Estórias da Manaus da primeira metade do século passado
Por Flávio Bittencourt Em: 14/09/2012, às 05H32
[Flávio Bittencourt]
Estórias da Manaus da primeira metade do século passado
"Sinhá Teresa", por Ulysses Bittencourt.
Os Últimos 5 minutos de D. Olympia Cotta
(trecho de recente documentário, adiante há a indicação, ao prezado leitor
e à prezada leitora do Entretextos, de sequência fílmica - também "postada" no Youtube -
com depoimento da própria DONA OLÍMPA DE OURO PRETO),
Youtube
"DONA OLÍMPIA DE OURO PRETO ERA NUMISMATA: PEDIA DINHEIRO
A TURISTAS DOS MAIS VARIADOS PAÍSES; EM VEZ DE TROCAR POR
MOEDA BRASILEIRA PARA ADQUIRIR COISAS OU USUFRUIR SERVIÇOS,
DE SAÚDE, DIGAMOS (cuidar dos dentes ou comprar fixador Corega para
dentadura postiça, por exemplo, não sei...), GUARDAVA A COLEÇÃO DE
CÉDULAS SOB SUA CAMA, COMO LEMBRANÇA DE CONTATOS COM
ESTRANGEIROS E SEUS PEDAÇOS DE PAPEL PINTADO COM MAIS CARAS -
imbólicamente, não economicamente necessariamente 'caras' - COROAS E
FACES DE CADA PAÍS DE ORIGEM DAQUELAS PESSOAS QUE NEM SEMPRE
ENTENDIAM - por falta de intérprete, várias vezes - SUAS NARRATIVAS
EM PARTE VERDADEIRAS, EM PARTE FICCIONALMENTE VERDADEIRAS:
esse problema não aconteceu com SARTRE E SIMONE DE BEAUVOIR, a quem
foram traduzidas todas as palavras que Sinhá Olímpia naquele indescritível
momento pronunciou, como se falasse com velhos amigos de Paris"
(O RESPONSÁVEL POR ESTA COLUNA DO PORTAL ENTRETEXTOS,
QUE FOI UM DOS MILHARES DE TURISTAS EM OURO PRETO QUE
UM DIA A FOTOGRAFARAM)
❖ Dona Olímpia de Ouro Preto MG - 1971,
Youtube:
"(...) Na Igreja Nossa Senhora do Pilar (OURO PRETO-MG, BRASIL), Sinhá Olympia acompanhava as missas e, às vezes, se punha a cantar muito alto ou fora de hora, recebendo, então, pitos do Padre Simões. Mas ela o respeitava. E ele esteve ao seu lado nos últimos dias de vida. Olympia morreu em 1976, aos 87 anos, de arteriosclerose. Foi sepultada no cemitério da Igreja de São José. Padre Simões encontrou depois, sob a cama de Olympia, notas e mais notas de dinheiro, dos mais diferentes países: 'Ela não precisava disso, mas adorava pedir dinheiro aos turistas' (...)".
A INESQUECÍVEL SENHORA OLÍMPIA COTTA,
QUE UM DIA FOI FOTOGRAFADA PELO RESPONSÁVEL
PELA COLUNA "Recontando estórias do domínio público", quando
este ainda era menino: a foto (que sobreviveu a várias mudanças
de residência, algumas delas de cidade, ainda que o negativo
tenha desaparecido numa delas) será digitalizada e colocada
neste espaço de RECONTAÇÕES DE ESTÓRIAS FABULOSAS
[NA FOTO (em cores) DE FLÁVIO BTTENCOURT, DONA OLÍMPIA,
COMO NA FOTO A SEGUIR REPRODUZIDA, APARECE SOZINHA:
LOGO ADIANTE HÁ FOTO DE DONA OLÍMPIA ACOMPANHADA
DE FILÓSOFOS DE PARIS, FRANÇA]:
(http://cinemadearquivo.wordpress.com/tag/milton-nascimento/)
"SARTRE, SIMONE DE BEAUVOIR E SINHÁ OLÍMPIA VIVEM -
E SINHÁ TERESA ACHO QUE TERIA DESAPARECIDO DO MAPA SE
ULYSSES BITTENCOURT NÃO A TIVESSE 'DESENHADO VERBALMENTE',
EM CRÔNICA MEMORÁVEL QUE ADIANTE ESTÁ (na íntegra) REPRODUZIDA"
(COLUNA "Recontando...", pedindo a quem encontrar foto
ou outro texto sobre SINHÁ TERESA para, por favor, avisar,
mandando e-mail para [email protected], avisando se
deseja ou não que seu nome apareça como responsável
de AJUDAR A NÃO DEIXAR SINHÁ TERESA ser esquecida)
Jean-Paul Sartre, Sinhá Olímpia e Simone de Beauvoir,
em Ouro Preto, estado de Minas Gerais, Brasil:
(http://cinemadearquivo.wordpress.com/tag/milton-nascimento/)
No firme azul o sossegado vento
ávido sonha as linhas da escultura
que moldará nas nuvens no momento
de apascentá-las pela tarde pura. (...)
LUIZ BACELLAR
Ideal Clube [LOCALIZADO NA AV. EDUARDO RIBEIRO,
CENTRO], o mais aristocrático da Manaus antiga:
(http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=785780)
LUIZ BACELLAR (1928 - 2012): citado em
depoimento emocionado de UMBERTO CALDERARO
sobre o amigo comum ULYSSES BITTENCOURT
[O TEXTO PODE SER LIDO, NA ÍNTEGRA, ADIANTE
(logo depois do transcrição do poema "No firme azul...",
de L. Bacellar)]:
(http://literaturarogelsamuel.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-10T04:25:00-07:00)
UM MAGNÍFICO BAILE DE DEBUTANTES
(adiante V. Sª. poderá ler o poema de
Genesino Braga - um amigo verdadeiro
do escritor Ulysses Bittencourt -
sobre debutantes):
(http://mirianroza.blogspot.com.br/2010/09/baile-de-debutantes-tradicao-que.html)
"(...) Tudo refulge no deslumbramento desta noite maravilhosa! (...)"
(GENESINO BRAGA)
Como um prisioneiro
a lua me espia pelas
grades do banheiro.
