[Flávio Bittencourt]

Estilo (poema)

Charles Bukowski tinha estilo.

 

 

 

(http://www.substantivoplural.com.br/minha-loucura/)

 

 

 

 

 

"Estilo – Bukowski

Estilo é a resposta para tudo.

Um jeito especial de fazer uma tolice ou algo perigoso.

Antes fazer uma tolice com estilo do que fazer algo perigoso sem estilo.

Fazer algo perigoso com estilo é o que eu chamo de Arte.

Tourada pode ser arte.

Boxe pode ser arte.

Amar pode ser arte

Abrir uma lata de sardinha pode ser arte

 

Poucos tem estilo

Poucos mantém o estilo.

Eu já vi cães com mais estilo que homens

Apesar de que poucos cães tivessem estilo.

Gatos tem muito mais estilo.

 

Quando Hemingway expos seus miolos no muro com uma espingarda teve estilo.

Há pessoas que dão estilo

Joana D’Arc tinha estilo.

João Batista, Jesus, Sócrates, César,  Garcia Lorca.

Conheci homens na prisão com estilo.

Conheci mais homens com estilo na prisão do que fora dela.

Estilo faz a diferença.

O jeito de se fazer.

O jeito de ser feito.

Seis garças tranqüilas na beira de um lago

Ou você, saindo nua do quarto, sem me ver."

 

(http://matheusroedel.wordpress.com/2011/07/13/estilo-bukowski/,

não mencionado o nome do[a] tradutor[a])

 

 

 

 

 

                                         PARA BUKOWSKI (1920 - 1994),

                                         em memória

 

 

 

26.1.2013 - Poema de Bukowski - Estilo.  F. A. L. Bittencourt ([email protected])

 

 

'Estilo' - Charles Bukowski,

Youtube:


"Enviado em 09/08/2011 - Rafael Roan

Leitura do poema Style, em 'Poems and Insults', 1993.
Vídeo legendado em português, pelo blog Velho Bukowski.

Blog Velho Bukowski:
http://www.velhobukowski.blogspot.com
Rafael Roan:
http://www.twitter.com/Roaneken"

 

 

 

 

===

 

 

 

 

Style is the answer to everything.
A fresh way to approach a dull or dangerous thing
To do a dull thing with style is preferable to doing a dangerous thing without it
To do a dangerous thing with style is what I call art

Bullfighting can be an art
Boxing can be an art
Loving can be an art
Opening a can of sardines can be an art

Not many have style
Not many can keep style
I have seen dogs with more style than men,
although not many dogs have style.
Cats have it with abundance.

When Hemingway put his brains to the wall with a shotgun,
that was style.
Or sometimes people give you style
Joan of Arc had style
John the Baptist
Jesus
Socrates
Caesar
García Lorca.

I have met men in jail with style.
I have met more men in jail with style than men out of jail.
Style is the difference, a way of doing, a way of being done.
Six herons standing quietly in a pool of water,
or you, naked, walking out of the bathroom without seeing me."

(http://poesiaparaninguem.blogspot.com.br/2006/05/style-charles-bukowski.html)

 

 

 

 

===

 

 

 

 

"EM HOMENAGEM A WALMOR CHAGAS

EM HOMENAGEM A WALMOR CHAGAS

 

 
 
POSTADO EM BLOCOS ONLINE
 
O Suicida
 
por Affonso Romano Santanna
 

O sucídio
Não é algo pessoal.
todo suicida
nos leva
ao nosso funeral.


O suicida
Não é só cruel consigo.
É cruel, como cruel
só sabe ser
o melhor amigo.


O suicida
é aquele que pensa
matar seu corpo a sós.
Mas seu eu se enforca
num cordão de muitos nós.


O suicida
não se mata em nossas costas
Mata-se em nossa frente
usando seu próprio corpo
dentro de nossa mente,


O suicida
não é o operário.
É o próprio industrial em greve.
É o patrão
que vai aonde
o operário não se atreve.


Todo homem é mortal.
Mas alguns, mais que outros,
Fazem da morte
Um ritual.


O suicida, por exemplo
É um vivo accidental.
E o general
que se equivocou de inimigo
e cravou a sua espada
na raiz do proprio umbigo.
Mais que o espectador
que saiu no entreato
o suicida
é um ator
que questionou o teatro.


O suicida
é um retratista
que às claras se revela.
Ao expor seu negativo
queima o retrato
e se vela.


O suicida, enfim, ‘
é um poeta perverso
e original
que interrompeu seu poema
antes do ponto final.


Affonso Romano Santanna"

 

 

(http://www.portalentretextos.com.br/noticias/em-homenagem-a-walmor-chagas,1680.html)

 

 

 

 

===

 

 

 

 

"9 de março de 1994: Morre o poeta da sarjeta Charles Bukowski

Bukowski

"Se você vai tentar, vá até o fim. Caso contrário, nem comece."
Charles Bukowski

Se o sonho americano tem o seu lado sarjeta, o testamenteiro dessa obscura faceta da sociedade ianque chamava-se Charles Bukowski. Escritor e poeta temporão, descreveu ao longo de mais de 40 livros - e com conhecimento empírico da causa - o universo de bêbados, drogados, prostitutas e outros tipos marginalizados pelo american way of life. Pois esse simpatizante dos descamisados, que afirmou não escrever "para salvar a humanidade e sim para salvar a mim mesmo", deixou órfão um punhado de junkies, beberrões, meretrizes e leitores apaixonados: autor de Mulheres, Delírios cotidianos e Crônica do amor louco, entre outros títulos, Bukowski, 73 anos, morreu em sua casa em San Pedro, na Califórnia, vítima de leucemia."

(http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=29516)