[Flávio Bittencourt]

Mãe Coragem Inuit

No documentário de Flaherty.















(F. B.,






































"Com tatuagem e grupo para ajudar crianças, mães homenageiam vítimas da boate Kiss

Ana Paula Rocha
Do UOL, em Santa Maria (RS)

O estilo roqueiro da filha Andrielle Righi, que morreu após o incêndio na boate Kiss, ocorrido em Santa Maria (RS) em 27 de janeiro, quando a jovem celebrava o aniversário de 22 anos, é lembrado pela mãe Ligiane Righi da Silva, 43, como marca da filha. A autorização para fazer uma tatuagem só viria após a própria mãe fazer uma. Com a tragédia na boate, Ligiane substituiu a ideia que tinha de ter tatuadas apenas as letras iniciais dos nomes das filhas e pediu que eles fossem escritos em seu pulso por extenso.

Andrielle pertencia a um grupo de cinco amigas inseparáveis que estavam na boate na data da tragédia e morreram. A perda uniu as mães, que estão formando um grupo para ajudar crianças de uma creche comunitária, dando continuidade a um trabalho que as filhas haviam iniciado. Neste domingo (12), Ligiane e outras mães enfrentam o desafio de passar pelo primeiro Dia das Mães após a morte de seus filhos. Assista a relatos.

Artigo: Com doçura, mães lutam para que tragédia não seja esquecida"

Veja relatos de mães que perderam filhos na tragédia de Santa Maria - 6 vídeos







Two unidentified Inuit girls sitting at their desks, May 1965. Source: Library and Archives Canada, Kryn Taconis fonds, e004665294.



























Apak (Leah Angutimarik) is the rebellious daughter of a great Inuit shaman in The Journals of Knud Rasmussen. (Norman Cohn/Alliance Atlantis)
Apak (Leah Angutimarik) is the rebellious daughter of a great Inuit shaman in [OUTRO FILME POR ELA ESTRELADO, INTITULADO] The Journals of Knud Rasmussen. (Norman Cohn/Alliance Atlantis)





Inuit mother with one child in front of her and carrying one in her hood, September 12, 1958. [Igloolik (iglulik), Nunavut] Source: Library and Archives Canada, Charles Gimpel fonds, e004923423.






















12.5.2013 -      F.



"Nanook of the North"- Robert J. Flaherty -1922-The first feature length documentary,


"Publicado em 06/02/2013

"Nanook of the North" (also known as Nanook of the North: A Story Of Life and Love In the Actual Arctic) or Nanook of the Frozen North is a 1922 silent documentary film by Robert J. Flaherty. In the tradition of what would later be called salvage ethnography, Flaherty captured the struggles of the Inuk Nanook and his family in the Canadian Arctic. The film is considered the first feature-length documentary. In 1989, this film was one of the first 25 films to be selected for preservation in the United States National Film Registry by the Library of Congress as being "culturally, historically, or aesthetically significant.

The documentary follows the lives of an Inuit, Nanook, and his family as they travel, search for food, and trade in northern Quebec, Canada. Nanook, his wife, Nyla, and their baby, Cunayou, are introduced as fearless heroes who endure rigors "no other race" could survive.

