Mediado pela tecnologia, presidente Zózimo Tavares retoma rotina de sessões ordinárias da APL
Mediado pela tecnologia, presidente Zózimo Tavares retoma rotina de sessões ordinárias da APL

O jornalista e escritor Zózimo Tavares, presidente da Academia Piauiense de Letras, retomou, por meio de plataforma de webconferência, a regularidade das sessões ordinárias  da entidade no sábado,13 de junho. A reunião, menos formal quanto às discussões culturais comuns à rotina da instituição, converteram-se, principalmente, na discussão da viabilidade concreta ao uso da tecnologia para encontros não presenciais e para manutenção de parte da agenda de projetos que a Casa de Lucídio Freitas e A Tito Filho executa. 

Além de discutir sobre o lugar da tecnologia no momento atual e da descontração do reencontro à distância, após 3 meses sem reuniões por força da pandemia, a sessão debruçou-se afetuosamente, ainda, sobre soneto do acadêmico Francisco Miguel de Moura. O texto (abaixo), lido na ocasião, reafirmou o entusiasmo dos acadêmicos presentes para a retomada da agenda do Sodalício. A APL reúne-se semanalmente aos sábados, a partir das 10 horas da manhã, em sua sede na Avenida Miguel Rosa, em Teresina-PI. Nos últimos anos, manteve-se,  em função de mais de duas centenas de livros reeditados pela Casa,  tradição de lançamentos regulares de obras, com grande participação de leitores.

Para além do retorno das reuniões, provisoriamente sob esse formato, o presidente Zózimo Tavares programa outras atividades possíveis de realização mediadas pela internet.

Leia o soneto do acadêmico Francisco Miguel de Moura sobre a pandemia:

 

Quarentena 2020

 

Quando meus olhos abro, manhã cedo

eu me ponho sentado, a ouvir os choros

dos que clamam, doentes, em degredo

aos pedidos por ais... querem socorros...

 

São doloridos ais... e eu, imortal

das letras, tenho medo... E sem ninguém

perto... Estarei longe e livre desse mal? 

Talvez, quem sabe? Mas eu quero alguém...

 

Surgem meus anjos bons, da terra, amados,

Mércia e Mercinha, acodem-me se penso

coisas tristes e imagens de afogados...

 

Como eu cantei em poemas de pecado...

E então, orando e orando, me convenço:

são, são meus anjos do céu... Estou guardado!

 

(Francisco Miguel de Moura)