[Flávio Bittencourt]

Estórias da Manaus da primeira metade do século passado

"Sinhá Teresa", por Ulysses Bittencourt.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Últimos 5 minutos de D. Olympia Cotta

(trecho de recente documentário, adiante há a indicação, ao prezado leitor

e à prezada leitora do Entretextos, de sequência fílmica - também "postada" no Youtube -

com depoimento da própria DONA OLÍMPA DE OURO PRETO),

Youtube

 

 

  

 

 

 

"DONA OLÍMPIA DE OURO PRETO ERA NUMISMATA: PEDIA DINHEIRO

A TURISTAS DOS MAIS VARIADOS PAÍSES; EM VEZ DE TROCAR POR

MOEDA BRASILEIRA PARA ADQUIRIR COISAS OU USUFRUIR SERVIÇOS,

DE SAÚDE, DIGAMOS (cuidar dos dentes ou comprar fixador Corega para

dentadura postiça, por exemplo, não sei...), GUARDAVA  A COLEÇÃO DE

CÉDULAS SOB SUA CAMA, COMO LEMBRANÇA DE CONTATOS COM

ESTRANGEIROS E SEUS PEDAÇOS DE PAPEL PINTADO COM MAIS CARAS -

imbólicamente, não economicamente necessariamente 'caras' - COROAS E

FACES DE CADA PAÍS DE ORIGEM DAQUELAS PESSOAS QUE NEM SEMPRE

ENTENDIAM - por falta de intérprete, várias vezes - SUAS NARRATIVAS

EM PARTE VERDADEIRAS, EM PARTE FICCIONALMENTE VERDADEIRAS:

esse problema não aconteceu com SARTRE E SIMONE DE BEAUVOIR, a quem

foram traduzidas todas as palavras que Sinhá Olímpia naquele indescritível

momento pronunciou, como se falasse com velhos amigos de Paris"

(O RESPONSÁVEL POR ESTA COLUNA DO PORTAL ENTRETEXTOS,

QUE FOI UM DOS MILHARES DE TURISTAS EM OURO PRETO QUE

UM DIA A FOTOGRAFARAM)

 

 

 

 

 

❖ Dona Olímpia de Ouro Preto MG - 1971,

Youtube:

 

 

 

 

 

 

 

 

"(...) Na Igreja Nossa Senhora do Pilar (OURO PRETO-MG, BRASIL), Sinhá Olympia acompanhava as missas e, às vezes, se punha a cantar muito alto ou fora de hora, recebendo, então, pitos do Padre Simões. Mas ela o respeitava. E ele esteve ao seu lado nos últimos dias de vida. Olympia morreu em 1976, aos 87 anos, de arteriosclerose. Foi sepultada no cemitério da Igreja de São José. Padre Simões encontrou depois, sob a cama de Olympia, notas e mais notas de dinheiro, dos mais diferentes países: 'Ela não precisava disso, mas adorava pedir dinheiro aos turistas' (...)".

 

 

 

 

 

 

 

A INESQUECÍVEL SENHORA OLÍMPIA COTTA,

QUE UM DIA FOI FOTOGRAFADA PELO RESPONSÁVEL

PELA COLUNA "Recontando estórias do domínio público", quando

este ainda era menino: a foto (que sobreviveu a várias mudanças

de residência, algumas delas de cidade, ainda que o negativo

tenha desaparecido numa delas) será digitalizada e colocada

neste espaço de RECONTAÇÕES DE ESTÓRIAS FABULOSAS

[NA FOTO (em cores) DE FLÁVIO BTTENCOURT, DONA OLÍMPIA,

COMO NA FOTO A SEGUIR REPRODUZIDA, APARECE SOZINHA:

LOGO ADIANTE HÁ FOTO DE DONA OLÍMPIA ACOMPANHADA

DE FILÓSOFOS DE PARIS, FRANÇA]:

 

(http://cinemadearquivo.wordpress.com/tag/milton-nascimento/)

 

 

  

 

 

 

"SARTRE, SIMONE DE BEAUVOIR E SINHÁ OLÍMPIA VIVEM -

E SINHÁ TERESA ACHO QUE TERIA DESAPARECIDO DO MAPA SE

ULYSSES BITTENCOURT NÃO A TIVESSE 'DESENHADO VERBALMENTE',

EM CRÔNICA MEMORÁVEL QUE ADIANTE ESTÁ (na íntegra) REPRODUZIDA"

(COLUNA "Recontando...", pedindo a quem encontrar foto

ou outro texto sobre SINHÁ TERESA para, por favor, avisar,

mandando e-mail para [email protected], avisando se

deseja ou não que seu nome apareça como responsável

de AJUDAR A NÃO DEIXAR SINHÁ TERESA ser esquecida)

 

 

 

 

 

 

Jean-Paul Sartre, Sinhá Olímpia e Simone de Beauvoir,

em Ouro Preto, estado de Minas Gerais, Brasil:

 

(http://cinemadearquivo.wordpress.com/tag/milton-nascimento/)

 

 

 

 

 

No firme azul o sossegado vento    

ávido sonha as linhas da escultura   

que moldará nas nuvens no momento     

de apascentá-las pela tarde pura. (...)