Robert Joseph Flaherty, F.R.G.S. (/ˈflæhɜrtiː/) (February 16, 1884 -- July 23, 1951) was an American filmmaker who directed and produced the first commercially successful feature length documentary film, Nanook of the North (1922). The film made his reputation and nothing in his later life fully equaled its success, although he continued the development of this new genre of docufiction.
In 1913, on his expedition to prospect the Belcher Islands, his boss, Sir William Mackenzie, suggested that he take a motion picture camera along. Flaherty brought with him a Bell and Howell hand cranked motion picture camera. He was particularly intrigued by the life of the Inuit people, and spent so much time filming them that he had begun to neglect his real work. When Flaherty returned to Toronto with 30,000 feet of film, the nitrate film stock was ignited in a fire started from his cigarette, in his editing room. His film was destroyed and he received burns on his hands. Although his editing print was saved and shown several times, Flaherty wasn't satisfied with the results. "It was utterly inept, simply a scene of this or that, no relation, no thread of story or continuity whatever, and it must have bored the audience to distraction. Certainly it bored me." Flaherty was determined to make a new film, one following a life of a typical Inuit and his family. In 1920, Flaherty secured funds from Revillon Frères, a French fur trade company to shoot what was to become Nanook of the North. On the 15th of August, 1920 Flaherty arrived in Port Harrison, Quebec to shoot his film. With him he took two Akeley motion-picture cameras which the Inuit referred to as "the aggie". Flaherty also brought full developing, printing and projection equipment to show the Inuit his film, while he was still in the process of filming. Flaherty lived in an attached cabin to the Revillon Frères trading post.
In making Nanook, Flaherty cast various locals in parts in the film, in the way that one would cast actors in a work of fiction. With the aim of showing traditional Inuit life, Flaherty also staged some scenes, including the ending, where Allakariallak (who acts the part of Nanook) and his screen family were supposedly at risk of dying if they could not find or build shelter quickly enough. The half-igloo had been built beforehand, with a side cut away for light so that Flaherty's camera could get a good shot. Additionally, Flaherty insisted that the Inuit not use rifles to hunt, though their use had by that time become common. He also pretended at one point that he could not hear the hunters' pleas for help, instead continuing to film their struggle and putting them in greater danger.
Melanie McGrath, a writer, writes that, while living in Northern Quebec for the year of filming Nanook, Flaherty had an affair with his lead actress, the young Inuit woman who played Nanook's wife. A few months after he left, she gave birth to his son, Josephie, whom he never acknowledged.

For more information about art cinema : http://blog.ecla.de/tag/cinema-history/

Resources: wikipedia.org, archive.org
New soundtrack and dubbing: CinemaHistoryChannel
Music: Kevin Mac Leod (incompetch.com) licensed under Creative Commons licence: Attribution 3.0 Unported (CC BY 3.0).







                                             EM MEMÓRIA DE DONA MARIA CASTELLO,

                                             SOGRA DO MEU TIO CARLOS DE ARAUJO LIMA,

                                             QUE MUITO CONVERSAVA COMIGO

                                             E GUARDAVA LEMBRANÇAS DIVERSAS PARA MIM, NÃO APENAS

                                             NO NATAL, ANIVERSÁRIO E DIA DAS CRIANÇAS - E

                                             PARA A MINHA MÃE (ELAS VIVEM!)




"Os Inuit, do Canadá, que já foram chamados de esquimós






Os Inuit, do Canadá, que já foram chamados de esquimós

Os Inuit, do extremo norte da América do Norte, são uma das três etnias autóctones do Canadá, sendo denominados os outros dois povos aborígenes Primeiras Nações e Métis














































Apak (Leah Angutimarik) is the rebellious daughter of a great Inuit shaman in The Journals of Knud Rasmussen. (Norman Cohn/Alliance Atlantis)
Apak (Leah Angutimarik) is the rebellious daughter of a great Inuit shaman in [OUTRO FILME POR ELA ESTRELADO, INTITULADO] The Journals of Knud Rasmussen. (Norman Cohn/Alliance Atlantis)







Apak (second from left), offers a thimble to her former sweetheart, Nuqallaq (Natar Ungalaaq). (Norman Cohn/Alliance Atlantis)
Apak (second from left), offers a thimble to her former sweetheart, Nuqallaq (Natar Ungalaaq). (Norman Cohn/Alliance Atlantis)








onde consta:

"(Foto) CP / Adrian Wyld

Jakob Cedergren, (left to right) Pakak Innukshuk, Zacharias Kunuk, Norman Cohn, Leah Angutimarik and Kim Bodnia pose for photographers as they arrive at the opening night gala premiere for the movie 'The Journals of Knud Rasmussen' at the Toronto International Film Festival in Toronto, Thursday Sept. 7, 2006. The film festival runs through Sept. 16th.")







"(...) 85% da população do Nunavut, de 29.300 habitantes, são nativos americanos, a maioria deles, Inuit. Em [idioma] inuktitut, Nunavut significa 'nossa terra'. (...) ".







"Lenda esquimó: A origem do Sol e da Lua

Conheça uma lenda esquimó que explica o surgimento desses astros no céu

Por: Daniele Castro

Publicado em 11/06/2004 | Atualizado em 20/05/2010

Há muitos e muitos anos, em uma pequena aldeia da costa, viviam um homem e sua mulher. Depois de um longo período, o casal teve dois filhos: um menino e uma menina. Os irmãos se davam muito bem, para alegria dos pais. Um não se separava do outro.


