Intrigas recentes da política do Vaticano; pronunciamento internacional do Dr. Leonardo Boff; o Cardeal D. Tarcisio Bertone (Itália); e o Cardeal D. Odilo Scherer (Brasil).
O TEÓLOGO PROF. DR. LEONARDO BOFF (BRASIL),
QUE FOI IMPLACAVELMENTE PERSEGUIDO PELO CARDEAL
RATZINGER, HOJE, UM EX-PAPA
ASSIS CHATEAUBRIAND: FUNDAÇÃO DA
TELEVISÃO NO BRASIL (ABENÇOADA POR UM
SACERDOTE CATÓLICO MUITO IMPORTANTE):
POR ISSO CRESCEU TANTO E PRESTA TANTOS
SERVIÇOS, ESPECIALMENTE NO CAMPO DA SAÚDE
[ALÉM DISSO: NOS CAMPOS DO ATENDIMENTO À
POPULAÇÃO PUERIL, À LITERATURA E AO CINEMA
DO PAÍS, À INFORMAÇÃO - AO VIVO, EM CERTAS OCASIÕES
O selo, de autoria da artista Lidia M. Hurovich Neiva, funcionária do DEFIP – Departamento de Filatelia e Produtos da ECT, retrata o Padre Landell de Moura falando ao microfone no “transmissor de ondas”, um dos aparelhos por ele inventado. O desenho foi composto utilizando uma imagem do Padre Landell (busto) e do aparelho, criando uma montagem complementada com pintura digital, numa reconstrução da realidade. Ao fundo, são reproduzidas a patente obtida em 1904, nos Estados Unidos, e a planta do aparelho. No lado esquerdo inferior, uma onda de rádio modulada em amplitude – ou AM, do inglês Amplitude Modulation, transmissão da voz humana a longas distâncias sem utilização de fios. A ambientação em tons de sépia, a moldura em tom dourado e a fonte manuscrita nos remetem à época, final do século XIX. Foram utilizadas as técnicas de fotografia e computação gráfica.
Foram impressos 300 mil selos a R$ 1,10 cada (1º Porta Carta Comercial).
A peça filatélica pode ser adquirida nas agências e na loja virtual dos Correios."(www.correios.com.br/correiosonlinehttp://www.teleresponde.com.br/filatelia5.htm)
O MUITO CONCEITUADO TEÓLOGO BRASILEIRO PROF. DR.
LEONARDO BOFFCONCEDEDEPOIMENTO AOS MEDIA ("às mídias"):
Leonardo Boff comenta renúncia de Bento XVI - Repórter Brasil (noite),
Youtube:
Publicado em 11/02/2013
O teólogo e professor concedeu entrevista ao Repórter Brasil sobre o cardeal Joseph Ratzinger
O professor e teólogo Leonardo Boff não deixou a Igreja Católica, ele deixou de ser um ministro ordenado, passando a ser simplesmente um leigo como muitos católicos. Me preocupa o fato de alguns aqui falarem a partir do senso comum, sem uma pesquisa decente, sem um estudo...criticam por criticar. E a entrevista foi serena, fraternal, como deve ser a convivência de um aluno com seu professor. Se vocês querem ficar numa Igreja antes do Concílio de Trento, que fiquem, e parem de falar besteiras."
