José Ribamar Garcia

Dona Dilma continua com seus improvisos obtusos e desordenados, para indignação e chacotas nas redes sociais. Eis a últimas.

Da chuva:

“Eu acredito que talvez ninguém aqui saiba, mas no Estado de  São Paulo começou a chover muito e o pessoal está saindo da chuva  com razão, então o pessoal que não está protegido, está saindo da chuva. É bom que chova, mas tem hora  que quem está na chuva não quer pegar a chuva. Então é essa a contradição sempre. Eles tem que sair, de fato, porque começou a chover forte.”  

(dito no interior do Estado de São Paulo, transcrito na revista “Isto é”, em 9/9/15).

Do estoque do vento:

“Até agora a energia hidrelética é a mais barata em termos  do que ela  dura da sua manutenção e também pelo fato da água ser gratuita, e da gente poder estocar. O vento podia ser isso também. Mas você não conseguiu  ainda tecnologia para estocar o vento. Então, se a contribuição dos outros países, vamos supor que seja desenvolver tecnologia que seja capaz de, na eólica, seja capaz de estocar, tenha  uma forma de você estocar, porque o vento, ele é diferente em hora do dia. Então vamos supor que vente mais na hora da noite. Como é que eu faria para estocar isso?”

 (Fala proferida na ONU, no final de set/15)

O léxico da presidente não ultrapassa a 50 vocábulos. O que deve ser para ela algo do outro mundo, ter que armazenar na memória tantas palavras.

Finalmente, no discurso, que um dos seus ministros (dizem que foi o Rosseto), escreveu para ela ler na abertura do 12° Congresso da CUT, saiu-se com esta:

“Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa para atacar a minha honra?”

Baixe o tom, Dona Dilma. Quem “fez o diabo” durante a campanha eleitoral, quem mentiu deslavadamente, quem prometeu coisas que sabia não  cumprir, quem cometeu,  e ainda comete,  pedaladas fiscais,   não tem autoridade para tal desafio.   

A propósito: Um grupelho de intelectuais domesticados, de São Paulo, ligados por interesses ideológicos e partidários ao governo, assinou uma carta pública contra o pedido de impeachment da Dona Dilma. Segundo eles, as pedaladas cometidas por ela, no ano passado e que persistiram neste ano, não tipificam crime. Estes especialistas em distorcer a verdade, ainda se julgam juristas. Quanta pretensão! Jurista é aquele que cria algo universal na ciência do Direito. No Brasil, depois de Antônio Coelho Rodrigues, Teixeira de Freitas, Clóvis Beviláqua, Heleno Fragoso, ninguém criou mais nada. Tudo é repetição que vem de fora. Quem empresta dinheiro a juros também se auto define jurista. Fato incontestável é que Dona Dilma violou o Código Penal (crime de estelionato), a Lei de Responsabilidade Fiscal (artigo 36) e Constituição Federal (artigo 37).    

 José Ribamar Garcia - Membro da Academia Piauiense de Letras - jrg@jrgadvogados.com.br