"(...) O mito do bom selvagem War Before Civilization: the Myth of the Peaceful Savage é um livro de Lawrence H. Keeley, um professor de arqueologia na University of Illinois especializado na Europa pré-histórica. O livro trata de guerras conduzidas ao longo da história humana por sociedades com pouca tecnologia. Keeley conduz uma busca por evidências arqueológicas de violência pré-histórica, incluindo assassinatos, massacres e guerras. Ele também observa sociedades de períodos mais recentes – que nomeamos como tribos ou povos – e sua propensão à guerra.
Se sabe há muito tempo, por exemplo, que muitas tribos das florestas tropicais sulamericanas se envolvem em guerras frequentes e terríficas, mas alguns acadêmicos haviam atribuído seu vício à violência como uma má influência da cultura ocidental.
Keeley diz que sociedades pacíficas são uma exceção: entre 90 e 95% das sociedades conhecidas dedicam-se à guerra. O atrito de numerosas batalhas a curta distância, característica da guerra em sociedades guerreiras tribais, produz um índice de mortandade de até 60%, comparado com o 1% dos combatentes de uma típica guerra moderna.
Massacres ocorreram entre inúmeros povos americanos. As mortes em massa ocorriam muito antes de qualquer contato com o europeu. Os registros de missionários nas áreas fronteiriças entre Brasil e Venezuela mostram uma constante luta entre tribos Yanomami por mulheres ou prestígio, e evidenciam a guerra contínua para a escravidão de tribos vizinhas como os Macu, antes da chegada de colonizadores europeus com seu governo. Mais de um terço dos homens Yanomami, em média, morrem na guerra.
A cabeça do inimigo: um troféu de guerra para os Munduruku do Brasil pré-cabralino.
De acordo com Keeley, entre os povos indígenas das Américas, somente 13% não se envolvia em guerras com os vizinhos ao menos uma vez ao ano. A prática pré-colombiana de usar escalpos humanos como troféus de guerra é bem documentada. Outras práticas incluem a coleção de troféus, como a cabeça do inimigo.
Documentam-se ainda guerras cíclicas, como a guerra do caju, a guerra do milho e a guerra da piracema. (...)"
"(...) O objetivo maior [DAS GUERRAS TRIBAIS, ANTERIORES À CHEGADA DA CABRAL E SEUS HOMENS AO BRASIL] era a captura de prisioneiros para que estes fossem sacrificados e devorados de forma ritual, completando a vingança. Naturalmente estes rituais e as baixas em combate levavam a novas vinganças, reiniciando o processo. Este ciclo de captura, execução e canibalização do inimigo era especialmente importante para os índios tupis: marcava o início da vida adulta de um homem, lhe permitindo o casamento. A própria reprodução e sobrevivência da tribo dependia do sucesso na guerra, da captura, execução e consumo de muitos inimigos.
Uma das conseqüências desse modo de fazer a guerra era um procedimento ritual de combater, onde os guerreiros procuravam afirmar sua masculinidade através da forma como lutavam e capturavam os inimigos para o sacrifício, bem diferente de uma guerra europeia ou asiática. Havia a necessidade do combate aproximado, o que favoreceu o desenvolvimento de armas específicas para a luta corpo-a-corpo, que se somavam ao arco e flecha, de uso cotidiano de todas as culturas indígenas.
Ilustração de um combate entre tupinambás e maracajás. Não está claro qual dos lados é qual. Repare nas armas: borduna, arco e escudo.
As armas usadas não empregavam metais, desconhecidos pelos nativos, sendo os elementos cortantes feitos com as matérias-primas disponíveis na natureza: madeira (endurecida a fogo ou não), ossos e principalmente pedras, como o quartzo e o sílex.
A guerra, portanto, não é uma guerra de conquista: é uma guerra ritual. É importante, no entanto, levar em consideração que guerras tribais costumam ser mais violentas em termos de baixas relativas. Proporcionalmente, guerras tribais matam mais do que guerras convencionais. (...)"
SR. JOSÉ BITTENCOURT E SRA. (pai do Governador A. Bittencourt),
GOV. SILVÉRIO NERY E SRA.,
GOV. ANTÔNIO CLEMENTE RIBEIRO BITTENCOURT E SRA.,
GOV. (MÉDICO) DOUTOR JONATHAS PEDROSA E SRA.
CAP. MANUEL NICOLAU DE MELLO E SRA.,
DEP. LOURENÇO NICOLAU DE MELLO E SRA.,
CEL. LEOPOLDINO NICOLAU DE MELLO E SRA.,
CEL. BOTINELLY E SRA.,
SR. EVARISTO PUCU E E SRA. E OS(AS)
CASTANHEIROS(AS),
INDÍGENAS DO BRASIL E DE PAÍSES LIMÍTROFES DA AMAZÔNIA E
TRABALHADORES DA ÁREA DE TURISMO DA AMAZÔNIA
26.1.2013 -Fort Apache (1948) foi uma das primeiras películas americanas do gênero western (bang-bang) a apresentar uma versão mais simpática dos índios - Os "Apaches" são os admiráveis Sioux. F. A. L. Bittencourt ([email protected])
Fort Apache (br: Sangue de Heróis / pt: Forte Apache) é um filmeestadunidense de 1948, do gênero western, dirigido por John Ford com roteiro baseado em história de James Warner Bellah.
Após o fim da Guerra Civil Americana onde combateu e após ter sido adido militar na Europa o veterano e respeitado tenente-coronel Owen Thursday é enviado para o Fort Apache, um posto avançado da cavalaria, até então sob o comando do capitão Kirby York, que já havia igualmente liderado um regimento durante a guerra e estava qualificado para assumir o comando do forte. Mas, para a surpresa do capitão, o posto ficou com o tenente-coronel Owen Thursday, oficial autoritário e inflexível.
