Raridade: índios verdadeiros como atores de fotoromanzo

No Blog do Madeira está essa página de etnofotonovela brasileira, uma verdadeira raridade, enviada por um leitor amigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://www.blogdomadeira.com.br/wp-content/uploads/2009/04/borba_hq.jpg

 

 

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UM FOTOROMANZO E TANTO:

"SOFIA LOREN

Este post foi editado por ROBSON TERRA - 19/2/2008, 01:52
"

(A PARTE DA LEGENDA ACIMA TRANSCRITA QUE ESTÁ

ENTRE ASPAS E A REPRODUÇÃO DE CAPA DE REVISTA

ITALIANA DE FOTONOVELAS ESTÃO, NA WEB, EM:

http://fotoromanzilancio.forumfree.it/?t=11207511&st=180)

 

 

     

FOTOPOTOCAS, de Ziraldo: UM PRODUTO SEMIÓTICO-HÍBRIDO, ENTRE A

CHARGE E A FOTONOVELA (herdeira dos quadrinhos)

(SÓ A FOTO DE CAPA DO Nº 2 DA RESPECTIVA REVISTA, SEM A LEGENDA

ACIMA REDIGIDA, ESTÁ, NA WEB, EM:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-127039706-raridade-fotopotocas-n-02-ziraldo-edices-edibras-_JM)

 

 

("FOTONOVELAS

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

"A primeira revista de fotonovela, a “fotoromanzo” italiana, datada de 8 de maio de 1947, surgiu na Itália com o nome "Il mio sogno", elaborada por Stefano Reda, jornalista apaixonado por literatura, e Giorgio Camis De Fonseca, diretor da Editora “Novissima di Roma”; sobre a revista havia as palavras: "settimanale di romanzi d'amore a fotogrammi". Era composta por duas fotonovelas, "Nel fondo del cuore" de Stefano Reda e "Menzogne d'amore" de Luciana Peverelli, protagonizadas por Glauco Selva e Resi Farrel.  As primeiras propostas de fotonovelas, porém, não foram histórias inéditas, mas fotos sequenciais de filmes conhecidos da época, tais como: "La principessa Sissi", com Romy Schneider, "Violenza sull'autostrada" com Luisa Ferida e "Eliana e gli uomini" com Ingrid Bergman (...)".

(VERBETE 'FOTONOVELA', DA WIKIPÉDIA,
 
 
 
"Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. [EXEMPLOS: A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, de Jorge Amado, O Champanhe, de Adrino Aragão] Se bem que a distinção entre novela e romance não seja clara, pode-se dizer que a novela apresenta, por um lado, uma maior economia de recursos narrativos do que o romance e, por outro, um maior desenvolvimento de enredo e personagens do que o conto, com diversos personagens e linhas narrativas. Etimologicamente, folhetins televisivos de longa duração deveriam ser chamados em português de telerromances, mas o termo origem espanhola já está consagrado: telenovelas. No Brasil, os termos novela e telenovela são sinônimos, mas o primeiro é muito mais usado (...)".
 
(Blog Singrando Horizontes,
OS EXEMPLOS APRESENTADOS, acima grifados, SÃO DESTA COLUNA) 
 
 
 
"(...) Muitos atores de cinema protagonizaram fotonovelas, entre eles Vittorio Gassman, Sofia Loren, Laura Antonelli, Silvana Pampanini, Gina Lollobrigida, Silvana Mangano, Raf Valone, Ornella Muti, Terence Hill, Massimo Serato. (...)
 
(VERBETE 'FOTONOVELA', DA WIKIPÉDIA,
 
 
 

 

                              A Ziraldo, à turma do Pasquim

                              e aos escritores (argumentistas, roteiristas), diretores, atores, fotógrafos,

                              diretores de arte, cenógrafos, figurinistas, maquiadores [NO CASO

                              DA FOTONOVELA COM ÍNDIOS AUTÊNTICOS ELES NÃO

                              PRECISARAM TRABALHAR], técnicos (iluminadores, eletricistas, motoristas

                              etc.), desenhistas de balões e dos diálogos dentro deles inseridos, montadores 

                              e outros  profissionais que trabalharam na elaboração dos - como se diz

                              na Itália e na França - "FOTORROMANCES", aqui na Coluna "Recontando

                              estórias do domínio público" denominados (possivelmente) pela primeira

                              vez como CONTOS FOTOGRÁFICO-SEQUENCIAIS ou, de forma um

                              pouco mais abreviada, CONTOS FOTOSSENQUENCIAIS, sendo que há,

                             ainda, uma forma ainda mais sintética, FOTOQUADRINHOS, reconhecida

                             sua autonomia frente à arte fotográfica dita "pura", à literatura e

                             à nona arte (a arte dos quadrinhos), da qual foi evidentemente

                             parida (HÁ AS FORMAS HÍBRIDAS QUADRINHOS/FOTONOVELAS,

                            algumas que geraram produtos célebres da comunicação de massa

                            de nossos dias, COMO AQUI SE VERÁ FUTURAMENTE - é o

                            está previsto e se espera que aconteça)