(haicai de LUIZ BACELLAR,
http://literaturarogelsamuel.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-10T04:25:00-07:00)
FOTOGRAFADA POR CHICO BATATA,
UMA DESLUMBRANTE MANAUS-ATUAL, À NOITE
(VISTA AÉREA):

(http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=2462)
EM NOITE DE EXCEPCIONAL BRILHO, NAS FILIPINAS,
ESTUDANTE UNIVERSITÁRIA E MODELO FOTOGRÁFICO
AMAZONENSE MERECIDAMENTE VENCE CONCURSO MUNDIAL
DE BELEZA, CONCORRENDO COM MAIS DE 80 OUTRAS
MULHERES LINDAS - CADA UMA DELAS REPRESENTANDO
O SEU PAÍS -, EM 2009: LARISSA RAMOS, DE MANAUS, QUE,
ALGUNS ANOS ANTES, NA ÉPOCA EM QUE FOI DEBUTANTE, ESTUDAVA
NA ESCOLA TÉCNICA:
A 4ª PESSOA UNIFORMIZADA, DA ESQUERDA PARA A DIREITA: A
ALUNA LARISSA RAMOS, APRENDENDO MUITO SOBRE CERTO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO QUE EXIGE O CONTATO TÉCNICO-CIENTÍFICO
COM A MATÉRIA ESTUDADA, NA TRADICIONAL ESCOLA TÉCNICA
DE MANAUS (onde o Prof. Manu [MANOEL FRANCISCO MENDONÇA
VIEIRA (hoje aposentado da UFAM), genro de U. Bittencourt] anos antes
havia lecionado):

(FOTO DIVULGADA NO BLOG DO EX-PREFEITO DE MANAUS SERAFIM CORRÊA
[BLOG DO SARAFA],
http://www.blogdosarafa.com.br/
E REPRODUZIDA, NO ENTRETEXTOS, EM:
CORAL UNINORTE (PERFORMANCE EM SOLENIDADE
NA ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS),
Youtube:
DIVULGOU EM SEU IMPORTANTE
BLOG HISTÓRIA DOS AMANTES
O PROF. DR. ROGEL SAMUEL,
DA UNIV. FEDERAL DO RJ:
"A VALSA DAS DEBUTANTES
Genesino Braga
As debutantes dançam a sua primeira valsa....
A ronda alígera dos corpos harmoniosos acorda uma esperança ideal de vida nova...
As notas lentas debulham sonhos, desfiam rosários de carícias mansas, acendem as lâmpadas de oiro do primeiro amor...
Tudo refulge no deslumbramento desta noite maravilhosa!
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As luzes põem lampejos de cristal nos ornatos geométricos da pista...
Ágeis, frágeis, adejáveis, os pés mimosos descrevem a fuga das borboletas inebriadas pela fragrância dos nectários...
Parece que a alma da valsa se desagrega na tonteação dos pés em pontas; e à forma volta, donairosa, pelo ritmo das plásticas aladas...
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As debutantes dançam a sua primeira valsa...
Rodam, rodeiam, rodopiam, giro-girando em braços afetivos, na louçania dos movimentos graciosos...
A felicidade tem sorrisos de sol pelos seus olhos fulgurais...
Por suas cabecinhas inquietas passam procissões de sonhos em silêncio...
Nasce a primeira ilusão, em sua infinita pureza.
Brota o Enlevo!
Surge a Emoção!
... e eis o amor!...
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Todo o ambiente é de fascinação paradisíaca.
Na pauta das três essências do mundanismo – a Elegância, o Cavalheirismo, a Euforia – sobreexcele o espírito da Beleza.
A festa é uma divinização da “menina-moça”, glorificação pagã do “entreaberto botão e entrefechada rosa”. É o noivado da graça e do Amor!...
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Das cabecinhas tontas esvoaçam as painas dos pensamentos felizes...
A debutante dança... Dança e sonha... A dança é o sonho rítmico dos movimentos; o sonho é a dança azul dos devaneios...
Bailar é um vôo impossível que o corpo ensaia pelos rosais da Vida...
Sonhar é a suprema respiração da alma...
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A debutante dança... Deslumbrada, absorta, feliz...
Lá em casa ficara a última boneca; e a dormir sobre ela o último beijo de criança...
Agora, é a ditosa senhorinha de olhos ternos e coração aberto para os anelos do amor...
Sobrevoa-lhe o espírito ingênuo, em seu enlevo sideral, a esperança de uma felicidade perene...
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Povoai de graça e bênçãos, meu Senhor e meu Deus, a valsa e o sonho bom da debutante!"
(http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2008/10/genesino-braga-crnicas.html)
| Luiz Bacellar, 2011 |
(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html)
| O Jornal, 5 setembro 1954 |
(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html)
IMAGEM DA CAPA DE LIVRO CUJO AUTOR É
JÚLIO ANTÔNIO LOPES, SOBRE A VIDA E A OBRA DE
UMBERTO CALDERARO FILHO:
(http://mariofrota.blogspot.com.br/2010/10/umberto-calderaro-vida-e-obra-do.html)
MENÇÃO À AVENIDA UMBERTO CALDERARO (MANAUS, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL):
"O projeto 'Estrelas' foi realizado em Manaus na tarde deste sábado, 9 de abril, em um hotel localizado na Av. Umberto Calderaro, na zona centro-sul de Manaus. O projeto seleciona pessoas com perfil para se tornarem atores e modelos e os aprovados podem concorrer a trabalhos futuros no ramo" (O GRIFO EM AV. UMBERTO CALDERARO NÃO ESTAVA NO ORIGINAL),
http://www.youtube.com/watch?v=1G0M2RLTv7Y
"O PRÓXIMO ARTIGO DE U. BITTENCOURT QUE SERÁ DIVULGADO
NESTE MESMO ESPAÇO DE WEBJORNALISMO CULTURAL É
SOBRE coronéis de barranco - OU CORONÉIS DA EXTINTA
GUARDA NACIONAL, muitas vezes, DE PREFERÊNCIA SOMADOS A
TRECHOS FULGURANTES - também sobre os famosos Coronéis -
DO LIVRO MANÁOS DO AMAZONAS (Memória empresarial), VOL. 1,
DE SAMUEL BENCHIMOL, onde as preciosas linhas de Ulysses Bittencourt e
de seu pai, Agnello Bittencourt, sobre pessoas poderosas no interior do
Amazonas, na primeira metade do século XX (também na segunda metade
do século XIX, no caso de escritos de A. Bittencourt, que nasceu em 1876
e faleceu em 1975) são celebradas com magnos elogios. NO VERBETE
'Ulysses Bittencourt' , da Wikipédia, há menção a textos de U. Bittencourt
não só a respeito de CORONÉIS DO INTERIOR DO AMAZONAS, como também
a pessoas abnegadas e de grande coração que trabalhavam para os citados
senhores: afrodescendentes (cujo pais foram escravos e depois trabalhadores
