e que vai até 24/11/13.  Mário Prisco Paraíso

    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem"

(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/1230414-de-papa-a-papa.shtml)

 

 

 

 

 

 

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Tribuna da Imprensa

informação e opinião:

 

 

H. FERNANDES:

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Quarta-feira, 10 de abril de 2013 | 06:27

Margaret Thatcher: do voto distrital ao apogeu mundial. Eike Batista joga com “informações privilegiadas”, usa o nome da Petrobras, a CVM em silêncio doloso.

Helio Fernandes

Surpreendente que a única mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro tivesse sua vida desvendada e revelada pelos maiores órgãos de comunicação do mundo inteiro, mas com total omissão do início. Só cuidaram do fim, da morte, de sua personalidade, mas nenhuma linha, uma só palavra sobre seu começo.

A mulher que dividiu a nação

Importantíssimo para ela e para a carreira, até chegar aonde chegou. Dona Thatcher veio do voto distrital, toda a base da vida política e parlamentar da Inglaterra. Timidíssima, com enorme dificuldade de se expressar e se comunicar, o próprio marido (que estava sempre longe, pela profissão) ficou perplexo, quando foi comunicado de sua intenção.

Levou 4 anos até conseguir se inscrever para disputar a única vaga pelo seu distrito, uma cidade sem importância.

Não é nada fácil vencer no distrito, qualquer um, na Inglaterra. E sem ser por essa porta, nada feito. (Depois de reconhecido como herói da vitória na Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill não se elegeu no distrito, não voltou à Câmara dos Comuns, não pôde ser novamente primeiro-ministro).

Escolhida depois de terrível batalha campal, chegou a Londres em 1959, com 33 anos de idade. Inteiramente desconhecida, foi desprezada (a palavra é essa) e ignorada por todos no Partido Conservador. A Câmara dos Comuns, desde a fundação, é a mais democrática de todas. Um só exemplo: o rei ou a rainha não podem entrar lá, os representantes seriam expulsos se convidassem os monarcas, isso jamais aconteceu.

Já os membros dos partidos, mais o Conservador, mas também o Trabalhista (menos quando Disraeli foi primeiro-ministro com a Rainha Vitória) eram discriminadores, egoístas, arrogantes e presunçosos. Dona Thatcher levou mais de 12 anos (até 1971) sem conseguir dar um passo importante, ser cumprimentada, ganhar qualquer afago político eleitoral.

Mas a partir daí foi se colocando à frente da bancada. Também a tradição (e o comportamento da Câmara) não era favorável aos iniciantes como ela.

Os ministros estão todo dia no plenário, principalmente quando seus ministérios são alvejados. E o próprio primeiro-ministro vai lá, responde perguntas e discursa, o que ela faria durante 10 anos e meio.

No meio da década de 70 foi conquistando espaço, falando, debatendo. Em 1979, o Partido Conservador já conhecia e respeitava Dona Thatcher. Convencidos de que perderiam a eleição, resolveram lançar uma mulher. Dona Thatcher estava na vez, foi indicada.

CANDIDATA PARA PERDER, GANHOU EM 79.
EM 90, NÃO DERAM VEZ A ELA.

Tudo é muito difícil e complicado para chegar a primeiro-ministro. Principalmente sendo mulher e naquela época. Tem que ser líder do partido na Câmara, ninguém vota nesse líder e sim no partido.

Então, se ganharem a eleição na rua, o líder da bancada, obrigatoriamente será primeiro-ministro. O rei ou rainha não têm voz, nem ratificam o nome, apenas aceitam. Isso aconteceu em 1979, 1983, 1987.

Morou 10 anos e meio em Downing Street 10 (residência oficial), não deixaram que completasse o terceiro mandato. O partido dá (indica), o partido tira (não deixa que disputem outra eleição).

Foi portentosa algumas vezes, sua atuação dramática, e até traiçoeira a sua queda. Quando não obteve maioria absoluta no primeiro turno, não deixaram que disputasse o segundo.

UMA DAMA DE FERRO
CONSERVADORA E HEROÍNA

Ganhou amigos e inimigos, amor e ódio, acontece com quase todos os grandes líderes, presidentes ou primeiros-ministros. Com tudo isso, passou a ser chamada de “Dama de Ferro”, muito antes do filme, que usurpou a fama e o título.

