[Doralice Araújo]


Ah...que saudades daquelas férias escolares que os anos não trarão mais, nunca mais - Ilha do Mosqueiro, Pará, arq. pessoal, 2010
 Hoje, ainda no começo da manhã, fiquei surpresa quando uma amiga ao telefone comentou que passaria em casa, depois que deixasse os filhos na escola. Surpresa, muito surpresa, perguntei: 

-  Mas as férias já acabaram? A resposta que ouvi? Sim

Que tristeza! - foi o que eu disse sem tentar contenção emocional alguma. O mês de julho nem acabou e a estudantada já retornou à escola; o pior é que não há calendário único. Que liberdade fajuta...

No meu tempo de estudante na escola  básica - não sei se no seu tempo foi assim, meu caro leitor -  aprendi a ler, a escrever e a efetuar as operações matemáticas, entre outras delas decorrentes. Não tive professor particular para nadinha e jamais frequentei curso de redação. Dispunha daquele desfrute de um mês de julho inteirinho de férias, além da temporada longa que começava em dezembro e encerrava apenas no último dia de fevereiro do ano seguinte. Eu  passava tais períodos, na maioria dos dias, aí na ilha em destaque acima. Outros tempos, outras cabeças, outras invenções. E, agora, ministro Mercadante?

É raro o estudante que consegue ler um texto e reproduzir, em redação manuscrita, com fidelidade, objetividade e clareza as ideias nele contidas. Encontros Marcados com a Redação, arq. pessoal
Lamento confirmar que as alterações curriculares que aumentaram a carga horária, injetaram novas disciplinas e desarrumaram o calendário escolar subtrairam o tempo dedicado às férias. O de antes parecia acompanhar o fluxo das estações climáticas e a rotina das famílias brasileiras. O de hoje? Não ajudou a desenvolver as habilidades básicas de leitura e escrita, ao contrário. A prova incontestável? Meus alunos de redação, egressos do novissimo pacote de modificações curriculares, continuam nas duas últimas décadas a requerer a intermediação para interpretar textos e traduzi-los em português claro e objetivo.

Interaja-  Convite: que tal o leitor contar como foram as suas experiências com o período de férias escolares. Vamos fazer inveja aos que hoje têm tão poucos dias ao desfrute revigorante das férias? Quem começa?

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