Acompanhando o viúvo Thursday vem sua filha Philadelphia. Ela é atraída pelo segundo-tenente Michael Shannon O'Rourke, filho do sargento-major Michael O'Rourke, romance que não é bem aceito pelo pai comandante. Quando começam as tratativas com os índios liderados por Cochise, Thursday começa a cometer erros e a ignorar os avisos do capitão experiente que, apesar de tudo, tenta auxiliá-lo.
Embora o capitão York tentasse convencer Thursday dos erros que estava cometendo, o comandante dá um ultimato aos índios para que regressem à reserva, caso contrário os forçaria pela força das armas. Não surtindo efeito o ultimato, a cavalaria ataca os índios, porém é massacrada por estes, somente restando o pequeno destacamento de York.
O comandante, considerado arrogante e inexperiente, era um west pointer, egresso daquela famosa academia militar, o que pode ter desagradado algumas autoridades. De certa forma, Ford provavelmente se "redimiria" aos olhos deles e mostraria West Point como um lugar formador de excelentes oficiais no seu filme de 1955, The Long Gray Line (br: A paixão de uma vida), com Tyrone Power e Maureen O'Hara, onde conta a história do instrutor Marty Maher, imigrante irlandes que dedicou sua vida a West Point.
Foi um dos primeiros filmes a apresentar uma versão mais autêntica e simpática dos ameríndios (apaches neste filme, sioux nas batalhas verdadeiras).
Filho de imigrantes irlandeses católicos, John Ford nasceu sob o nome John Martin Feeney no dia 1º de fevereiro de 1894 em Cape Elizabeth, Maine, na fazenda de seus pais. Mais tarde, a família se mudaria para Portland, onde Jack, como seria chamado até 1923, passou a infância e a adolescência.
Quando tinha apenas cinco anos de idade, seu irmão Frank, 13 anos mais velho, fugiu de casa para ingressar numa companhia circense, indo trabalhar em seguida como ator nos filmes de Thomas Edison, Georges Meliès e Thomas Ince. Quinze anos mais tarde, Jack, então um rapaz de 20 anos, iria ao seu encalço, para encontrá-lo trabalhando sob o nome Francis Ford na nascente Hollywood como um prestigiado ator, diretor e roteirista com uma produtora própria na Universal.
Adotando o sobrenome do irmão, Jack passou por um intenso aprendizado de três anos durante o qual trabalhou para Francis como figurante, ator, assistente de direção, câmera, entre outras funções. Certa vez, Jack foi obrigado a assumir a direção no set para substituir o irmão embriagado, atraindo as atenções de um produtor da Universal. Não demorou muito até que o rapaz pudesse dirigir integralmente seu primeiro filme, O furacão (The Tornado), de 1917. Neste mesmo ano, teria início a prolífica parceria entre Ford e o ator Harry Carey, que deu origem a 25 filmes protagonizados pelo personagem “Cheyenne Harry”, um bondoso fora da lei (como seriam muitos heróis de Ford futuramente). Esta parceria representou um verdadeiro sucesso para a Universal.
Até 1920, Jack vivia junto com a trupe de artistas e técnicos com quem sempre trabalhava na fazenda de Harry Carey. Mudou-se para uma casa em uma ladeira onde permaneceria durante 34 anos ao se casar com a enfermeira de origem escoto-irlandesa Mary McBride, ao lado de quem permaneceria durante a maior parte de sua vida e teria dois filhos – Patrick e Barbara.
No início de sua carreira, trabalhando na Universal, Ford realizou um total de 39 filmes, entre os quais apenas dois não eram westerns. Em 1921, o diretor assinou um contrato com a Fox, estúdio onde realizaria 50 filmes. Com o filme Sota, cavalo e rei (Cameo Kirby, 1923), Jack enfim seria creditado pela primeira vez com o nome que o tornaria célebre: John Ford. Em 1924, ele teria o seu primeiro grande sucesso com O cavalo de ferro (The Iron Horse). Em seguida, Ford realizou Três homens maus (3 Bad Men, 1926), mas o western já era um gênero desgastado para o público e não obtinha grandes bilheterias. Com o fracasso comercial do filme, o diretor acabou abandonando o gênero, ao qual só foi retornar em 1939 com No tempo das diligências (Stagecoach).
Uma importante guinada na carreira do cineasta ocorreu quando o diretor alemão Friedrich Wilhelm Murnau se mudou para os Estados Unidos a convite de William Fox e realizou Aurora (Sunrise, 1927), que se tornaria um dos filmes mais influentes da história. O trabalho de Murnau provocou em Ford o interesse em trabalhar a composição espacial como nunca havia feito antes, o que se consolidou ao longo dos anos como uma das características mais marcantes de seu cinema.
A influência de Aurora em sua obra só encontraria equivalente, durante o mesmo período, no advento do cinema sonoro, que também gerou uma enorme transformação formal nos filmes seguintes do diretor. Entre os diretores de Hollywood, Ford foi um dos pioneiros a trabalhar com o som, realizando o primeiro filme inteiramente falado da Fox, O barbeiro de Napoleão (Napoleon´s Barber, 1928), atualmente perdido.
De 1927 a 1931, John Ford não apenas experimentaria diversos gêneros cinematográficos, entre eles a comédia e o drama musical, como também filmaria em outros países. Foi quando retornou pela primeira vez à Irlanda, com Justiça de amor (Hangman’s House, 1928), e realizou Polícia solteirão (Riley the Cop, 1928), um filme cheio de peripécias ao redor da Europa, além de A guarda negra (The Black Watch,1929), passado no Paquistão.
De uma maneira geral, a década de 1920 representou para a carreira de Ford o período em que ele conquistaria enorme notoriedade e se consolidaria como um dos mais importantes diretores do cinema americano, com seu salário crescendo exponencialmente.