O tempo foi passando e as crianças crescendo. Quando os dois irmãos se tornaram adultos, aconteceu algo surpreendente: eles não paravam de brigar. Os pais dos jovens ficaram tristes e espantados. Não conseguiam entender como os filhos, de uma hora para outra, tornaram-se inimigos.

Na verdade, quem se transformou foi o filho, que tinha inveja da beleza da irmã e por isso vivia a persegui-la. A menina, por sua vez, já estava cansada das implicâncias do irmão e não sabia mais o que fazer para escapar de suas maldades. Mas um dia ela teve uma idéia:

-- Vou fugir para o céu. Só assim escaparei do meu irmão.

A menina então se transformou em Lua.

Quando o rapaz descobriu que a irmã tinha fugido, ficou muito triste e arrependido.

-- Se ela foi para o céu, eu irei também. Não posso ficar sem a minha irmã.

E foi isso que aconteceu. O rapaz conseguiu ir para o céu, só que em forma de Sol, e não parou de correr atrás da menina. Às vezes, ele a alcança e consegue abraçá-la, causando então um eclipse lunar.

Adaptação livre de Daniele Castro da lenda esquimó, publicada no livro O Cru e o Cozido, de Claude Lévi-Strauss, editado pela Brasiliense. Publicado originalmente em Ciência Hoje das Crianças 41"














"Primeiro filme esquimó deixa marca em Cannes

Segunda, 21 de maio de 2001, 12h32

O primeiro longa-metragem da história a ser filmado inteiramente na língua inuit (esquimó) saiu do festival de cinema de Cannes no domingo com o cobiçado prêmio de melhor diretor estreante para Zacharias Kunuk.

Atanarjuat the Fast Runner, exibido fora da competição principal de Cannes, se baseia numa antiga lenda inuit e foi filmado in loco, numa ilha canadense próxima do Círculo Ártico.

É a história de dois irmãos, Atanajuat e Aamaqjuaq, que lutam contra um xamã malévolo que divide sua pequena tribo nomádica.

"Quando concluímos o filme e o mostramos aos patrocinadores, ficamos felizes ao sentir que tínhamos feito o nosso trabalho bem. Resta ver agora se o mundo externo o vai aceitar", disse Kunuk, 44, em coletiva de imprensa concedida no domingo.

Kunuk precisou derrotar concorrentes de peso para levar para casa o prestigioso prêmio. Vicky Jenson e Andrew Adamson, diretores do popular filme animado Shrek, da DreamWorks, também eram candidatos fortes.

Mas o diretor inuit parecia estar mais preocupado com a recepção que seu filme terá entre seu povo do que com a opinião dos críticos em Cannes.

"Esta é nossa bíblia", falou, referindo-se à lenda de Atanarjuat. "Todo inuit conhece a história de cor. É muito importante reproduzi-la certo. Se houver alguma coisa errada, eles saberão", explicou à revista The Hollywood Reporter na semana passada.

O filme custou 2 milhões de dólares e foi feito em cooperação com o Conselho Nacional de Cinema do Canadá. Seus criadores disseram que esperam que ele funcione como contrapeso aos retratos cinematográficos dos povos indígenas feitos por "sulistas".

Desde o esquimó representado por Anthony Quinn em Sangue sobre a neve, de 1959, até os índios bêbados e sedentos de sangue dos faroestes da John Wayne, os indígenas sempre lamentaram a maneira como são retratados na tela grande.










"Os Inuit

Durante séculos, os Inuit sempre foram chamados de "esquimós" por aqueles que não são Inuit. Os Inuit não mais consideram este termo aceitável. Preferem o nome pelo qual eles próprios sempre se identificaram, Inuit, que significa "povo" em seu próprio idioma, o inuktitut.

Os Inuit habitam vastas áreas em Nunavut, nos Territórios do Noroeste, na costa norte de Labrador e em aproximadamente 25% do norte de Québec. Tradicionalmente, eles habitavam acima da área arborizada na região onde se encontra a fronteira com o Alasca, no oeste, a costa de Labrador à leste, a ponta sul da Baía de Hudson ao sul e as ilhas do alto Ártico ao norte.

