Autor de Direito Empresarial e Teoria das Organizações, além de História e ficção, Gilberto de Abreu Sodré Carvalho lançou recentemente "Homo Genealogicus: gênese e evolução do ser humano socialmente importante". 

O livro trata de temas caros aos estudiosos de História Social e da Família em Portugal, América Portuguesa e Brasil; Sociologia da Mobilização Social nesses referidos espaços; Sociologia da Autoidentidade; Teoria Genealógica; e Antroponímia Luso-brasileira.  O título decorre da percepção de que Homo genealogicus somos nós, cada um de nós. Vamos, em vida, nos autobiografando, a inventar nossa narrativa em interação com os outros e as estórias dos outros, frente às estruturas e em meio às circunstâncias. Cada qual busca elementos de bom enredo onde pode: no passado e nas suas possibilidades subjetivas de edição de si. O impulso pela sobrevida e mesmo pelo poder estabelece a competição pela ascensão social e a fuga da descensão. Hoje é assim e sempre foi desse modo.  

 
Pode-se encontrar o livro em versão digital na Amazon.br por R$20,00 ou em papel (335 páginas, 16 cm x 22 cm) com autor, por R$35,00, incluída postagem, para Brasil e Portugal. Fazer contato pelo e-mail gilbertoascarvalho@gmail.com.
 
VISÃO GERAL DO LIVRO: 
 
CONSTRUÇÃO DA AUTOIDENTIDADE
Designações pessoais: A importância da designação pessoal; Atribuição de nomes a filhos e filhas; Conceitos importantes em Antroponímia; Início dos sobrenomes em Portugal; Axiônimos, as formas de tratamento; Você e vocês, e o nobiliárquico dom. Autoidentidade: “Autoenganação” e mentiras para os outros; A autoidentidade narrativística; A autoidentidade genérica: um tipo-padrão a cada tempo histórico; Comodismo e oportunismo; Autoidentidade, identidade e identificação social em um estudo semiótico. Sobre a honra: Honra íntima; Honra social; Honra por atribuição; Vingança, perdão e indenização; Virtude, coragem e desonra; Honra das mulheres e Igreja Católica. Sobrenomes em Portugal e na América Portuguesa: A origem galaico-portucalense; Conversos e cristãos-novos; Apelidos de estirpe; Apreciação de dom Luiz de Lancastre e Távora; Apreciação de Guilherme Maia de Loureiro; O papel dos linhagistas; O povo em Portugal e na América Portuguesa; Exclusão da antroponímica indígena na América Portuguesa; América Portuguesa, século 18: adoção de sobrenomes
 
TENSÕES NA IDENTIFICAÇÃO SOCIAL
A qualidade nobre; O que era ter qualidade superior; Heráldica e sobrenomes; A ideia de nobreza da terra na América Portuguesa; Negros, mestiços, “branquidão” e “branqueamento”; Genealogias e histórias compradas; O mercado das “simonias régias”; Bilinearidade das tradições: do pai e da mãe; Parentescos nos estamentos superiores regionais da América Portuguesa; Família e sobrenome; identificação social e autoidentidade; América Portuguesa e Brasil: estratégia familiar e as mulheres
 
TEMPO DE MUTAÇÃO
Antes: a bilinearidade das tradições de homens e de mulheres; Depois: a desigualdade em favor dos homens; A cultura burguesa impõe-se no Brasil; A tradição portuguesa é rejeitada em Portugal; Tradições não portuguesas no Brasil dos séculos 19 e 20; Século 21 brasileiro e português: multietnicismo
 
A PERSISTÊNCIA DO PASSADO
Pesquisas na história do posicionamento social; O Antigo Regime sobrevive nos séculos 19 e 20; Vale tudo o que for de proveito para ascender
 
UM TANTO DE ANTROPONÍMIA PRÁTICA
Sessenta modos de adoção de sobrenome; 56 sobrenomes de origem patronímica; Os 72 brasões-chefes e designações (sobrenomeações) de Sintra; Sobrenomes portugueses de origem exógena; Antigos sobrenomes judaico-portugueses; Sobrenomes mais adotados em Portugal; Sobrenomes mais adotados no Brasil; Instalação dos cartórios de Registro Civil no Brasil; Tomada do sobrenome do marido e a igualdade de gêneros; Nome completo posto na criança e alterações possíveis; Síntese cronológica de antroponímia, do Condado Portucalense ao Brasil do século 21; As três fases da história da adoção de sobrenomes; Marcos temporais brasileiros de antroponímia      
 
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