livres) que ATÉ HOJE SÃO CITADOS E RECITADOS - pedindo-se perdão pelo
trocadilho - por quantos os conheceram [A AUXILIAR DE SERVIÇOS DOMÉSTICOS,
QUE SE CHAMAVA CECÍLIA, QUE TRABALHAVA NA CASA DO DR. BENJAMIN LIMA E
SUA SENHORA, DONA CACILDA MELLO DE ARAUJO LIMA (filha do Coronel da
Guarda Nacional Lourenço Mello (*) e de Dª Felicidade Mello, casal que explorava,
SEM PRATICAR EXPLORAÇÃO DOS CABOCLOS DA REGIÃO
[COMO O ECONOMISTA DE LINHA MARXISTA THEODORO BOTINELLY RECONHECEU
À PÁG 116 E SEGUINTES DE SEU LIVRO CLÁSSICO AMAZÔNIA: UMA UTOPIA POSSÍVEL;
MANAUS, EDITORA DA U. A., 1990], a região em torno do Lago do Ayapuá, Rio Purus),
É CITADA COM ESPECIAL CARINHO PELO DR. ULYSSES BITTENCOURT (que, por
sua vez, era genro de Benjamin Lima e Cacilda de Araujo Lima), NO ARTIGO
'A TRADIÇÃO DO BEM' "
(COLUNA "Recontando...";
os textos de U. B. de que se trata são os seguintes, respectivamente:
CORONENATO NATIVO (Raiz, 1985, pp. 42 - 43; e A TRADIÇÃO DO BEM,
pp. 104-105 de Patiguá (1993), ambos publicados, nos anos 80, em A CRÍTICA -
cujo fundador e proprietário foi UMBERTO CALDERARO - e republicados
postumamente no ano em que Ulysses Bittencourt infaustamente faleceu
[1993])
(*) - Em seu romance Teatro Amazonas, Rogel Samuel
elegeu Lourenço Mello como personagem, entre outras
personalidades amazonenses notáveis do final do século XIX e início do século XX
http://www.portalentretextos.com.br/colunas/cronica-de-sempre,189.html);
há verbete 'Lourenço Mello' (o verbete 'Nicolau de Mello' é sobre o pai do Cel. Lourenço)
no Dicionário Amazonense de Biografias - Vultos do Passado (1973), de
A. Bittencourt; ainda sobre L. Mello, há trecho de grande importância histórico-sociológica
em Reminiscências do Ayapuá [trecho dessa monografia do Prof. Agnello Bittencourt pode
ser consutada, na web, em
http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2009/01/agnello-bittencourt-reminiscncia-do.html],
do mesmo geógrafo, jornalista, ex-prefeito de Manaus e historiador (1966,
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnello_Bittencourt)]
CARTÃO DO BACELLAR-PUBLICITÁRIO:
| Cartão de visita bem humorado do poeta |
(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html)
SONETO DE LUIZ BACELLAR PUBLICADO
EM JORNAL AMAZONENSE:
(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html)
CITANDO OS AMIGOS COMUNS ARLINDO PORTO, MÁRIO YPIRANGA MONTEIRO E
LUIZ BACELLAR, ASSIM O JORNALISTA UMBERTO CALDERARO FILHO, ENTÃO
DIRETOR-PRESIDENTE DA REDE CALDERARO DE COMUNICAÇÃO - da qual o mais
conhecido medium era (e ainda continua sendo até hoje) o jornal A CRÍTICA -
MANIFESTOU PESAR QUANDO ULYSSES BITTENCOURT INFELIZMENTE FALECEU
(março / 1993):
"O Amazonas perdeu ontem [19.3.1993] no Rio de Janeiro um dos seus filhos mais ilustres. O professor, jornalista e historiador Ulysses Uchôa Bittencourt [MANAUS-am, 4.4.1916 - RIO DE JANEIRO-RJ, 19.3.1993] nasceu em 1916 em Manaus e faleceu ontem no Rio, onde morava há 40 anos. Filho do também professor e historiador Agnello Bittencourt e neto do ex-governador Antônio Bittencourt, Ulysses era membro da Academia Amazonense de Letras e foi também por muitos anos colaborador permanente de A Crítica.
Ao receber ontem em seu gabinete a notícia do falecimento através de um dos três filhos do historiador, a professora de História da Universidade do Amazonas Ana Amélia Bittencourt Vieira [ESPOSA DO TAMBÉM PROFESSOR DA U. A. MANOEL FRANCISCO MENDONÇA VIEIRA (professor de matemática, que lecionou na Escola Técnica, ONDE A MULTIPREMIADA MODELO MANAUARA LARISSA RAMOS ESTUDOU)], o diretor-presidente da Rede Calderaro de Comunicação, jornalista Umberto Calderaro, disse que 'Ulysses era um homem sobretudo íntegro e de posições muito firmes. Ele era uma pérola de homem, muito sereno e de grandes atitudes. Amigos diletos como eu, Arlindo Porto, Mário Ypiranga Monteiro e Luiz Bacellar, dentre outros, estamos chocados e entristecidos pela viagem eterna desse amigo meigo e solidário', afirmou."
[A CRÍTICA, 20.3.1993,
trecho transcrito em PATIGUÁ (coletânea de artigos, crônicas e ensaios historiográficos de Ulysses Bittencourt, Rio de Janeiro, 1993), p. 14]
"Larissa Ramos, ao ser coroada Miss Terra [nas Filipinas], em novembro/2009"
(http://www.blogdosarafa.com.br/?p=4659&cpage=1)
AGRADECENDO AO FOTÓGRAFO-DE-LONGO-CURSO
CHICO BATATA, PELA IMAGEM DESLUMBRANTE DE MANAUS À NOITE, E
EM MEMÓRIA DO JORNALISTA UMBERTO CALDERARO FILHO, DA
DONA OLÍMPIA [*] DE OURO PRETO, DO SACERDOTE CATÓLICO
UM AMIGO VERDADEIRO DE DONA OLÍMPIA,
PADRE SIMÕES, DE OURO PRETO, DO MEU SAUDOSO TIO -
irmão de U. Bittencourt -
ANTÔNIO CLEMENTE UCHÔA BITTENCOURT (um mais entusiasmados e
generosos amigos de Sinhá Olímpia),
DOS PENSADORES FRANCESES
JEAN-PAUL SARTRE E
SIMONE DE BEAUVOIR, que ouviram atentamente Sinhá Olímpia Cotta, DOS
GRANDES MESTRES E ESCRITORES (todos eles
pertenceram à Academia Amazonense de Letras
[M. Y. MONTEIRO FOI, TAMBÉM, PRESIDENTE DO
IGHA - Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas,
de cuja fundação participaram Agnello Bittencourt, pai
de U. Bittencourt, e Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt,
seu avô (AVÔ DE U. B.), em 1917])
MÁRIO YPIRANGA MONTEIRO,
LUIZ BACELLAR,
GENESINO BRAGA [*] E
ULYSSES BITTENCOURT - MEU SAUDOSO PAI - E PARA
TODOS OS ALUNOS, FUNCIONÁRIOS E PROFESSORES DA
ESCOLA TÉCNICA DE MANAUS, TODOS OS ALUNOS, FUNCIONÁRIOS
E PROFESSORES DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR
UNINORTE, O
Dr. ARLINDO AUGUSTO DOS SANTOS PORTO (atual presidente da A. A. L.), A
Srª. RITTA DE ARAÚJO CALDERARO E A
Srtª. LARISSA RAMOS, A ELE E ELAS postando POR AQUI
OS MAIS SINCEROS VOTOS
DE MAIS SUCESSO AINDA E DE
MUITA SAÚDE, PAZ E VIDA LONGA!