"NA MINHA VERSÃO (abstraído, é claro, o jogo [HUMANO, DEMASIADAMENTE HUMANO] da política do Vaticano [E A BOFFIANA OPOSIÇÃO: FRANCA, DIRETA E ABERTA: "- Vai ser difícil amar o Papa (Bento XVI)] (*) " e igualmente desconsiderado o poder desmedido que o Papa estava dando ao Cardeal Tarcisio Bertone [VIDE RESUMO BIOGRÁFICO SOBRE ELE, ADIANTE, AO FINAL] e o mal-estar que isso estava causando entre os figurões do Vaticano), O PAPA ESTÁ CANSADO POR IDADE (PELO DESGASTE NATURAL DO TEMPO, COMO DIZIA MEU AVÓ AGNELLO) E FARTO DE TANTA INTRIGA E CARDEAIS AMBICIONANDO LEGITIMAMENTE (SEGUNDO ELES, OS CARDEAIS COM DIREITO DE VOTAR PARA PAPA) O POSTO RELIGIOSO - MÁXIMO - QUE ELE PROVISORIAMENTE AINDA OCUPA (AFINAL, ELE NÃO É FALÍVEL, MAS MORRERÁ) - E, ENTÃO, USOU DE INQUESTIONÁVEL PRERROGATIVA CONFERIDA POR SUA SUPERIOR AUTORIDADE (ELE É INFALÍVEL, REPETIMOS) E - pimba! - PENDUROU REPENTINAMENTE AS SANTAS 'CHUTEIRAS' ; EM OUTRAS PALAVRAS, ele quer só rezar: tchau e... Benção Papal"
(COLUNA "Recontando...", ORANDO PELA BOA SAÚDE DO
PAPA OU EX-PAPA EM SUA SANTA E MERECIDÍSSIMA
APOSENTADORIA - AGRADEÇO A NADYA MUFARREJ PELA INDICAÇÃO
[VIA E-MAIL] DESSA LEITURA EXTRAORDINARIAMENTE CURIOSA E
INTRIGANTE, SOBRE A ATUALIDADE DAS COISAS NÃO-LAICAS DA
TERRA)
(*) - Leia, por favor, sobre o assunto: http://www.consciencia.net/arquivo/mundo-vaticano.html .
TODO APOIO A D. ODILO SCHERER PARA O QUE ELE POSTULAR
[(sorrindo com humildade): "- Acho que seria muita pretensão
um cardeal dizer: 'eu estou preparado'! ..." (D. ODILO, ONTEM,
ENTREVISTADO PELA IMPRENSA (JORNAIS IMPRESSOS)
E MEDIUM ELETRÔNICO,RÁDIO E TELEVISÃO, EM
COLETIVA DE IMPRENSA)] - MAS D. ODILO É
QUEM APÓIA OU DEIXA DE APOIAR QUEM QUISER,
NA HORA QUE DESEJAR, ONDE FOR)!
DIANTE DA INTRIGAS E DAS AMBIÇÕES CADINALÍCIAS
[D. ODILO ESTÁ DEMONSTRANDO QUE DELAS NÃO PARTICIPA]
PODE TORNAR-SE ELE O NOME DE CONSENSO PARA SER PAPA).
VIVA O BRASIL E OS BRASILEIROS!
PEÇO-LHE RESPEITOSAMENTE A BENÇÃO, D. ODILO.
"(..) Cardeal Odilo Pedro Scherer(nascido em 21 de setembro de 1949), arcebispo deSão Paulo, é o candidato latino-americano mais forte, mas tem um apelo que se estende para além das considerações geográficas. Ele não só lidera a maior diocese do maior país católico do mundo desde 2007, mas também tem excelentes credenciais romanas. Teuto-brasileiro, obteve uma licenciatura e um doutorado em teologia na Universidade Gregoriana e depois passou vários anos trabalhando naCongregação para os Bispos (1994-2001). Enquanto isso, trabalhou na Diocese deToledo (Brasil) como reitor de seminário e pároco. Sendo bispo auxiliar desde 2001 e cardeal desde 2007, a Cúria Romana, os europeus e os latino-americanos poderiam encontrar nele um candidato de consenso. (...)"
OBS> A corrupção no Vaticano ocorre assim como ocorre em qualquer lugar, e isso não tem nada a ver em termos de doutrina e verdade da fé católica. Tanto que os últimos papas foram assassinados pois queriam fazer uma faxina no Vaticano. E é através dessa corrupção que Cardeais maus irão profanar o lugar santo, e abrirão o caminho para o anticristo. Depois da renúncia de Bento XVI.
