A guerreira negra que combateu os portugueses na Ilha de Itaparica

Maria Felipa foi a grande Guerreira de Itaparica.

 

 

 

(http://redeafrolgbt.blogspot.com/2009/08/vereadora-oferece-homenagem-as-mulheres.html)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTÁTUA DE ZUMBI DOS PALMARES, EM BRASÍLIA

(http://www.abril.com.br/noticias/fotos/negros-poderosos-brasil-mundo-513047.shtml)

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

CAPA DE COLETÂNEA SOBRE A VIDA DE FRANCISCA

DA SILVA DE OLIVEIRA, A CHICA DA SILVA, ESPOSA

DO CONTRATADOR JOÃO FERNANDES DE OLIVEIRA

(http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-126649957-para-conhecer-chica-da-silva-keila-grinberg-anita-c-de-a-_JM)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TAÍS ARAÚJO INTERPRETA CHICA DA SILVA EM TELENOVELA DA TV MANCHETE

(http://www.abril.com.br/diversao/fotos/tais-araujo-completa-31-anos-relembre-sua-trajetoria-tv-brasileira-514394.shtml)

 

 

 

                                                       Dedica-se a presente esforço de ilustrada divulgação

                                                       sobre a vida da GUERREIRA DE ITAPARICA a

                                                       Andreia Santana e

                                                       Taís Araújo

                                                       e à memória de

                                                       Maria Felipa, a Guerreira de Itaparica,

                                                       Zumbi, o Rei dos Palmares e

                                                      Francisca da Silva de Oliveira, a Chica da Silva

 

 

21.2.2010 - Jornalista produziu reportagem sobre a guerreira negra Maria Felipa - Andreia Santana é jornalista e sua reportagem jornalística sobre MARIA FELIPA (*) consta no blog CONVERSA DE MENINA: O UNIVERSO FEMININO PELOS OLHOS DE QUEM VIVE O ASSUNTO NA PELE. Muitos brasileiros sabem quem foi Maria Felipa. Mas há uma quantidade enorme de pessoas que nunca ouviu falar nesse nome. Razão: a escola, em nosso país, é elitista. A escola, a televisão, os cursos superiores, as academias de letras e assim por diante. Mas isso não acontece aqui neste espaço de crítica e discussão, onde CHICA DA SILVA, CHICO REI, PAI AMBRÓSIO, MARIA FELIPA e outros heróis da nacionalidade são venerados como grandes manitus da história do Brasil. Assim como tocar na herma de bronze do jogador de futebol GARRINCHA, no Estádio do Maracanã, dá sorte, encostar no bronze que esculturalmente representa ZUMBI DOS PALMARES ao que parece faz a pessoa passar o dia mais confiante e feliz! Confiramos agora, portanto, o texto de Andreia Santana redigiu sobre Maria Felipa, a Guerreira de Itaparica. F. A. L. Bittencourt ([email protected])

(*) - Texto publicado originalmente como título de "Guerreira da Ilha", em 20.2.2005, no caderno Correio Repórter, edição de domingo do jornal Correio da Bahia (atual Correio). 

 

 

"Maria Felipa: Guerreira de Itaparica

Promessa é dívida e conforme prometi no post de ontem, sobre a Guerra da Independência no Dois de Julho, hoje pago a conta e revelo para vocês quem foi Maria Felipa de Oliveira, a guerreira negra que combateu os portugueses na Ilha de Itaparica.

Retrato de Maria Felipa. Desenho da artista plástica Filomena Orge, com base em relatos históricos, pesquisa e fotos de descendentes vivos de Maria Felipa. A imagem foi feira em 2005 e não retrata com 100% de certeza o rosto de Felipa, mas faz uma projeção de como ela seria.

Retrato de Maria Felipa. Desenho da artista plástica Filomena Orge, com base em relatos históricos, pesquisa e fotos de descendentes vivos da heroína negra. A imagem foi feita em 2005 e não retrata com 100% de certeza o rosto de Felipa, mas faz uma projeção de como ela seria.