                              

 

4.2.20'0 - O "fotorromance" ou estórias fotoquadrinizadas [designação desta modesta Coluna] - Na França, elas são chamadas de ROMAN-PHOTO [pronuncia-se 'ROMÃ-FOTÔ', "romance-fotografia]. Na Itália, elas foram produzidas em grande quantidade. N'O Pasquim (semanário satírico-político carioca, 1969 e anos seguintes), sua linguagem foi utilizada para que charges fotonovelísticas fossem apresentadas. Antes, Ziraldo já tinha criado as FOTOPOTOCAS, charges-"fotonovelísticas"-com-uma foto-só (com uso dos balões, dos quadrinhos). Mas o título do presente suelto refere-se a fotonovelas brasileiras, com índios autênticos. Assim que for possível, aqui se informará um pouco sobre o Sr. Madeira, o Sr. Antônio Borba e a cantora Waldirene - e sobre os índios, naturalmente. Alguns deles - ou todos eles - são de Varginha-MG, lá mesmo onde (dizem) os ETs deram o ar de sua graça, certa vez. Então, essa fotonovela é varginhense, como o "ET de Varginha" NÃO ERA, uma vez que nem mesmo de algum corpo celeste do Sistema Solar veio ele, provavelmente. Flavio A. L. Bittencourt ([email protected])

 

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[A RARIDADE À QUAL O TEXTO A SEGUIR TRANSCRITO SE REFERE É A FOTONOVELA

COM UMA PÁGINA ACIMA REPRODUZIDA, primeira gravura]

"Fotonovela

April 6th, 2009

 "O leitor Carlos Sérgio Cornwall traz uma raridade, parte de uma das fotonovelas estrelada pelo varginhense Antonio Borba. “Essa é de 1969, onde ele fazia par romântico com um dos ícones da Jovem Guarda a cantora Waldirene. Pelos slides, vemos os momentos em que Mário (personagem de Borba) era socorrido pelos índios Tupi-Guarani (verdadeiros). Realmente um grande marco da fotonovela brasileira (...)".  (http://www.blogdomadeira.com.br/?p=4236)

"COMENTÁRIO DE "TIA DORA":

Tia Dora // Apr 6, 2009 at 2:25 pm

Muito bom a cidade resgatar os feitos de seus filhos ilustres. A era das fotonovelas, mostrava uma época em que as pessoas eram mais companheiras,amigas e fraternas.
Belo resgate cultural . O cacique ao lado do Antonio Borba parece o Juruna". (IDEM)

 

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VERBETE 'FOTONOVELA', DA WIKIPÉDIA 

"Fotonovela

 
Cena da fotonovela "O Limite da Amizade".

Fotonovelas são novelas em quadrinhos que utilizam, no lugar dos desenhos, fotografias, de forma a contar, sequencialmente, uma história.

No Brasil, as fotonovelas tiveram um mercado cativo por mais de 25 anos, entre os anos 50 e 70, representando a idéia de uma imprensa popular feminina, com milhões de leitores de histórias publicadas em revistas com grande circulação nacional.

Índice

Histórico

A primeira revista de fotonovela, a “fotoromanzo” italiana, datada de 8 de maio de 1947, surgiu na Itália com o nome "Il mio sogno", elaborada por Stefano Reda, jornalista apaixonado por literatura, e Giorgio Camis De Fonseca, diretor da Editora “Novissima di Roma”; sobre a revista havia as palavras: "settimanale di romanzi d'amore a fotogrammi". Era composta por duas fotonovelas, "Nel fondo del cuore" de Stefano Reda e "Menzogne d'amore" de Luciana Peverelli, protagonizadas por Glauco Selva e Resi Farrel.

As primeiras propostas de fotonovelas, porém, não foram histórias inéditas, mas fotos sequenciais de filmes conhecidos da época, tais como: "La principessa Sissi", com Romy Schneider, "Violenza sull'autostrada" com Luisa Ferida e "Eliana e gli uomini" com Ingrid Bergman.

Muitos atores de cinema protagonizaram fotonovelas, entre eles Vittorio Gassman, Sofia Loren, Laura Antonelli, Silvana Pampanini, Gina Lollobrigida, Silvana Mangano, Raf Valone, Ornella Muti, Terence Hill, Massimo Serato.

Fotonovela no Brasil

A primeira revista de fotonovela publicada no Brasil foi "Encanto", pois embora "Grande Hotel" circulasse desde 1947, só em seu nº 210, de 31/07/1951, publicou a primeira fotonovela, intitulada "O primeiro amor não morre". O primeiro número de "Capricho" circulou em 17/07/1952.

Nos anos 70, mais de 20 revistas de fotonovelas chegaram a circular no Brasil, publicadas por várias editoras: Bloch, Vecchi, Rio Gráfica, Abril e Prelúdio, sendo que, na época, ao contrário das demais editoras que importavam as fotonovelas da Itália, a Bloch produzia suas fotonovelas no Brasil, com a revista "Sétimo Céu"[1].