Homem prevenido – Apesar dos escárnios que têm marcado o cotidiano do planeta, a semana começou bombástica com a notícia da renúncia do papa Bento XVI, que deixará o comando da Igreja Católica no próximo dia 28 fevereiro, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional. Como destacou o competente jornalista Oscar Andrades em seu blog, o alemão Joseph Ratzinger não é o primeiro a deixar o papado. “O último Sumo Pontífice a renunciar foi Gregório XII, em 1415. Bento XVI é o quarto Papa a renunciar ao cargo”, escreveu Andrades. A renúncia de um papa está prevista no Código de Direito Canônico, que estabelece, neste caso, que basta que a renúncia seja de livre e espontânea vontade para ter validade, sem a necessidade da aceitação de terceiros.
Ingressou na Sociedade de São Francisco de Sales de São João Bosco, os Salesianos. Seus estudos médios foram realizados no Oratório de Valdocco. Continuou no noviciado salesiano de Monte Oliveto, em Pinerolo. Sua profissão religiosa ocorreu aos 3 de dezembro de 1950. Mais tarde, obtém sua licenciatura em teologia (com uma dissertação sobre tolerância e liberdade religiosa) na Faculdade Salesiana de Teologia em Turin. Logo consegue sua licenciatura em teologia e um doutorado em direito canônico no Pontifício Ateneu Salesiano após sua dissertação intitulada "O Governo da Igreja no pensamento de Bento XIV – Papa Lambertini (1740 – 1758)".
Sacerdócio
Foi ordenado sacerdote em Ivea em 1 de julho de 1960, por Albino Mensa, Bispo de Ivrea. Em seguida realizou estudos tanto em Turin quanto em Roma. Foi professor de Teologia Moral Especial no Pontifício Ateneu Salesiano de Roma, que em 1973 se converteu na Pontifícia Universidade Salesiana, no ano de 1967. Entre os anos 1976 e 1991, foi professor de Direito Canônico. Sustentou o cargo de diretor de teólogos dentro da comunidade da Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, de 1974 a 1976. Do mesmo modo, foi decano da Faculdade de Direito Canônico entre 1979 e 1985, e vice-reitor da mesma instituição entre 1987 e 1989. Foi também professor convidado de Lei Eclesiástica Publica no Institute Utriusque Iuris da Pontifícia Universidade Lateranense em 1978.
Realizou trabalho pastoral em diversas paróquias de Roma e trabalhou na promoção do laicado nos Centros de Formação Teológica e Apostólica, especialmente com suas intervenções sobre moral social e a relação entre fé e política. Colaborou na fase final da revisão do Código de Direito Canônico e impulsionou sua recepção nas Igrejas locais. Adicionalmente, dirigiu grupos de trabalho que traduziram o Código ao italiano para a Conferência Episcopal Italiana e visitou centenas de dioceses italianas e estrangeiras para apresentar a “grande disciplina da Igreja”. Da década de 80, é consultor para diversos dicastérios da Cúria Romana, em especial para a Congregação para a Doutrina da Fé em temas teológico-jurídicos.
"11/02/2013 17h49 - Atualizado em 11/02/2013 22h36
Boff diz que renúncia de Bento XVI
foi ato racional e de humildade
Teólogo Leonardo Boff também fez críticas ao pontífice.
"Bento XVI teve dois pesos e duas medidas", disse Boff.
O teólogo Leonardo Boff, conhecido por sua defesa de causas sociais, elogiou a atitude do papa Bento XVI, que anunciou nesta segunda-feira (11) sua renúncia como pontífice por causa da idade avançada. A decisão, disse Boff, foi um ato racional e de humildade. "A renúncia do Papa é um ato de razoabilidade. Humildemente, deu-se conta dos limites da natureza que o impediam de exercer sua função. Foi digno", afirmou o teólogo em sua conta no Twitter.
Boff, contudo, teceu críticas ao papa. "Inegavelmente, colocou acento no reforço da Igreja hierárquica", disse. "Bento XVI teve dois pesos e duasmedidas. Tratava com luvas de pelica os reacionários seguidores de [arcebispo Marcel] Lefebvre, e nós da libertação a bastonadas", afirmou, referindo-se ao arcebispo católico francês que se notabilizou pela resistência às reformas da Igreja Católica instauradas pelo Concílio Vaticano II, no primeiro caso, e à Teologia da Libertação, no segundo caso.