Em janeiro de 2005, minha pauta era descobrir quem era a mulher que seria homenageada pelo Blocão da Liberdade, agremiação afro de Salvador, no Carnaval daquele ano, marcado para o final de fevereiro. A ideia dos meus editores era que a matéria fosse publicada antes da folia de Momo, assim, quem fosse para a rua brincar o Carnaval e assistisse o desfile do Blocão, já ficava sabendo quem era a homenageada – Maria Felipa de Oliveira.

Primeiro passo, entrar em contato com a diretoria do Blocão. Como sempre tem um santo chefe de reportagem que favore os repórteres desesperados, a minha chefe na época, descobriu que a coordenadora do mestrado em Turismo da Uneb (Universidade do Estado da Bahia), professora Eny Kleyde Vasconcelos Farias, tinha uma pesquisa que já durava dois anos sobre Maria Felipa de Oliveira. O objetivo era resgatar sua importância histórica e dar a ela o lugar de destaque que merecia por ser uma das heroínas da independência. Como não podia deixar de ser, grudei na professora Eny e em uma das suas orientandas, a super prestativa Priscila Caldas, feito chiclete. Entrevistas com as duas pesquisadoras, viagens para Itaparica atrás dos descendentes vivos de Felipa, uma tarde inesquecível com a artística plástica Filomena Orge, que recompôs o rosto da personagem a partir de resquícios de memória, literatura e arqueologia, a ajuda imprescindível dos bibliotecários da ilha, e pronto, eu já me sentia Indiana Jones.  O que descobri foi isso aqui:

De mito a heroína, a biografia de Maria Felipa:

João Ubaldo, escritor. Seu avô Ubaldo Osório foi um dos primeiros a descrever Felipa

João Ubaldo, escritor. Seu avô Ubaldo Osório foi um dos primeiros a descrever Felipa

Um dos primeiros autores a falar sobre Maria Felipa de Oliveira foi o pesquisador Ubaldo Osório, avô do escritor João Ubaldo Ribeiro. Em homenagem à guerreira negra que liderou a resistência aos portugueses durante a Guerra da Independência, Ubaldo Osório batizou a filha, mãe de João Ubaldo, também como Maria Felipa. A personagem aparece ainda no romance Sargento Pedro, do escritor baiano Xavier Marques. Na obra de Ubaldo Osório, A ilha de Itaparica, Maria Felipa é descrita como uma crioula estabanada, alta e corpulenta. Descrição semelhante está presente na obra de Xavier Marques. Esse autor também narra uma surra que Maria Felipa teria dado em um vigia português chamado Guimarães das Uvas.

Outro episódio famoso envolvendo a personagem é a queima de 42 embarcações da frota de Madeira de Melo, o general português que queria dominar a ilha para, a partir de Itaparica, controlar a guerra na baía de Todos os Santos. Maria Felipa, liderando 40 mulheres conhecidas como as vedetas (vigias) da praia, entrou no acampamento do exército português, atacou os guardas com galhos de cansansão e ateou fogo às embarcações, promovendo baixas no exército. Seu grupo de mulheres era conhecido como vedetas porque eram elas que vigiavam a aproximação das embarcações portuguesas e das canoas com as tropas tentando desembarcar na ilha. Maria Felipa, que segundo as pesquisadoras Eny Kleyde e Priscila Caldas, devia ter uns 20/ 22 anos na época da guerra, subia nas árvores para fiscalizar o horizonte.

O escritor Xavier Marques descreve Maria Felipa no seu romance Sargento Pedro

O escritor Xavier Marques descreve Maria Felipa no seu romance Sargento Pedro

Na época em que escrevi a reportagem sobre Felipa, seu nome havia deixado de ser clandestino havia pouco tempo. Antes do início da pesquisa, em 2003, moradores da ilha que conheciam sua história passada de geração para geração, tinham medo de sofrer represálias ao citar a heroína que, se por um lado era motivo de orgulho, por outro, por ser negra, mulher e pobre, era descrita como bandoleira pelos representantes da elite. Lembro que uma das bisnetas dela, ainda viva naquela ocasião, dona Zizi, acreditava que seria presa se contasse para estranhos as façanhas de sua antepassada.