[*] - SOBRE DONA OLÍMPIA [OLÍMPIA ANGÉLICA DE ALMEIDA COTTA],
QUEIRA LER, POR FAVOR, MATÉRIA QUE PODE SER ACESSADA
CLICANDO-SE SOBRE O SEGUINTE LINK DA WEB:
[**] - SOBRE G. BRAGA ESCREVEU R. SAMUEL:
"Genesino Braga, crônicas"
(http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2008/10/genesino-braga-crnicas.html)
14.9.2012 - Ela foi uma espécie de DONA OLÍMPIA DE OURO PRETO, mas de Manaus - "Sinhá Teresa", artigo de Ulysses Bittencourt, publicado em A Crítica (11.10.1984). F. A. L. Bittencourt ([email protected])
Sinhá Teresa
Ulysses Bittencourt
Talvez por causa das vicissitudes por que passou, talvez por ter assim nascido, Sinhá Teresa (nunca se soube da sua origem ou sobrenome) era efetivamente uma pessoa pouco equilibrada, mas seu desequilíbrio, manifestado desde os trajes que usava até as ideias que expunha, nunca lhe empanou o permanente sorriso humilde e simpático, nem certa graça natural. (**) Se porventura não chegou a ser um tipo amplamente popular da Manaus de algumas décadas passadas - como o fora a famosa Dona Olímpia para Ouro Preto -, foi porque possuía, por assim dizer, um público certo, nas várias casas de família que frequentava e onde era recebida sempre com simpatia. Vivia de donativos e habitava, sem qualquer companhia, num velho barraco de madeira, no centro de um grande terreno arborizado, na Cachoeirinha. A vizinhança tinha por ela certo respeito, dando crédito a um boato de que fosse feiticeira, preparando 'mandingas'. Ainda menino, conheci-a já quarentona, andarilha ligeira; e com aquele seu mesmo jeito continuei a vê-la, por mais uns trinta anos, quase sem alteração. Suas aparições em nossa casa eram às vezes seguidas, outras espaçadas, sempre despertando o bom humor de todos. Vestia-se invariavelmente de maneira bizarra, com roupas usadas que ganhava, trazendo uma sacola e a sombrinha desbotada com a qual se defendia do sol, da chuva e dos moleques mais afoitos. Ora punha uma flor nos cabelos, ora uma anágua de outra cor aparecia um palmo sob a bainha de vestido; em certas ocasiões mais festivas ostentava nos ombros uma espalhafatosa mantilha espanhola de longas franjas esfiapadas, colocava bijuterias e fazia tudo isso com impressionante dignidade, como se estivesse com um vestido novo e jóias verdadeiras. Com facilidade de expressão, recitava versos de cordel e contava estórias quase intermináveis, entremeadas de expressões de sua invenção, improvisadas de maneira tão desconexa quanto cômica. Chegava em horários próximos das refeições, comia, conversava, embolsava uns trocados e donativos e lá se ia, agradecendo muito. Por uma questão de amor próprio, levava também algum presente modesto, que ia de flores a um tosco sachê de cheiro bom, contendo misturas de priprioca, patchuli ou casca preciosa. Suas expressões verbais eram colecionadas para nosso riso - uma vez ficara entre dois bondes em movimento "com toda a oportunidade"; de outra, "porcos sem critério" haviam fuçado a parede de seu barraco; um vizinho tentara enganá-la numa barganha, porém ela viu logo que aquilo era, "como se diz, uma piratagem de Camões".
Após um conselho de minha mãe [PROFª. ZULMIRA BITTENCOURT, ESPOSA DO PROF. AGNELLO], no sentido de trajar-se mais discretamente para evitar a caçoada dos moleques nas ruas, Sinhá Teresa, no outro dia, bateu à porta com um discreto vestido preto, sem jóias ou mantilha. No entanto, lá estava com calças masculinas sob o vestido e sapatos de tênis. As calças, explicou, eram porque achara a roupa "um pouco translúcida" e os sapatos porque uns calos tinham "fumigado" na véspera.
Lá em casa [SITUADA À RUA DOUTOR MOREIRA, NO CENTRO DE MANAUS], certa vez, por mais de uma hora, prendeu a atenção ao contar que havia servido no Corpo de Bombeiros de Manaus, no início do século. Mas como? - perguntaram-lhe. Tergiversou, enveredou por fatos paralelos, até que chegou à conclusão ansiosamente aguardada - fora amigada a um bombeiro a quem levava comida no Quartel e depois ouitras refeições a alguns bombeiros, daí, em resumo, poder dizer que "servira ao Corpo de Bombeiros".
Era indiscutível que gostasse de um bom público. E sabia atraí-lo. Havia, perto donde morava, um botequim cujo dono, em troca de estórias e declamação de poesias, servia a Sinhá Teresa um prato de comida, um sanduíche ou um copo de cerveja. E logo percebia todos em silêncio, a escutá-la. Num fim de tarde, o botequim repleto de operários, Sinhá Teresa estava inspirada e falou sobre o fim do mundo, patética e terrível, todos ouvindo-a com a maior atenção. No exato moment0o em que a narrativa chegou ao auge, raios rasgando os céus, labaredas irrompendo de todos lados, eis que - sem ninguém ter-se dado conta - o tempo enfarruscou e transformou-se em fragorosa tempestade de verão. Com um relâmpago bem próximo estrondou o primeiro trovão. E o susto se instalou nos presentes: os homens levantaram-se bruscamente e mesas foram derrubadas., O dono do estabelecimento, após recompor-se ficou furioso. E a velha Teresa curtira, pela coincidência, seu maior triunfo ante a plateia!
