[Flávio Bittencourt]
 
Google rende-se ao inseto asqueroso, mas com gravata borboleta
 
O Sr. Barato, depois do metrô e do bulô, retorna ao lar para o dodô (descanso ao fim do dia, repouso merecido, sono reparador) [metro - boulot - dodo]
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAIO DE 1968, NA FRANÇA:
PELA IMAGINAÇÃO NO PODER
(INÍCIO DE UMA LUTA PROLONGADA):
 
 

PRENEZ VOS DÉSIRS PAR LA RÉALITÉ
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÁLBUM DE FIGURINHAS
"ANIMAIS DE TODO O MUNDO"
ED. PANINI / ABRIL JOVEM:
 
 Album De Figurinhas Animais De Todo O Mundo ¿ 1990
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"UM ESCRITOR DO AMAZONAS, ULYSSES BITTENCOURT,
TEVE 3 FILHOS: ANA AMÉLIA, QUE COMPLETARÁ 70 ANOS
NO DIA 30.8.2013, ZULMIRA E FLÁVIO - o humilde locutor
que vos fala -; pois bem, as filhas de Ulysses e Fernanda Bittencourt
participaram das passeatas contra o gorila medonho Costa e Silva,
em 1968, e este colunista participou das manifestações contra o grande símio
Ernesto Geisel, em 1977, 78, 79 etc. ALGO SOBRE ISSO PODE SER CONFERIDO
[SÓ EU ADMIRO CARTER, POR TER ENFRENTADO GEISEL, NO SENTIDO
DE QUE O BRASIL SE REDEMOCRATIZASSE LOGO; Ulysses, Fernanda, Ana e Zu
não gostavam (U. B. e Fernanda) e não gostam (as filhas) de cidadãos estadunidenses
pressionando presidentes brasileiros [ENQUANTO EU ADORO, PARA QUE ELES - os subdenvolvidos presidentes nossos - SINTAM, como a completamente desmoralizada
Dilma está sentindo agora, O LIMITE DO PEQUENO PODER DELES]: os democratas
John Kennedy, Carter, Clinton, Obama (*)]
 
F. A. L. B.
 
 
 
(*) - RAZÃO DE EU GOSTAR DE CARTER PRESSIONANDO GEISEL:
OS GORILAS, ASSIM, SAEM MAIS RAPIDAMENTE DO PALÁCIO DO
PLANALTO!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"UM CÉLEBRE PSICANALISTA E PENSADOR
FRANCÊS (QUE USAVA GRAVATA BORBOLETA ) E
QUE, PATRULHADO SOBRE A POSSÍVEL burguesice
DAS PLATEIAS EXTRAORDINARIAMENTE ATENTAS
E BRILHANTES DE SEUS SEMINÁRIOS - e seus carros
de luxo estacionados na rua, enquanto Lacan falava -,
RESPONDIA LEMBRANDO, A  RESPEITO DO CÉLEBRE
MAIO (de 1968, repleto de passeatas e barricadas em
Paris e diversas cidades europeias), QUE AQUELAS
REVOLUCIONÁRIAS MANIFESTAÇÕES DE ESTUDANTES
NADA MAIS ERAM DO QUE 'AS ESTRUTURAS [categoria teórica] 
DESCENDO ÀS RUAS' ":
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A TRADIÇÃO DO BEM

por Ulysses Bittencourt
 
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ULYSSES BITTENCOURT, filho do Prof. Agnello Bittencourt (autor de Reminiscências do Ayapuá), geógrafo [A. B.] que residiu e lecionou em Ayapuá, durante o boom econômico da borracha [e da castanha-da-Amazônia, produto florestal que era muito explorado naquela região baixopuruense], NASCIDO EM MANAUS-AM, EM 16.4.1916, E FALECIDO NO RIO DE JANEIRO-RJ, EM 19.3.1993

 

 