 

LUIZ BACELLAR

 

 

 

 

 

 

 

Ideal Clube [LOCALIZADO NA AV. EDUARDO RIBEIRO,

CENTRO], o mais aristocrático da Manaus antiga:

 

 

 

  

  

 

 

(http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=785780

 

 

 

 

 

 

LUIZ BACELLAR (1928 - 2012): citado em

depoimento emocionado de UMBERTO CALDERARO

sobre o amigo comum ULYSSES BITTENCOURT

[O TEXTO PODE SER LIDO, NA ÍNTEGRA, ADIANTE

(logo depois do transcrição do poema "No firme azul...",

de L. Bacellar)]:

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://literaturarogelsamuel.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-10T04:25:00-07:00)

 

 

 

 

 

UM MAGNÍFICO BAILE DE DEBUTANTES

(adiante V. Sª. poderá ler o poema de

Genesino Braga - um amigo verdadeiro

do escritor Ulysses Bittencourt -

sobre debutantes):

 

(http://mirianroza.blogspot.com.br/2010/09/baile-de-debutantes-tradicao-que.html)

 

 

 

 

 

 

"(...) Tudo refulge no deslumbramento desta noite maravilhosa! (...)"
 

(GENESINO BRAGA)

 

 

 

 

 

Como um prisioneiro
a lua me espia pelas
grades do banheiro.

(haicai de LUIZ BACELLAR,

http://literaturarogelsamuel.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-10T04:25:00-07:00)

 

 

 

 

 

FOTOGRAFADA POR CHICO BATATA,

UMA DESLUMBRANTE MANAUS-ATUAL, À NOITE

(VISTA AÉREA):

 

(http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=2462)

 

 

  

 

 

 

EM NOITE DE EXCEPCIONAL BRILHO, NAS FILIPINAS,

ESTUDANTE UNIVERSITÁRIA E MODELO FOTOGRÁFICO

AMAZONENSE MERECIDAMENTE VENCE CONCURSO MUNDIAL

DE BELEZA, CONCORRENDO COM MAIS DE 80 OUTRAS

MULHERES LINDAS - CADA UMA DELAS REPRESENTANDO

O SEU PAÍS -, EM 2009: LARISSA RAMOS, DE MANAUS, QUE,

ALGUNS ANOS ANTES, NA ÉPOCA EM QUE FOI DEBUTANTE, ESTUDAVA

NA ESCOLA TÉCNICA: 

 

 

  

 

  

A 4ª PESSOA UNIFORMIZADA, DA ESQUERDA PARA A DIREITA: A

ALUNA LARISSA RAMOS, APRENDENDO MUITO SOBRE CERTO 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO QUE EXIGE O CONTATO TÉCNICO-CIENTÍFICO

COM A MATÉRIA ESTUDADA, NA TRADICIONAL ESCOLA TÉCNICA

DE MANAUS (onde o Prof. Manu [MANOEL FRANCISCO MENDONÇA

VIEIRA (hoje aposentado da UFAM), genro de U. Bittencourt] anos antes

havia lecionado):

 

(FOTO DIVULGADA NO BLOG DO EX-PREFEITO DE MANAUS SERAFIM CORRÊA

[BLOG DO SARAFA],

http://www.blogdosarafa.com.br/

E REPRODUZIDA, NO ENTRETEXTOS, EM: 

http://www.portalentretextos.com.br/colunas/recontando-estorias-do-dominio-publico/miss-terra-2009-estudando-com-alegria-em-manaus,236,3219.html)

 

  

 

 

 

CORAL UNINORTE (PERFORMANCE EM SOLENIDADE

NA ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS),

Youtube:

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://www.portalentretextos.com.br/colunas/recontando-estorias-do-dominio-publico/cronica-de-ulysses-bittencourt-sobre-antigos-carnavais,236,7439.html)

 

 

 

 

 

 

