Eu imagino, neste instante, que estamos num templo. Suntuoso templo dos tempos da Grécia. E que aqui viemos prestar nossa homenagem a uma deusa, a Poesia. Porque, neste dia, comemoramos o aniversário de Castro Alves, um dos seus maiores amantes deste lado do Atlântico, como o foram do outro lado Vitor Hugo e Byron, para falar em apenas dois expoentes máximos de inspiração romântica.
Assim, partimos do princípio de que poesia é literatura, aliás, a mais alta expressão da arte literária, e de que “literatura é antes de tudo um ato de amor, um ato de generosidade”, como tão bem o declarou em entrevista à imprensa o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez, em recente visita ao Brasil. Que a literatura é um dos institutos da sabedoria humana não há dúvida, ela não vem de hoje, vem dos antigos chineses e hindus, chegando ao Ocidente através da Grécia, com Homero e todos os demais grandes poetas daquela cultura que herdamos, assim como herdaríamos dos judeus, dos árabes, etc. etc.
Junto com o povo, os poetas inventaram a poesia e a literatura, e os leitores, críticos e mestres dão-lhes continuidade pela divulgação e pelo estudo.
Mas sabemos o que é verdadeiramente poesia e o que não é? Sabemos como fazer o melhor poema? Quantos padrões de poemas temos em nossa mente? Quantos poetas nos emocionam por uma estrofe e logo mais caem no utilitarismo, no lugar comum da prosa? Logo mais tentaremos falar sobre isto.
Outro princípio que deveremos adotar nestas reflexões é que não somente quem faz poemas é poeta, quem participa também o é, os leitores, os críticos, os professores, os declamadores, todos são poetas, porque todos os homens nascem poetas. Ninguém está mais próximo da poesia do que as crianças.
Agora que já sabemos com quem e onde ela está, a poesia – que é bem no coração e no pensamento de todos os homens que realmente vivem e não apenas vegetam – vamos ver onde está o poema em si, que é a feição prática, iniludível da poesia.
Tomemos, para tal, duas imagens físicas para aquilatar do grau de complexidade do poema.
A primeira, eu colhi no poeta e ficcionista pernambucano, Domício Coutinho. Num seu trabalho recente, publicado no “Jornal da UBE”, São Paulo, em março de 2002, ele aventa uma aventura de Hemingway, que subiu o monte Kilimandjaro, na Tanzânia, a 5.895 metros de altura, talvez o segundo lugar mais alto da terra, só perdendo para o Everest. O escritor americano lá foi e encontrou a carcaça de um leopardo. E diz o poeta:
“Não estava só fazendo uma descoberta árqueo-literária mas também lançando um enigma de enormes implicações simbólicas em toda a literatura, para espanto, e ao mesmo tempo, deleite dos críticos do mundo inteiro.”
A segunda imagem eu próprio a percebi. É trivial, comum. E a faço apenas para dar outro limite físico à imagem primeira. Trata-se do oceano. Sabe-se que no grande Pacífico há uma profunda depressão aonde jamais andou e talvez jamais vá nenhum escafandrista. O pélago mais profundo dos mares da terra, o abismo. Confesso que não é uma imagem bonita porque, para dentro, para o escuro, para baixo, quando as coisas são mais feias, mais intransponíveis.
Mas como há um poeta brasileiro que cantou o mar como ninguém, em poema denominado “Palavras ao Mar” acho por bem, neste momento, recitar-lhe uma quadra, uma estrofe, e sentiremos um pouco de sua beleza, para melhorar assim a imagem levantada por mim, contraposta à primeira:
O poeta é Vicente de Carvalho:
“Mar, belo mar selvagem!
O olhar que te olhar só te vê rolando
A esmeralda das ondas, debruada
Da leve fímbria de irisada espuma...
Eu adivinho mais: eu sinto... ou sonho
Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo
Pelos fundos abismos do teu peito.”
E o homem é uma luz quem vem dessa escuridão, desse abismo, e que, ao nascer, fecham-se-lhe as entradas, e o novo ser se mete nas enrascadas da vida e do mundo circundante de terras e mares, de ares e fogos, para nunca mais sair, salvo quando voltar novamente para a luz (e não para a escuridão) – segundo as boas crenças. E é sempre consolador acreditar nisto.
