O aproveitamento artesanal da balata

O aproveitamento artesanal da balata consiste em confeccionar, com o assim chamado leite da balateira, após o cozimento de seu látex, vários bichinhos ou figuras humanas, utensílios e tudo o que se relaciona com a vida do caboclo da Amazônia.

 

 

 

"CASA DO CABOCLO NO RIO PURUS",

BAIXO RIO PURUS, MARGEM  ESQUERDA,  MUNICÍPIO DE 

BERURI, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL

 

FOTO: Jair Jacqmont

(Sábado, 29.5.2010, a bordo do motor Alberto Guedes, de Manaus,

especialmente para o portal  ENTRE-TEXTOS; reprodução autorizada,

deste que citada a autoria e a fonte)

 

"Caboclo's House at the Rio Purus (Saturday, May 29th2010)", 

State of Amazonas (Brazil) - Jair Jacqmont  Photograph Collection,

Manaus; photo illustrating the article "O aproveitamento 

artesanal da balata[Sunday, June 20th, 2010; author (text): 

Bittencourt, Flávio A. L., Website ENTRE-TEXTOS / Recontando 

estórias do domínio público, http://www.portalentretextos.com.br]

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UMA DAS EDIÇÕES ALEMÃS DO ROMANCE A ÁRVORE

QUE CHORA (1944), da escritora austríaco-estadunidense 

Vicki Baum (1888 - 1960): Cahuchu - Strom der Tränen

(http://cgi.ebay.ch/Cahuchu-Strom-Traenen-289-/290436386813)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://www.amazon.de/Cahuchu-Strom-Tr%C3%A4nen-Vicki-Baum/dp/3453002806)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://www.traca.com.br/livro/66585/?pag=leitura)

 

 

 

"(...) Vicki Baum fue evaluada en forma ambivalente por los críticos literarios: por una lado la clasificaron como una autora trivial, y, por el otro, como una gran personalidad de la literatura de la lengua alemana, idioma de trabajo que reemplazó 1937 por el inglés. Durante el Tercer Reich sus obras fueron prohibidas debido a su origen judío.

En 1931 viaja a Estados Unidos, país que le concede la nacionalidad 7 años más tarde, para cooperar en el rodaje [EM HOLLYWOOD: FILMAGEM DO MELODRAMA Grande Hotel (EUA, 1932, direção de Edmund Goulding), SEU ROMANCE MAIS CONHECIDO, estrelando Greta Garbo, John Barrymore, Joan Crawford, Wallace Beery e Lionel Barrymore)] de "Menschen im Hotel". Permaneció allí hasta su deceso.

Por el contenido de sus obras, su lenguaje utilizado, por su popularidad, por las traducciones de sus novelas a otros idiomas y por su éxito de ventas, a Vicki Baum se le podría comparar en el mundo cultural hispano con la escritora española Corín Tellado. (...)"

(VERBETE 'Vicki Baum' DA WIKIPÉDIA, versão em

espanhol, http://es.wikipedia.org/wiki/Vicki_Baum)

 

 

 

"CATÁLOGO DE ARTESANATO BRASILEIRO [PETROBRAS]

Produto: Jabuti [FEITO DE BORRACHA DA MAÇARANDUBA]

Localidade de origem: Boa Vista (RR)

Dimensões: 6 cm

Produção mensal: 200

Matéria-prima: látex de maçaranduba

Contato: buscharino@bol.com.br 0055 95 624-2999 / 95 9971-4362"

(PETROBRAS / RESPONSABILIDADE SOCIAL:

"SOUVENIRS - ARTESANATO BRASILEIRO",

http://www2.petrobras.com.br/ResponsabilidadeSocial/catalogo_brindes/portugues/index.asp?area=souvenirs&qtResult=6&atual=4)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JOGOS ASTECAS

(http://1papacaio.com.br/modules.php?op=modload&name=Cliparts&file=index&do=showpic&pid=9213&orderby=titleA)

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VULCANO, O DEUS DO FOGO
 
 
 
Vulcano
Deus Romano do Fogo, particularmente no aspecto mais perigoso do elemento ígneo; foi identificado, mais tarde, com o helénico Hefaistos e, assim, atribuiu-se-Lhe o ofício de ferreiro e, tal como o seu equivalente grego, o forjador dos raios de Júpiter.
 