De 2005 para cá, o que se sabe sobre Maria Felipa não se alterou tanto. As pesquisadoras que estudaram a vida da personagem tiveram de fazer um trabalho de reconstituição histórica em que não faltaram documentos raros, garimpados em arquivos dentro e fora da ilha, mas não desmereceram a memória popular e é no inconsciente coletivo que repousa boa parte da sua trajetória.

O atestado de óbito de Maria Felipa, datado de 04 de janeiro de 1873, dá uma dimensão de que após a luta da Independência, ela continuou tocando sua vida de marisqueira na ilha, até morrer. Antes do documento ser encontrado por Priscila Caldas, no cartório de Maragogipe,  cidade do recôncavo baiano, acreditava-se que Felipa havia morrido na guerra. No entanto, comprovou-se que ela sobreviveu e  teve uma filha, também chamada Maria Felipa, que era parteira, a avó de dona Zizi.

Mas o ano exato e as circunstâncias do seu nascimento continuam um mistério. Ninguém sabe por exemplo, se foi uma negra alforriada, uma escrava ou se nasceu livre. Sendo que a última hipótese é a mais provável, devido ao fato de ter se oferecido como voluntária para espionar as tropas portuguesas e por sua atuação na resistência. Pela descrição física, acredita-se que descendia de africanos do Sudão.

O episódio da santa

Viva o povo brasileiro, romance de João Ubaldo Ribeiro. O autor teria criado a personagem Maria da Fé inspirado em Maria Felipa de Oliveira

Viva o povo brasileiro, romance de João Ubaldo Ribeiro. O autor teria criado a personagem Maria da Fé inspirado em Maria Felipa de Oliveira

Na reconstituição da vida de Maria Felipa de Oliveira, existe ainda um episódio de bravura que envolve a defesa de uma antiga imagem de Nossa Senhora da Piedade. Trazida para a ilha e depositada em um nicho na praia pelo Visconde do Rio Vermelho, Nossa Senhora da Piedade era uma espécie de protetora maior dos pescadores, marisqueiras e de toda a população pobre da ilha. Antes  de ir pescar, quando os filhos nasciam, na hora da morte, os ilhéus rogavam à santa um socorro. Existem lendas em Itaparica que dão conta de que Nossa Senhora, em pessoa, até entrou na batalha em defesa dos ilhéus e contra os portugueses. Lendas a parte, a verdade é que quando o visconde morreu, seus descendentes quiseram tirar a imagem do seu nicho na pedra, onde ela já estava por gerações. Adivinhem quem enfrentou os soldados da polícia para impedir que os ilhéus perdessem sua padroeira? Exato, Maria Felipa. Ela e suas seguidoras se postaram diante da imagem e não teve quem tivesse coragem de tirar Nossa Senhora da Piedade do seu lugar. Aliás, a santa ainda está lá, dizem os itaparicanos, no altar da capela construída em honra da padroeira.

Capoieira mata um, zum zum zum

Na memória coletiva da ilha, a figura de Maria Felipa é confundida com a da capoerista Maria Doze Homens, que tem esse apelido por ter derrubado doze marmanjos numa roda. Em comum, as duas personagens tem o fato de serem capoeiristas, jogarem o brinquedo de Angola no antigo Cais Dourado (Mercado do Ouro), a corpulência e a valentia das poucas descrições que sobreviveram ao esquecimento do tempo e o fato de se chamarem Maria. No entanto, ainda não ficou provado que as duas são a mesma pessoa.

Jorge Amado criou a personagem Rosa Palmeirão, de Mar Morto, inspirado em Maria Doze Homens, que por sua vez, pode ter sido na verdade Maria Felipa de Oliveira

Na ficção, acredita-se que os feitos de Maria Felipa de Oliveira inspiraram João Ubaldo Ribeiro a criar Maria Da Fé, personagem de Viva o Povo Brasileiro – romance ambientado em Itaparica; enquanto Jorge Amado, inspirado em Maria Doze Homens, teria criado Rosa Palmeirão, personagem do romance Mar Morto.