DIVULGOU EM SEU IMPORTANTE

BLOG HISTÓRIA DOS AMANTES

PROF. DR. ROGEL SAMUEL,

DA UNIV. FEDERAL DO RJ:

 

"A VALSA DAS DEBUTANTES



Genesino Braga



As debutantes dançam a sua primeira valsa....
A ronda alígera dos corpos harmoniosos acorda uma esperança ideal de vida nova...
As notas lentas debulham sonhos, desfiam rosários de carícias mansas, acendem as lâmpadas de oiro do primeiro amor...
Tudo refulge no deslumbramento desta noite maravilhosa!
.............................................................................................................................................
As luzes põem lampejos de cristal nos ornatos geométricos da pista...
Ágeis, frágeis, adejáveis, os pés mimosos descrevem a fuga das borboletas inebriadas pela fragrância dos nectários...
Parece que a alma da valsa se desagrega na tonteação dos pés em pontas; e à forma volta, donairosa, pelo ritmo das plásticas aladas...
.............................................................................................................................................
As debutantes dançam a sua primeira valsa...
Rodam, rodeiam, rodopiam, giro-girando em braços afetivos, na louçania dos movimentos graciosos...
A felicidade tem sorrisos de sol pelos seus olhos fulgurais...
Por suas cabecinhas inquietas passam procissões de sonhos em silêncio...
Nasce a primeira ilusão, em sua infinita pureza.
Brota o Enlevo!
Surge a Emoção!
... e eis o amor!...
.............................................................................................................................................
Todo o ambiente é de fascinação paradisíaca.
Na pauta das três essências do mundanismo – a Elegância, o Cavalheirismo, a Euforia – sobreexcele o espírito da Beleza.
A festa é uma divinização da “menina-moça”, glorificação pagã do “entreaberto botão e entrefechada rosa”. É o noivado da graça e do Amor!...
.............................................................................................................................................
Das cabecinhas tontas esvoaçam as painas dos pensamentos felizes...
A debutante dança... Dança e sonha... A dança é o sonho rítmico dos movimentos; o sonho é a dança azul dos devaneios...
Bailar é um vôo impossível que o corpo ensaia pelos rosais da Vida...
Sonhar é a suprema respiração da alma...
.............................................................................................................................................
A debutante dança... Deslumbrada, absorta, feliz...
Lá em casa ficara a última boneca; e a dormir sobre ela o último beijo de criança...
Agora, é a ditosa senhorinha de olhos ternos e coração aberto para os anelos do amor...
Sobrevoa-lhe o espírito ingênuo, em seu enlevo sideral, a esperança de uma felicidade perene...
.............................................................................................................................................
Povoai de graça e bênçãos, meu Senhor e meu Deus, a valsa e o sonho bom da debutante!" 


(http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2008/10/genesino-braga-crnicas.html)

 

  

 

 

 

Luiz Bacellar, 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html)

 

 

 

 

 

 

O Jornal, 5 setembro 1954

(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html)

 

 

 

 

 

 

IMAGEM DA CAPA DE LIVRO CUJO AUTOR É

JÚLIO ANTÔNIO LOPES, SOBRE A VIDA E A OBRA DE

UMBERTO CALDERARO FILHO:

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://mariofrota.blogspot.com.br/2010/10/umberto-calderaro-vida-e-obra-do.html)

 

 

 

 

 

MENÇÃO À AVENIDA UMBERTO CALDERARO (MANAUS, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL):

"O projeto 'Estrelas' foi realizado em Manaus na tarde deste sábado, 9 de abril, em um hotel localizado na Av. Umberto Calderaro, na zona centro-sul de Manaus. O projeto seleciona pessoas com perfil para se tornarem atores e modelos e os aprovados podem concorrer a trabalhos futuros no ramo" (O GRIFO EM AV. UMBERTO CALDERARO NÃO ESTAVA NO ORIGINAL),

http://www.youtube.com/watch?v=1G0M2RLTv7Y

 

 

 

 

 

 