Em 1984, em razão de suas teses ligadas à Teologia da Libertação, Boff foi condenado a um ano de silêncio, pela Congregação para a Doutrina da Fé, comandada por Joseph Ratzinger, antes de se tornar papa Bento XVI. Em 1992, Boff renunciou às suas atividades de padre.
Em sua conta no Twitter, Boff diz que, atualmente, três cardeais sobressaem na atual hierarquia da igreja: Oscar Andres Rodriguez Maradiaga, de Honduras; Peter Turkson, de Gana, e Francis Arinze, da Nigéria. "52% dos católicos vivem no Terceiro Mundo. Merecemos um papa. O meu é Madariaga", diz Boff."
GRIFO NOSSO [parágrafo em LETRAS MAIORES DO QUE AS LETRAS DOS OUTROS PARÁGRAFOS])
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"Camerlengo
Camerlengo é um título de origem medieval ainda em uso em alguns ordenamentos políticos modernos. Deriva do latim medievalcamarlingus, que, por sua vez, vem do frâncicokamerling, que veio do latimcamerarius, que significa "adido à câmara" (ficando geralmente subentendido "do tesouro" e "do soberano"). O significado do título e a função são em parte comparáveis aos do cubiculário, no Baixo Império Romano, no Império Bizantino e noPapado. Na língua inglesa antiga, o título tomou a forma de chamberlain.
Em geral, o título designa aquele que administra o tesouro e os bens do Estado, e o órgão por ele administrado normalmente tem o nome de "câmara". Outra função fundamental do cargo é assumir, interinamente, a direção de toda a Igreja Católica no momento de falecimento ou abdicação do Papa vigente, ganhando todos os seus atributos administrativos: devendo administrar o encerramento do papado, organizar um novo conclave e realizar a transição para um novo Sumo Pontífice - processo que pode levar meses.
O título camerlengo, na Igreja Católica, refere-se a um Cardeal do Colégio dos Cardeais. O Camerlengo da Igreja Católica é o administrador da propriedade e receita da Santa Sé; suas responsabilidades incluem a administração fiscal do Patrimônio de São Pedro. Seu brasão é ornamentado com duas chaves, sendo uma prateada e a outra dourada. A dourada demonstra a parte divina da igreja, a prateada a parte humana. As duas chaves são sobrepostas por um ombrellino, um guarda-chuva de listras alternantes vermelhas e ouro (amarelas), que também é o brasão da Sede Vacante(tempo entre a morte de um papa e a eleição de outro).
Até o século XI, o Arquidiácono da Igreja Católica Apostólica Romana era responsável pela administração da propriedade da Igreja Católica, mas seus inúmeros antigos privilégios e direitos o tornavam um obstáculo para a ação independente do Papa; como resultado, quando o último Arquidiácono,Cardeal Hildebrando, foi eleito para o Pontificado em 1073, ele suprimiu o título de arquidiácono, e o cardeal responsável pelos bens da Santa Sé ficou conhecido como Camerarius, ou Camerlengo.
A maior responsabilidade do Cardeal Camerlengo é a determinação formal da morte do Papa; o procedimento tradicional, já em desuso, para essa situação se dava batendo gentilmente um martelo de prata na cabeça do Papa e chamando o seu nome. Hoje o processo do martelo não é mais usado, e após o Papa ser declarado morto, o Camerlengo remove o Anel do Pescador do seu dedo e o corta com uma grande tesoura na presença dos demais Cardeais, e também destrói a face do selo do Papa com o Martelo de Prata. Esse ato simboliza o fim da autoridade do último Papa. O Camerlengo notifica então os oficias apropriados da Cúria Romana e o Decano do Colégio dos Cardeais. Depois, ele começa os preparativos para o conclave e o funeral do Papa.