A busca dessa luz perdida na infância é a busca da poesia que o nosso poeta foi buscar no mar, a cura de angústia, ou pelo menos o lenitivo para suportá-la.
Volto ainda a citar Domício Coutinho. Lá na frente do seu trabalho, o poeta comenta a imagem de que se apossou, agora já em simbiose com a do mar, por mim, neste dia, sugerida:
“Quem quisesse penetrar a alma de um poeta, a selva escura e selvagem de mil demônios valentes, como se diz num poema inédito, não estaria fadado a enigmas de menores implicações. Penosa como é qualquer escalada a cimos e abismos, a alma de um poeta está geralmente tão cheia de fantasmas e visões que afugentaria não só o leopardo de Kilimandjaro, mas qualquer crítico abelhudo que se metesse ali. (...) Quer nos cimos, quer nos abismos, o enigma poético desafia a mente mais atilada e culta. É quase certo que o poeta, ao co-habitar com suas imagens, fá-lo em segredo, sem que talvez ele mesmo se aperceba disso durante a fecundação do poema. Os fios de cada imagem no verso, só o poeta possui.”
Entre aqueles dois abismos, o do monte Kilimandjaro e o da depressão do Pacífico, o poeta engatinha, vadeia, moureja, sofre, trabalha e até se desespera em busca do leopardo, em luta com o leopardo de milhares de anos que seria o seu poema. O poeta sabe dos caminhos e os possui mas nem sempre domina os meios, nem sempre é capaz fazer com eles e com os instrumentos à sua disposição o tecido que planeja consciente ou inconscientemente, a cada hora, a cada instante, a cada segundo.
“A alma do poeta é um vulcão em chamas. Não é fácil ter um vulcão em chamas dentro de si. Muito menos descrevê-lo nos outros. A imagem flamejante não espera para ser fotografada quando corre ao cabresto de uma metáfora, ao galope de um verso. Quando se vê, ela fugiu. Já é outra coisa que vê o poeta, diversa, paradoxal, mentindo tudo que a primeira aventara, ou parecia dizer. Portanto, o melhor poeta é aquele que apanha a imagem em pleno vôo, arranca a pena ao pássaro que passou, grava dele a pupila, o encanto dos olhos, a personalidade do bico, a verve do seu canto.”
O poeta é um novo Deus das palavras e dos temas, a desafiar a resolução das dificuldades e problemas mais profundos e íntimos que o mundo e o ser propõem. Um Deus decaído, como está na imagem do Éden, portanto um poeta do perdido, da dor, do que existiu e passou a existir apenas como passado, poeta da falta de luz, da carência, da busca do amor. A poesia, dessa forma, não pode ser nunca uma empresa bem sucedida porque o empresário, o homem, é “um perdido numa noite suja” portanto bastante solitário no universo físico e humano.
Com fazer poesia, então?
Com a dor, com a carência, inclusive das palavras da língua, que não lhes dão a necessária capacidade de expressão, ela também uma criação humana imperfeitíssima. Não existe poeta satisfeito, alegre, feliz. O poeta feliz morreu antes de fazer a primeira estrofe que valha esse nome. Pode estar muito bem retratado naquele maravilhoso dístico da nossa música popular, cujo autor não cito por me faltar à memória.:
“Tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com minha dor.”
Há outro poeta do lado de lá do Atlântico, mas nosso irmão na língua, o português Fernando Pessoa, grande Fernando Pessoa – que numa quadrinha expressaria tão bem o fazer do poema e o seu móvel, a dor:
O poeta é um fingidor,
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.”
Há, talvez por isto, ou por preconceito, ou porque a poesia é o que há de mais difícil de fazer – imagine-se a síntese da síntese de si mesmo e do mundo – há um julgamento do vulgo de que poesia é perda de tempo e o poeta, um desocupado, quando não um vagabundo, não trazendo nenhuma contribuição de valia à humanidade.
Neste sentido, tomo um depoimento um pouco ‘gozado’ do bom poeta brasileiro e contemporâneo, Fabrício Carpinejar, quando lhe foi proposto que saísse da poesia e fosse escrever romances, por exemplo.