Cerca de 55.700 Inuit vivem em 53 comunidades em todo o norte canadense. A população Inuit cresceu rapidamente nas últimas décadas. De acordo com a agência governamental de estatísticas "Statistics Canada", se a tendência continuar, haverá cerca de 84.600 Inuit no norte canadense por volta de 2016.

Os Inuit são um dos três povos aborígenes do Canadá, conforme definido pela constituição canadense. Os outros dois povos aborígenes são denominados "Primeiras Nações" e "Métis".

Uma cultura enraizada na terra

As origens dos Inuit no Canadá datam de pelo menos 4.000 anos atrás. Sua cultura é profundamente enraizada na vasta terra em que habitam. Por milhares de anos, os Inuit observaram atentamente o clima, as paisagens terrestres e marítimas, e os sistemas ecológicos de sua vasta pátria. Com base nesse conhecimento íntimo da terra e de suas formas de vida, os Inuit desenvolveram habilidades e tecnologias peculiares e adaptadas a um dos ambientes mais inóspitos e exigentes do planeta.

Os Inuit tratavam com o mesmo respeito os seres humanos, a terra, os animais e as plantas. Hoje, continuam tentando manter este relacionamento harmonioso. Tentam utilizar os recursos da terra e do mar com sabedoria para preservá-los para as gerações futuras.

Na caça, seguem tradições e regras rigorosas para ajudar a manter este equilíbrio.

Para os Inuit de Labrador, por exemplo, é proibido matar qualquer animal em sua época de reprodução.

Antes da criação das colônias permanentes nas décadas de 1940 e 1950, os Inuit migravam conforme as estações. Eles estabeleciam acampamentos de verão e de inverno, aos quais retornavam anualmente.

Estes campos sazonais permitiam que os Inuit usassem os recursos da terra e do mar nas épocas do ano em que eram mais abundantes.

Eram transmitidos de geração a geração os conhecimentos tradicionais sobre a história dos Inuit, suas terras e plantas, e sobre os animais selvagens.A família é o centro da cultura Inuit, e cooperação e compartilhamento são princípios básicos na sociedade Inuit.

Eles compartilham os alimentos que trazem da caça, e cada um faz a sua parte para ajudar aos necessitados.

A cultura Inuit foi exposta a muitas influências externas durante o último século. Entretanto, os Inuit conseguiram reter seus valores e cultura.O inuktitut ainda é falado em todas as comunidades Inuit. Ele é também o principal idioma utilizado em programas de rádio e televisão originados no norte canadense, e faz parte do currículo escolar.

Muitas comunidades Inuit continuam a praticar as danças e canções tradicionais, que incluem dança de tambores e canto gutural (canto tradicionalmente executado por mulheres Inuit, que produzem sons guturais). A tradição oral e a narração de estórias ainda permanecem bem vivas na cultura Inuit, com lendas passadas entre as gerações ao longo dos séculos. Tais estórias freqüentemente falam de espíritos poderosos que habitam a terra e o mar, e têm sido uma contínua fonte de inspiração para artistas Inuit, cujas gravuras e esculturas são apreciadas por colecionadores e galerias de arte em todo o mundo.

A época dos primeiros contatos

Os primeiros contatos regulares entre os Inuit e os europeus começaram em meados do século XVII, quando os navios baleeiros europeus chegaram ao Ártico. No fim do século XVIII, a indústria da caça à baleia declinava, e foi substituída pelo comércio de peles. Nas décadas seguintes, um relacionamento econômico baseado no comércio de peles se desenvolveu entre os Inuit e os europeus.

Exceto pelos encontros com os negociantes de peles e alguns exploradores, os Inuit tiveram pouco contato com o resto do Canadá até a década de 1940. Nesta época, o governo canadense já havia começado a marcar presença no Ártico.

O governo encorajou os Inuit a morar em colônias permanentes, ao invés de em seus acampamentos sazonais. As colônias logo começaram a serem apoiadas por destacamentos da Polícia Montada do Canadá (RCMP, Royal Canadian Mounted Police), por serviços de saúde e de assistência social, e por um programa habitacional.

Na década de 1960, os Inuit começaram a formar cooperativas de mercado para facilitar a venda de produtos locais, incluindo gravuras artísticas e esculturas entalhadas que se tornariam famosas em todo o mundo. No fim da década de 1970, as novas colônias centralizadas haviam se tornado uma característica permanente na vida Inuit, com novas escolas e melhores instalações para assistência médica. As rotas aéreas regulares e as telecomunicações ajudaram a conectar as colônias umas às outras e ao resto do mundo.