Até que o sucessor do Papa seja escolhido, o Cardeal Camerlengo serve como o Chefe de Estado atuante do Vaticano. Ele não é, entretanto, responsável pelo governo da Igreja Católica durante a sede vacante, sendo portanto impossibilitado de tomar ações próprias do Sucessor de Pedro, como por exemplo, escrever encíclicas, criar ou unir dioceses, nomear bispos, etc. AConstituição ApostólicaUniversi Dominici Gregis colocou a tarefa de governar a Igreja, durante a Tempe sede vacante, na mão do Colégio dos Cardeais - apesar desse poder governamental ser extremamente restrito, possibilitando apenas que a Igreja continue operando e realizando funções básicas, sem poder tomar decisões ou compromissos que são normalmente delegados apenas ao Papa, como já citados acima. O Camerlengo, ainda assim, mantém seu escritório durante a sede vacante, ao contrário do resto da Cúria Romana.
"Cardeal de Milão é o mais cotado para ser o novo Papa
A lista dos nomes considerados traz ainda outros representantes da Europa, Canadá, Estados Unidos e também da América Latina - entre eles, o brasileiro Odilo Pedro Scherer arcebispo de São Paulo
A renúncia do Papa Bento XVI desperta, de imediato, especulações sobre quem será o próximo "sucessor do apóstolo Pedro", líder da Igreja Católica Apostólica Romana. Nas discussões informais em Roma, quem encabeça a lista dos papáveis atualmente é o cardeal italiano Angelo Scola, da arquidiocese de Milão, uma das mais importantes da Itália. A lista dos nomes considerados traz ainda outros representantes da Europa, Canadá, Estados Unidos e também da América Latina - entre eles, o brasileiro Odilo Pedro Scherer arcebispo de São Paulo.
Embora não existam pré-requisitos oficiais para ser um "papabile" ("papável"), há mais de 600 anos eles elegem entre si o novo Papa. Atualmente, existem 119 cardeais eleitores, isto é, com menos de 80 anos e que podem votar. Durante o período de transição, quem administra a Igreja é o colégio de cardeais, especialmente na figura do "camerlengo", o responsável pelos bens da Cidade do Vaticano. Trata-se do Secretário de Estado, o "número dois" do Vaticano, atualmente o cardeal italiano Tarciso Bertone.
Pela proximidade com o Papa, Bertone é um dos candidatos naturais para suceder Bento XVI, embora neste momento não seja o favorito. Sua função envolve grande autoridade política e diplomática e, por isso, ele conhece bem o funcionamento do Vaticano.
O favorito Angelo Scola, da arquidiocese de Milão, uma das mais importantes da Itália, é especialista em antropologia teológica e muito alinhado a Bento XVI, o que é visto como uma qualidade. Ambos são pensadores católicos. Scola é mais extrovertido e carismático do que Ratzinger. É muito aclamado em Milão e, portanto, está acostumado com multidões.
Seus fãs dizem que Scola mistura a autoconfiança de João Paulo II com a intelectualidade de Bento XVI. Ele tem 71 anos, idade que lhe confere ampla experiência como religioso, bispo e administrador, sinalizando que seu pontificado duraria até 20 anos - seria mais longo do que o de Bento XVI, Papa por apenas sete anos. Porém, é justamente a idade que pode tirar votos de Scola: alguns cardeais querem um papado mais longo.
Há também outros italianos entre os favoritos, como o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, de 70 anos, um intelectual renomado em diversas áreas, como teologia, arte, ciências e filosofia.
Mas a vivência internacional que falta para Ravasi sobra para o cardeal canadense Marc Ouellet, de 68 anos, prefeito da Congregação para os Bispos e um discípulo intelectual de Bento XVI. Embora seja canadense, já viveu também na Áustria, na Alemanha e na Colômbia, o que é visto como uma grande qualidade para o papado. Se eleito, ele será o primeiro Papa das Américas.
Brasileiros
O brasileiro Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, não é considerado um favorito, mas sua eleição tampouco seria uma surpresa. Scherer lidera a mais importante arquidiocese do Brasil - país com maior número de católicos - e uma das maiores da América Latina. Isso atribui a ele grande visibilidade e experiência pastoral. O cardeal brasileiro também tem ampla vivência em Roma, onde trabalhou e estudou por sete anos. Com 63 anos, seria esperado do eventual Papa brasileiro um longo pontificado.
