RIO — Em seu diário, Lima Barreto anotou: “O Policarpo Quaresma apareceu em 26 de fevereiro de 1916”. Este ano, portanto, a obra completou 103 anos. O Triste Fim de Policarpo Quaresma (livro 39 dos Clássicos Hiperliteratura) é livro de modernista, não de pré-modernista: romance “desmontável”, com uma narrativa “em blocos”. Além disso, o romance foi autopublicado.


Leitores não devem (à maneira do deprimido e trágico farmacêutico do conto A biblioteca) ser “alheados do que é verdadeiramente a substância dos livros – o pensamento, a absorção da pessoal humana neles”.  Os leitores devem exercitar perspicácia e criatividade. O bom leitor, sabemos, não é aquele que se identifica com os personagens, mas com seus autores.

Lima Barreto além de grande escritor, foi também um grande leitor, um leitor criativo que com frequência trouxe para dentro de sua obra os seus “inimigos íntimos” (os autores que leu) e suas bibliografias. Em sua obra, não foram poucas as vezes, que ele menciona autores e livros de sua biblioteca particular.