 
Há uma estátua desta Divindade em Alabama, nos EUA, que é a maior alguma vez feita neste país e a segunda maior do mesmo, a seguir à estátua da Liberdade")

 

 

 

 

"(...) A borracha natural é um produto da coagulação do látex, líquido branco e viscoso extraído da várias árvores, tais como a balata, a maniçoba e a seringueira, também conhecida no Brasil como 'árvore da borracha' (Hevea brasilienses). (...)"

(http://www.scribd.com/doc/2974917/Quimica-CETES-Organica-A-Compostos-Organicos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRASÃO DE ARMAS DA REPÚBLICA DA COSTA DO MARFIM,

cuja Seleção de Futebol hoje enfrentará o Time Principal do Brasil 

na COPA DO MUNDO DE 2010

(http://www.zazzle.com.br/cartao_da_brasao_da_costa_do_marfim_cartao_postal-239057279628400100)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PERSONAGENS DO DESENHO ANIMADO MADAGASCAR ,

que não apresenta animais amazônicos

(SEM A LEGENDA ACIMA REDIGIDA:

http://www.1br.biz/s/papeis-de-parede/desenhos/madagascar-2536.html)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TAMANDUÁ carinhoso, verdadeiro,

agarra o antebraço de uma pessoa

(SÓ A FOTO, SEM A LEGENDA ACIMA ENGENDRADA:

http://animais.bicodocorvo.com.br/informacoes/mamiferos/medios/fotos-de-tamandua)

 

 

 

 

"(...)  borracha é um polímero, ou seja, um material formado por moléculas gigantes. Tais moléculas podem ser consideradas como o resultado da união de milhares de outras moléculas menores, genericamente chamadas de monômeros. (...)".

(http://www.scribd.com/doc/2974917/Quimica-CETES-Organica-A-Compostos-Organicos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O BOTÂNICO SUÍÇO, falecido em Belém do Pará, em 1914,

JACQUES HUBER (1867 - 1914) QUANDO MENINO

(o segundo da direita para a esquerda,

http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-81222009000300010&lng=pt&nrm=iso)

 

 

 

TRONCO DA BALATEIRA

(Manilkara bidentata,

http://www.atbc2008.org/gallery.htm,

sendo que um dos mais conhecidos

trabalhos científicos que apresenta estudo

sobre a balateira é:

HUBER, Jacques. Arvores de borracha e de balata da região amazonica (Novas contribuições I). Boletim do Museu Paraense de História Natural e Etnografia, v. 4, n. 2-3, p. 415-437, 1904d,

citada na Bibliografia do artigo que, na Web, consta em:

http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-81222009000300011&lng=pt&nrm=iso,

além do resultado de pesquisa sobre J. Huber:

http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-81222009000300010&lng=pt&nrm=iso)

 

 

 

 
"(...) A invenção de Charles Goodyear
 

Antigamente, alguns autores acreditavam que o norte-americano Charles Goodyear (1800-1860) simplesmente deixou cair enxofre em um tacho contendo borracha quente e, assim, descobriu a vulcanização.

Mas hoje sabemos que isso talvez seja pura lenda. Em 1836, Charles Goodyear, que era inventor com seu pai, conseguiu um contato para fornecer sacos postais de borracha para o departamento de correios dos EUA. No entanto, havia um grande problema: os sacos de borracha produzidos por Goodyear eram muito ruins durante boa parte do ano, já que endureciam demais no inverno e praticamente se desmanchavam no verão.