Só para terminar, de outro jeito não acaba. Em 1982, ainda no apogeu, com vontade, raça e garra, derrubou a ditadura da Argentina, a pior de todas. Ficou contra seus próprios generais e almirantes, que não queriam a guerra, diziam: “As Falklands ficam muito longe”. Ganhou sozinha, não podia perceber que seu fim estava também muito perto.

VI E DENUNCIEI ANTES DE TODOS,
OS PRODUTOS PUXANDO A INFLAÇÃO

Aqui mesmo, há mais de 10 dias, revelei: ao contrário do que acontece normalmente, não é a inflação que puxa os preços, estes estão subindo antes, carregando a inflação e assustando.

Delfim Netto aproveitou, escreveu artigo engraçado, mas correto: “A doméstica que virou manicure”. Apesar de considerar que o ministro da ditadura não é tratadista para ser citado, apoiei, dizendo: “Desta vez ele está certo”.

Ontem Dona Dilma, preocupadíssima com a inflação, perdão, com a reeleição, chamou o ex-ministro da ditadura (Delfim) e um dos vários secretários de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda de Sarney (Belluzzo). Vá lá para Delfim, mas Belluzzo, por que? Estive em Cuba em 1987, num congresso sobre dívida externa, Belluzzo, também, ninguém notou nem se lembra. Por quê, Dona Dilma?

A COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
NÃO ENQUADRA EIKE BATISTA?

Ontem eu terminava a reviravolta da Bolsa, que depois de queda violenta das ações do bilionário fanfarrão, recuperava quase tudo, com “informações privilegiadas”. E informações de empresa estatal, nada menos do que a Petrobras.

Eike é intimíssimo de Lula. Ninguém esquece as fotos de Lula ao lado de Eike, caminhando para pegar seu avião. Para tentar a salvação do Porto do Açu. Quem controla tudo desse porto (inclusive a negociata que tentaram fazer, com participação de ministros e diplomatas) é a LLX Logística. Anteontem chegou a cair 13%. Fechou em queda de apenas 5%.

O MALABARISMO DE EIKE
NO DIA SEGUINTE, ONTEM.

Essa devassa de Eike ocorreu na segunda-feira. Ontem, terça-feira, tudo diferente. Essa LLX abriu em alta de 5,24%, algum tempo passado foi para 7,40%, ao meio-dia subia mais de 10%. A OGX e a OSX, até as duas da tarde, inalteradas, e toda a concentração era em cima da Logística, por causa do Porto do Açu.

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PS – A Bolsa abriu em alta, ao meio-dia subia 1,84%. Às 2 da tarde já estava em mais de 2,1%. A CVM no mais completo silêncio.

PS2 – O movimento continuou baseada nas ações da organização do bilionário. O que eu disse ontem se confirmou: tudo é irregular e assustador. A principal ação do grupo, no momento, é a Logística LLX. Na segunda-feira, faltando 30 minutos para fechar, queda de 13 por cento. No fechamento, queda de apenas 5%.

PS3 – Ontem, terça, ao meio-dia estava em alta de 10 por cento cravados. Façam as contas. Mas como ninguém confia mais, vendiam, fechou a 6,74% de alta. Vejam a instabilidade. As outras ações, como OGX e OSX, também subiram e caíram.

PS4 – A Bovespa, que chegou a estar em alta de 2,2%, fechou em alta, mas de 1,49%. A CVM continua escondida, nenhuma palavra.

PS5 – Tão grave quanto toda essa jogatina de cassino de Las Vegas, feita com “rumores” ou “fatos” explorando o nome da Petrobras. Dona Graça Foster, que gosta de falar, não falou. Por quê?

PS6 – Mário Vieira, parabéns pela matéria sobre o Eike, eu não sabia nem a metade. Gisele Cunha, pêsames pela ida do amigo. Nesse sentido, 2012 para mim é inesquecível. Só que não entro em depressão. Fico triste e com saudade. Façam o mesmo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013 | 17:01

Por que a blogueira Yoani não denuncia a greve de fome em Cuba?

Antônio Mello (Blog do Mello)

Prisioneiros em Cuba estavam em greve de fome há 43 dias em protesto contra o confisco de bens pessoais como fotografias, cartas e exemplares do Corão… e a blogueira Yoani Sanchez não deu uma palavra sobre o assunto. Por quê?

Yoani se omite…

A ONG Centro de Direitos Constitucionais, baseada em Nova York, afirmou que a greve de fome já alcançava 130 dos 166 detentos em Cuba… e a blogueira Yoani Sanchez não deu uma palavra sobre o assunto. Por quê?