 
No século passado [retrasado: o Autor refere-se ao século XIX, uma vez que o artigo foi publicado em 1984], no Aiapuá (Rio Purus), viveu Carolina dos Santos, a Tia Calu, ex-escrava da Família Mello, notável por sua bondade. Toda sua longa vida foi voltada à prática do bem, sem exceções e mesmo à custa do maior sacrifício. Tia Calu muitas vezes se privava de algo para socorrer alguém. Sua caridade ficou lendária em toda a região e, o que é mais importante, foi transmitida aos seus descendente. Tendo enviuvado em 1889, veio a falecer nonagenária, cercada de respeito e carinho. De seus cinco filhos, conheci três: Fileto, Cecília e Damiana, figuras adoráveis.
Fileto viveu sempre no Lago do Ayapuá e lá morreu muito idoso. Cecília ficou solteira e acompanhou fielmente, até o fim, a família de Cacilda e Benjamin de Araujo Lima, cujos filhos e netos ajudou a criar. Com eles morou, viajou pela Europa, conheceu Paris e faleceu no Rio de Janeiro, em 1954. Sempre discreta, só se manifestava para dizer alguma coisa agradável. Nunca a vi reclamar de nada, sequer queixar-se de calor, frio ou cansaço. Tinha, em relação à Vida, um estilo de humildade superiormente filosófico. As punições de fingida severidade que Cecília infligia às crianças mais teimosas lembravam aquele personagem negro do Eça de Queiroz, ao punir a montaria rebelde com uma estocada de guarda-chuva, mas acertando-a de propósito apenas sobre a alabarda da sela. E, assim, conseguia impor-se. Toda solidariedade e amor, Cecília era adorada por quem a conhecia. Hoje, os seus restos repousam no Rio de Janeiro, juntamente com os de D. Cacilda e Dr. Benjamin, no jazigo perpétuo da Família [Cemitério São João Baptista, bairro de Botafogo, Rio].
Damiana casou, enviuvou, teve três filhos, viveu e morreu em Manaus. Era especialista em lavar e passar "fatos" brancos, camisas, punhos e colarinhos, admiravelmente engomados. Em Manaus morou num terreno de propriedade do Dr. Benjamin Lima, onde hoje se acha o Patronato Santa Terezinha. Sua casa de madeira ficava no centro de extenso pomar, tendo à frente um imenso pé de taperebá. Ali havia de tudo - goiabas, mangas, abios, ingás, sorvas, abacates, pupunhas, laranjas, açaí e bacaba - o que se imaginasse. Mas o que mais perdura na lembrança era o café, colhido, torrado e moído no pilão pela própria Damiana - o melhor, sem dúvida, em aroma e sabor. Naquela residência simples, todos eram recebidos sempre com alegria espontânea. Ambiente pobre, mas cheio de magnetismo positivo, de bons fluidos. No início da década de 40, Álvaro Maia [político e escritor amazonense que, interventor nomeado por Getúlio Vargas, governou o Estado por vários anos] doou o Grupo Escolar "Gonçalves Dias" e, usando de sua velha amizade pessoal, conseguiu que Benjamin Lima e Olympio de Menezes vendessem seus terrenos por preços simbólicos, para, na área, erguer a sede do Patronato, na esquina da Av. Sete de Setembro com a Rua Duque de Caxias. Com isso, Damiana foi para outro terreno que os Araujo Lima possuíam, na "Estrada do Parque Dez". Com a morte de Damiana, esse lote, já reduzido em seu tamanho original, veio a ser vendido por seus filhos e passou a integrar a propriedade do saudoso ex-Governador Danilo de Mattos Areosa.
Para essa segunda morada, também Damiana levou seus bons eflúvios. Era chegar e sentir. Além do Raimundo, falecido ainda moço, seus filhos Mariquinha e Manduca (este, funcionário público) não negavam o sangue bom que tinham. Eram de brandura incomum, prontos a auxiliar, satisfeitos quando podiam prestar alguma ajuda, pelo puro regozijo de servir. Na sua humildade, na sua modéstia e no altruísmo de suas vidas, constituíram exemplos das mais raras qualidades caboclas".
                              (Publicado em A crítica, de Manaus, 14.12.1984,
                              republicado em Patiguá (coletânea póstuma de crônicas de U. B.),
                              Rio de Janeiro: Copy & Arte, 1993, pp. 104-105)

 

[http://www.portalentretextos.com.br/colunas/recontando-estorias-do-dominio-publico/conjuntos-musicais-em-viagem-ao-rio-purus,236,4198.html]
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"1 ago 2011
 
 
 
 
Maior besouro do mundo [Titanus giganteus] faz viagem clandestina da Amazônia para a Suíça
 