A partir de 1931, no entanto, seu ritmo extremamente produtivo, que chegou a cinco longas-metragens num único ano, iria diminuir com a Grande Depressão, cujos efeitos sensibilizaram Ford enormemente, provocando um retorno aos temas e questões mais tipicamente americanos. Foi durante esse período que ele dirigiu Médico e amante (Arrowsmith, 1931), adaptado do romance de Sinclair Lewis (que acabava de ser o primeiro americano a conquistar o primeiro prêmio Nobel de literatura). Esta obra lhe rendeu pela primeira vez um maior reconhecimento artístico, com cinco indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme.
O início da década de 1930 marcaria também a parceria de Ford com Will Rogers, popular comediante com quem fez três filmes: Doutor Bull (Doctor Bull, 1933), Juiz Priest (Judge Priest, 1934) e Nas águas do rio (Steamboat Round the Bend, 1935). O mais provável é que Rogers se tornasse um ator de predileção de Ford (como John Wayne e Henry Fonda) caso não tivesse falecido tragicamente em 1935. Neste mesmo ano, o cineasta realizou o drama O delator (The Informer), que lhe rendeu seu primeiro Oscar de melhor diretor.
Em 1939, veio No tempo das diligências e, enfim, o retorno de Ford ao gênero pelo qual ficaria eternamente ligado. Como o western passava por um enorme descrédito, Ford enfrentou dificuldades em financiá-lo, e conseguiu apenas com o suporte financeiro de Walter Wanger, produtor independente da United Artists a quem Ford recorreu após a recusa de Joseph Kennedy e David O. Selznick. Contrariando as exigências de Wanger, que desejava Gary Cooper no papel principal, Ford convidou seu amigo John Wayne, na época um desconhecido ator de westerns B. O arriscado investimento seria recompensado com um absoluto sucesso de bilheteria e sete indicações ao Oscar, elevando John Wayne ao status de estrela internacional. Primeira obra de Ford rodada no Monument Valley, No tempo das diligências iria se tornar um dos filmes mais importantes do cinema americano – Orson Welles disse tê-lo assistido 40 vezes durante a preparação de Cidadão Kane.
O período pré-guerra seria um dos momentos mais importantes da carreira de John Ford, incluindo a realização de seu primeiro filme a cores, Ao rufar dos tambores (Drums Along the Mohawk,1939) e dos aclamados dramas A mocidade de Lincoln (Young Mr. Lincoln, 1939), As vinhas da ira (The Grapes of Wrath, 1940), filme que rendeu a Ford seu segundo Oscar de direção, e Como era verde meu vale (How Green Was My Valley, 1941), vencedor de cinco Oscars, incluindo os de melhor filme e, novamente, diretor. Foi também durante esse período que se firmou a importante colaboração entre o cineasta e o ator Henry Fonda, que protagonizou três dos filmes mencionados acima.
Com o bombardeio a Pearl Harbor em 1941 e a entrada oficial dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, John Ford, por iniciativa própria, reuniu uma equipe de técnicos de Hollywood e se colocou à disposição da Marinha de Guerra. Foi então nomeado chefe do núcleo de fotografia de campo do Departamento de Serviços Estratégicos (a futura CIA), tendo por objetivo realizar registros para arquivo e para ajudar nas deliberações da Inteligência. Durante esse período, Ford realizou importantes documentários sobre alguns dos eventos mais marcantes da Segunda Guerra, entre eles os vencedores consecutivos do Oscar de documentário A batalha de Midway (The Battle of Midway, 1942) e December 7th(1943), colocando-se na linha de frente do conflito para registrá-los.
Ao retornar da guerra e após realizar Paixão de fortes (My Darling Clementine, 1946), baseado no caso do famoso tiroteiro no O.K. Curral, com Henry Fonda interpretando Wyatt Earp, Ford recebeu uma lucrativa proposta de Darryl F. Zanuck para trabalhar na Fox, mas negou-a para fundar seu próprio estúdio, a Argosy Pictures. A produtora contava com três importantes financiadores, entre advogados e banqueiros, e com a essencial presença de Merian C. Cooper na produção. Contudo, a estreia da Argosy ocorreu com Domínio de bárbaros (The Fugitive, 1947), um absoluto fracasso comercial, e Ford acabou retornando ao western para salvar a produtora da falência. Assim nasceu a Trilogia da Cavalaria, composta pelos filmes Sangue de herói (Fort Apache, 1948), Legião invencível (She Wore a Yellow Ribbon, 1949)e Rio Grande (idem, 1950), todos protagonizados por John Wayne.
Em 1952, Ford realizou Depois do vendaval (The Quiet Man), cujo projeto existia desde a década de 1930. Este foi seu filme mais lucrativo, e teve sete indicações ao Oscar, conquistando o quarto e último prêmio de melhor diretor que Ford receberia da Academia. Seu filme seguinte, O sol brilha na imensidão (The Sun Shines Bright, 1953), traria a primeira passagem do cineasta pelo Festival de Cannes, e logo em seguida, com Mogambo (1953), filme passado na África e estrelado por Clark Gable, Ava Gardner e Grace Kelly, Ford emplacaria mais uma vez um absoluto sucesso de bilheteria.
A partir de 1953, John Ford voltaria a trabalhar diretamente para os grandes estúdios, e em 1955 foi contratado pela Warner para dirigir a comédia Mister Roberts, mas um conflito com Henry Fonda (que acabou resultando em agressão física) ocasionou sua demissão. Após este episódio, Ford passou um longo período isolado em seu barco, bebendo abusivamente e recusando-se a ver qualquer pessoa. Também neste ano, o diretor trabalhou pela primeira vez na televisão, dirigindo o episódio Rookie of the Year para a série Studio Directors Playhouse e The Bamboo Cross para a série Fireside Theatre.