O antropólogo Mark Mason, especialista em fatores culturais causadores de sofrimento humano, em entrevista à rede russa RT, declarou: “Mais da metade deles está livre de acusações. Eles deveriam estar na rua, saírem da prisão hoje mesmo”. No entanto, estão presos em Cuba, em greve de fome… e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

O mesmo antropólogo prosseguiu: “Eu não consigo descrever as condições horríveis, o tratamento e a humilhação que muitos desses detentos reportaram. Eles são obrigados a ficar em pé, sem roupas, em salas geladas por horas. Só isso já constitui estresse físico, é uma tortura psicológica indescritível”. E agora há a greve de fome… e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

Um dos prisioneiros relatou: “Eles realmente tentam de tudo para nos quebrar, incluindo tortura física e psicológica. Eu mesmo fui torturado com eletrochoques e waterboarding [simulação de afogamento]. Presenciei ainda crianças entre nove e 12 anos dentro dos campos. É muito difícil observar essas crianças sendo espancadas em minha frente”. Por isso muitos dos 133 detentos em Cuba estavam em greve de fome desde o dia 6 de fevereiro… e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

Sabe por quê? Porque tudo isso acontecia na ilha de Cuba, mas não sob administração cubana. Tudo isso se passava na prisão de Guantânamo, na Base Naval dos Estados Unidos na Baía de Guantânamo, sob responsabilidade dos Estados Unidos da América.

Por isso Yoani Sanchez não fala nada. Também as Damas de Blanco estão silentes. Yoani Sanchez não fala nada, e mais uma vez deixa cair a máscara e mostra a serviço de quem se encontra.

(artigo enviado por Mário Assis)

quarta-feira, 10 de abril de 2013 | 15:30

Esses dias tão estranhos

João Gualberto Jr.

“Na verdade, não teve ditadura militar no Brasil. Não tem nada de muito assustador com o que aconteceu no país”. Gisele Baginski, 22, presidente da nova Arena, em entrevista a “O Tempo” publicada em 7 de abril.

“Em uma das imagens, uma estudante, pintada de negro e algemada, segurava uma placa que dizia: ‘Caloura Chica da Silva’. Em outra, um aluno pintado de vermelho com um bigode igual ao do ditador nazista Adolf Hitler estava amarrado a uma pilastra”. (“O Tempo”, de 19 de março, sobre o trote a calouros da UFMG)

“Na foto, Donato di Mauro, 25, aparece enforcando um morador de rua com uma corrente na praça da Savassi. (…) O agressor, assumidamente skinhead, já foi denunciado diversas vezes por atitudes preconceituosas”. (“O Tempo”, de 5 de abril)

“Os neonazistas preocupam a Polícia Civil e mostram uma organização rígida no planejamento e na execução de ações violentas. A corporação gaúcha já identificou e fichou 500 integrantes desses grupos”. (“O Globo”, de 6 de abril)

“O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, afirmou haver ‘fortíssimos indícios’ de que assassinatos de moradores de rua em Goiânia tenham sido praticados por grupos de extermínio. (…) Desde agosto, foram registradas 26 mortes”. (“Agência Estado”, 7 de abril)

“A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição”. (Postagem no Twitter do deputado Marco Feliciano, do PSC-SP, pastor e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal)

“É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos”. (Constituição Federal, Inciso VI do Artigo 5º)

“Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. (Inciso III do mesmo Artigo 5º)

“Esta esfera (da liberdade humana) abrange, em primeiro lugar, o domínio interior da consciência; requerendo liberdade de consciência no sentido mais lato (…) e tudo isso sem obstrução por parte dos nossos semelhantes, desde que o que façamos não lhes cause dano”. (Princípio do Dano, de John Stuart Mill, em “Sobre a Liberdade”, de 1859)

“Assim como quereis que os homens façam a vós, fazei do mesmo modo a eles. (…) Não vos arvoreis em juízes, e não serei julgados; não condeneis, e não serei condenados”. (Jesus Cristo, no Evangelho segundo Lucas)

“Age somente segundo uma máxima tal que possas querer, ao mesmo tempo, que ela se torne lei universal”. (Imperativo Categórico, de Immanuel Kant, firmado em “Crítica da Razão Pura”, de 1781)

“Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical. (…) Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas”. (Darci Ribeiro, na conclusão de “O Povo Brasileiro”, de 1995)

(transcrito do jornal O Tempo)"

(http://www.tribunadaimprensa.com.br/)