Djenné e Tombuctu, cidades magníficas do Mali
Por Flávio Bittencourt Em: 16/05/2013, às 15H09
[Flávio Bittencourt]
Djenné e Tombuctu, cidades magníficas do Mali
Ponto de encontro dos comerciantes vindos dos desertos do Sudão e das florestas tropicais da Guiné, a cidade de Djenné usufruía também do seu fácil acesso, por barco, a Tombuctu.
UMA TOMBUCTU OUTRA:
ESTÓRIA DE AMOR ENTRE
ANA E LUCHO, ADOLESCENTES
PERUANOS:
La ópera prima de la cineasta Rossana Diaz.
Viaje a Tombuctú, una película de Rossana Díaz Costa
Ana y Lucho son dos adolescentes que viven en el Perú. Su historia de amor y su paso desde la niñez a la adolescencia revelan los cambios sufridos por este país durante los años ochenta. Para ellos, la única manera de sobrevivir en medio de la violencia, la pobreza y la falta de oportunidades es a través de su amor, una especie de refugio que tiene como patria un país imaginario llamado Tombuctú. Sin embargo, la realidad en la que viven intentará interponerse entre ellos para derrumbar su utopía.
Fuente: http://www.tombuktufilms.com/inicio.html"
(http://www.forosperu.net/showthread.php?t=460975)
A INACREDITÁVEL ELEFANTA-PINTORA EDUCADA NA INGLATERRA,
muito concentrada, produzindo arte abstrata:
(http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/elefanta-pintora-vira-sensacao-na-inglaterra-20111003.html)
"CRIASSE EU UM ELEFANTE MACHO, SEU
NOME JÁ ESTARIA ESCOLHIDO: TOMBUCTU;
ARRUMASSE ELE UMA NAMORADA NA SELVÁTICA
VIZINHANÇA OU NO JARDIM ZOOLÓGICO - E EU
PASSASSE A ALIMENTAR OS DOIS COM TONELADAS
DE FENO -, MUDARIA O NOME DELA PARA DJENNÉ E O
FILHINHO DELES SE CHAMARIA TRUMBO, IRMÃO DA LINDA
SEMBA, QUE SERIA A PEQUENA PAQUIDERME QUERIDA DE
TODOS (TRUMBO PERTENCERIA A UM PARTIDO DE ELEFANTINA
ESQUERDA, NATURALMENTE, NO FUTURO, ALÉM DE ESTUDAR
HISTÓRIA DA ARTE ANIMALESCA COM A ELEFANTE FÊMEA KARISHMA,
NO ZOOLÓGICO DE WHIPSNADE [condado de Bedfordshire], INGLATERRA)"
(O responsável pela Coluna "Recontando...")
Karishma, uma elefanta asiática de 13 anos, está fazendo sucesso na Inglaterra. A residente do jardim zoológico de Whipsnade é uma excelente pintora.
A artista atrai muitos curiosos ao parque que querem vê-la em ação. Sempre auxiliada pela treinadora Elizabeth Callaghan
Youtube:
Enviado em 21/01/2010
Bassekou Kouyate and his band Ngoni Ba made one of the best received African albums of 2009. "I Speak Fula", released in September followed the hugely successful 2007 Segu Blue album.
Through his music, Bassekou and his band have breathed new life into Ngoni playing.
The traditional string instrument made of wood or calabash with animal skin stretched across it was always played sitting down on stage.
Bassekou and his band changed that, strapping the Ngonis over their shoulders like guitars and bringing the instruments to the front of the stage.
Bassekou and Ngoni Ba headlined on Friday night at the Festival of the Desert.
We made contact with him on Saturday and he invited us to come to where he and his band were staying in Timbuktu to film an unplugged performance in the more traditional style.
Again, we found ourselves racing the setting sun, trying to get the performance recorded before the light failed us.
We borrowed his neighbour's rooftop and Bassekou Kouyate, his wife Amy Sacko, Calabash player Alou Coulibaly and Ngoni bassplayer Moussa Bah performed this beautiful version of "Jonkoloni" from the album Segu Blue.
"Tombouctou
| Titre original | Timbuktu |
|---|---|
| Réalisation | Jacques Tourneur |
| Scénario | Paul Dudley Anthony Veiller |
| Acteurs principaux | |
| Sociétés de production | Edward Small Productions (Imperial Pictures) |
| Pays d’origine | |
| Genre | Film d'aventure |
| Sortie | 1959 |
| Durée | 91 minutes (1 h 31)" |
(http://fr.wikipedia.org/wiki/Tombouctou_(film,_1959))
http://en.wikipedia.org/wiki/Timbuktu_(film)
Pátio da mesquita Djingareiber
(Tombuctu [Timbuctu], Mali):
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Tombuctu)
16.5.2013 - F.