Então, conjugando sua criatividade de inventor com o desejo de não perder um vantajoso contrato comercial, Goodyear enfrentou o desafio de produzir uma borracha de melhor qualidade. Após três anos de exaustivas pesquisas, nas quais testou dezenas de substancias misturadas à borracha, Goodyear chegou inclusive a trabalhar com o enxofre.

Foi exatamente nesse momento que lhe ocorreu um lance de sorte, ao respingar uma parte da mistura de borracha e enxofre na chapa quente do fogão, Goodyear notou que a borracha não fundia da maneira esperada e resolveu pesquisar a fundo as misturas com enxofre. Algum tempo depois, surgiria a borracha vulcanizada, nome atribuído em homenagem a Vulcano, deus romano do fogo.

Como o produto obtido na vulcanização era bastante elástica e resistente às variações da temperatura, pneus, tubos, capas e mais uma enorme quantidades de objetos passaram a ser produzidos com borracha vulcanizada.

Mas apesar de todo seu esforço, Goodyear enfrentou enormes problemas judiciais para patentear sua descoberta, já que o inglês Thomas Hancock também reivindicava os direitos da mesma invenção.

Em virtude de todos esses problemas, Charles Goodyear passou o resto da vida tentando, em vão, o reconhecimento de seus direitos. Infelizmente, em 1860, ele morreu na miséria. (...)" (http://www.scribd.com/doc/2974917/Quimica-CETES-Organica-A-Compostos-Organicos)

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ARTESÃO AMAZÔNICO TRABALHANDO

(http://3.bp.blogspot.com/_6Ni02nlCqLk/Sf5HDCk2PrI/AAAAAAAAACQ/P0TdDQ5MFCk/s320/Kessia+artesanato.JPG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O MERCADO MUNICIPAL ADOLPHO LISBOA, de Manaus,

com suas estruturas de ferro importadas da Inglaterra, na

época do boom econômico da borracha: imóvel tombado pelo

IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,

Brasil)

(SÓ A FOTO, SEM A LEGENDA ACIMA CONFERIDA:

http://conheca-o-brasil.blogspot.com/)

 

 

 

 

 (http://www.amazoniazen.com.br/Produto/Produto/5303236400587181586)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://www.christiannerothier.com/Brinquedos/bichinho.htm)

 

 

 

 

"O olho sabe, seu tato translumina "

          HAROLDO DE CAMPOS

 

 

"O tato vê, principalmente quando estão presentes bichinhos de balata da Amazônia"

          COLUNA "RECONTANDO ESTÓRIAS DO DOMÍNIO PÚBLICO"

 

 

 

                                             Homenageando os artesãos amazônicos e

                                             todos os meninos e meninas que brincam com suas manufaturas de balata,

                                             tanto quanto os adultos que as colocam nas salas de suas residências,

                                             para que as visitas maravilhadas contemplem - e nelas toquem,

                                             como se os olhos ficassem nos dedos das mãos,

                                             como sempre acontece -

                                             os bichinhos, canoas, remos, arcos-e-flechas, paneiros,

                                             víveres, ocas e índios de balata,

                                             que tais marmanjos compraram via Internet - ou 

                                             em suas proveitosas visitas à Amazônia;

                                             os jogadores das citadas Seleções de Futebol do Brasil e da Costa do Marfim;

                                             os criadores da animação em longa-metragem Madagascar; 

                                             e as eminentes personalidades citadas, Jacques Huber, cientista, e

                                             Vicki Baum, escritora (in memoriam)

 

 

 