Seu retorno ao cinema ocorreu com Rastros de ódio (The Searchers, 1956), o único western que realizou nessa década. Foi um dos filmes mais populares do ano, embora não tenha recebido nenhuma indicação ao Oscar. Sua reputação, no entanto, cresceu ao longo dos anos, a ponto de ser nomeado em 2008 pelo Instituto de Cinema Americano como o melhor western de todos os tempos. Também ao longo da década de 1950, Ford realizaria alguns filmes que fugiram ao padrão produtivo e formal do restante de sua obra, entre os quais o único filme policial de sua carreira, passado na Inglaterra, Um crime por dia (Gideon's Day, 1958).
A década de 1960 seria marcada pelo declínio das condições de saúde de Ford, resultado dos abusos de álcool e cigarro ao longo de sua vida, além do agravamento das feridas que sofreu durante a batalha de Midway. Sua visão começou a deteriorar-se rapidamente e a memória já não funcionava impecavelmente como outrora, trazendo a necessidade de mais assistentes trabalhando ao seu redor. Curiosamente, seria nesse período final de sua obra, entre 1960 e 1973, que Ford dirigiria alguns de seus filmes mais elogiados pela crítica de hoje, entre eles os westerns crepusculares Audazes e malditos (Sergeant Rutledge, 1960), único filme de sua autoria protagonizado por um negro, O homem que matou o facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962) e Crepúsculo de uma raça (Cheyenne Autumn, 1964), além de Sete Mulheres (7 Women, 1966), último longa-metragem de sua carreira.
John Ford faleceu em 31 de Agosto de 1973 em Palm Desert, na Califórnia."
(http://www.johnford.com.br/biografia.php)
Veja, por favor, FILMOGRAFIA DO DIRETOR JOHN FORD EM:
O meu tempo de infância foi do deslumbramento da TV em preto e branco ainda, seriados para lá de antigos e grande profusão de filmes de Cawboys e índios e soldados de uniforme azul…. depois a televisão ganhou cores, veio a sessão da tarde e as coisas foram mudando, mas aí já é outra história.
Eu fui um dos felizes possuidores de um genuíno FORTE APACHE da Gulliver, e dos bons tempos, os soldadinhos e indios vinham todos pintados, depois os soldadinhos começaram a vir somente na cor do plastico de moldagem, e eu achava horrível isto.
Ganhei um forte apache, pacotes de índios e depois uma fazenda, a FAZENDA CHAPARRAL, nome de um seriado também.
Mais tarde a coisa foi mudando de novo, os soldadinhos pintados a mão foram substituídos pelos não pintados e finalmente chegou a era do PLAYMOBIL, esta eu tive uma peça ou outra, pois não só eu estava ficando mais velho como principalmente o estilo playmobil veio encarecer este segmento.
Como eu gostaria de ter meu forte apache completo hoje em dia!
Eu botaria todas aqueles soldadinhos para jogar WARGAME, sem duvida alguma!
Elas deviam ter uma escala aproximada de 1 para 50 , mais ou menos.
Abaixo apreciem as fotos destes brinquedos antigos com miniaturas, que fascinaram tanta gente por aqui :
Meu FORTE APACHE era desta edição!
E era exatemente assim, com o cachorro RINTINTIN e o garoto. Com as guaritas de plastico, acho que somente a casa dentro dele não era a mesma, na minha versão tinha uma pequena casa de madeira, e esta casa da foto veio com na fazenda CHAPARRAL que eu ganhei.
Só tinha uma coisa que eu lamentava no forte: que as paliçadas vinham com o desenho das toras na horizontal, e deviam ser na vertical, e isto me doía! hehe…..
Um primo meu tinha um forte apache com a paliçada na posição correta e eu invejava aquele forte, em compensação os soldadinhos dele não eram pintados !
Vejam na foto que a pintura não era de se desprezar, era muito bem feita para um produto de brinquedo fabricado em série, eram pintadas a mão.
AQUI o safado com a paliçada de forma correta! PORQUE o meu não era assim, PORQUE ! :( ….
Aqui um forte apacha do período tardio, hehehe…. soldados e índios não vem mais pintados a mão, a madeira da lugar ao plástico, que permite uma melhora sensível na definição das peças do Forte, as a perda das figuras pintadas é inestimável….
Mais um tipo de FORTE APACHE, este nunca passou pelas minhas mãos, apesar que eu tive uma carroça melhor que a desta edição pois ela tinha 6 cavalos e o toldo dela era realmente de tecido, um luxo !
Caixa de um Forte Apache estrangeiro, que realmente parece ser um dos melhores, paliçada correta e bem definida, cores realistas, figuras pintadas a mão, e deuses tem até um canhão que eu daria a ponta de um dedo para possui-lo naquela época, hehe….
FAZENDA CHAPARRAL – a como eu era feliz com ela !
Tinha um monte de cawboys , cabeças de gado, porcos, cercas, casa, cata vento, um poço, e junto com o forte apache e seus índios eu travei inúmeras batalhas com elas, o zoológico embaixo eu lembro que havia no comércio e eu também cobiçava mas este eu nunca ganhei de presente, snif….
Pra mim que a pintura dos caubóis não tinha nenhum com cores tão berrantes mas vá saber….
Este deve ser o FORTE APACHE dos sonhos!
Mas imagino que deva ser uma réplica dos fortes originais, aliás FORT APACHE era um filme com John Wayne, eu não consigo entender como não lembro deste filme, ou que ele existia …..
aqui imagem do seriado RINTINTIN, a respeito de um garoto e seu cachorro que viviam com os soldados num forte de madeira….
A escala dos bonecos é outra entre 1:25 a 1:20. Eu também tive um forte e adorava brincar com ele. Depois daguerra do Vietnan surgiram os green soldiers, cmanos em ação os cowboys e indios ficaram na saudade. Hoje se fosse lançado uma versao brasleira, o forte seria uma madeireira e algum acampamento de garimpeiros e o acampamento dos índios seria uma maloca do Xingú, porque historia se repete.
