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Resumo:

"A poesia de Dílson Lages, portanto, tenta recuperar através do sentidos “O sabor das imagens” (sic), propondo novas associações de imagens e aumentando, ampliando o horizonte de possibilidades metafóricas, ou seja, Lages cria novas metáforas buscando ilações inusitadas e auscultando os diversos sons provenientes destes seres peculiares que integram a personalidade humana de cada um de nós".

Ricardo Araújo, professor de Literatura da Universidade de Brasília

 

Wanderson Lima - professor de Literatura da Universidade Estadual do Piauí

"Dílson Lages não explica: complica. Graças a Deus! À maneira dos poetas expressionistas, ele primeiro constrói a imagem, o sentido vem depois. A conseqüência disso é que sua poesia atinge um alto grau de ambigüidade, possibilitando várias leituras e exigindo um leitor ativo e corajoso, que se predisponha a viajar “por mares nunca dantes navegados”:

SINESTESIA
A minha face se refaz
nas pedras das tuas palavras
e o suor segue os trilhos
das nossas almas incertas.

No caminho
as trevas descortinam
as vestes do inconsciente
e liberta o medo que nos apavora.

Somos criatura da noite
devorando a dor
que nos alimenta.

E os defeitos
desfeitos de todos os sons
diluem-se na confusão
dos sentidos."


Autor: Dílson Lages Monteiro
Editora: Portal Entretextos
Páginas: 66
datapublicacao: 2012-12-28