 
Inseto se escondeu dentro de uma mala e acabou na Europa. Animal mede 14 cm de comprimento e pesa 25 gramas. Ao chegar em Genebra, na Suíça, uma viajante que havia vindo do Brasil teve uma enorme surpresa ao desfazer as malas: um besouro gigante da Amazônia havia se escondido entre suas coisas e viajou com ela para a Europa. A viajante colocou o inseto ainda vivo dentro de um vidro com álcool e chamou uma empresa de dedetização, temendo uma invasão de animais gigantes em sua casa. Um dos funcionários da empresa enviou o bicho ao Museu de História Natural de Genebra, onde foi imediatamente identificado. Tratava-se de um Titanus giganteus, o maior besouro do mundo. O exemplar que chegou à Suíça mede 14,5 cm de comprimento e pesa 25 gramas, mas besouros dessa espécie podem atingir até 22 cm de comprimento e pesar 70 gramas, sendo considerados os maiores insetos do planeta em volume. O museu divulgou o caso no dia 5 deste mês.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"PODE SER QUE GREGOR SAMSA TENHA SE TRANSFORMADO,
REPENTINAMENTE, EM BESOURO - E NÃO EM BARATA -, MAS AS
PESSOAS TÊM MAIS NOJO DE BARATA; ENTÃO, CONSIDEREMOS
QUE HAVIA UMA BARATA NO LEITO DE SAMSA - ou ali estava um
besourão, dos enormes, que eu pensava que só existiam, empalhados,
no Museu Britânico [ou na ilha de Madagascar, vivos!    ;o)   ], mas ele
estava andando, ali na minha frente, despreocupado e lampeiro, no interior
do estado do Amazonas (Brasil), como a dizer, com sua respeitavel  
existência: "- Eu sou o clone vivo daquele cadáver que você só conhecia
do álbum de figurinhas, tão importante na sua infância!"  E, como não
havia ninguém perto, respondi, alegremente: "- Bom dia, besourão
enorme do Museu Britânico de Londres e das margens do
Lago do Ayapuá! (Município de Beruri, ex-Manacapuru, antigamente autônomo
(dirigido nessa época pelo amigo jornalista ex-prefeito Jovino Lemos [irmão do
grande Ubiratã d'(O Cruzeiro)] e ex-Manaus, ainda no Século Dezenove)"
 
falb
 
 
 
 
 
