Opinião antimachista sobre o filme sul-coreano A criada Hanyo (1960)

O filme recebeu elogios rasgados [de alguns críticos] e pancadas fortes, de algumas pessoas, mas o sucesso de público é função de seu intrinseco valor.

 

 


 

Hanyo The Housemaid 1960

  

 

 

 

 

 

Sobre o blog 366 filmes de a (até) z:

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Crítico das películas: Alex Hercog (Az)  [ELE AFIRMA QUE NÃO SÃO CRÍTICAS,

MAS SÃO, AQUI CONSIDERADO O SENTIDO literal DE 'CRÍTICA' DE UMA OBRA

FÍLMICA OU DE OUTRA ARTE]

 

 

 

 

"...

(Hanyo) termina com um final tosco, com um moralismo machista e cafona.

..."

(ALEX HERCOG, OPINIÃO EXTRAÍDA DO QUASE-FINAL DA CRÍTICA ADIANTE

REPRODUZIDA [BLOG 366filmesdeaz])

 

 


 

JOÃO DA ANTENA FICA COM QUEM FEZ OS ELOGIOS,

MAS ESTAMPA NA WEB QUEM ACHA O FINAL TOSCO E MACHISTA

(A POSIÇÃO DO SR. ANTENA É PRÓ-DEMOCRACIA DE EXPRESSÃO

DE IDEIAS NA INTERNET) - MAS NEM SEMPRE ISSO ACONTECE:

NA MAIORIA DOS CASOS, ANTENA PREFERE MOSTRAR PENSAMENTOS

COM OS QUAIS CONCORDA; ESPORADICAMENTE, ESSE TIPO DE EXIBIÇÃO

"DO TIME CONTRA" AQUI É FEITA, ALIÁS...  DESEJO-LHE, ENTÃO, UMA BOA

LEITURA E, DEPOIS, UMA TAMBÉM CURIOSA FRUIÇÃO DO FILME, OU SEJA,

desse clássico eroticamente compulsivo, ímpar (um filme, no entanto,

sem grosserias de excessos expositivos [a propósito, como terá se

pronunciado o Dr. Jacques Lacan sobre ele?]), cujo sucesso mundial

comprova sua importância, ainda que pouca gente fora das fronteiras

coreanas conhecesse o cinema de lá (os filmes japoneses, pelo menos

os artísticos, eram muito mais conhecidos).  J. Antena

 

 

 

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quinta-feira, 27 de março de 2014

31– A criada Hanyo (Hanyo) – Coréia do Sul (1960)

 

 

Direção: Kim Ki-Young
O filme é um thriller de horror doméstico. Um compositor de piano acaba de se mudar para uma casa de dois andares com sua esposa e dois filhos. Quando sua esposa grávida fica exausta de trabalhar em uma máquina de costura para sustentar a família, o compositor contrata uma empregada para ajudar com o trabalho da casa.
 
Clássico sul-coreano.
 
Longe de ser um terror, com gritos, fantasmas e outros exageros. Hanyo é simplesmente um suspense psicológico, com uma alta dose de tensão provocada, sobretudo, pela trilha sonora e sua mise-en-scéne. A locação foi escolhida a dedo. Aquelas divisórias caíram como luva no propósito de tensionar. Toda vez que eram abertas, vinha o suspense de saber o que estava se passando no determinado cômodo ou o que poderia acontecer. A face sinistra de Hanyo atrás das janelas também davam um susto a mais.
 
No entanto, do meio pro final o filme foi se perdendo. Uma série de fatos absurdos, que não se justificam, foram acontecendo e tirando toda a credibilidade da história. Algumas situações são risíveis. E termina com um final tosco, com um moralismo machista e cafona.
 

 

Mas, ainda assim, é um filme bom de ser visto.  (OS GRIFOS SÃO NOSSOS, J. Antena)