Seus muitos admiradores sentiram sua morte. Despertando a curiosidade, ela deixara atrás de si amizades e bom humor (o que há de melhor?). Hoje, Sinhá Teresa, munida de asas pouco convencionais, deve estar encantando anjos lá em cima! (11.10.1984)
[Patiguá, pp. 95 - 97]" == EM REVISÃO DA DIGITAÇÃO ==
(**) - NOTA DESTA COLUNA (Entretextos): COM ESSA OBSERVAÇÃO SOBRE A GRAÇA NATURAL DE SINHÁ TERESA, IMAGINO QUE MEU PAI - U. BITTENCOURT - TENHA SINALIZADO PARA O FATO DE QUE SINHÁ TERESA ERA BONITA, O QUE NÃO É FATO EXTRAORDINÁRIO, NO AMAZONAS, HAJA VISTA QUE, EM 2009, UMA VERDADEIRA CABOCLA BARÉ FOI CONSIDERADA A MULHER MAIS BONITA DO PLANETA TERRA (Miss Earth 2009), EM MANILA (Filipinas). F. A. L. BITTENCOURT
GLOSSÁRIO - === em edição ===
Olímpia Cotta: algumas de suas estórias fabulosas foram
recontadas pessoalmente a Sartre e Simone de Beauvoir,
que recorreram a intéprete português francês para melhor
compreenderem as narrativas da DONA OLÍMPIA DE OURO PRETO:
(http://cinemadearquivo.wordpress.com/tag/milton-nascimento/)
PESSOAS QUE NA FOTO A SEGUIR REPRODUZIDA ESTÃO DE ÓCULOS:
À ESQUERDA, GENESINO BRAGA; À DIREITA, ULYSSES BITTENCOURT
(o nome da digna senhora que está no centro da foto é objeto de
levantamento: quem ela é será aqui informado, oportunamente):
===
(http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2008/10/genesino-braga-crnicas.html)
===
Verbete "Ulysses Uchôa Bittencourt ",
Wikipédia:
"Ulysses Bittencourt
Ulysses Uchôa Bittencourt (Manaus, 4 de abril de 1916 — Rio de Janeiro, 19 de março de 1993), também conhecido como Ulysses Bittencourt, foi um jornalista, administrador público e historiador brasileiro. Foi prefeito de Guarapuava, município do estado do Paraná, durante o primeiro mandato do presidente Getúlio Vargas, por indicação do então interventor no estado, Manuel Ribas.
De acordo com o amazonólogo Samuel Benchimol, Ulysses Bittencourt - pesquisador que produziu uma descrição acadêmica do povoamento da bacia Amazônica (Porto Alegre, PUC-RS, 1988) - foi um dos autores que logrou delinear alguns dos tipos humanos da região, especialmente o do coronel de barranco (o assim chamado "barão da borracha", da época do boom amazônico da hévea - que não pertencia ao Exército Brasileiro -, geralmente adquiria uma patente da extinta Guarda Nacional). Outras figuras regionais (o trabalhador ribeirinho; o ex-escravo afrodescendente; e o poeta amazonense - que, muitas vezes, vivia em dificuldades financeiras - da Manaus da primeira metade do século XX) também foram abordadas por Ulysses Bittencourt, em seus trabalhos historiográficos publicados inicialmente na imprensa de Manaus [Nota - U.B. produziu uma resenha sobre o livro Fim de mundo sem fim, de Gebes Medeiros (A&M Editores, 1984) [1] [2], que, de acordo com Bittencourt, "(...) [conta] com uma precisão desafiadora, a saga de um grupo humano em determinado seringal do Rio Juruá, a vida de cada um e a coletiva (...) (p. 120); discorreu sobre descendentes de auxiliares negros do desbravador do Baixo Purus (Cap. Manoel Nicolau de Mello [3]): Carolina dos Santos e seus filhos Fileto, Cecília e Damiana (pp. 104-105); e apresentou um resumo biográfico do poeta-operário Hemetério Cabrinha [4] [5] [6], em Patiguá, p. 46].
Graduado pela Escola Nacional de Veterinária, abandonou a profissão de médico veterinário quando se tornou administrador público, tendo sido, em 1939, nomeado prefeito de Guarapuava. Modernizou, em sua gestão, a capital daquele município (Cf. "Depoimento", trecho do Desemb. Lauro Fabrício de M. Pinto: "O Interventor Manuel Ribas (...) [nomeou] prefeito de Guarapuava o jovem Ulysses Bittencourt. (...) O jovem prefeito modernizou a cidade, construíu estadas e pontes, e erigiu (pela primeira vez, naquela velha região pastoril) um posto de monta, que melhorou sensivelmente o rebanho equino do Município" (São Paulo-SP, 28/02/1984), Patiguá, p. 65; artigo publicado originalmente no jornal A Crítica, de Manaus, ed. de 13/03/1984).
Membro da Academia Amazonense de Letras [7] e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas [8], escreveu Raiz (Rio de Janeiro: Copy e Arte, 1985), Povoamento da Bacia Amazônica (Porto Alegre, PUC, 1988 - conferência proferida na PUC-RS) e Patiguá (Rio de Janeiro: Copy e Arte, 1993). Articulista, nos anos 1980, do jornal A Crítica, de Manaus, o historiador Mário Ypiranga Monteiro escreveu na apresentação de seu livro Patiguá: "Por muitos anos [seu primeiro livro publicado, Raiz] constituirá o testemunho valioso dos quadros históricos amazonenses não tratados anteriormente (...)" (p. 19). Raiz e Patiguá são citados na obra de Samuel Benchimol Manáos do Amazonas - Memória empresarial, vol. 1 (Manaus: ACA (Associação Comercial do Amazonas) - Fundo Editorial / Governo do Estado do Amazonas, 1994).
Ulysses Bittencourt, foi editor da revista da Grande Loja do Brasil, do Rio de Janeiro. Pesquisador da história do Amazonas, é autor do verbete Benjamin Lima, da Série Memória, da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas [9] [O teatrólogo Benjamin Lima, que foi diretor do Curso Prático de Teatro (Rio de Janeiro), na gestão do ministro Gustavo Capanema, era sogro do historiador Bittencourt].
De acordo com o livro Ruas de Manaus, de Luiz Carlos de Carvalho (primeira edição: Manaus, 1985), que contém um resumo da biografia de Ulysses Bittencourt, em Manaus existe uma rua com o seu nome. (Carvalho, L.C., Ruas de Manaus, verbete atinente).
Artigos
- Descrição, por U.B. e pelo Desemb. Lauro Fabrício, de fatos relativos à perturbação da Ordem Pública em Guarapuava e Pitanga-PR, em 1939 (ocasião em que se registrou o acidente do piloto de avição militar Cap. Délio Jardim de Matos, futuro ministro da Aeronáutica do Brasil)
1) O último bandoleiro, por U.B.
Nós, os "pedestres da eternidade", como dizia Ramayana de Chevalier [médico e escritor, autor de No circo sem teto da Amazônia [10], pai de Ronald de Chevalier [11], este último o célebre economista amazonense-carioca também conhecido como Roniquito], vivemos várias vidas, passando por inúmeras circunstâncias, boas e más, semelhantes a capítulos de novelas. (...) O violento episódio resultou em que o Governo Estadual mandasse construir Delegacia cercada de toda a segurança.
O cangaço, que praticamente se extinguira com a morte de Lampião em Angicos, no ano de 1938, teve efetivo fim no Paraná, exatamente em Guarapuava, um ano depois [O prefeito Ulysses Bittencourt, no exercício de seu mandato, foi ferido, de raspão, por um projétil de fuzil - que deixou pequena cicatriz num de seus braços -, disparado por um soldado da polícia local (estava ele em seu gabinete, no segundo andar da Prefeitura de Guarapuava, tendo sido o tiro disparado do primeiro andar, por um soldado que alegou ter havido um disparo acidental, quando o fuzil era armado, o que, segundo aquele administrador público e historiador, pode efetivamente ter acontecido, ou seja, pode ter havido acidente no manuseio de arma de fogo - e não atentado político ao chefe do Executivo Municipal de Guarapuava, no ano de 1939 -, de acordo com carta do Desemb. Lauro Fabrício, que, na época, era juiz servindo naquele Município; essa consideração fez com que o desastrado - ou criminoso? - soldado fosse solto dias após esse incidente levemente sangrento, todavia de potencial - por centímetros - mortífero); em suma, não havia conexão do referido soldado com os bandoleiros a que se refere o artigo acima transcrito, nem (possivelmente) com a oposição política local].