"O PRÓXIMO ARTIGO DE U. BITTENCOURT QUE SERÁ DIVULGADO

NESTE MESMO ESPAÇO DE WEBJORNALISMO CULTURAL É

SOBRE coronéis de barranco - OU CORONÉIS DA EXTINTA 

GUARDA NACIONAL, muitas vezes, DE PREFERÊNCIA SOMADOS A

TRECHOS FULGURANTES - também sobre os famosos Coronéis -

DO LIVRO MANÁOS DO AMAZONAS  (Memória empresarial), VOL. 1,

DE SAMUEL BENCHIMOL, onde as preciosas linhas de Ulysses Bittencourt e

de seu pai, Agnello Bittencourt, sobre pessoas poderosas no interior do

Amazonas, na primeira metade do século XX (também na segunda metade

do século XIX, no caso de escritos de A. Bittencourt, que nasceu em 1876

e faleceu em 1975) são celebradas com magnos elogios. NO VERBETE

'Ulysses Bittencourt' , da Wikipédia, há menção a textos de U. Bittencourt

não só a respeito de CORONÉIS DO INTERIOR DO AMAZONAS, como também

a pessoas abnegadas e de grande coração que trabalhavam para os citados

senhores: afrodescendentes (cujo pais foram escravos e depois trabalhadores

livres) que ATÉ HOJE SÃO CITADOS E RECITADOS - pedindo-se perdão pelo

trocadilho - por quantos os conheceram [A AUXILIAR DE SERVIÇOS DOMÉSTICOS,

QUE SE CHAMAVA CECÍLIA, QUE TRABALHAVA NA CASA DO DR. BENJAMIN LIMA E

SUA SENHORA, DONA CACILDA MELLO DE ARAUJO LIMA (filha do Coronel da

Guarda Nacional Lourenço Mello (*) e de Dª Felicidade Mello, casal que explorava,

SEM PRATICAR EXPLORAÇÃO DOS CABOCLOS DA REGIÃO

[COMO O ECONOMISTA DE LINHA MARXISTA THEODORO BOTINELLY RECONHECEU

À PÁG 116 E SEGUINTES DE SEU LIVRO CLÁSSICO AMAZÔNIA: UMA UTOPIA POSSÍVEL;

MANAUS, EDITORA DA U. A., 1990], a região em torno do Lago do Ayapuá, Rio Purus),

É CITADA COM ESPECIAL CARINHO PELO DR. ULYSSES BITTENCOURT (que, por

sua vez, era genro de Benjamin Lima e Cacilda de Araujo Lima), NO ARTIGO

'A TRADIÇÃO DO BEM' "

 

(COLUNA "Recontando...";

os textos de U. B. de que se trata são os seguintes, respectivamente:

CORONENATO NATIVO (Raiz, 1985, pp. 42 - 43; e A TRADIÇÃO DO BEM,

pp. 104-105 de Patiguá (1993), ambos publicados, nos anos 80, em A CRÍTICA -

cujo fundador e proprietário foi UMBERTO CALDERARO - e republicados

postumamente no ano em que Ulysses Bittencourt infaustamente faleceu

[1993]) 

 

(*) - Em seu romance Teatro Amazonas, Rogel Samuel 

elegeu Lourenço Mello como personagem, entre outras

personalidades amazonenses notáveis do final do século XIX e início do século XX

[[http://www.portalentretextos.com.br/colunas/romances-de-rogel-samuel/teatro-do-amazonas-obra-integral,219,1155.html e

http://www.portalentretextos.com.br/colunas/cronica-de-sempre,189.html);

há verbete 'Lourenço Mello' (o verbete 'Nicolau de Mello' é sobre o pai do Cel. Lourenço)

no Dicionário Amazonense de Biografias - Vultos do Passado (1973), de

A. Bittencourt; ainda sobre L. Mello, há trecho de grande importância histórico-sociológica 

em Reminiscências do Ayapuá [trecho dessa monografia do Prof. Agnello Bittencourt pode

ser consutada, na web, em

http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2009/01/agnello-bittencourt-reminiscncia-do.html],

do mesmo geógrafo, jornalista, ex-prefeito de Manaus e historiador (1966,

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnello_Bittencourt)]

 

   

 

  

 

 

 

  

 

 

 

CARTÃO DO BACELLAR-PUBLICITÁRIO:


Cartão de visita bem humorado do poeta

(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html

 

 

 

 

 

 

SONETO DE LUIZ BACELLAR PUBLICADO

EM JORNAL AMAZONENSE:

(http://catadordepapeis.blogspot.com.br/2012/09/luiz-bacellar-o-poeta-nasceu-em-1928.html)

 

 

  

 

 

CITANDO OS AMIGOS COMUNS ARLINDO PORTO, MÁRIO YPIRANGA MONTEIRO E

LUIZ BACELLAR, ASSIM O JORNALISTA UMBERTO CALDERARO FILHO, ENTÃO

DIRETOR-PRESIDENTE DA REDE CALDERARO DE COMUNICAÇÃO - da qual o mais

conhecido medium era (e ainda continua sendo até hoje) o jornal A CRÍTICA

MANIFESTOU PESAR QUANDO ULYSSES BITTENCOURT INFELIZMENTE FALECEU

(março / 1993):

"O Amazonas perdeu ontem [19.3.1993] no Rio de Janeiro um dos seus filhos mais ilustres. O professor, jornalista e historiador Ulysses Uchôa Bittencourt [MANAUS-am, 4.4.1916 - RIO DE JANEIRO-RJ, 19.3.1993] nasceu em 1916 em Manaus e faleceu ontem no Rio, onde morava há 40 anos. Filho do também professor e historiador Agnello Bittencourt e neto do ex-governador Antônio Bittencourt, Ulysses era membro da Academia Amazonense de Letras e foi também por muitos anos colaborador permanente de A Crítica.

