[Doralice Araújo]


Encontrar no jornal o seu nome na lista de aprovados à universidade pública deve ser uma consequência do mérito pessoal, envolvimento da escola, da família e da sociedade-  Praça Carlos Gomes, Curitiba, arq. pessoal

Costumo receber jovens vestibulandos, recém-saídos do ensino médio ou ainda vinculados ao terceirão. Eles procuram o meu curso de redação para enfrentar com maior segurança a fase dos exames seletivos, tais como os vestibulares tradicionais e, agora nos últimos anos, o Enem. A prova que exige a compreensão e produção de textos é um marco divisor na conquista da aspirada vaga no ensino superior.

A maioria dos estudantes apresenta grandes dificuldades para compreender textos e redigir, por exemplo, um resumo, expressar a opinião, analisar um infográfico, dissertar, redigir uma carta breve, interpretar um poema ou reconhecer construções mal elaboradas e estabelecer sentidos através de períodos e parágrafos concatenados. Aos interessados? Ofereço os 15  Encontros Marcados com a Redação, a série de atividades exclusivas para vestibulandos e aos bem dispostos ao aprimoramento da leitura e da escrita.
 
Você conhece? - Lá pelos idos de 2008 li a reportagem “Faculdades dão ‘ supletivo’ para calouros, de Ricardo Westin, da FSP, 24 de agosto, reproduzida em UDEMO, Leituras; veja, meu caro leitor, que ela oferece um perfil verdadeiro e certamente atualizado da realidade. Para vencer as barreiras, impostas pela má leitura e fraca exposição das idéias, as instituições privadas, segundo a interessante reportagem “tentam compensar deficiências dos estudantes oferecendo aulas básicas de português e matemática”.
 
Não é, entretanto, obrigação das universidades, públicas ou particulares, preencherem as lacunas de compreensão e disponibilizarem condições de nivelamento dos elementos básicos do conhecimento. Na graduação, o aprofundamento dos conceitos e os projetos de aplicação dos conhecimentos adquiridos são pontos de partida para novos saltos do conhecimento e da pesquisa. Ensinar a ler e a escrever em Português  ou uniformizar a prontidão às habilidades elementares  com a Matemática não são tarefas universitárias.
 
Indiscutivelmente - É necessário maior rigor nas provas de leitura e escrita entregues aos candidatos às vagas universitárias. É imprescindível arrochar a cobrança em nas séries iniciais e terminais dos estudos básicos e no vestibular, mas é necessário oferecer a contrapartida: selecionar melhores professores, melhorar a prática docente, as condições de trabalho e remuneração dos educadores, entretanto, tais ações são compromissos dos governos envolvidos com a qualidade da educação oferecida. É atitude ética e de alcance coletivo; não uma jogada política partidária e  eleitoreira.
 
Conversa EDU- Colegas educadores( sempre mais do que meros professores!) são convidados à conversa blogueira sobre educação formal no Brasil. Atentarmos à gravidade das questões é um passo importante; se conseguirmos alcançar às causas, muito melhor. Apareçam.