Manoel de Barros é indicado como Acadêmico Honorário da Academia Sul-Mato-grossense de Letras. A notícia foi divulgada na página oficial da ASL. Portanto,  os créditos são atribuídos a ela. Farei meu texto de homenagem em outra ocasião. Saudações ao poeta Manoel de Barros. E que a poesia voe sempre fora da asa. Segue o texto ipsis litteris:

MANOEL DE BARROS LAUREADO COMO ACADÊMICO HONORÁRIO DA ACADEMIA SUL-MATO-GROSSENSE DE LETRAS

    "Por votação unânime em recente assembleia geral, após indicação oficial da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, o poeta Manoel de Barros teve seu nome distinguido como Acadêmico Honorário da ASL, passando a ostentar Cadeira de Honra da instituição. A assembleia geral – que, conforme estatuto, deliberou a láurea – contou com presença maciça dos acadêmicos.
    Preparando-se para as comemorações de 42 anos de fundação, a Academia Sul-Mato-Grossense – contemplando Manoel de Barros como Acadêmico Honorário do seu quadro – homenageia assim um dos mais aclamados poetas brasileiros contemporâneos, que inclusive foi premiado recentemente pela ABL (Prêmios Literários 2012) na categoria poesias.
    Nascido em Cuiabá/MT (em 19 de dezembro de 1916), autor de inúmeras obras poéticas e detentor de importantes premiações culturais (dentre as quais, dois Prêmios Jabutis: 1989 e 2002) e incontáveis homenagens, Manoel de Barros começou a publicar seus livros de poemas em 1937. Residente em Campo Grande/MS, sua obra tem sido objeto de teses, ensaios, filmes, peças de teatro e vídeos.
   Falando sobre o poeta, a escritora e acadêmica Maria da Glória Sá Rosa (que participou da importante assembleia geral) disse que “definições de poesia existem inúmeras. Nenhuma tão apropriada, tão definitiva como "poesia é voar fora da asa", com que Manoel de Barros nos brinda em ‘O Livro das ignorãças’, publicado em 1993. Até hoje não me lembro de alguém que tenha condensado de forma tão perfeita o mistério, o encantamento, as ilimitadas possibilidades do fazer poético em frase tão reduzida. Principalmente a liberdade de criar e tornar infinitas as coisas mais insignificantes e perecíveis”.
    A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras - Fundada, em 30 de outubro de 1971, pelos escritores Ulisses Serra, Germano Barros de Sousa e José Couto Vieira Pontes, a instituição surgiu com o nome de Academia de Letras e História de Campo Grande. Esta denominação predominou até o final do mês de dezembro de 1978, quando, às vésperas da instalação da nova unidade da Federação (MS), que se daria no dia 1º de janeiro de 1979, em assembleia geral, a entidade foi transformada em Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Com 40 Cadeiras, aos moldes da ABL, a ASL registra ao longo da sua existência uma história marcante voltada para a defesa do vernáculo e o cultivo da arte literária, zelando e incentivando todas as derivações da cultura nacional e estadual. A Academia mantém atualmente projetos literoculturais importantes como, por exemplo, o “Concurso de Contos Ulisses Serra” e o “Concurso de Poesias Oliva Enciso” (ambos com inscrições gratuitas e premiações destinadas a escritores de Mato Grosso do Sul), o “Chá Acadêmico” (evento que acontece na última segunda-feira de cada mês, apresentando palestra de interesse da sociedade), o “Suplemento Cultural” e a “Revista da ASL” (já na 22ª edição), dentre outros".

 

Matéria disponível em: http://www.acletrasms.com.br/materia.asp?ID=249