20.6.2010 (Brasília-DF) - A maravilhosa balata é uma espécie de, como se diz, "borracha de segunda (categoria)", mas isso só diz quem não brinca com manufaturas feitas dessa espécie de "prima" da nobre borracha - Crianças e adultos muito admiram os bichinhos, pequenos índios, canoas e ocas feitos de balata, mas é difícil completar a coleção dos objetos do artesanato de balata, porque há muitos motivos dessa manufatura tipicamente amazônica. Eu ofereço um peixe-boi de balata na troca por um pirarucu em mesmo suporte microescultórico, porque este último estava em falta, quando estive na parte destinada à venda de artesanato do Mercado Municipal de Manaus, no início deste mês de junho de 2010: eis que resolvi adquirir, em duplicidade, alguns daqueles maravilhosos bichinhos, exatamente para possuir "bala na agulha" na hora da desejada troca. Anta, contudo, não tenho, porque a que lá encontrei estava demasiadamente magra. Comprei, então, um belo tamanduá em miniatura, cuja saída comercial, como comentou o atendente da loja, é menor do que a do BOTO COR DE ROSA, por causa, naturalmente, dos famosos documentários do falecido Capitão Jacques Cousteau, que alardearam uma suposta dificuldade de se filmar um boto vermelho, esse mamífero fluvial que não parece ser mais raro do que o seu "primo", o não menos célebre boto tucuxi, da fabulosa Região Amazônica. Declaro, por fim, fundada a SOBALATA - SOCIEDADE DOS COLECIONADORES DE MANUFATURAS DE BALATA, com o detalhe de que a meta de seus sócios é - sob um princípio acumulador, competitivo e consumista... - não exatamente TER MAIS BICHOS DO QUE O CONFRADE DO CLUBE ORA FUNDADO, mas apresentar "biodiversidade" maior, não valendo, na competição de QUEM TEM MAIS ANIMAISZINHOS DE BALATA, a apresentação de gomiferobichos que normalmente em balata não são esculpidos (ou, talvez, que não são manualmente moldados, aliás): se aparecer, por exemplo, na final do campeonato, um hipopótamo de balata, terá sido encomenda de colecionador exótico - e não conta ponto. Bom domingo e - uma vez que se mencionou o assunto CAMPEONATO - que vença o Brasil, hoje, o segundo jogo da Copa do Mundo de Futebol de 2010, no Sul do continente das compridas girafas, gordos hipopótamos, blindados riconcerontes, listradas zebras, sensíveis e inteligentes gorilas - e pesados elefantes!  F. A. L. Bittencourt (flabitten@bol.com.br)

 

 

 

 

(http://www.amazoniazen.com.br/Produto/Produto/5303236433018480962)

 

 

 

 

Personagens da floresta produzidos com látex

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://www.babeldasartes.com.br/blog/tag/balata/)

 

 

 

 

"FIGURAS EM BALATA

   

 BAIXO AMAZONAS PA

       

arte popular      

BALATA -  árvore da família das sapotáceas, encontrada na região do baixo amazonas, Erepecuru, Curuá, Maicuru e Paru, no Pará. 

Nome: Boto Rosa 

Medidas: 10 x 2,5 x 5 cm

Código: 57.012 

ver abaixo Lenda do Boto Rosa 

A balata quando tem seu caule sangrado, expele um látex que fornece uma gota elástica e visguenta. Os blocos desse látex são aquecidos em banho-maria no momento da confeção das peças artesanais. 

Dessa forma, vão sendo moldadas por  Oscarino Braga, miniaturas de animais da nossa fauna, como o boto, o pirarucu, a tartaruga, o macaco, o cavalo, o boi, a cobra, etc. Mestre  Oscarino produz cerca de 800 peças por mês e participa da Associação José Liberto.