Ele escreveu, então:
“Tendo lançado até agora dois livros, não cheguei ao ponto de receber os pêsames, mas não falta muito para isso. Até porque o poeta é identificado com um defunto comercial, e nunca será de bom tom dar as condolências ao próprio falecido.”
No final de seu artigo, pessimista ao extremo, com o que não concordo integralmente, acha que a poesia deve procurar desesperadamente um público, mesmo que tenha de mudar o seu fazer, o seu afino, a sua altitude.
Não acredito que seja por aí. Maior divulgação da poesia e dos poetas é necessário. Mas, com todas as carências, ela resistirá, como resistiu nestes milhares de anos.
Disse no início e quero reafirmar:
– Todo homem é poeta, salvo quando perde a auto-estima. Assim, não são a fome, a falta de escolas, a desavença dos prosadores com os poetas na literatura, o desinteresse dos editores e compradores que fazem com que ela perca sua responsabilidade, sua grandeza, sua necessidade. Por que o poeta é necessário. Com a poesia, o mundo será melhor. Sem poesia, não sei até que ponto o mundo será um lugar para o homem. O criminoso ou o faminto que não entendem a poesia é porque, primeiramente perderam a auto-estima – ou não chegaram a criá-la dentro de si. Depois da perda da auto-estima é que vem a fome, vêm os desmandos do crime, das drogas, dos vícios que infestam esse nosso mundo agora globalizado sob a égide dos Estados Unidos, para quem o deus é o negócio deles, é o dinheiro deles. Tudo ali se transmuta em dinheiro. O que não pode ser transformado em dinheiro, nada vale.
Veículos para a poesia? Queremos todos. O livro. O próprio poeta – que recite, venda, grite seus versos e os dos outros. Exposições. Teatralização. Crítica. Televisão e rádio. Tudo. Sendo que a televisão é o pior vetor, como está, atulhada de cultura de massa, para vender e ganhar dinheiro. É a sibila perigosa da enganação de que fala o jovem crítico Wanderson Lima, referindo-se aos seus anúncios publicitários de falsos motivos e que só servem para perpetuar a sociedade cada vez mais injusta. Mas, querendo abrir espaço decente para a poesia, todos deverão aceitar. O povo também. A cultura poética, dessa forma, que influa na massa e melhore a mídia e o mundo.
Já sugeriram para a atração do público que se contem histórias em poesia. A fórmula pode dar um poema, um folheto, um cordel, mas se esgotará. E a poesia é libertária. A poesia popular assim fez e faz e se mantém. Mas não é mais da massa como outrora foi.
No que eu acredito mesmo é no livro, no jornal, na revista, e agora através da internete. Poesia visual. Leitura silenciosa, meditativa. Como oração. Como trabalho sério.
A poesia na música popular deu-nos um movimento, o Tropicalismo e o nosso poeta Torquato Neto, falecido tão cedo, e mais alguns outros por aí, já quase mortos por falta de divulgação, embora vivos. O Tropicalismo morreu. Cadê a música popular brasileira? Para onde foram seus poetas, mesmo os românticos? Gilberto Gil, Chico Buarque e Caetano Veloso estão aí, no fim da produção do melhor. Impulsionaram o movimento. E pronto. Mais poetas não nasceram. Quando nascerá novo movimento cultural na poesia que não seja o Pós-tudismo?
Aos poetas novos, aos que estão procurando como fazer versos, digo-lhes: procurem nas palavras, não em forma de dicionário, nas palavras-vida, nas palavras que são discurso, no discurso que inventará o ritmo de cada um. O ritmo na poesia é a alma. Apesar da advertência do poeta e crítico Ezra Pound de que a logopéia tem preferência sobre a melopéia e a fanopéia, digo que os três aspectos são essenciais para que o poema seja complexo e completo, cheio de imagens, sons, metáforas, ritmos, transmitindo o seu segredo ou parte dele aos leitores, aos consulentes.
“Aquela parte da poesia feita por você que atinge os olhos da imaginação do leitor nada perderá ao ser traduzida para uma língua estrangeira; a que atrai os ouvidos só atinge os que a conheçam no original”, diz Ezra Pound.