(A Crítica, Manaus, 09/02/1983, artigo transcrito em Patiguá, pp. 61-62)
2) Viagem Regressiva, por U.B.
Sob o título de "O último bandoleiro", evoquei, há poucos dias, o dramático incidente de uma fuga de presos, ocorrida em 1939, na cidade de Guarapuava, tendo presenciado alguns lances, como Prefeito daquele importante município paranaense.
Em meio aos acontecimentos sangrentos que culminaram com a morte do chefe do bando, Francisco de Assis, e de alguns de seus sequazes, há um aspecto que deve ser recordado, a fim de mostrar o valor contido às vezes num pequeno gesto.
Guarapuava, fundada há cento e sessenta e cinco anos, é hoje uma bela cidade moderna, sede do Município do mesmo nome, onde se tem realizado a Festa da Maçã; pioneira em vários tipos de produção agrícola, é estação hidromineral e necessária passagem para Foz do Iguaçu. (...) É bem verdade que, morando todos no primeiro andar do Hotel do Comércio (hoje demolido), caso o plano houvesse dado certo, ninguém teria escapado com vida.
Mas, pelo sim, pelo não, será sempre bom tratar dos leprosos e dar boa comida aos presos. Como vimos, nunca se sabe...
(A Crítica, Manaus, 23/02/1984, artigo transcrito em Patiguá, pp. 63-64)
3) Depoimento
Ainda a propósito da crônica intitulada O último bandoleiro, recebi honrosa carta do Desembardador Lauro Fabrício de Melo Pinto (...).
"(...) Tomadas as providências mais urgentes, o Juiz despertou o chefe do telégrafo local; fê-lo improvisar um avião para avisar imediatamente o povo de Pitanga, principalmente o comerciante Joanim Grande. A força veio imediatamente de Curitiba, comandada pelo Cap. B. Evangelista, tendo como auxiliar um bravo tenente, e 20 soldados rumaram celeremente para Pitanga, alcançando os fugitivos na estrada e travando combate com eles.
O avião da base militar de Curitiba voou para Pitanga, levando mensagem de aviso para a população e para Joanim Grande (não havia meios de comunicação telefônica para Pitanga). O excelente aviador alcançou rapidamente Pitanga, mas, preocupado em chamar a atenção dos habitantes para a mensagem que levava, fez diversas evoluções em baixa altura sobre a vila, e, ao lançar a mesma, bateu com a asa do avião num galho de pinheiro e caiu no solo, ferindo-se. Acompanhando os acontecimentos, o Juiz mandou uma ambulância para conduzir o aviador ao hospital de Guarapuava, donde foi removido para o Hospital Militar de Curitiba. Esse bravo aviador era o capitão Délio Jardim de Mattos, hoje nosso excelente Ministro da Aeronáutica. Referirei, mais tarde, a você, a deliciosa revelação desse último fato, e de como soube pelo próprio Brigadeiro Délio, então comandante (e que grande comandante!) da Base Aérea de Curitiba. Basta, por hora, meu querido amigo. Um abraços do, Lauro".
(A Crítica, Manaus, 13/03/1984, artigo transcrito em Patiguá, pp. 65-68)
- Apresentação, por 'U.B., de Trilhos de Prata (1992), da escritora amazonense Carmen Nóvoa. [12]
- Prefácio, por U.B, de Pintura brasileira contemporânea, de João Medeiros. São Paulo: Mundo Musical, 1976 [13]
- Apresentação, por U.B., de Aventura no lago amazônico: o campeão no Aiapuá (romance), de Amílcar Perlingeiro. Niterói: Arnaldo Carlos Castelanni Editor, 1969.[14]
- Artigo publicado na revista Baricéa, Manaus, março/abril/1940, p. 13, mantida a grafia do original
Chegou a Manaus, pelo Anselm aqui aportado no dia 26 de Março recem-findo, o jovem médico veterinário Dr. Ulysses Bittencourt, que alguns anos atrás tomara passagem para o Rio de Janeiro, onde fôra cursar com brilhantismo a Escola Nacional de Veterinária.
O jovem médico amazonense, filho do nosso presado professor Dr. Agnello Bittencourt, Delegado do Serviço Nacional de Recenseamento, trás para sua terra um documentário que é um histórico palpitante, sobretudo lisongeiro para o seu portador. Regressa à sua terra, ofertando-lhe o título que soube merecer sua perseverança e inteligência.
Aos vinte e poucos anos, uma idade que florece entre as avalanches da maior das crises, a adversidade, êsse moço que daqui saiu, levando sómente os abraços dos amigos e uma mentalidade apta para uma cultura ainda maior, é um profícuo homem de governo, o elaborador, o idealisador de fantasias realisáveis. Quando, a convite do interventor Manoel Ribas, aceitou o cargo de Prefeito de Guarapuava, Pérola do Oeste, como cognominou a imprensa sadia do Paraná, já tinha em mente a ação notável que faria no Município de Guarapuava, a cidade princesa. Foi o restaurador ousado, de grande senso patriótico, o homem-ação que, em dez meses adminsitrativos, fez a própria imprensa observar que Guarapuava merecia o título de Pérola do Oeste. Com a força do seu entusiasmo moço, construiu pontes, praticou o urbanismo, fez jardins [A praça onde se situa o Museu de Guarapuava, com a galeria de fotos de ex-prefeitos, foi mandada construir por U.B. Nesse museu, o ex-prefeito foi homenageado quando da colocação de sua fotografia na citada galeria de fotos (reprodução de foto de U.B jovem); no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Amazonas consta uma fotografia de Bittencourt já septuagenário], remodelou e calçou ruas, criou um posto de monta e outras ações de marcante progresso.
Êsse amazonense de cultura e patriotismo tomou uma licença de três meses para rever o seu grande Amazonas e abraçar sua digna família. Será um curto estágio e o Dr. Ulysses voltará ao seu posto.
Entretanto, se o Amazonas, farto e bondoso, preparar um futuro brilhante que merece o jovem intelectual, então veremos ficar entre nós, pervagar o nosso horizonte e compartilhar de nossas mesmas desditas e vitórias.
Que sejas feliz e bem-vindo, irmão-amazonas! (Texto reproduzido em Patiguá, p. 13.)
- Apresentação de "Patiguá", por Mário Ypiranga Monteiro.