Entre os papáveis não europeus, há ainda pelo menos três latino-americanos: além do brasileiro Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, figuram um argentino e um hondurenho. Outros nomes estão na lista dos papáveis, mas com menor probabilidade de eleição.
Aspectos
Segundo observadores do Vaticano - jornalistas, religiosos, acadêmicos e diplomatas - entre os papáveis há cardeais que ocupam cargos importantes na cúria romana e outros mais afastados, mas a escolha sempre pode surpreender. O cardeal Joseph Ratzinger era um papável e, de fato, se tornou Bento XVI. Mas seu antecessor, João Paulo II, era um jovem desconhecido, cujo nome, Karol Wojtyla, os cardeais mal sabiam pronunciar.
De qualquer forma, o perfil do Papa eleito deve sinalizar qual é o rumo que os cardeais pretendem dar à Igreja Católica nos próximos anos. Eles devem avaliar ao menos cinco aspectos principais na escolha do novo pontífice: idade, que ajuda a estimar quanto tempo deve durar o pontificado; experiência pastoral e fidelidade ao ensinamento teológico da Igreja; experiência como governante ou administrativa - ter sido bispo de uma grande diocese pode ser uma qualidade; experiência política, para mediar conflitos e se relacionar com autoridades de outros países; carisma, pois o Papa precisa lidar com multidões e saber se comunicar."
Papáveis em potencial: os concorrentes do próximo conclave
Um dos pontos de discussão em Roma nos últimos meses tem sido a crescente fragilidade do Papa Bento XVI. Inevitavelmente, a especulação se voltou para o seu provável sucessor. Eis aqui um guia daqueles que são considerados papáveis.
A reportagem é de Robert Mickens, publicada na revista católica britânica The Tablet, 31-12-2011. A tradução é deMoisés Sbardelotto.
Em poucos meses, o Papa Bento XVI terá superado oficialmente o Beato João Paulo II e se tornará o homem mais velho em mais de 100 anos a servir como Bispo de Roma. O papa polonês morreu apenas 16 dias antes do seu 85º aniversário, um marco que o Papa Bento XVI está prestes a chegar no dia 16 de abril. Apenas quatro outros papas, desde o fim do século XIII, chegaram aos 86 anos de idade, dos quais o mais recente foi o Papa Leão XIII, que morreu aos 93 anos em 1903.
Embora a saúde geral do Papa Bento XVI pareça estar boa, ele começou a mostrar sinais de fadiga e de crescente fraqueza. A história e a prudência sugeririam que os cardeais da Igreja deveriam começar a pensar seriamente sobre candidatos adequados para sucedê-lo. Votar no sucessor de Pedro é o principal e mais grave propósito para o qual eles recebem um barrete vermelho. Eles devem evitar ser pegos desprevenidos, como aparentemente foram no conclave passado, quando diversos cardeais confessaram publicamente que não conheciam muito bem os seus confrades.
O próximo papa provavelmente será o produto de um compromisso entre os eleitores, o que evidentemente não foi o caso do último conclave. As regras de votação haviam sido revisadas significativamente em 1996 pelo Papa João Paulo II, permitindo uma eleição por maioria simples depois de algumas semanas de impasse. Anteriormente, a votação continuaria até que um candidato recebesse 2/3 mais um voto. Aparentemente, Joseph Ratzinger alcançou uma maioria simples no início da votação e, de acordo com uma teoria, uma série de outros cardeais concordou em acrescentar o seu apoio à sua candidatura, em vez de arriscar um conclave prolongado, destacando a divisão que isso sinalizaria.
Isto possivelmente não irá acontecer no próximo conclave. Pouco depois da sua eleição, o Papa Bento XVIsabiamente mudou as regras de volta ao sistema tradicional. Assim, o seu sucessor provavelmente será alguém com um amplo apoio, em vez de alguém que vem principalmente de uma facção particular. De acordo com o número 1.024 do Código de Direito Canônico, qualquer homem batizado é elegível. Mas, desde 1378, o papa sempre foi eleito a partir do Colégio dos Cardeais.