"Património da Humanidade (UNESCO)
Maio de 2003
Mali: Monumentos de terra
Por: MANUEL GIRALDES
Tanto Tombuctu como Djenné, duas cidades do Mali que há séculos fizeram parte de um requintado e poderoso império, nos falam de cultura, saber, espiritualidade e de uma opulência há muito perdidas. Ambas possuem preciosos exemplares de arquitectura
Frequentemente, ignoramos ou esquecemos que existiram grandes impérios em África, muito, muito antes da colonização europeia. O Mali, o país que herdou o nome de um dos maiores e mais requintados, pode servir-nos de lembrete. Para não cairmos na tentação generalizada do estereótipo, que associa o continente a miséria, primitivismo e ancestral ou fatal incultura. E que, prova da nossa profunda ignorância de outras tradições e de outras formas de estar na vida, faz coincidir o princípio da história africana com a chegada do primeiro europeu.
Pioneiros para o bem e o para o mal, os Portugueses bem cedo tomaram conhecimento da sua existência, ou seja, logo após a conquista de Ceuta, em 1415. Por volta de 1492, D. João II já sentia a necessidade de enviar uma embaixada ao imperador do Mali e outra ao rei de Tombuctu; ao longo dos tempos, os contactos não só se mantiveram como se intensificaram: um posto na rota das caravanas que, desde tempos imemoriais, cruzaram o grande oceano de areia do Sara, a proximidade do rio Níger, essa «auto-estrada» de água, tornou Tombuctu um importante centro de comércio de bens tão preciosos como o sal e o ouro.
Universidade do deserto
No princípio do século XII, Tombuctu começou por ser um acampamento temporário dos Tuaregues, o povo nómada que durante séculos «navegou» livremente no deserto circundante, e só mais tarde foi incorporado no império. Por volta de finais do século XIII, o sultão do Mali mandou construir a torre da Grande Mesquita, e a cidade, ainda hoje considerada santa, tornou-se um centro de difusão do islamismo. Nos séculos XV/XVI, já possuía três importantes mesquitas e uma prestigiada universidade, e era o indisputado centro de espiritualidade e saber de toda a África subsariana: nos seus tempos áureos, chegou a reunir mais de 25 mil estudantes, que ali encontravam os melhores professores de teologia, direito, gramática, história ou astrologia.
Tal era a sua reputação, que um provérbio de Seiscentos rezava assim: «O sal vem do Norte, o ouro do Sul e o dinheiro do país dos brancos; mas as palavras de Deus, os discursos sábios, as histórias e os contos bonitos só se encontram em Tombuctu.»
A ameaça da areia
Uma dádiva do deserto, Tombuctu sempre foi ameaçada pelo Sara. Uma jóia da arquitectura tradicional em terra, a Mesquita de Sankoré chegou a ser gravemente ameaçada pela invasão das areias: em
Para a proteger das arremetidas do Sara, adoptou-se uma medida radical: construiu-se um muro de cinco quilómetros em torno dos bairros históricos. Mas não bastou: em 1990, era incluída na lista dos sítios em perigo.
Escola de juristas
A localização de Djenné, apenas a
No século XVI chegou a ser o mais importante entreposto comercial do império, mas os mesmos factores que causaram a decadência da «cidade irmã» – o comércio marítimo dos portugueses, a ocupação marroquina e, depois, francesa – acabaram por torná-la num insignificante centro agrícola dotado de magníficos exemplares de arquitectura islâmica.
Djenné foi igualmente um importante centro de peregrinação e cultura, atraindo peregrinos e estudantes de toda a África ocidental. Durante muito tempo foi uma verdadeira escola de juristas. Os seus monumentos, entre os quais se destaca uma Grande Mesquita que remonta ao século XIII, recorrem ao mesmo tipo de material e técnicas construtivas que os de Tombuctu. O que dá origem a problemas de conservação muito semelhantes.
Arquitectura climatizada
Os «edifícios de terra» não oferecem só desvantagens. Em zonas onde o calor é abrasador e as amplitudes térmicas enormes, mantêm uma temperatura agradável durante todo o dia. Na Grande Mesquita, a grossura das paredes é em si uma protecção, e o lento aquecimento e arrefecimento que a «terra» assegura faz o resto. Como complemento, o telhado em açoteia está munido de «ventiladores» cobertos por tampas de cerâmica, que são retiradas durante a noite para refrescar o interior.
O centro histórico de Djenné foi declarado Património da Humanidade também em 1988. Mas, felizmente, não foi preciso incluí-lo na lista do património
O sentido de comunidade e de festa é um legado africano que ainda não está em vias de extinção.
A festa do restauro
Tanto as mesquitas como as casas são feitas do mesmo material – o banco, uma mistura de lama, palha e fibras de origem vegetal – e todas precisam dos mesmos cuidados. No caso de uma grande construção, o trabalho exige, naturalmente, uma organização e uma coordenação a uma escala muito superior.
Como todos os fiéis participam, foi preciso prever «andaimes»
O trabalho de rebocar uma estrutura tão vasta é tanto, que até os miúdos colaboram. Obanco é posto a «curar» com semanas de antecedência e, antes de ser aplicado, este revestimento idêntico ao material usada na construção há cerca de sete séculos, é regular e sistematicamente amassado pelos pés dos mais pequenos. A vantagem: ao contrário do cimento ou do tijolo, não custa nada à comunidade. A não ser um esforço que é ao mesmo tempo uma festa e um dever religioso, e por isso acompanhado por músicas e cantos.
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