Bons tempos… O meu era posterior a essa época e vinha com todos os defeitos possíveis… http://www.museuhistoriconacional.com.br/images/galeria19/g19a044g.jpg
O único que eu consegui corrigir foi abrir as portas e janelas do edifício laranja para que os soldados tivessem um último lugar a defender se o forte fosse invadido…
Eu herdei vários destes soldados e índios do meu pai, isto lá nos idos da década de 70. Não lembro se tinha o forte, mas tinha os soldados, índios e cavalos com certeza. Rendiam belas batalhas, embora à época eu não conhecesse nenhum sistema de jogo, até porque com 4 ou 5 anos seria demais.
Balata é o látex de uma árvore denominada balateira, também conhecida como maparajuba (Manilkara bidentata), da família das Sapotáceas, comum nos estados do Norte do Brasil, de onde se extrai uma goma elástica e visguenta semelhante ao látex da seringueira[1]. M. G. S. D. Magalhães, contudo, em sua tese de doutorado (MAGALHÃES, 2006), afirma que a balata é extraída de uma árvore cujo gênero é Mimusopis (MAGALHÃES, 2006: p. 194 [2]). Com efeito, a balata pode ser obtida de duas árvores sapotáceas, Mimusopis amazonica e Manilkara bidentata (SILVA, 2007: p. 153) [3].
A balata é utilizada por índios da Amazônia na produção de objetos como adornos, utensílios e urnas funerárias. Como aconteceu com outros indígenas, de diversas etnias autóctones, os Macuxi, do baixo Rio Branco, por exemplo, no início do século XIX, com a expansão da exploração da borracha (Hevea brasiliensis), do caucho (Castilloa ulei) e da balata (Manilkara bidentata / Mimusopis amazonica), foram arregimentados - na época dos assim chamados "descimentos" (aldeamentos de índios, empreendidos por missionários, no início, e também por militares, depois [4]) -, para a área do rio Negro e para o próprio vale do rio Branco, engajados como força de trabalho no extrativismo florestal [5].
A extração da balata foi filmada, em 1921, por Silvino Santos e Agesilau Araújo, para o clássico filme documentário No paiz das Amazonas, exibido na Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro (1922), tendo sido apresentado, posteriormente, nas principais capitais do Brasil e da Europa e nos EUA [6]. Na sinopse dessa película fílmica, consta: "(...) o filme retrata diversas formas de sobrevivência e trabalho na região: a pesca do peixe-boi e do pirarucu, a extração da balata e o preparo do látex, a extração da castanha e o preparo do guaraná (...)" [7].
A balata permite a produção artesanal de objetos semelhantes aos objetos de borracha, como bolas e sapatos, e lúdico-decorativos, miniaturizados [8]. Grandes objetos de balata, como engrenagens de moinhos, apresentam a dureza necessária ao funcionamento desses engenhos [9]. A balata é utilizada industrialmente na fabricação de correias de transmissão, planas ou trapezoidais, como ocorre com outros materiais utilizados na engenharia mecânico-industrial: borracha, couro, canvas (lona: tecido resistente de linho grosso) etc. [10].
Os blocos desse látex são aquecidos em banho-maria no momento da confecção das peças artesanais, que, em sua forma final, apresentam textura semelhante ao couro. A cor dos objetos de balata vão desde o cinza-claro (miniaturas) ao marrom-avermelhado (urnas funerárias, indígenas). Peixes-bois em miniatura, de balata, são pintados de preto, enquanto botos, de cor rosa. Na atualidade, são moldados objetos como sapatos e galochas, por exemplo, como miniaturas de animais da fauna brasileira: o boto, o pirarucu, a tartaruga, o macaco, o cavalo, o boi, a cobra, o búfalo da Ilha de Marajó etc. [11]. No Mercado Municipal Adolpho Lisboa, construído no apogeu da Época Áurea da Borracha - que apresenta estrutura arquitetônica de ferro, oriunda da Inglaterra -, de Manaus, as esculturas que representam, em tamanho reduzido, índios, remos, canoas, ocas, malocas e animais são apreciadas por turistas e colecionadores de peças do artesanato amazônico [12].
O tecnologicamente avançado setor industrial da capital do Estado do Amazonas (Brasil) - o PIM - abriga um segmento de produção de eletro-eletrônicos. Nesse Pólo Industrial de Manaus (PIM, anteriormente denominado Distrito Industrial), há a Rua Balata, a confirmar a importância sócio-econômica do produto, no Estado do Amazonas [13].
Dados científicos
Tropenmuseum Royal Tropical Institute Número do Objeto 60006383 Fotografia de uma balateira (árvore da balata)
M. G. S. D. Magalhães, na tese de doutorado intitulada Amazônia Brasileira: do extrativismo vegetal na mesorregião sul de Roraima (Porto Alegre: PUC-RS, 2006), inclui a balata entre os quatro principais produtos da extração vegetal da região sul-roraimense: borracha (produto da seringueira, Hevea brasiliensis), castanha (amêndoa da castanheira, Bertholletia excelsa), balata (produto das árvores conhecidas como balateiras, Manilkara bidentata / Mimusopis amazonica) e sorva ou sorvinha (Couma utilis, MAGALHÃES, 2006: pp. 184 - 195) [14].
Não se deve confundir a verdadeira maçaranduba (Manilkara huberi) com a maparajuba (balata: Manilkara bidentata), que é uma subespécie da maçaranduba: "Manilkara huberi [a verdadeira maçaranduba] é uma árvore com cerca de 40-50 m de altura. Ocorre geralmente nas regiões de terra firme da Amazônia de até 700 m de altitude. Dentre as espécies do gênero, Manilkara huberi é a mais conhecida e com a maior distribuição na Amazônia. Apesar de ser facilmente reconhecida devido às suas folhas grandes e amarelas na face abaxial, é frequentemente confundida com outras espécies do gênero devido à similaridade dos seus troncos" (Embrapa / Brasil) [15].