Ao receber ontem em seu gabinete a notícia do falecimento através de um dos três filhos do historiador, a professora de História da Universidade do Amazonas Ana Amélia Bittencourt Vieira [ESPOSA DO TAMBÉM PROFESSOR DA U. A. MANOEL FRANCISCO MENDONÇA VIEIRA (professor de matemática, que lecionou na Escola Técnica, ONDE A MULTIPREMIADA MODELO MANAUARA LARISSA RAMOS ESTUDOU)], o diretor-presidente da Rede Calderaro de Comunicação, jornalista Umberto Calderaro, disse que 'Ulysses era um homem sobretudo íntegro e de posições muito firmes. Ele era uma pérola de homem, muito sereno e de grandes atitudes. Amigos diletos como eu, Arlindo Porto, Mário Ypiranga Monteiro e Luiz Bacellar, dentre outros, estamos chocados e entristecidos pela viagem eterna desse amigo meigo e solidário', afirmou."

[A CRÍTICA, 20.3.1993,

trecho transcrito em PATIGUÁ (coletânea de artigos, crônicas e ensaios historiográficos de Ulysses Bittencourt, Rio de Janeiro, 1993), p. 14]

 

 

 

 

 

Larissa Ramos, ao ser coroada Miss Terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Larissa Ramos, ao ser coroada Miss Terra [nas Filipinas], em novembro/2009"

(http://www.blogdosarafa.com.br/?p=4659&cpage=1)

 

 

 

 

 

                                 AGRADECENDO AO FOTÓGRAFO-DE-LONGO-CURSO

                                 CHICO BATATA, PELA IMAGEM DESLUMBRANTE DE MANAUS À NOITE, E

                                 EM MEMÓRIA DO JORNALISTA UMBERTO CALDERARO FILHO, DA

                                 DONA OLÍMPIA [*] DE OURO PRETO, DO SACERDOTE CATÓLICO

                                 UM AMIGO VERDADEIRO DE DONA OLÍMPIA,

                                 PADRE SIMÕES, DE OURO PRETO, DO MEU SAUDOSO TIO -

                                 irmão de U. Bittencourt -

                                 ANTÔNIO CLEMENTE UCHÔA BITTENCOURT (um mais entusiasmados e

                                 generosos amigos de Sinhá Olímpia),

                                 DOS PENSADORES FRANCESES

                                 JEAN-PAUL SARTRE E

                                 SIMONE DE BEAUVOIR, que ouviram atentamente Sinhá Olímpia Cotta, DOS

                                 GRANDES MESTRES E ESCRITORES (todos eles

                                 pertenceram à Academia Amazonense de Letras

                                 [M. Y. MONTEIRO FOI, TAMBÉM, PRESIDENTE DO

                                 IGHA - Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas,

                                 de cuja fundação participaram Agnello Bittencourt, pai

                                 de U. Bittencourt, e Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt,

                                 seu avô (AVÔ DE U. B.), em 1917])

                                 MÁRIO YPIRANGA MONTEIRO,

                                 LUIZ BACELLAR,

                                 GENESINO BRAGA [*] E

                                 ULYSSES BITTENCOURT - MEU SAUDOSO PAI - E PARA

                                 TODOS OS ALUNOS, FUNCIONÁRIOS E PROFESSORES DA

                                  ESCOLA TÉCNICA DE MANAUS, TODOS OS ALUNOS, FUNCIONÁRIOS

                                  E PROFESSORES DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

                                  UNINORTE, O

                                  Dr. ARLINDO AUGUSTO DOS SANTOS PORTO (atual presidente da A. A. L.), A

                                  Srª. RITTA DE ARAÚJO CALDERARO E A 

                                  Srtª. LARISSA RAMOS, A ELE E ELAS postando POR AQUI 

                                  OS MAIS SINCEROS VOTOS

                                  DE MAIS SUCESSO AINDA E DE

                                  MUITA SAÚDE, PAZ E VIDA LONGA!

