Novo livro infantojuvenil de Gilce Velasco
Novo livro infantojuvenil de Gilce Velasco

Quando uma árvore chora, a literatura sai em sua defesa

 

Décio Torres Cruz*

 

A árvore que acordou chorando (Editora_Faz História, 2026) é o título poético do novo livro infantojuvenil da escritora e psicóloga Gilce Velasco que tem o propósito de alavancar a Educação Ambiental. As belas ilustrações do bioma amazônico por Felipe Ferradans estabelecem uma leitura visual do texto que tem como cenário e tema a Floresta Amazônica e os perigos por ela enfrentados.

 

O escopo ambientalista e de preservação da natureza se faz presente desde o início da obra. No prefácio de João Paulo Ribeiro Capobianco, o Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima destaca a importância da preservação da beleza, encantamento e da vida de nossa floresta e enfatiza a contribuição deste livro para a educação ambiental:

 

É justamente esse convite para enxergar a floresta com outros olhos que encontramos em “A árvore que acordou chorando”. Pelas palavras delicadas desta história, uma majestosa sumaúma – conhecida como a rainha da floresta – nos conduz por um universo onde a imaginação e o conhecimento caminham lado a lado. Ao acompanhar sua jornada, descobrimos que as árvores têm muito a nos ensinar, que a natureza fala de muitas maneiras e que basta aprender a escutá-las.

 

Na apresentação, o ambientalista Luiz Villares ressalta que a linda história do livro de Gilce “nos leva a uma relação de conhecimento e de amor pela floresta”. Enfatizando o seu caráter educacional, o livro traz um glossário para professores, alunos, pais e filhos sobre os principais animais e árvores da floresta.

 

Consciente da importância da literatura infantojuvenil e do papel da leitura na formação educacional e no desenvolvimento humano e psicológico das crianças, a autora resolveu abordar este tema em seu livro. E é com esta pegada educativa e de conscientização ambiental que o livro se desenvolve, assumindo um discurso ecológico tão necessário nos dias atuais e que poderá servir como material de apoio para o ensino fundamental em escolas brasileiras e, também, de outros países quando o livro for traduzido para outras línguas.

 

A autora utiliza uma linguagem bastante atrativa e com tons poéticos para desenvolver o seu enredo. A história aborda a grandiosidade e soberania da Sumaúma, árvore que, com sua exuberância e grandeza, inspira as irmãs menores de diferentes famílias, estimulando-as a crescerem lindas e felizes. A Sumaúma gosta de conversar com todas elas e contar-lhes tudo o que ela, lá do alto, vê acontecer, já que elas se unem através de suas raízes e naturalmente se enroscam num imenso telefone sem fio. A fábula destaca a importância de cada um dos seres da mata e das águas (animais, plantas, ribeirinhos e indígenas) que vivem em comunhão com a natureza em seu ciclo de vida.

 

A harmonia entre flora e fauna prevalece na história e a vida segue seu curso normal até que um dia a Sumaúma acorda chorando, despertando a curiosidade de todos os seres da floresta, porque árvores não costumam chorar. Todos suspeitaram que algo de grave e muito triste estava a ocorrer. Passaram-se dias e a exuberante Sumaúma não parava de chorar cachoeiras de lágrimas. Até que, finalmente, ela resolve contar a todos o que estava vendo lá de cima: a destruição eminente de todas elas se aproximava em forma de tratores, escavadeiras e serras elétricas.

 

Foi assim que, ao ouvirem o relato da Sumaúma, as árvores menores começaram a gritar por socorro e todos os seres da floresta se uniram e formaram um grupo de Guardiões para defender a floresta da destruição e desmatamento provocados por máquinas e serras a serviço de homens que queriam roubar as terras e envenenar os rios em busca de ouro.

 

O final vocês descobrirão ao ler este livro encantador que pode ser adquirido na loja física ou no site da Livraria Travessa.

 

Sobre a autora

Gilce Velasco é psicóloga, escritora, artista plástica e arteterapeuta, sempre preocupada em transformar, divertir e, sobretudo, educar. Criou a Editora_Faz História pela qual lança os seus livros para o publico infantojuvenil e adulto. Temas como superação, bullying, dificuldade de dialogo entre pais e adolescentes, consciência com educação ambiental são temas presentes na sua escrita. Além de seu último lançamento, A árvore que acordou chorando (2026), ilustrado por Felipe Ferradans, publicou: Histórias de gente pequena para gente grande (2026), As traças (2026), Dedos levianos (2024), A amazônia e o pequeno grão de mostarda (2024), Cadê o Nito (2022), Cabeça cheia (2021) Pedroca e pipoca na floresta (2020), Senta e conversa: 121conflitos e questões da adolescência (2020), e Dona cegonha não desiste (2020).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


* Escritor, membro da Academia de Letras da Bahia, da Academia Contemporânea de Letras de São Paulo, da Academia de Letras e Artes do Rio de Janeiro e membro correspondente da Academia Petropolitana de Letras. Autor de Histórias roubadas, Viagens & travessias e A poesia da matemática, dentre outros.