O que se sabe de real sobre Felipa é que ela remava sua canoa até o Cais Dourado, para jogar capoeira, e que nas rodas, ficava sabendo das novidades sobre a guerra, levando as informações de volta à resistência em Itaparica. E sobre Maria Doze Homens, especula-se que tenha sido companheira de outro capoeirista famoso, o Besouro Cordão de Ouro (também conhecido como Besouro Mangangá). No entanto, como boa parte dessa história antiga da Bahia foi reconstituída com base na memória dos mais velhos, é difícil estabelecer o limite entre fato e ficção, porque a memória é uma das mais traiçoeiras habilidades humanas.

O que aprendi na época em que descobri a existência de Maria Felipe é que o Brasil já tem versões oficiais demais da sua história e também sobram por aqui heróis elitizados que bastam para encher dezenas de enciclópedias. A reconstrução da memória cultural deste país precisa destacar a participação de pessoas do povo, que lutaram pela sobrevivência daquilo que acreditavam (suas famílias, seus deuses, sua dignidade, o direito à liberdade, por um tento, por comida, por suas tradições). Como diz a escritora Ana Maria Machado, somos o resultado da mistura de três etnias (no mínimo) e não há mais justificativas para que nossas heranças culturais, étnicas e históricas sejam tratadas de forma desigual.

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Fonte: Reportagem Guerreira da Ilha, de autoria da jornalista Andreia Santana, publicada em 20 de fevereiro de 2005, no caderno Correio Repórter, edição de domingo do jornal Correio da Bahia (atual Correio*) – Salvador – BA".

(http://conversademenina.wordpress.com/2009/07/03/maria-felipa-guerreira-de-itaparica/)

 

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SOBRE A GUERREIRA DE ITAPARICA, NO PORTAL OVERMUNDO

"MARIA FELIPA DE OLIVEIRA 1822

 
azuirfilho · Campinas, SP
15/1/2009 

MARIA FELIPA DE OLIVEIRA 1822

A mulher que se acalenta, e esta em todo sonhar.
Negra alta e corpulenta, mandava e faziam acatar.
A nossa Leoa Guerreira, na Independência atuante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Em cada batalha ajudou, a vencer o dragão da tirania
Em tudo ela se superou, a Maria doze Homens se sabia.
Morava na Rua da Gameleira, era um anjo caminhante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Somava toda beleza com arte, unia patriotismo e amor
Terra Itaparica um baluarte pra defenderem Salvador.
Cada refrega derradeira, todo momento era palpitante,
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Arrojada ia na frente, a independência e a liberdade.
Confiava em sua gente, era guerrilheira de verdade.
Trabalhadora Marisqueira, uma linda Rosa vicejante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Enfrentando mosquetão, e canhão de longe a disparar
Com paus e pedras na mão, tentando armas conquistar.
Grande Mestra Capoeira, e em todo embate triunfante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Havia temor de participar, e de aumentar a repressão.
Ela sabia as coisas explicar, e ao povo dava satisfação.
Era uma mulher altaneira, era tão abnegada militante
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

É tema de prosa e poesia, é heroina em tanta canção
É exemplo de cidadania, é a mulher valorosa em ação
Na paz era hospitaleira, da satisfação impressionante
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Fazia tudo pra organizar, e nenhuma falta ser sentida.
Sabia que podia tombar, preparava pra ser substituída.
Mulher grande bandeira, que cada um seguia radiante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Desprendidas e preparadas, patriotas nas intenções.
Com 40 mulheres sagradas, queimaram 42 embarcações
Invencível e sobranceira, Rosa Palmeiráo santificante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

De galhos de cansanção, atacaram os guardas a surrar.
E deu terrível comichão, jogaram-se no chão a coçar
Uma Incendiária ligeira, fazendo incêndio fulminante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Ajudou na Independência, contribuiu pra essa Nação.
Sempre será referência, pois vive em cada um coração.
Amedrontava era Feiticeira, ou carinhosa era cativante.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

Azuir Filho e Turmas: do Social da Unicamp e, de Amigos:
de Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.