 

[*]  - SOBRE DONA OLÍMPIA [OLÍMPIA ANGÉLICA DE ALMEIDA COTTA],

QUEIRA LER, POR FAVOR, MATÉRIA QUE PODE SER ACESSADA

CLICANDO-SE SOBRE O SEGUINTE LINK DA WEB:

http://www.portalentretextos.com.br/colunas/recontando-estorias-do-dominio-publico/a-lenda-da-imagem-de-nossa-senhora-de-nazare,236,7065.html

 

[**] - SOBRE G. BRAGA ESCREVEU R. SAMUEL:

"Genesino Braga, crônicas"

(http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2008/10/genesino-braga-crnicas.html)

 

 

 

 

14.9.2012 - Ela foi uma espécie de DONA OLÍMPIA DE OURO PRETO, mas de Manaus - "Sinhá Teresa", artigo de Ulysses Bittencourt, publicado em A Crítica (11.10.1984).  F. A. L. Bittencourt ([email protected])

 

  

 

Sinhá Teresa

 

                 Ulysses Bittencourt

Talvez por causa das vicissitudes por que passou, talvez por ter assim nascido, Sinhá Teresa (nunca se soube da sua origem ou sobrenome) era efetivamente uma pessoa pouco equilibrada, mas seu desequilíbrio, manifestado desde os trajes que usava até as ideias que expunha, nunca lhe empanou o permanente sorriso humilde e simpático, nem certa graça natural. (**) Se porventura não chegou a ser um tipo amplamente popular da Manaus de algumas décadas passadas - como o fora a famosa Dona Olímpia para Ouro Preto -, foi porque possuía, por assim dizer, um público certo, nas várias casas de família que frequentava e onde era recebida sempre com simpatia. Vivia de donativos e habitava, sem qualquer companhia, num velho barraco de madeira, no centro de um grande terreno arborizado, na Cachoeirinha. A vizinhança tinha por ela certo respeito, dando crédito a um boato de que fosse feiticeira, preparando 'mandingas'.  Ainda menino, conheci-a já quarentona, andarilha ligeira; e com aquele seu mesmo jeito continuei a vê-la, por mais uns trinta anos, quase sem alteração. Suas aparições em nossa casa eram às vezes seguidas, outras espaçadas, sempre despertando o bom humor de todos. Vestia-se invariavelmente de maneira bizarra, com roupas usadas que ganhava, trazendo uma sacola e a sombrinha desbotada com a qual se defendia do sol, da chuva e dos moleques mais afoitos. Ora punha uma flor nos cabelos, ora uma anágua de outra cor aparecia um palmo sob a bainha de vestido; em certas ocasiões mais festivas ostentava nos ombros uma espalhafatosa mantilha espanhola de longas franjas esfiapadas, colocava bijuterias e fazia tudo isso com impressionante dignidade, como se estivesse com um vestido novo e jóias verdadeiras. Com facilidade de expressão, recitava versos de cordel e contava estórias quase intermináveis, entremeadas de expressões de sua invenção, improvisadas de maneira tão desconexa quanto cômica. Chegava em horários próximos das refeições, comia, conversava, embolsava uns trocados e donativos e lá se ia, agradecendo muito. Por uma questão de amor próprio, levava também algum presente modesto, que ia de flores a um tosco sachê de cheiro bom, contendo misturas de priprioca, patchuli ou casca preciosa. Suas expressões verbais eram colecionadas para nosso riso - uma vez ficara entre dois bondes em movimento "com toda a oportunidade"; de outra, "porcos sem critério" haviam fuçado a parede de seu barraco; um vizinho tentara enganá-la numa barganha, porém ela viu logo que aquilo era, "como se diz, uma piratagem de Camões".

 

Após um conselho de minha mãe [PROFª. ZULMIRA BITTENCOURT, ESPOSA DO PROF. AGNELLO], no sentido de trajar-se mais discretamente para evitar a caçoada dos moleques nas ruas, Sinhá Teresa, no outro dia, bateu à porta com um discreto vestido preto, sem jóias ou mantilha. No entanto, lá estava com calças masculinas sob o vestido e sapatos de tênis. As calças, explicou, eram porque achara a roupa "um pouco translúcida" e os sapatos porque uns calos tinham "fumigado" na véspera.