Em pesquisa de 1974, as revistas de fotonovela só eram superadas, em venda, pelas revistas de quadrinhos infantis. A revista "Capricho", da Editora Abril, era na época a mais vendida (média quinzenal de 211.400 exemplares), perdendo apenas para "Pato Donald", "Mickey" e "Tio Patinhas" (cada uma com uma média periódica aproximada de 400 mil exemplares)[2].

Em 1975, o Instituto Verificador de Circulação analisou a receptividade que as revistas de fotonovelas tinham em todo o país, na venda avulsa. A revista "Capricho" vendia quinzenalmente 273.050 exemplares, sendo que possuía, em todo o país, apenas três assinaturas[3]. Com fotonovelas italianas, "Capricho" também vendia em Portugal e colônias ultramarinas, num total de 11.186, com apenas um assinante, anônimo. Super Novelas Capricho, com circulação quinzenal, vendia 104.903 exemplares, com apenas dois assinantes no Brasil, "Ilusão" vendia quinzenalmente 108.319 exemplares, e "Noturno", com venda mensal de 72.007<Idem, ibidem>.

Características

A fotonovela apresenta uma narrativa que utiliza em conjunto a fotografia e o texto verbal. Como nas histórias em quadrinhos desenhadas, cada quadrinho da sequência corresponde a uma cena da história, no caso, corresponde a uma fotografia acompanhada da mensagem textual.

São, em geral, publicadas no formato de revistas, livretos ou de pequenos trechos editados em jornais e revistas, e algumas são divididas em capítulos que, geralmente, têm um desfecho próprio, uma espécie de cliffhanger, que cria suspense e curiosidade no leitor, levando-o a comprar a continuação.

A característica principal das histórias é a intriga sentimental, geralmente apresentando uma heroína de origem humilde que luta por um amor difícil e complicado, alcançando seu objetivo de felicidade no final da narrativa. As personagens são pouco trabalhadas psicologicamente, com características maniqueístas e as consequências são sempre estereotipadas.

Críticos e estudiosos consideraram a fotonovela, quase sempre, como um “subgênero da literatura”[4]. Entre os anos 1967 e 1971, Angeluccia Bernardes Habert, como tese de doutoramento no Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, pesquisou o campo das fotonovelas, resultando o "estudo de uma forma de literatura sentimental fabricada para milhões", subtítulo que deu à "Fotonovela e Indústria Cultural", editada pela Vozes (1973)[5].

Principais revistas de fotonovelas no Brasil

  • Capricho (Editora Abril)
  • Super Novelas Capricho (Editora Abril)
  • Grande Hotel (Editora Vecchi)
  • Ilusão
  • Noturno
  • Encanto
  • Fascinação
  • Contigo
  • Sétimo Céu (Editora Bloch)
  • Carinho
  • Carícia

Atores brasileiros de fotonovelas

  • Rose di Angelis
  • Marie Luise Indrik
  • Elisângela

Atores italianos de fotonovelas

  • Franco Gasparri
  • Franco Dani
  • Franco Andrei
  • Michella Roc
  • Rosana Galli
  • Katiuscia
  • Marina Coffa
  • Sandro Moretti
  • Jean Mary Carletto
  • Claudia Rivelli
  • Adriana Rame
  • Claudio De Renzi
  • Gianni Vannicola
  • Alex Damiani
  • Sebastiano Somma
  • Alessandro Inches
  • Franco Califano
  • Ornella Pacelli
  • Maurizio Vecchi
  • Gioia Scola
  • Barbara De Rossi
  • Francesca Dellera
  • Luc Merenda
  • Kirk Morris
  • Ivan Rassimov
  • Renato Cestiè
  • Pascal Persiano
  • Maura Magi
  • Luciano Francioli

Notas e referências

  1. MILLARCH, Aramis. As Fotonovelas. Curitiba: Jornal Estado do Paraná, 10/02/1974
  2. Idem, ibidem
  3. MILLARCH, Aramis. Curitiba: Jornal Estado do Paraná, 15/03/75
  4. JOANILHO, André Luiz; JOANILHO, Mariângela Peccili Galli. Sombras literárias: a fotonovela e a produção cultural (dez 2008). In: [1]
  5. MILLARCH, Aramis. As Fotonovelas. Curitiba: Jornal Estado do Paraná, 10/02/1974

Referências bibliográficas

  • JOANILHO, André Luiz; JOANILHO, Mariângela Pecciolli Galli. Sombras literárias: a fotonovela e a produção cultural. Revista Brasileira de História, vol. 28, nº 56. In [2]
  • MILLARCH, Aramis. Fotonovelas. Curitiba: Jornal Estado do Paraná, 15/03/75. In: [3]
  • MILLARCH, Aramis. As Fotonovelas. Curitiba: Jornal Estado do Paraná, 10/02/1974 In: [4]

Ligações externas

 

 

(http://sandrabarsottiatriz.blogspot.com/2009/11/fotonovelas.html)