- Sínteses biográfica de U.B. (autor do livro) e de Appe (autor da ilustração da capa de Patiguá [15])
- Discurso de Áureo Mello [16] na tribuna do Senado Federal, março de 1993 (contido na obra Missão Cumprida, coletânea de discursos do escritor e político amazonense). --- EM EDIÇÃO --- (Discurso "Falecimento do Professor Ulysses Uchôa BIttencourt". In Missão Cumprida - Discursos Projetos Pareceres e Apartes 1993-1995, pelo Senador Áureo Mello, Brasília, Editora do Senado Federal (pp. 55-57).
- Sinopse do livro Ruas de Manaus - A história do Amazonas nas ruas de Manaus. 2ª ed. ampliada, de autoria de Luiz Carlos de Carvalho, onde estão contidas as sínteses biográficas dos nomes de ruas de Manaus, entre as quais a Rua U. Bittencourt. Constam, nesse livro, pequenas biografias de pessoas importantes para a História do Amazonas "que são homenageadas nomeando as ruas de Manaus e na sua maioria são totalmente desconhecidas, principalmente pelos jovens amazonenses (...)" [17].
Ver também
- Caboclo
- Amazônia
- Ciclo da borracha
- Castanha-do-Brasil (Bertoletia excelsa)
- Nunes Pereira (Contém artigo de U.B.)
- Thiago de Mello
- Agnello Bittencourt
- Antônio Bittencourt
- Benjamin Lima
- Rogel Samuel
Ligações externas
Bibliografia sobre "Ciclo Econômico da Borracha"
Monografias
- ARAUJO LIMA, José Francisco de [27]. Amazônia, a terra e o homem - Com uma "Introdução à Antropogeografia". Prefácio de Tristão de Ataíde. Vol. 104 da Coleção Brasiliana (Biblioteca Pedagógica Brasileira). São Paulo, Companhia Editora Nacional, 3ª ed., 1945 [28].
- BENCHIMOL, Samuel. Manáos do Amazonas - Memória empresarial, vol. 1 (Manaus: ACA (Associação Comercial do Amazonas) - Fundo Editorial / Governo do Estado do Amazonas, 1994).
- BOTINELLY, Theodoro. Amazônia: uma utopia possível. Manaus: Editora da Universidade do Amazonas, 1990 [De acordo com T. Botinelly (economista, professor aposentado da Universidade do Amazonas, ex-presidente do PDT do AM [29]), em vários seringais do Amazonas não houve as violências que se verificaram, por exemplo, no Rio Putumayo, Peru, sendo que algumas regiões, ao contrário, representaram exemplos - excepcionais? (a essa questão Theodoro Botinelly procura responder em seu clássico livro Amazônia, uma utopia possível [30]) - de respeito às populações ribeirinhas do Amazonas (BOTINELLY, 1990, pp. 111-120)].
- BITTENCOURT, Agnello. Reminiscências do Ayapuá. Rio de Janeiro: A. Bittencourt, 1966.
- BITTENCOURT, Agnello. Verbete "Evaristo Pucu". In Dicionário Amazonense de Biografias: vultos do Passado. Rio de Janeiro: Ed. Conquista, 1973 [O Igarapé do Evaristo [31], tributário do Lago do Ayapuá (Muncípio de Beruri-AM), recebeu esse nome em virtude de lá ter residido o comerciante E. Pucu (Cf. BITTENCOURT, 1966).
- COLLIER, Richard [32]. The river that God forgot: the story of the Amazon rubber boom. Londres: Collins, 1968 [33].
- DEAN, Warren. A luta pela borracha no Brasil: um estudo de história ecológica. São Paulo: Nobel, 1989 [34].
- MELLO, Thiago de. Manaus, Amor e Memória. 2ª ed. Manaus: Suframa, 1984 (4ª. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989).
- PEREIRA, Nunes. O sahiré e o marabaixo: tradições da Amazônia. Rio de Janeiro: Congresso Brasileiro do Folclore, 1951. (2ª ed. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Ed. Massangana, 1989; Série Estudos e Pesquisa, nº 64)[35] [36] [O Autor incluiu, em apêndice, as primeiras páginas de BITTENCOURT (1966), como incentivo à sua publicação integral, que efetivamente veio a acontecer em 1966, organizada por U.B, como também aconteceu na edição de BITTENCOURT (1973). Artigo de U.B. sobre o Autor pode ser lido no verbete "Nunes Pereira": representando a Academia Amazonense de Letras e o Governo do Estado do Amazonas, o historiador Bittencourt discursou no sepultamento de Nunes Pereira).
- SCHEINA, Robert L. Latin America's Wars: The Age of the Caudillo, 1791-1889, Volume I. Nova Iorque (EUA): Brassey's, 2003.
- SOUZA, Márcio [37]. Breve História da Amazônia. São Paulo: Ed. Marco Zero, 1994.
- SOUZA, Márcio [38]. Silvino Santos: o pioneiro do ciclo da borracha. Rio de Janeiro: Funarte, 1999.
- VILLAR, Valter Luciano Gonçalves. Configurações de brasilidade: uma leitura de Cacau, de - Jorge Amado e Safra, de Abguar Bastos (tese de Doutorado em Letras). Orientadora: Wilma Martins de Mendonça. João Pessoa: UFPB (Universidade Federal da Paraíba), 2009.
- WEINSTEIN, Barbara. The Amazon Rubber Boom, 1850-1920 [39]. Palo Alto, Califórnia (EUA): Universidade de Stanford, 1983.
Romances
- ARAUJO LIMA, Cláudio de [40] [41]. Coronel de barranco (romance), Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1970 (2ª ed. - Manaus: Ed. Valer, Gov. do Est. do AM, 2003); Sinopse do romance: "Mathias Albuquerque, o protagonista do romance Coronel de Barranco é cúmplice inocente da operação de biopirataria das sementes das seringueiras do Amazonas, e testemunha ocular do plantio no Kew Garden de Londres e posterior cultivo em Cingapura. Após 30 anos na Europa, entre Londres e Paris, volta para o Amazonas, para trabalhar na fazenda “Fé em Deus”, na fronteira do Amazonas com a Bolívia, propriedade do ex-seringueiro cearense, coronel Cipriniano. Ali, no silêncio da floresta, ele tem notícias da queda da borracha, da gripe espanhola, do fim da Primeira Guerra Mundial e de outros fatos que acabaram por acelerar o desmoronamento da Manaus da belle èpoque e da economia da borracha. Política, mulheres, vazantes, cheias, casas aviadoras, seringueiros e exportadores são personagens [desse romance]. (...) “Coronel de Barranco” foi publicado em 1970 pela editora Civilização Brasileira. Cláudio de Araujo Lima [médico psiquiatra [42], tradutor [43] e romancista [44]] herdou do pai a vocação literária. Antes dele, em 1932, José Francisco de Araujo Lima [médico e sociólogo, ex-prefeito de Manaus [45]] publicou Amazônia – A Terra e o Homem, prefaciado por Tristão de Athayde".