Os objetos de balata apresentam uma textura semelhante ao couro e são de grande durabilidade, mais de 20 anos, se conservadas em locais frescos.

canoa.jpg (65112 bytes) jacare.jpg (40457 bytes)

Nome: Canoa e índio

Medidas: 14 x 6 x 7  cm

Código: 57.005 

Nome: Jacaré

Medidas: 15 x 7 x 8  cm

Código: 57.009 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

vacaebezerro.jpg (7623 bytes)

búfalo.jpg (8346 bytes)

Nome: Vaquinha com bezerro

Medidas: 11 x 8 x 4 cm

Código: 57.005

Nome: Cavalo com potrinho

Medidas: 12 x 8 x 6 cm

Código: 57.006 

Nome: Cavalo montado

Medidas: 12 x 11 x 6 cm

Código: 57.008

Nome: Búfalo com sela

Medidas: 12 x 8 x 6 cm

Código: 57.003

A LENDA DO BOTO ROSA

O Boto Rosa (Inia geoffrensis) é um mamífero de águas quentes e mornas da bacia do rio Amazonas. Apresenta uma particularidade: sua genitália é semelhante à do homem e da mulher. Daí existirem histórias a respeito de relações sexuais entre homens e fêmeas do boto, e mulheres com o boto macho. Para os índios, os olhos e órgãos genitais do animal possuem poderes afrodisíacos. Diz a lenda que o Boto Rosa emerge das águas a noite e se transforma num belo e sedutor rapaz, persegue as moças e as seduz, seja na roça, nos banhos, onde quer que estejam. Até hoje a lenda é aceita quando não se conhece o pai de alguma criança, diz-se é "filho do boto".

 

 

Associação São José Liberto

Fundado em outubro de 2002, o Espaço São José Liberto reúne trabalhos de 264 artesãos, com os mais variados materiais, produzindo peças em cerâmica, madeira, balata, cuias, bolsas, adornos com sementes, vestuário, artesanato mineral e indígena, embalagens, cosméticos, licores, bombons e essências regionais e muitos outros produtos.

Instalado no antigo convento de missionários Franciscanos, construído em 1749, esta edificação já teve destinações bem distintas, tendo sido, quartel, hospital e presídio. Hoje é um centro cultural regional, um polo turístico e comercial."

(http://www.pontosolidario.org.br/balata.htm)

 

 

 

===

 

  

 

Bichinhos de balata em Belém do Pará: ESPAÇO SÃO JOSÉ LIBERTO

Joias, artesanato, cultura, turismo e arquitetura do século XVIII. Tudo isso em um único lugar, repleto de história, beleza, curiosidades, fascínio, conforto e segurança. Espaço São José Liberto – local de puro encantamento em Belém. 

 

Ainda crianças, Darlindo Pinto, Paulo Baía e Oscarino Braga descobriram o artesanato em balata, látex extraído da balateira, que após um processo de limpeza e beneficiamento fornece a matéria prima para um tipo de artesanato só encontrado no norte do Brasil. O domínio da técnica de manipulação da balata, até chegar às miniaturas de animais e personagens do cenário amazônico, está sendo mostrado pelos três mestres balateiros na Casa do Artesão/Espaço São José Liberto, nas oficinas de demonstração que acontecerão até domingo (21), dentro da programação da Semana do Artesão 2010.
 
Promovida pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama) e pelo governo do Estado [do Pará], por meio da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), a Semana do Artesão é realizada todos os anos no mês de março, quando se comemora o Dia do Artesão – dia 19 – data dedicada a São José, padroeiro dos artesãos. “Este é um evento destinado a valorizar o trabalho dos artesãos vinculados ao Espaço São José Liberto. É o momento de darmos um destaque especial a esse trabalho, de discutirmos problemas comuns a todos, de oferecermos ações de qualificação e mostrarmos os avanços obtidos no setor”, destacou Rosa Helena Neves, diretora executiva do Igama, na noite de terça-feira (16), durante a abertura da Semana do Artesão, evento animado pelo grupo parafolclórico Frutos do Pará.
 
Na edição deste ano o tipo de artesanato homenageado é a balata. Na exposição “Balata - a riqueza da floresta em miniaturas”, o visitante pode ver a matéria prima, as ferramentas utilizadas pelos artesãos – a maioria de fabricação própria – e algumas peças já prontas, além de informações sobre a árvore de balata e o processo de beneficiamento do látex – que é coletado apenas nos meses de março, abril e maio, durante o período chuvoso na região. No Pará, a balata é extraída nos municípios de Alenquer, Almeirim e Monte Alegre.
 