Mesmo que o Papa Bento XVI crie um número qualquer de novos membros antes do próximo conclave, possivelmente o Colégio irá manter certas características. Primeiro, haverá um grupo significativo de homens com experiência de trabalho na Cúria Romana: ou seja, o homem que finalmente for eleito papa terá que ter o apoio desse bloco.
Em segundo lugar, aproximadamente a metade ou mais dos membros serão europeus, e uma porcentagem ainda maior terá estudado em Roma ou em algum outro lugar do Velho Continente. Assim, o candidato vitorioso, mesmo que não europeu, provavelmente terá passado por um grau de polinização europeia. E, como essa é uma eleição doBispo de Roma, qualquer papável a sério deve ter um domínio decente da língua italiana.
Os prováveis candidatos
Cardeal Angelo Scola(nascido em 7 de novembro de 1941), arcebispo de Milão, é o atual favorito de acordo com muitos italianos. Ele é próximo de Bento XVI e tem um currículo impressionante, que inclui o cargo de reitor da Universidade Lateranense e de bispo em duas dioceses anteriores, incluindo o Patriarcado de Veneza. Ele é também um dos primeiros padres a ter sido ordenado, em 1970, exclusivamente para o serviço do Comunhão e Libertação (CL), embora seus apoiadores tentaram argumentar que a sua filiação ao movimento encerrou assim que ele se tornou bispo. Com acesso ao financiamento do CL, ele foi criador de programas universitários e culturais ambiciosos, e um restaurador de igrejas. Uma de suas maiores realizações foi a de estabelecer a Fundação Oasis, que reúne estudiosos muçulmanos e cristãos para debater sobre o futuro do mundo mediterrâneo. Mas afirma-se que ele tem adversários na Cúria Romana. E, aos 70 anos, as horas vão passando.
Cardeal Odilo Pedro Scherer(nascido em 21 de setembro de 1949), arcebispo deSão Paulo, é o candidato latino-americano mais forte, mas tem um apelo que se estende para além das considerações geográficas. Ele não só lidera a maior diocese do maior país católico do mundo desde 2007, mas também tem excelentes credenciais romanas. Teuto-brasileiro, obteve uma licenciatura e um doutorado em teologia na Universidade Gregoriana e depois passou vários anos trabalhando naCongregação para os Bispos (1994-2001). Enquanto isso, trabalhou na Diocese deToledo (Brasil) como reitor de seminário e pároco. Sendo bispo auxiliar desde 2001 e cardeal desde 2007, a Cúria Romana, os europeus e os latino-americanos poderiam encontrar nele um candidato de consenso.
Cardeal Peter Turkson(nascido em 11 de outubro de 1948), presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, é o favorito entre os africanos. Nascido emGana de pai católico e mãe que se converteu do metodismo, ele é um dos poucos africanos de ter realizado estudos de doutoramento no Pontifício Instituto Bíblico em Roma. Completou seus estudos básicos de teologia em um seminário dirigido pelos franciscanos conventuais em Nova York e depois lecionou em um seminário em seu país natal, Gana. Foi nomeado arcebispo de Cape Coast em 1992 e cardeal em 2003. Desde que assumiu seu cargo vaticano em outubro de 2009, ele impressionou as pessoas pelos seu claro sentido pastoral, seu estilo pé-no-chão e seu gentil senso de humor.
Cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, SDB(nascido em 29 de dezembro, 1942), arcebispo de Tegucigalpa, foi descrito como umJoão Paulo II latino-americano por causa da sua personalidade carismática, suas habilidades linguísticas e seu trabalho na promoção do ensino social da Igreja. Hondurenho de nascimento, é atualmente presidente da Caritas Internationalis e foi "italianizado" no início de sua formação salesiana de Roma e Turim. Músico formado em conservatório, passou seus primeiros breves anos de sacerdócio na sala de aula antes de se tornar bispo na tenra idade de 35 anos. Foi criado cardeal em 2001. Manchou a sua reputação por apoiar, inicialmente, o golpe militar de 2009 emHonduras.