A balata é agrupada, comercialmente - pela indústria madeireira -, no grupo maçaranduba: "Os madeireiros geralmente agrupam sob o nome comercial maçaranduba várias espécies parecidas (M. huberi, M. paraensis, M. cavalcantei, M. bidentata spp. surinamensis), e as cortam da mesma forma. No entanto, cada uma tem a sua dinâmica de população (DAP máximo, relação crescimento/taxa de mortalidade específica, etc.), que tem papel crucial na reconstituição futura dos estoques exploráveis. Dentre estas espécies, M. huberi atinge o maior DAP, e por isso é a espécie mais interessante economicamente e consequentemente a mais explorada. Caso não haja a distinção clara entre as espécies nos inventários comerciais, depois de 30 anos é provável que não haja estoque de árvores grandes de maçaranduba, sendo que as remanescentes serão, em grande parte, M. bidentata ssp. surinamensis e M. paraensis, as quais atingem DAPs sempre menores que de M. huberi. Estudos em Paragominas, Pará, uma área intensamente explorada por madeira, mostram que isso está acontecendo lá" (idem). [16]
Por ser menos explorada no âmbito da indústria madeireira, a maparajuba (balata) encontra-se mais preservada do que as árvores da maçaranduba verdadeira, quando estas alcançam grande porte.
- ARAUJO LIMA, Cláudio de. Coronel de Barranco [Romance]. 2ªed. Manaus, Valer / Edições Governo do Estado (Coleção Resgate II), 2002.
- BAUM, Vicki. A árvore que chora (o romance da borracha) [Romance]. Rio de Janeiro/Porto Alegre/São Paulo: Livraria do Globo (tradução), 1946 [1943].
- BITTENCOURT, Agnello. Corographia do Estado do Amazonas. Manaus: Livraria e Tipografia Palais Royal, 1925.
- BOTINELLY, Theodoro. Amazônia: uma utopia possível. Manaus: Editora da Universidade do Amazonas, 1990.
- CASTRO, Ferreira de. A selva [Romance]. 37ª ed. Lisboa: Guimarães Editores, 1989 [1930].
- LOUREIRO, Antônio José Souto. Amazônia: 10.000 anos. Manaus: Metro Cúbico, 1982.
- MAGALHÃES, Maria das Graças Santos Dias. Amazônia Brasileira: processo histórico do extrativismo Vegetal na Mesorregião Sul de Roraima; Orientadora: Dra. Núncia Santoro de Constantino. Porto Alegre: PUC-RS, 2006 (tese de doutorado em História).
- MAIA, Álvaro. Beiradão [Romance]. 2ª ed. Manaus: Governo do Estado do Amazonas/Valer/Edua - Editora da Universidade Federal do Amazonas, 1999.
- REIS, Arthur Cézar Ferreira. O seringal e o seringueiro. Rio de Janeiro: Serviço de Informação Agrícola, 1953.
- RIVERA, José Eustasio. A voragem [Romance]. Rio de Janeiro: Francisco Alves (tradução), 1982 [1924].
- SANTOS, Eloína Monteiro dos. A rebelião de 1924. 2ª ed. Manaus: Suframa - Superintendência da Zona Franca de Manaus / Gráfica Lorena, 1990.
- SILVA, Orlando Sampaio. Eduardo Galvão: índios e caboclos. São Paulo: Annablume, 2007.
- SIMONIAN, Ligia T. L. "Relações de trabalho e de gênero nos balatais da Amazônia Brasileira". In Elenise Scherer e José Aldemir de Oliveira (orgs.), Amazônia: Políticas Públicas e Diversidade Cultural. Rio de Janeiro: Garamond, 2006 (Terra Mater), pp. 195 - 232.
- SOUZA, Márcio. História da Amazônia. Manaus: Valer, 2009.
- TOCANTINS, Leandro. Formação histórica do Acre. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / Brasília: INL-Conselho Federal de Cultura/Governo do Estado do Acre, 1979.
Queijo de Marajó preserva a tradição e a cultura da ilha
Produto considerado riqueza amazônica está a um passo de ter reconhecida sua denominação de origem
por Texto e fotos: Heitor e Silvia Reali
Devido às suas características naturais, a ilha caiu nas graças dos búfalos. Estudos recentes indicam que os bubalinos chegaram ao Marajó em 1895
Raros são os lugares no mundo onde se pode ver a força criadora da natureza em contínua metamorfose. A ilha de Marajó, localizada no estado do Pará, é um destes. Resultado dos constantes depósitos de areia e terra que o rio Amazonas despeja na entrada da maré atlântica, nasceu a maior ilha fluvimarinha do mundo.
Devido às suas características naturais, a ilha caiu nas graças dos búfalos. Estudos recentes indicam que os bubalinos chegaram ao Marajó em 1895, pelas mãos do fazendeiro Vicente Charmont de Miranda. Hoje, dos três milhões de búfalos no Brasil, das raças bubalus, kerabau e fulvus, um terço está em Marajó e foram as fêmeas destes animais que deram origem a um famoso queijo da região.
A tradição do queijo de Marajó, produzido por fazendeiros portugueses e franceses, já tem séculos, mas no início era utilizado o leite de vaca. Com o tempo e com o rebanho bubalino cada vez maior, o produto passou a ser exclusivamente de leite de búfala.
A relação do consumidor paraense com os queijos do lugar é íntima. Mesmo com muita informalidade e pouca padronização na receita, o “Marajó”, como é chamado, é considerado o favorito dos habitantes. Além do sabor, também se leva em conta que em lugares de clima quente os queijos mais leves como os de búfala são mais apreciados.