Otimismo - Segundo Darlindo Pinto, 51 anos, dos quais 41 dedicados ao trabalho com balata, hoje o cenário para esse tipo de artesanato é promissor. “Já conseguimos o reconhecimento do Ministério da Cultura, que incluiu a balata entre as manifestações de cultura tradicional, junto com a moda, o design e a arquitetura”, informou ele, se referindo ao Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural, coordenado no Pará pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O Programa permitiu a instalação de um polo de desenvolvimento do artesanato em balata em Monte Alegre, propiciando o acesso direto à matéria prima e a oficinas de qualificação, visando difundir o trabalho dos balateiros. “Em todo o país, o Ministério instalou 65 polos de artesanato tradicional”, informou Darlindo Pinto. No Pará, além da balata, há polos de artesanato em cuia e trançado de fibras, em Santarém; de miriti, em Abaetetuba; de cerâmica, na vila de Icoaraci, em Belém, e de fibra de tururi, no Arquipélago do Marajó.
 
O projeto do polo de balata, com investimento de R$ 70 mil, foi iniciado em outubro de 2009, com vigência até outubro de 2010, administrado pela Associação Hortoflorestal de Monte Alegre.
Para os artesãos, o trabalho com a balata é muito mais que um meio de sobrevivência. “Faço artesanato com balata desde os 12 anos. Já tentei trabalhar em outro ramo, mas desde 2002 decidi atuar apenas como balateiro. Estou no São José Liberto desde a inauguração do espaço, e pretendo continuar nessa atividade e transmitir esse conhecimento para novas gerações”, contou Paulo Baía, 53 anos, que estará nesta quinta-feira (18) ministrando a oficina de demonstração, de 10 às 12h.
Aceitação - Paulo Baía, que tem três irmãos igualmente seduzidos pelo artesanato em balata, espera que o paraense conheça e valorize mais essa arte. “As pessoas de fora do Pará compram bastante as peças em balata. Nas feiras que participamos em outros locais do país a aceitação é muito boa. Em Brasília, principalmente, vendemos muito. Hoje, tenho encomendas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, disse o artesão.
 
Com 32 anos dedicados ao artesanato, Oscarino Porto Braga chegou aos 50 anos de vida plenamente satisfeito com tudo o que construiu com o trabalho artesanal. Ele, que já esteve em Bressuire, na França, divulgando a arte com balata, também é otimista quanto ao futuro desse tipo de artesanato, que aprendeu com o irmão mais velho, Antonio.
 
Da abertura da Semana do Artesão, que prossegue até domingo (21), participaram representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fátima Gonçalves; da Secretaria de Estado de Cultura, Carlos Gonçalves; da Fundação Carlos Gomes, Júlia Câmara; do Sebrae-PA, Ana Lúcia Santos, e da Universidade do Estado do Pará, Rosângela Gouvêa Pinto.
 
Serviço: Semana do Artesão 2010. De 16 a 21 de março, no Espaço São José Liberto. Oficinas de demonstração de artesanato em balata – quinta e sexta, de 10 às 12h, e sábado e domingo, de 17 às 19h. Promoção: Igama e governo do Estado [do Pará]/Sedect. ENTRADA FRANCA.
Ascom/Igama".
 
(SÃO JOSÉ LIBERTO - Jóias e artesanato do Pará,

 

EM MANAUS, VISITE O MERCADO MUNICIPAL ADOLPHO LISBOA;

EM BELÉM, VISITE O ESPAÇO SÃO JOSÉ LIBERTO;

EM MACAPÁ, BOA VISTA E OUTRAS CAPITAIS AMAZÔNICAS, 

VISITE OS CENTROS LOCAIS DE VENDA DE ARTESANATO:

CONHEÇA A AMAZÔNIA! 