Lá em casa [SITUADA À RUA DOUTOR MOREIRA, NO CENTRO DE MANAUS], certa vez, por mais de uma hora, prendeu a atenção ao contar que havia servido no Corpo de Bombeiros de Manaus, no início do século. Mas como? - perguntaram-lhe. Tergiversou, enveredou por fatos paralelos, até que chegou à conclusão ansiosamente aguardada - fora amigada a um bombeiro a quem levava comida no Quartel e depois ouitras refeições a alguns bombeiros, daí, em resumo, poder dizer que "servira ao Corpo de Bombeiros".

Era indiscutível que gostasse de um bom público. E sabia atraí-lo. Havia, perto donde morava, um botequim cujo dono, em troca de estórias e declamação de poesias, servia a Sinhá Teresa um prato de comida, um sanduíche ou um copo de cerveja. E logo percebia todos em silêncio, a escutá-la. Num fim de tarde, o botequim repleto de operários, Sinhá Teresa estava inspirada e falou sobre o fim do mundo, patética e terrível, todos ouvindo-a com a maior atenção. No exato moment0o em que a narrativa chegou ao auge, raios rasgando os céus, labaredas irrompendo de todos lados, eis que - sem ninguém ter-se dado conta - o tempo enfarruscou e transformou-se em fragorosa tempestade de verão. Com um relâmpago bem próximo estrondou o primeiro trovão. E o susto se instalou nos presentes: os homens levantaram-se bruscamente e mesas foram derrubadas., O dono do estabelecimento, após recompor-se ficou furioso.  E a velha Teresa curtira, pela coincidência, seu maior triunfo ante a plateia!

Seus muitos admiradores sentiram sua morte. Despertando a curiosidade, ela deixara atrás de si amizades e bom humor (o que há de melhor?). Hoje, Sinhá Teresa, munida de asas pouco convencionais, deve estar encantando anjos lá em cima! (11.10.1984)

 

[Patiguá, pp. 95 - 97]"  == EM REVISÃO DA DIGITAÇÃO ==

 

(**) - NOTA DESTA COLUNA (Entretextos): COM ESSA OBSERVAÇÃO SOBRE A GRAÇA NATURAL DE SINHÁ TERESA, IMAGINO QUE MEU PAI - U. BITTENCOURT - TENHA SINALIZADO PARA O FATO DE QUE SINHÁ TERESA ERA BONITA, O QUE NÃO É FATO EXTRAORDINÁRIO, NO AMAZONAS, HAJA VISTA QUE, EM 2009, UMA VERDADEIRA CABOCLA BARÉ FOI CONSIDERADA A MULHER MAIS BONITA DO PLANETA TERRA (Miss Earth 2009), EM MANILA (Filipinas). F. A. L. BITTENCOURT

 

GLOSSÁRIO - === em edição ===

 

 

 

 

 

 

 

Olímpia Cotta: algumas de suas estórias fabulosas foram

recontadas pessoalmente a Sartre e Simone de Beauvoir,

que recorreram a intéprete português francês para melhor

compreenderem as narrativas da DONA OLÍMPIA DE OURO PRETO:

(http://cinemadearquivo.wordpress.com/tag/milton-nascimento/)

 

 

 

 

 

PESSOAS QUE NA FOTO A SEGUIR REPRODUZIDA ESTÃO DE ÓCULOS:

À ESQUERDA, GENESINO BRAGA; À DIREITA, ULYSSES BITTENCOURT

(o nome da digna senhora que está no centro da foto é objeto de

levantamento: quem ela é será aqui informado, oportunamente):

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(http://historiadosamantes.blogspot.com.br/2008/10/genesino-braga-crnicas.html)

 

 

 

 

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Verbete "Ulysses Uchôa Bittencourt ",

Wikipédia:

 

"Ulysses Bittencourt

 

 

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"Biografia traz vida e obra de Umberto Calderaro Filho


10/18/2010
 

 

 

“Quem sou eu para merecer um livro”, disse o jornalista Umberto Calderaro Filho ao amigo Júlio Antônio Lopes - advogado e atual diretor jurídico do Jornal A CRÍTICA - há mais de 15 anos, quando em uma conversa entre os dois, Lopes teve a ideia de iniciar uma biografia sobre o fundador da Rede Calderaro de Comunicação (RCC).

Apesar da frase modesta de Calderaro, a intenção de publicar uma obra que descrevesse a vida do amigo não saiu da cabeça do advogado.

Tanto não saiu que, após um longo período de pesquisas, coleta de depoimentos, histórias e fotografias, Lopes conclui  “A Crítica, de Umberto Calderaro Filho”, livro composto de aproximadamente 200 páginas e que será lançado na próxima sexta-feira, dia 22, às 18h, durante programação da Casa Cor Amazonas.