O queijo de Marajó é produzido de maneira muito simples e depois de enformados em recipientes de madeira ou plástico, ficam estocados por 28 dias
Produção
O queijo de Marajó é produzido de maneira muito simples. O mestre queijeiroLuis Ferreira Leal, que aprendeu a profissão aos nove anos com o pai, não esconde o leite e revela sem truques todas as fases do processo. Na fazenda com duzentas fêmeas todo o trabalho é feito por doze homens que mensalmente produzem 1,2 mil quilos do tradicional queijo tipo creme.
O processo se inicia geralmente no dia anterior, com a filtragem e desnate do leite. A seguir ele é levado para um tanque no qual fermentará espontaneamente. Horas depois é efetuado o corte da coalhada e eliminação do soro. A etapa seguinte, que pode se repetir até quatro vezes, retira a acidez. Nesta fase se acrescenta água à massa, que posteriormente será aquecida e espremida em sacos de algodão. É o estágio em que o queijo adquire consistência e uma realçada cor branca.
Mais algumas etapas são efetuadas até a fase final em que é feito o resfriamento e, posteriormente, a moagem da massa que é aquecida mais uma vez e agitada com uma enorme colher até a fusão atingir a consistência desejada. Depois de enformados em recipientes de madeira ou plástico, ficam estocados por 28 dias nas prateleiras antes de serem embarcados para Belém onde são vendidos em lojas, feiras livres e mercados.
Reconhecimento
A tecnóloga de alimentos Elaine Lopes Figueiredo vem trabalhando junto à Universidade Federal do Pará (UFPA) e à Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (Embrapa) para padronizar o queijo e buscar o reconhecimento do produto. Seu trabalho também aponta para as qualidades. "Por ser feito com leite cru (não pasteurizado) tem mais sabor e é mais saudável. Além disso, possui 33% menos colesterol do que outros queijos e, embora seja mais gorduroso, são gorduras não saturadas, ou seja, que fazem bem à saúde”, explica.
A relação do consumidor paraense com os queijos do lugar é íntima. Mesmo com muita informalidade e pouca padronização na receita, o queijo de Marajó é considerado o favorito dos habitantes
Séculos são necessários para se criar um queijo típico e o Brasil é pobre na produção dessas iguarias. No país, o queijo mineiro também feito com leite cru na Serra da Canastra, em Minas Gerais, já está registrado. O queijo de Marajó caminha para o mesmo reconhecimento. A ideia é proteger o produto e dar certificado de denominação de origem. Para se ter uma ideia, na França são mais de 600 tipos, dos quais 40 têm denominação.
O primeiro passo já foi dado no intuito de obter o registro de indicação geográfica para o queijo de Marajó. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vem realizando o levantamento de informações sobre os bens culturais da ilha. Preservar uma tradição exige que também se resguarde os meios de praticá-la. Esta é a referência primordial para que a cultura, neste caso “o fazer do queijo”, seja registrada como patrimônio nacional imaterial e assim obter a certificação, tão valorizada nos dias atuais.
"Jaca
Jaca
A jaca é o fruto da jaqueira, árvore tropical trazida da Índia para o Brasil no século XVIII. É uma árvore que chega a 20 m de altura e seu tronco tem mais de 1 m de diâmetro. É cultivada em toda região Amazônica e toda a costa tropical brasileira, do Pará ao Rio de Janeiro.
A fruta nasce no tronco e nos galhos inferiores da jaqueira e são formados por gomos, sendo que cada um contém uma grande semente recoberta por uma polpa cremosa. Apresenta cor amarelada e superfície áspera, quando madura. As variedades mais cultivadas da jaqueira são: jaca-dura, jaca-mole e jaca-manteiga.
O fruto chega a pesar até 15 Kg. É rico em carboidratos, minerais, como cálcio, fósforo, iodo, cobre e ferro. Contém vitaminas A, C e do complexo B.
Pode ser consumida in natura, cozida, na preparação de doces e geléias caseiras. As sementes, sem pele e cozidas também podem ser consumidas como tira-gosto. O bagaço da fruta é utilizado na preparação de sucos, geléia e doces.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola"
(http://www.brasilescola.com/frutas/jaca.htm)
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ZOOLOGIA
"Equipe americana desvenda o mistério do narval, cujo dente de 3 metros já foi vendido como chifre de unicórnio
Baleia do Ártico usa presa como antena
WILLIAM J. BROAD
DO "NEW YORK TIMES"
Há séculos a presa do narval, uma espécie de baleia que habita o Ártico, tem fascinado e intrigado a humanidade.
Essas presas, de até 3 metros de comprimento, foram vendidas como chifres de unicórnio em eras passadas, geralmente por um valor equivalente a várias vezes seu peso em ouro, já que lhes eram atribuídas propriedades mágicas. No século 16, a rainha Elizabeth recebeu uma presa avaliada em 10 mil libras esterlinas -o preço de um castelo. E uma lenda austríaca dá conta de que o imperador Carlos 5º pagou uma grande dívida nacional com duas presas do animal.
Os cientistas há muito tentam explicar por que uma baleia que vive em águas árticas, se alimentando de bacalhau e outras criaturas que prosperam em meio ao gelo marinho, haveria de ter uma presa comprida. As teorias sobre como o narval as utiliza incluem quebrar gelo, arpoar peixes, furar navios, transmitir sons, dissipar calor em excesso do corpo, revirar o leito marinho atrás de comida e seduzir fêmeas.
Mas uma equipe da Universidade Harvard e do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA agora fez uma descoberta surpreendente: a presa forma um órgão sensorial de tamanho e sensibilidade excepcionais, tornando o apêndice um dos mais notáveis do planeta.
