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Vasco Núñez de Balboa (1475, Jerez de los Caballeros21 de janeiro de 1519, em Acla, Panamá) – Explorador espanhol que teria nascido em Jerez de los Caballeros (Badajoz) na Espanha e faleceu em Acla, atual Panamá. De origem galega e de linhagem incerta, é provável que tenha sido filho do fidalgo Nuño Arias de Balboa e de uma dama de Badajoz.

Fugindo aos credores, foi um dos primeiros colonos em Hispaniola. Em 1501 empreendeu sua primeira viagem com a expedição de Rodrigo de Bastidas através das ilhas do Caribe que pertencem à atual Colombia (Santa Marta, Cartagena e golfo de Urabá ou " Darién "). Permaneceu na "Isla Hispaniola" (onde hoje se localizam a República Dominicana e o Haiti) mas nela não teve muita sorte e se viu obrigado a abandoná-la.

Em 1508, Alonso de Ojeda e Diego de Nicuesa criaram duas novas "governações" nas terras entre os cabos "de La Vela" (hoje na Venezuela) e de "Graças a Dios". Denominou "Nova Andaluzia" à oriental e "Castilha de Ouro" à situada a oeste do Golgo de Urabá.

Um ano mais tarde fugiu de seus credores de Santo Domingo e embarcou na expedição comandada por Enciso que saia ao encontro de Fernando Alonso de Ojeda, que havia fundado o estabelecimento de San Sebastián de Urabá, na Nova Andaluzia, deixando nele um grupo de homens ao comando de Francisco Pizarro.

Pouco depois de sua chegada, Núñez de Balboa adquiriu popularidade entre seus companheiros graças ao carisma e conhecimento da terra. Mais tarde, o regimento se transferiu para Darién onde Núñez de Balboa fundou em 1510 o primeiro estabelecimento permanente em terras continentais americanas, denominado Santa Maria de la Antigua del Darién.

Eleito alcaide, enviou emissários a Nicuesa convidando-o a estabelecer-se como governador em "la Antigua", mas este considerou o gesto uma intromissão e encabeçou uma missão punitiva contra Núñez de Balboa, que acabou vencendo a Nicuesa que foi abandonado à sua sorte em um barco que se perdeu no mar.

Manteve tanto quanto possível tratados informais com os chefes indígenas, contrariando a imagem sanguinária que hoje prevalece sobre os conquistadores espanhóis.

Em 1511, Núñez de Balboa obteve o cargo de governador. Movido pelo propósito de descobrir o mar de que falavam os indígenas, se internou continente adentro em 25 de setembro de 1513 num périplo de mais de 30 dias que culminou em uma das maiores façanhas de conquista espanhola na América, o descobrimento do Mar del Sur, nome que deram ao atual Oceano Pacífico. Reza a lenda que terá subido a um monte indicado pelos índios apenas na companhia do seu cão Leoncito, tornando-se no primeiro europeu a avistar o maior Oceano da Terra.

Até a chegada do novo governador Pedrarias Dávila, Balboa conservou os cargos de Adelantado de la Mar del Sur e Gobernador de Panamá y Coiba, e empreendeu a exploração da costa do Pacífico. Ao ter notícia de que seu sogro ia ser substituído, regressou a Acla para apresentar seu apoio, mas Pedrarias o acusou de conspirar contra a Coroa e o descobridor foi julgado e condenado à morte, tendo sido executado por decapitação em Acla, provavelmente a mando de Francisco Pizarro.