A minha discordância advém do fato de que o poeta não faz poesia com o fito de ser traduzida. Se for, tanto melhor. Mas o problema da transposição do que atinge o ouvido cabe ao tradutor. E hoje existem muitos e bons tradutores, conhecedores das línguas de entrada e de saída. Continuo na opinião de que as imagens sonoras, como as visuais, como as lingüísticas (imagens da mente) são todas importantes. E importantes seriam outras se pudessem ser criadas. Quanto mais imaginação, quanto mais imagem, melhor para a poesia.
Leitores de poesia há muitos, conscientes são poucos. Daí a utilidade de sua prática como exercício de leitura e meditação. Ninguém pense que um poema recitado, mesmo pelo próprio poeta, mesmo por exímio artista da palavra, se exime da leitura silenciosa. A sonoridade ajuda o ritmo. O ritmo diferencia o poeta “x” do poeta “y”. E viva a diferença em tudo, não obstante a semelhança de humanidade que todos temos, mas isto é no conteúdo. Ao poeta feitor, no momento da feitura do poema, o que interessa é pegar a melhor forma, com palavras e ritmos, sons e silêncios.
Leitura silenciosa, pois, para a poesia. Televisão, só para divulgá-la. Publicidade só para veicular o que há de mais exterior. O de dentro fica com a leitura silenciosa. Preferencial para os poetas, críticos, professores e leitores distantes do tumulto das ruas e da televisão – essa máquina de emburrecer, de mandar que você continue sem pensar, sem sentir, a não ser o modelo imposto do consumo e das coisas inferiores.
Trabalhar com a realidade deformada do mundo é missão da poesia, tendo por finalidade transformá-la e elevá-la ao nível da criação. Neste ponto, um crítico dos mais categorizados nos acode. Trata-se de Iuri Tinianov:
“Na noção de passagem de ‘desenvolvimento’, não é obrigatório introduzir uma conotação temporal. Esta passagem, esta dinâmica, podem ser entendidas em si, extratemporalmente, como puro movimento. A arte vive desta interação, desta luta. Se não se percebe a submissão, a deformação de todos os outros fatores por obra do fator construtivo,não existe fato artístico.” Já como explicitação do movimento, dizem os seguidores do construtivismo, entre os quais o próprio Tinianov, que “a concordância dos fatores é, por si mesma, uma característica negativa do princípio construtivo.”
Portanto, como disse antigamente Horácio:
“Não basta que os poemas sejam belos: força é que sejam emocionantes e que transportem, para onde quiserem, o espírito do ouvinte. Assim como o rosto humano sorri a quem vê rir e aos que choram se lhes une em pranto, também se queres que eu chore, hás-de sofrer tu primeiro: só teus infortúnios podem comover-me, quer sejas Telefo quer Peleu; se, porém, recitares mal o teu papel, dormitarei ou cairei no riso.”
Maiakovski se perguntava quais os dados indispensáveis ao início do trabalho poético. E respondia em três partes, didaticamente assim ordenadas:
Primeiro: a existência, na sociedade, de um problema cuja solução só é concebível por uma obra poética. E faz uma digressão sobre o mandato prático e o mandato social.
Segundo: o conhecimento exato ou, melhormente, um sentimento dos desejos de sua classe ou do grupo que representa o poeta como homem na sociedade.
Terceiro: a matéria. As palavras. Um contínuo enriquecimento dos reservatórios, dos depósitos do crânio, com palavras necessárias, expressivas, raras, inventadas, compostas e de todos os outros gêneros.
Quarto: o apetrechamento da oficina e instrumentos de trabalho. Entre muitos desses apetrechos, alguns exóticos como: roupa para ir a um dormitório público, bicicleta para ir às redações, um guarda-chuva para escrever debaixo da chuva, um domicílio com espaço para alguns passos, ligação com uma agência de notícias, até o cachimbo e os cigarros.