Cultura
Enigmática e inquietante, literatura de Franz Kafka permanece atual
Em 3 de julho celebra-se o 130º aniversário do autor de língua alemã natural de Praga, um profeta da sociedade contemporânea de massa em seus aspectos mais angustiantes e arbitrários.
Gregor Samsa está deitado na cama, totalmente indefeso. Suas costas são duras como uma couraça. Erguendo a cabeça, ele vê um ventre marrom e suas perninhas finas e descontroladas, agitando-se diante de seus olhos. É este o corpo de um ser humano? Não, é um gigantesco inseto daninho, uma espécie de besouro repulsivo, que na noite anterior ainda era um homem.
O conto A metamorfose, de 1912, é o texto narrativo mais famoso de Franz Kafka. Uma história macabra, angustiante, sobre a vulnerabilidade do ser humano e sua precária condição no mundo, que da noite para o dia pode transformá-lo em pária.
Mas por que o autor "empacotou" sua metáfora numa forma tão enigmática? Ele não podia tê-la apresentado de um modo mais "realista", "verossímil"? Isso é o que pergunta em carta a Kafka um certo Dr. Siegfried Wolff, que lera o conto logo após seu lançamento.
"Prezado Senhor: o senhor me fez muito infeliz. Comprei a sua Metamorfose e a presenteei à minha prima. Mas ela não sabe como explicar a história. Minha prima a deu à mãe dela, que também não encontra explicação. Só o senhor pode me ajudar. O senhor tem que me ajudar, pois foi quem me meteu nisso. Portanto, me diga o que a minha prima deve pensar da Metamorfose."
Manuscrito original de "O processo" está preservado em Marbach
O ser humano como engrenagem
Por que Kafka escrevia de forma assim tão soturna, submetendo suas personagens a situações que não ocorrem na realidade, pelo menos no sentido literal? Pois essa foi uma opção que também lhe dificultou a trajetória, impedindo que, ainda em vida, ele se tornasse um escritor aclamado pelo público.
O germanista Thomas Anz, docente da Universidade de Marburg e autor de um estudo sobre a vida e obra de Franz Kafka (1883-1924), o considera um fantástico poeta do absurdo. Sua literatura introvertida, cifrada, é, possivelmente, o equivalente formal a todas as repartições jurídicas e homens honoráveis com que suas personagens se confrontam.
Isso, prossegue Anz, aplica-se em especial às instâncias estatais, como as descritas no romance O processo, ou, em versão ainda mais implacável, no conto A colônia penal – ambos textos que refletem a impotência do indivíduo diante de poderes anônimos.
Um tribunal civil no primeiro caso, uma corte militar, no segundo, levantam imputações totalmente arbitrárias, cuja verdadeira motivação o acusado não consegue sequer vislumbrar. Por que os réus se tornaram culpados? Eles não sabem. Tal situação de indefensibilidade, uma vivência central nas sociedades de massa modernas, é o que se denomina "kafkiana".
Essa vivência, Charles Chaplin traduziu numa imagem eloquente em seu filme Tempos modernos, quando, inteiramente indefeso, o protagonista, um operário de fábrica, se vê entalado entre as gigantescas engrenagens de uma máquina em funcionamento. Um símbolo visual com que Kafka certamente teria se identificado.
Orson Welles levou "O processo" às telas (de pé, Anthony Perkins)
Profeta dos terrores da vida moderna
Os textos kafkianos expressam o nervosismo de sua época diante do fenômeno da modernização, então em curso, define Michael Braun, diretor do departamento de literatura da Fundação Konrad Adenauer.
O crescimento das cidades, novos meios de transporte como o trem e, acima de tudo, o automóvel, novas técnicas de produção e um Estado que se alastrava, dominante – tudo isso era novo e preocupante. E essa intranquilidade perdura até nossos dias.
"Por isso costuma-se evocar Kafka como profeta, como alguém que, por volta de 1900, já antecipava aquilo que se tornaria realidade em meados do século passado e mais além, ou seja: o ser humano inteiramente controlado e também torturado", explica Braun. Assim, por exemplo, é válido traçar uma ligação direta entre a colônia penal de Kafka e o campo de prisioneiros de Guantánamo, hoje.
Casa da família Kafka em Praga
Patchwork de identidades
A sensação de impotência descrita pelo autor judeu de língua alemã, natural de Praga, persiste até hoje, pelo menos em parte. Paradoxalmente, as sociedades cujos cidadãos gozam de grandes liberdades também trazem em si um certo temor. Uma causa possível para isso é a perda das instâncias tradicionais de autoridade: esse fenômeno, que ocupou Kafka sem cessar, inquieta as pessoas até hoje, afirma Anz.
"As autoridades são percebidas como algo ameaçador, mas em parte são também alvo de zombaria. Tudo isso produz uma certa desorientação. Essas são vivências da era moderna que subsistem até hoje, e que um autor como Kafka representou de forma brilhante e exemplar."
Quanto à ambivalência que permeia os textos de Franz Kafka, esta também se origina na identidade multifacetada do autor – a qual, por sua vez, é mais um fenômeno típico da modernidade, ressalta Braun.
"Kafka era judeu, era advogado, era escritor, nasceu em Praga, era tcheco e alemão. E, em meio a essa convivência e confusão de identidades distintas, buscar um Kafka que fale palavras claras será sempre um problema." Entretanto, ressalva o germanista da Fundação Adenauer, "é justamente esse problema que constitui a atratividade dos textos de Kafka. Pois, se esse problema não existisse, qual seria a graça de se ler Kafka?".
 
DW.DE
 
 
"NAS MARGENS DO AYAPUÁ,
ONDE ESTAVA O BESOURÃO VIVO
que eu juro que vi [NÃO SE TRATA DE
TIRADA LITERÁRIA: É CRÔNICA DE
FATO HAVIDO];
RESPONDO: NA PONTA DO LEOPOLDINO
(30.5.2010, 11 HORAS DA MANHÃ),
COM PESSOAS PASSANDO POR ALI,
SEM PISAR NAQUELA IMPRESSIONANTE
RENCARNAÇÃO NÃO DE GREGOR,
MAS DO PRÓPRIO FRANZ, SUPORTE
ESPIRITUAL DA VIDA DE MILHÕES DE
ALMAS DE HUMANOS QUE SE SENTEM
BARATAS (OU BESOUROS)"
 
 
 
 
3.7.2013 -    F.