Poesia de Homenagem a Maria Felipa de Oliveira, maravilhosa Mulher baiana que em Itaparica organizou a resistência e impediu que a marinha Portuguesa influísse decisivamente para o lado dos dominadores nas guerras da Independência,. Comandou 40m Mulheres que num ato de Ousadia e muito desembaraço queimaram 42 barcos da esquadra, permitindo ao povo de Salvador a supremacia nos embates e a definição da situação, com a vitória sobre as tropas da dominação Portuguesa. Maria Felipa é um verdadeiro mito, mulher bela e portentosa fisicamente, Capoeirista e sem medo. Uma Heroina que orgulha os Baianos e a todos Brasileiro, Maria Felipa é estudada nas Faculdades e Universidades. Tem uma representação da Mulher ideal, por ser a Mulher simples do Povo que esta preparada chega e decide. Mulher Radiosa que merece uma estátua por sua honra.
Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante.

DIREITOS RECONHECIDOS E AGRADECIDOS ETERNAMENTE
F1 http://www.famettig.br/entrevista/imagens/filipa2.jpg
 

Sobre a obra

Obra de Exaltação a Maria Felipa de Oliveira, Uma Mulher de muita coragem, de beleza por porte físico exuberante, habilidade de Capoeirista e Trabalhadora Marisqueira, muito querida da População da Ilha de Itaparica, onde participou das lutas pela Independência na Bahia e foi decisiva na defesa de Salvador diante das tropas e da Armada dos colonizadores aos quais causou grandes golpes em escaramuças defendendo o litoral da Ilha de Itaparica, onde comandou e foi extraordinária , razão do seu Heroísmo e do nosso exaltar.
Salve Maria Felipa, nossa Rosa Palmeirão, Maravilhosa Capoeirista , inacreditável Maria Doze Homens. Orgulho da Mulher Baiana e Brasileira, bela e lutadora, feminina e Guerreira. Uma Mulher Santificada. Maria Felipa de Oliveira, em Itaparica Comandante, na Guerra de Independência na Bahia".

(http://www.overmundo.com.br/banco/maria-felipa-de-oliveira-1822)

 

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MARTA ERHARDT escreve em A TARDE sobre MARIA FELIPA

"29/03/2008 às 09:23

As mulheres nas lutas pela independência na Bahia

Marta Erhardt, do A TARDE On Line

Um momento histórico importante em que mulheres ganharam notoriedade na Bahia foi durante as lutas pela Independência do Brasil. Personagens como Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa – esta ainda pouco conhecida – se destacaram nesta época.

Mártir da luta pela independência, a sóror Joana Angélica morreu defendendo o Convento da Lapa contra soldados portugueses, em fevereiro de 1822. Ela era diretora do convento na época e tentou impedir a passagem dos portugueses pelo local. A atitude lhe custou a vida. Foi assassinada a golpes de baioneta na entrada do convento.

Outra heroína da guerra pela independência é Maria Quitéria, que se disfarçou de homem para lutar como voluntária no batalhão Voluntários do Príncipe, conhecido como Periquito. A história destaca a valentia da cachoeirense que se alistou nas tropas do general Labatut e a quem todos conheciam como Soldado Medeiros.

Assim como Maria Quitéria, Maria Felipa de Oliveira também participou das lutas pela independência, na Ilha de Itaparica. Negra, alta, corpulenta, ela liderou a resistência popular à invasão da ilha, durante a guerra pela independência do Brasil. Sua bravura foi narrada no romance “Sargento Pedro”, do escritor baiano, Xavier Marques, também nascido em Itaparica.

Durante muito tempo seu nome foi ocultado da história. Somente depois de mais de 180 anos da conquista da independência sua atuação foi relembrada. A lenda sobre Maria Felipa dá conta de que ela liderou a queima de 42 embarcações da frota portuguesa na Praia do Convento".

(http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=858939