Colaborações
De acordo com o advogado, a obra é um grande trabalho colaborativo entre ele, familiares e amigos de Calderaro que, ao longo de todo esse tempo, ajudaram a dar vida às páginas do livro. “É uma obra muito rica em depoimentos e, apesar de assiná-la, confesso que na verdade é um livro escrito por diversas mãos, pois contou com a ajuda de muitas fontes, seja de amigos que conviveram próximos a ele ou da família, que foi muito importante para construção dessa obra”, destaca Lopes.

Uma das grandes colaboradoras foi Ritta de Araújo Calderaro, diretora-presidente da RCC e esposa de Calderaro, que participa da obra como co-autora. “Várias pessoas escreveram sobre o Umberto. Foram livros, artigos, depoimentos. Mas nada tão completo quanto esse material”, afirma ela. “A meu ver o livro está excelente, perfeito! E com certeza satisfez toda a família, pois emocionou a todos”, completa.

“A participação de dona Ritta na elaboração do livro foi muito importante. Principalmente no que diz respeito ao dia a dia do Calderaro e um acervo de fotografias de sua vida”, comenta Lopes. “O material fotográfico é um destaque a parte. Está recheado de fotografias inéditas como a única imagem do senhor Umberto quando criança, fotos da sua juventude, e também imagens do atentado a bomba que A CRÍTICA sofreu”, adianta.

“Colaborei com as fotografias. Praticamente conhecia todas que hoje estão no livro. Entreguei uma pasta enorme com muitas fotos e o Júlio selecionou imagens maravilhosas para publicar. O engraçado é que havia algumas que eu nem lembrava mais, além de histórias que estavam guardadas nas lembranças”, comenta Ritta.

Com todo esse material, Júlio traçou uma história completa e linear da vida e da obra de Umberto Calderaro se baseando por quatro pilares que, segundo ele, moldavam a vida do jornalista: “Fé em Deus, pois ele era um homem muito religioso; família, que segundo ele, sem a ajuda de seus pais, esposa e filha não teria conquistado o que conquistou; dedicação ao jornalismo, pois para ele o jornal estava sempre em primeiro lugar; e defesa ao Amazonas e os interesses públicos, já que era um grande defensor da população”, lista Lopes.

A primeira edição de “A Crítica, de Umberto Calderaro Filho” traz 12 capítulos mais um acervo iconográfico. O prefácio é assinado pelo ex-senador Bernardo Cabral, colega de jornal  A CRÍTICA de Calderaro. O lançamento do livro acontecerá no espaço SevenClub, localizado dentro da Casa Cor Amazonas.

Editora Cultural da Amazônia

O lançamento de “A Crítica de Umberto Calderaro Filho” marca também a primeira publicação de um livro da Editora Cultural da Amazônia, novo braço empreendedor da RCC.  “A editora começa com um projeto do nosso fundador que  deixa familiares e amigos muito felizes, mas que vai além, porque será um livro voltado para estudantes de jornalismo, pesquisadores da área de comunicação e para a sociedade em geral, que poderá conhecer melhor a história de luta pelo jornalismo e pela Amazônia desse grande amazonense”, pontua Dissica Tomaz Calderaro, presidente do sistema A CRÍTICA de Rádio e Televisão.

Frases

“Senti muita sinceridade no que o Júlio escreveu sobre  o Umberto. Foi uma obra feita  de amigo para amigo”, Ritta de Araújo Calderaro, Diretora-presidente da RCC

“Com certeza é um livro que acima de tudo, conta a história da comunicação do Amazonas”, Cristina Calderaro Corrêa, Vice-presidente da RCC"

 

(http://www.manausmais.com.br/content/not_detail.asp?URL_MAT_COD=1460)

 

 

 

 

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Juruá Experience

[EXPERIÊNCIA JURUÁ (RIO DA MARGEM

DIREITA DA SOLIMÕES, CUJAS NASCENTES

[nascentes do Rio Juruá] FICAM NO PERU;

O RIO JURUÁ ATRAVESSA O ACRE E

O AMAZONAS, NO BRASIL],

Youtube:

  

 

 

 

 

 

LARISSA RAMOS, A MULHER MAIS BELA DO MUNDO,

QUE PASSOU A REPRESENTAR A PROTEÇÃO DA 

INTEGRIDADE AMBIENTAL DO PLANETA (QUE ELA JÁ

DEFENDIA E, OFICIALMENTE, COM SUA VITÓRIA NAS

FILIPINAS, COMEÇOU A OFICIALMENTE SIMBOLIZAR,

com ênfase na intransigente proteção da

Floresta Amazônica):