Não estava distante do que Mário Faustino recomendou: muita leitura dos clássicos, ter à mão dicionários, enciclopédias, folhetos, jornais, fascículos, livros de todos os tipos de conhecimento, tudo o que possa informar ao candidato a fazer poemas a ficar ciente do que lhe circunda. O poeta tem que ser um sábio na questão do conhecimento do homem e de si mesmo, e não apenas lendo os psicólogos, sociólogos e cientistas de quaisquer dos seus ramos, mas sentindo a vida, o pulsar da rua, o povo em sua faina, cada um de per si, e toda a literatura através dos séculos. Tudo da morte e da vida, enfim. E mais, muito mais, aquém da vida e além da morte.
Fórmula não há. Cada poeta que invente a sua. Se quer ser um grande poeta, original, valioso, que passe ao futuro suas rimas e suas reflexões, em ritmo marcado pelo seu próprio suor, feito com sangue e lágrimas. A poesia é difícil. A roteiro do grande poema Deus rasgou tão logo acabou de criá-lo. Outros mundos construiu, mas nenhum semelhante ao homem. Quem pensa o contrário, está tonto ou foi iludido por alguém. O canto de sereia do poema nos aparece na juventude, com o despontar dos primeiros amores, ou nas primeiras decepções, mas na maioria das vezes é falso, não há talento disponível, nem aquela tendência para a qual nascemos irresistivelmente voltados, e se custamos a descobrir qual é, um dia a descobriremos e já então somos o broto do poeta a desfiar versos e versões, para consolo próprio e dos que se nos deixem ouvir (ou poetas frustrados, leitores frustrados, homens frustrados).
Para finalizar, aqui mais uma reflexão – esta encontrada no personagem ficcional de um conto do livro “Confraria dos Marimbondos”, do escritor Fausto Rodrigues Vale: “Se alguma coisa a vida nos mostra, além da vida em si mesma, é o desconhecimento que temos de nós mesmos. A alma humana é um abismo escuro, que nos faz escravo das luzes, afastando-nos da consciência do corpo mortal, de tudo quanto julgamos ser, que não é afinal senão o arremedo do que somos.”
A busca de nós, o nós-verdade, e a busca do poema, ambas continuam pari passu por todos os séculos. O poeta moderno deve ser um homem perigoso, assim como Dante o foi. E é esse perigo que a sociedade consumista e ignara abjura, escamoteia e desconjura, através de troças sobre aquilo que a destroça diuturnamente, sem piedade.

Teresina, PI, 14 de março de 2003.
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· Francisco Miguel de Moura é poeta e crítico literário, autor de mais de 20 obras inclusive romances, contos e crônicas, reside em Teresina –PI, onde é membro do Conselho Estadual de Cultura e da Academia Piauiense de Letras.

BIBLIOGRAFIA:

1. Horácio – A arte poética, Editorial Inquérito Ltda. Lisboa, s/d. Tradução de R.M. Rosado Fernandes.
2. Tianinov, Iuri – O problema da linguagem poética, Tempo Brasileiro, Rio, 1975.
3. Pound, Ezra – A arte da poesia, Cultrix, Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Tradução de Heloysa de Lima Dantas/José Paulo Paes.
4. Faustino, Mário – Poesia Experiência, Editora Perspectiva, São Paulo, 1977.
5. Maiakóvsky, Vladimir – Poética (Como fazer versos), Editora Global, Porto Alegre –RS, 1977. Tradução: Antônio Landeira/Maria Manuela Ferreira.
6. Valle, Fausto Rodrigues – Confraria dos marimbondos, Edições Kelps, 2001, Goiânia-GO.
7. Torres, Alexandre Pinheiro (org.) – Antologia da poesia brasileira, Vol. II, Lelo & Irmão – Editores, 1984, Porto, Portugal.
8. Coutinho, Domício – in “Jornal da UBE/SP, de março de 2002 (Artigo: “Arqueologia Poética”).
9. Carpinejar, Fabrício – in “Correio do Sul”, Varginha-MG, 18-2-2003 (Artigo: “Não foi o leitor que abandonou a poesia”).
10. Lima, Wanderson – in “Diário do Povo”, fev/2003 (Artigo “Sobre Sereias”).
11. Gutiérrez, Pedro Juan – in Entrevista do “Folhetim Literário Acauã”, Fortaleza-CE/Cajazeiras –PB,nº 11, set/2001.
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