As comunidades Inuit são governadas por conselhos municipais eleitos. Apoiando estes conselhos existem comitês que tratam de assuntos como caça, pesca, uso de armadilhas, saúde e educação. As escolas Inuit de hoje oferecem um sistema educacional moderno que inclui matérias culturais, como o ensino do idioma inuktitut.

A economia Inuit atual

Atualmente os Inuit trabalham em todos os setores da economia, incluindo mineração, petróleo e gás, construção, no governo e em serviços administrativos. Muitos Inuit ainda complementam suas rendas por meio da caça.

O turismo é uma indústria crescente na economia Inuit. Guias Inuit levam turistas em passeios com trenós puxados por cães e em expedições de caça, e trabalham em hospedarias para caçadores e pescadores. Cerca de 30% dos Inuit obtêm ganhos trabalhando meio período com suas esculturas, entalhes e gravuras.

A colonização de terras reivindicadas nos territórios do Nordeste canadense e norte de Québec resultaram em recursos financeiros para os Inuit e proveram uma estrutura para iniciar e expandir atividades de desenvolvimento econômico. Os novos negócios emergentes incluem imóveis, turismo, empresas aéreas e empresas pesqueiras em alto mar.

Reivindicações de terras e direitos de Aborígenes

Desde meados da década de 1970, os Inuit negociaram várias reivindicações de terras de grande abrangência com o governo federal, com o governo dos Territórios do Nordeste e com o da província de Québec. Tais reivindicações incluem a Baía James e o Acordo do Norte de Québec, assinado em 1975, o Acordo Final de Inuvialuit, assinado em 1984 pelos Inuit do Ártico Ocidental, o Acordo de Reivindicações de Terras de Nunavut, concluído em 1993, e o Acordo de Reivindicações de Terras Inuit de Labrador, assinado em 2005. Cada um destes acordos atende as necessidades de uma região específica. Em todos os casos, o pacote de colonização inclui compensação financeira, direitos às terras, direitos de caça e oportunidades de desenvolvimento econômico. No Acordo de Reivindicações de Terras de Nunavut o governo federal também se comprometeu com a divisão dos Territórios do Nordeste e a criação do território de Nunavut em 1o de abril de 1999.

A empresa Makivik, que representa os Inuit do norte de Québec, rubricou o Acordo de Reivindicações de Terras Inuit de Nunavik com o governo de Nunavut e o governo do Canadá, em preparação às assinaturas.

Organizações Inuit nacionais e internacionais

Até a década de 1970, os Inuit não tinham organizações regionais nem nacionais para representá-los politicamente. Entretanto, nos primeiros anos da década de 1970, emergiu um grupo de novos líderes. Eles fundaram a organização Inuit Tapiriit Kanatami (ITK) em 1971. Os líderes da ITK trabalharam como lobistas para obter mudanças em políticas que afetavam os Inuit e seu papel no Canadá. O resultado de seus esforços foi que o governo federal forneceu financiamentos a longo prazo para ajudá-los a estabelecer organizações Inuit regionais e nacionais. Usando estes financiamentos, as organizações Inuit se concentraram em temas tais como governo autônomo, reconhecimento constitucional dos direitos de aborígines, questões ambientais e reivindicações de terras.

A Inuit Broadcasting Corporation é a organização nacional encarregada dos serviços de transmissão de rádio e TV dos Inuit. Por meio da Television Northern Canada, a organização transmite programas de televisão Inuit nas regiões de Nunavut, Territórios do Nordeste, Norte de Québec e Labrador, bem como no território Yukon.

Além das organizações nacionais e regionais Inuit, os Inuit do Canadá trabalham para apoiar grupos culturais Inuit que cruzam fronteiras internacionais. Em 1977 a Conferência Circumpolar Inuit foi criada para representar os interesses dos Inuit do Canadá, Groenlândia, Chukota (Rússia) e Alasca. A organização trabalha para fortalecer a união entre os Inuit nessas regiões e promove o desenvolvimento sustentável e os direitos e interesses dos Inuit em nível internacional.

A Conferência também dá aos Inuit do Canadá a oportunidade de participarem em projetos e parcerias de desenvolvimento econômico em toda a região circumpolar, e com povos indígenas em outras partes do mundo.