- BAUM, Vicki [48]. A árvore que chora. Rio de Janeiro/Porto Alegre/São Paulo: Livraria do Globo, 1946 [1943, Kautschuk / Cahuchu, Strom der Tränen [49]; The Weeping Wood [50]; Le bois qui pleure [51]; El bosque que llora [52]; Det gråtande trädet [53] etc.]
- CASTRO, Ferreira de. A selva [54].
- MAIA, Álvaro [55]. Beiradão.
- MONTEIRO, Mário Ypiranga [56]. O espião do rei (novela).
- RIVERA, José Eustasio [57] [58] ("La historia de la Casa Arana, cuya criminal explotación de los indígenas de las caucheras, plasmó José Eustasio Rivera en su conocida novela, será siempre uno de los episodios más sórdidos e inhumanos de nuestra historia"). La voragine.
- SAMUEL, Rogel. O amante das amazonas [59].
- SAMUEL, Rogel. Teatro Amazonas [60].
- SOUZA, Márcio [61]. Galvez, o imperador do Acre.
- SOUZA, Márcio. Mad Maria [62] [63] [64].
- Jornalistas do Amazonas
- Cronistas do Brasil
- Prefeitos de Guarapuava
- Naturais de Manaus
- Historiadores do Amazonas
- Mortos em 1993"
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Ulysses_Bittencourt)
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"Biografia traz vida e obra de Umberto Calderaro Filho
10/18/2010

“Quem sou eu para merecer um livro”, disse o jornalista Umberto Calderaro Filho ao amigo Júlio Antônio Lopes - advogado e atual diretor jurídico do Jornal A CRÍTICA - há mais de 15 anos, quando em uma conversa entre os dois, Lopes teve a ideia de iniciar uma biografia sobre o fundador da Rede Calderaro de Comunicação (RCC).
Apesar da frase modesta de Calderaro, a intenção de publicar uma obra que descrevesse a vida do amigo não saiu da cabeça do advogado.
Tanto não saiu que, após um longo período de pesquisas, coleta de depoimentos, histórias e fotografias, Lopes conclui “A Crítica, de Umberto Calderaro Filho”, livro composto de aproximadamente 200 páginas e que será lançado na próxima sexta-feira, dia 22, às 18h, durante programação da Casa Cor Amazonas.
Colaborações
De acordo com o advogado, a obra é um grande trabalho colaborativo entre ele, familiares e amigos de Calderaro que, ao longo de todo esse tempo, ajudaram a dar vida às páginas do livro. “É uma obra muito rica em depoimentos e, apesar de assiná-la, confesso que na verdade é um livro escrito por diversas mãos, pois contou com a ajuda de muitas fontes, seja de amigos que conviveram próximos a ele ou da família, que foi muito importante para construção dessa obra”, destaca Lopes.
Uma das grandes colaboradoras foi Ritta de Araújo Calderaro, diretora-presidente da RCC e esposa de Calderaro, que participa da obra como co-autora. “Várias pessoas escreveram sobre o Umberto. Foram livros, artigos, depoimentos. Mas nada tão completo quanto esse material”, afirma ela. “A meu ver o livro está excelente, perfeito! E com certeza satisfez toda a família, pois emocionou a todos”, completa.
“A participação de dona Ritta na elaboração do livro foi muito importante. Principalmente no que diz respeito ao dia a dia do Calderaro e um acervo de fotografias de sua vida”, comenta Lopes. “O material fotográfico é um destaque a parte. Está recheado de fotografias inéditas como a única imagem do senhor Umberto quando criança, fotos da sua juventude, e também imagens do atentado a bomba que A CRÍTICA sofreu”, adianta.
“Colaborei com as fotografias. Praticamente conhecia todas que hoje estão no livro. Entreguei uma pasta enorme com muitas fotos e o Júlio selecionou imagens maravilhosas para publicar. O engraçado é que havia algumas que eu nem lembrava mais, além de histórias que estavam guardadas nas lembranças”, comenta Ritta.
Com todo esse material, Júlio traçou uma história completa e linear da vida e da obra de Umberto Calderaro se baseando por quatro pilares que, segundo ele, moldavam a vida do jornalista: “Fé em Deus, pois ele era um homem muito religioso; família, que segundo ele, sem a ajuda de seus pais, esposa e filha não teria conquistado o que conquistou; dedicação ao jornalismo, pois para ele o jornal estava sempre em primeiro lugar; e defesa ao Amazonas e os interesses públicos, já que era um grande defensor da população”, lista Lopes.
A primeira edição de “A Crítica, de Umberto Calderaro Filho” traz 12 capítulos mais um acervo iconográfico. O prefácio é assinado pelo ex-senador Bernardo Cabral, colega de jornal A CRÍTICA de Calderaro. O lançamento do livro acontecerá no espaço SevenClub, localizado dentro da Casa Cor Amazonas.
Editora Cultural da Amazônia
O lançamento de “A Crítica de Umberto Calderaro Filho” marca também a primeira publicação de um livro da Editora Cultural da Amazônia, novo braço empreendedor da RCC. “A editora começa com um projeto do nosso fundador que deixa familiares e amigos muito felizes, mas que vai além, porque será um livro voltado para estudantes de jornalismo, pesquisadores da área de comunicação e para a sociedade em geral, que poderá conhecer melhor a história de luta pelo jornalismo e pela Amazônia desse grande amazonense”, pontua Dissica Tomaz Calderaro, presidente do sistema A CRÍTICA de Rádio e Televisão.
Frases
“Senti muita sinceridade no que o Júlio escreveu sobre o Umberto. Foi uma obra feita de amigo para amigo”, Ritta de Araújo Calderaro, Diretora-presidente da RCC
“Com certeza é um livro que acima de tudo, conta a história da comunicação do Amazonas”, Cristina Calderaro Corrêa, Vice-presidente da RCC"
(http://www.manausmais.com.br/content/not_detail.asp?URL_MAT_COD=1460)
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Juruá Experience
[EXPERIÊNCIA JURUÁ (RIO DA MARGEM
DIREITA DA SOLIMÕES, CUJAS NASCENTES
[nascentes do Rio Juruá] FICAM NO PERU;
O RIO JURUÁ ATRAVESSA O ACRE E
O AMAZONAS, NO BRASIL],
Youtube:
LARISSA RAMOS, A MULHER MAIS BELA DO MUNDO,
QUE PASSOU A REPRESENTAR A PROTEÇÃO DA
INTEGRIDADE AMBIENTAL DO PLANETA (QUE ELA JÁ
DEFENDIA E, OFICIALMENTE, COM SUA VITÓRIA NAS
FILIPINAS, COMEÇOU A OFICIALMENTE SIMBOLIZAR,
com ênfase na intransigente proteção da
Floresta Amazônica):