 

 

 

"Balata

É uma árvore da família das Sapotáceas. Quando tem seu caule sangrado expele um látex que fornece uma goma elástica e visguenta. Os blocos desse látex são aquecidos em banho-maria no momento da confecção das peças artesanais. Dessa forma, são moldadas reproduções reduzidas de animais de nossa fauna, como o boto, o pirarucu, a tartaruga, o macaco, o cavalo, o boi, a cobra, etc. Os objetos de balata apresentam textura semelhante ao couro.

 

Patchouli

É uma herbácea da família das gramíneas, originária da Malásia. Suas folhas são utilizadas para confeccionar chapéus, mas é nas raízes que está seu grande atrativo. Dotadas de um perfume peculiar, quando secas são usadas para confecção de leques, bonecas, renas e ainda no preparo de 'garrafadas'. Misturadas a outras raízes e cascas de árvores igualmente perfumadas dá origem ao 'Cheiro do Pará' ".

 

(http://www.cdpara.pa.gov.br/balata.php

 

 

 

(http://www.renctas.org.br/pt/informese/noticias_nacional_detail.asp?id=3530

 

 

===

 

RECOMENDAÇÕES DA COLUNA "Recontando": LEITURAS DE OBRAS CLÁSSICAS

SOBRE A AMAZÔNIA

 

1) A SELVA, de Ferreira de Castro (ROMANCE);

2) A ÁRVORE QUE CHORA, de Vicki Baum (ROMANCE, tradução);

3) CORONEL DE BARRANCO, de Cláudio de Araujo Lima (ROMANCE);

4) FIM DE MUNDO SEM FIM, de Gebes Medeiros (ROMANCE);

5) HISTÓRIA DA AMAZÔNIA, de Márcio Souza (OBRA HISTORIOGRÁFICO-CRÍTICA); e

6) O AMANTE DAS AMAZONAS, de Rogel Samuel (ROMANCE).

 

Os quatro primeiros títulos você pode adquirir acessando o portal de sebos "virtuais"

ESTANTE VIRTUAL:

http://www.estantevirtual.com.br/

(OBRAS USADAS);

 

o quinto título (autor: Márcio Souza) você pode comprar, exemplar novo, pelo site da

LIVRARIA VALER:

http://www.ecenter.com.br/valer/html/

 

o último (autor: Rogel Samuel), exemplar novo, está mais barato no:

AMERICANAS-PONTO-COM. Para ver click aqui
 

 

 

 

O AMANTE DAS AMAZONAS

O AMANTE DAS AMAZONAS
O romance foi inspirado por fotografias (que estão no livro) tiradas pelo autor, na década de 60, das ruínas do navio "Adamastor", na praia de São Raimundo, nos arredores de Manaus. O navio pertenceu a Maurice Samuel, comerciante de borracha falecido em 1942, avô de Rogel Samuel, que não o conheceu. Maurice nasceu em Estrasburgo, trabalhou numa companhia de navegação inglesa e um dia veio a Manaus e ali se estabeleceu. Ainda existe a bela mansão onde Maurice morou em Manaus. A partir daí, o autor passou a ler todos os autores daquela época para levantar como seria a vida na Amazônia de 1850 até a década de 1950. Cerca de 100 livros. Todo o enredo gira em torno de um Palácio, construído no meio da selva, o Palácio Manixi, e da misteriosa origem da fortuna do protagonista. Uma obra notável para quem gosta do entrelaçamento de ficção e realidade, da História constituída por histórias. - "Quem começa a ler a primeira página só consegue largar quando finda o livro, tal é a sua grandiosa narrativa", escreveu Luiz Alberto Machado. - Editora Itatiaia - ISBN : 85-319-0690-3 - 168 páginas - 2005 -Compre na Internet. Click na capa.