A descoberta aconteceu quando a equipe passou o material da presa num microscópio eletrônico e descobriu novas sutilezas da anatomia dentária do narval. Os close-ups mostraram que 10 milhões de terminações nervosas saem do centro da presa em direção à sua superfície, em contato com o mundo exterior. Os cientistas dizem que os nervos são capazes de detectar mudanças sutis de temperatura, pressão, gradientes de partículas e provavelmente muito mais, dando ao animal uma percepção única.
"Essa baleia é especialista em compreender o seu meio", disse Martin T. Nweeia, da Escola de Medicina Dental de Harvard, líder do grupo de pesquisa. Diferentemente da visão comum, afirmou, "a presa não é uma coisa de machos duelando com paus e espadas". Nweeia apresentou seus achados ontem durante a 16ª Conferência Bienal de Biologia de Mamíferos Marinhos, nos EUA.
James G. Mead, curador de mamíferos marinhos na Smithsonian Institution em Washington, disse que as terminações nervosas expostas não parecem ter paralelo na natureza. "Até onde eu posso ver, é algo único", disse. "Só mostra o quão pouco nós sabemos sobre baleias e golfinhos."
Ondas cerebrais
O grupo conduziu um experimento de campo no Canadá, com um narval capturado em cuja cabeça foram instalados eletrodos. Mudanças na salinidade em volta da presa do animal produziram sinais de ondas cerebrais alteradas, dando apoio preliminar à hipótese do dente alterado como sensor. A baleia depois foi solta.
Com o básico em mãos, o grupo agora está tentando entender como o narval usa a informação. Uma teoria é que a presa pode detectar gradientes de salinidade que dizem se o gelo está endurecendo, o que costuma matar centenas de narvais. As leituras da presa também podem ajudar a baleia a procurar ambientes que favoreçam sua comida predileta.
"É o tipo de descoberta que abre um monte de outras questões", disse Mead, da Smithsonian.
Sem pistas
Muito pouca coisa na aparência do narval ou em seu comportamento dá pistas sobre a importância sensorial da presa. O animal tem olhos, uma camada de gordura grossa e não possui barbatana, podendo nadar facilmente sob o gelo.
Acredita-se que palavra "narval" derive do escandinavo antigo, significando "baleia-cadáver", aparentemente porque sua pele malhada e parda lembra a cor cinzenta de marinheiros afogados.
Embora tenham medo de humanos, esses animais são bastante sociáveis. Eles costumam viajar em grupos de 20 ou 30 e formam "manadas" de até mil indivíduos quando migram. Os machos pesam até 1,5 tonelada, alcançam 5 m de comprimento e chamam a atenção por causa de suas presas, que vão de 2 m a 3 m. Algumas fêmeas também as têm, e há casos raros de narvais com duas delas. Alguém já as comparou a um cruzamento de lança de cavaleiro com abridor de garrafa."
Artefatos de 3 Bilhões de anos - Esferas de Klerksdorp - Mistério,
Youtube:
Enviado em 14/09/2010
Na região da África do Sul, nas minas de Wonderstone, onde os trabalhadores encontraram encravado nas rochas um recipiente contendo cerca de 200 estranhas esferas metálicas artificiais, compostas através de uma rara mistura de níquel e aço, uma composição, por sinal, jamais encontrada na Natureza.
E a dureza e a altíssima resistência desse material era tanta que nem mesmo as potentes brocas de aço dos mineiros conseguiam sequer arranhá-las.
Além disso, no interior de algumas delas, unicamente as que não eram sólidas, existia um composto esponjoso desconhecido, o qual literalmente se desfazia em contato com o ar.
Curiosamente, severos testes levados a efeito no Califórnia Space Institute provaram que tais materiais excediam os limites de precisão adotados pelos mais avançados instrumentos daquela instituição.
Em outras palavras, NÃO ERAM MESMO ARTEFATOS TERRESTRES!
"Perguntas respondidas
Você acha que muitos arqueólogos costumam enterrar fósseis, na mesma proporção que os desenterram?
Isso não é raro nesse meio: volta e meia acham algo que pode conflitar com o senso comum (chamam de anomalias) e fazem o que tem que fazer: ignoram, esquecem, arquivam, enterram.
Muitos desses 'achados' são fraudes e/ou teorias conspiracionistas sem muito fundamento... mas há alguns desses que realmente desafiam a Ciência...
Como as Esferas de Klerksdorp que, dizem, tem mais de 3 bilhões de anos. Verdade ou mentira?
Mário Lúcio
20/10/2012 at 5:24 PM
Uau… eu tive um Forte Apache, fui fã do Rin tin tin e me divertia horas e horas… excelente lembrança… ô tempo feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Francisco
20/10/2012 at 6:23 PM
A escala dos bonecos é outra entre 1:25 a 1:20. Eu também tive um forte e adorava brincar com ele. Depois daguerra do Vietnan surgiram os green soldiers, cmanos em ação os cowboys e indios ficaram na saudade. Hoje se fosse lançado uma versao brasleira, o forte seria uma madeireira e algum acampamento de garimpeiros e o acampamento dos índios seria uma maloca do Xingú, porque historia se repete.
Alexandre
21/10/2012 at 1:15 PM
Bons tempos… O meu era posterior a essa época e vinha com todos os defeitos possíveis…
http://www.museuhistoriconacional.com.br/images/galeria19/g19a044g.jpg
O único que eu consegui corrigir foi abrir as portas e janelas do edifício laranja para que os soldados tivessem um último lugar a defender se o forte fosse invadido…
raguimaraes
02/11/2012 at 11:13 PM
Eu herdei vários destes soldados e índios do meu pai, isto lá nos idos da década de 70. Não lembro se tinha o forte, mas tinha os soldados, índios e cavalos com certeza. Rendiam belas batalhas, embora à época eu não conhecesse nenhum sistema de jogo, até porque com 4 ou 5 anos seria demais.
sebastiao de oliveira alonso(sgt alonso reserva)
16/11/2012 at 3:14 PM
sou colecionado