Cardeal Christoph Schönborn, OP(nascido em 22 de janeiro de 1945), arcebispo de Viena, é provavelmente o mais forte candidato europeu fora da Itália. Teólogo de tradição dominicana que estudou em Paris e na Alemanha, é urbano, poliglota e de linhagem nobre. Quando se tornou um jovem cardeal em 1998, foi considerado um dos mais brilhantes entre os conservadores do Colégio, mas isso foi quando existiam alguns notáveis moderados-progressistas que ainda estavam com idade de votar. Protestos de reformistas católicos na Áustria estão agora testando a resistência do veterano, e as avaliações sobre o seu desempenho ainda estão ocorrendo. Alguns acreditam que ele abriria novos caminhos se lhe fosse permitido. Mas a sua proximidade com o Papa Bento XVI e a improbabilidade de que os cardeais elejam dois papas de língua alemã consecutivamente vão contra ele.
Cardeal Leonardo Sandri(nascido em 18 de novembro de 1943) tem sido descrito como um candidato ítalo-argentino ideal, que restauraria a ordem que quase se desintegrou na Cúria Romana durante o pontificado atual. Atual prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, é um antigo diplomata papal com uma linhagem da Accademia Ecclesiastica. Comosostituto (vice-secretário de Estado) de 2000 a 2007, foi um dos homens mais poderosos do pontificado de João Paulo II. No entanto, ele não tem experiência pastoral e nunca foi bispo diocesano.
Cardeal Marc Ouellet, SSP(nascido em 8 de junho de 1944) lidera a Congregação para os Bisposdesde junho de 2010. Franco-canadense, juntou-se à prestigiada sociedade de ensino sulpiciana logo depois de sua ordenação sacerdotal e passou a maior parte de sua vida como professor de seminário e reitor. Passou 10 anos na Colômbia e depois nove novamente noCanadá, antes de ir para Roma em 1997 para lecionar no Instituto João Paulo II para Matrimônio e Família. É ex-editor da Communio, a revista internacional fundada porJoseph Ratzinger e por Hans Urs von Balthasar, cuja teologia de ambos ele abraça. Depois de ter atuado brevemente como vice-presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, foi nomeado arcebispo do Quebec em 2002 e recebeu seu barrete vermelho três anos depois. Durante oito seus anos como líder espiritual de uma das sociedades mais secularizadas do mundo, o cardeal Ouellet muitas vezes causou polêmica ao falar sobre questões morais. Sua afabilidade e sinceridade ajudaram a suavizar as fissuras, mas não está claro se ele foi capaz de realizar muitas coisas em breve tempo por lá.
Cardeal Gianfranco Ravasi(nascido em 18 de outubro de 1942) tornou-se um sucesso instantâneo quando o Papa Bento XVI nomeou-o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura em 2007. Biblista de primeira linha que popularizou os estudos da Escritura através da televisão, da rádio e dos jornais populares italianos, ele liderou ambiciosamente esforços para restabelecer o lugar proeminente que aIgreja Católica e o Vaticano costumavam ocupar no mundo da alta cultura. Antes de assumir seu cargo em Roma, passou a maior parte de seu tempo como professor e diretor da altamente estimada Biblioteca Ambrosiana em sua Milão natal. Gentil e afável, considerado "moderado" eclesiologicamente, ele infelizmente não tem experiência global e multicultural. É um intelectual europeu clássico.
O professor e teólogo Leonardo Boff não deixou a Igreja Católica, ele deixou de ser um ministro ordenado, passando a ser simplesmente um leigo como muitos católicos. Me preocupa o fato de alguns aqui falarem a partir do senso comum, sem uma pesquisa decente, sem um estudo...criticam por criticar. E a entrevista foi serena, fraternal, como deve ser a convivência de um aluno com seu professor. Se vocês querem ficar numa Igreja antes do Concílio de Trento, que fiquem, e parem de falar besteiras."