Na tez da manhã, o velho cair das horas,

Sucumbe o orvalho no horizonte.

Corre  o relógio solitário

No ritmo da mórbida vida.

 

O sentimento, angústia de quem vive,

Centelha de amor de quem ama,

Na memória guarda o desejo,

No coração a incendiar em chamas.

 

Clareando o meu cabelo de pingos

Esbranquiçados

Trazendo no seio da camisa a idade,

Agasalhando as minhas retinas,

Dentes, rosto e pele envelhecidos.

 

Marcos Carvalho é estudante de Arquitetrua e Urbanismo, membro da organização voluntária GAV, entidade sediada em Barras-PI