• 22:47:02 Dilson Lages saindo da conversa...
  • 22:46:48 Cícero saindo da conversa...
  • 22:45:27 Luiz Filho Boa noite. Até a próxima.
  • 22:44:21 Dilson Lages Professor, agradecemos sua participação no bate-papo, assim como a dos demais que interagiram com perguntas. Boa noite e obrigado!
  • 22:43:46 Luiz Filho Lisboa, o final trágico de Raimunda é algo que passa pela identidade dela com os que irão sofrer com a bomba em Hiroshima. Raimunda, mesmo com todo o seu "glamour", todo o seu "sucesso profissional", não se deixa levar por isso e quebra a expectativa de todos nós "sacrificando-se".
  • 22:40:10 Luiz Filho Dílson, para mim, o que há de mais engraçado na peça é o trabalho de Chico Pereira com a linguagem das personagens, não somente pelo uso da linguagem chula, que já é motivo de riso, mas, sobretudo, pela comicidade das situações em que se acha Raimunda. Nesse sentido, o diálogo com o senador é uma preciosidade. Não como não rir daquele "Don't belisque-me".
  • 22:28:28 Luiz Filho Cícero, o que não se deve esquecer dessa peça é, sobretudo, a trajetória de Raimunda: uma jovem que sai do "mato" e consegue chegar ao mundo (Las Vegas, Washington, Hiroshima...), passando por cidades do interior do Nordeste, Rio de Janeiro, até conseguir impor-se frente ao Playboy, ao Milionário e ao Senador.
  • 22:24:06 Dilson Lages Impossível sair da obra sem rir bastante. O que você considera mais determinante para o humor em Raimunda Pinto?
  • 22:23:58 Lisboa O fim trágico de algumas raimundas comunica o que na obra?
  • 22:22:56 Luiz Filho Lisboa, o esteriótipo, nesse caso, é revelado pelo autor para que, à frente, ele possa ser quebrado ou mesmo superado por Raimunda, que consegue se impor a todo o jogo de interesse (principalmente, sexual) imposto pelos outros personagens.
  • 22:15:54 Lisboa Logo no início da obra, percebemos que pouca importância é dada às moças porque logo são encaradas como “objetos sexuais dos homens”. Temos aí um estereótipo de moça pobre da época?
  • 22:14:50 Cícero Porfessor, eu vou fazer o vestibular da UESPI. Quais são os núcleos narrativos mais importantes que não devo esquecer ?
  • 22:13:08 Luiz Filho Cícero, a princípio, o ambiente, que é opressor, aos poucos, vai possibilitando a Raimunda que seu plano de se operar dê certo; pois, se no Ceará, ela era ridicularizada pelo seu defeito físico; a partir de sua saída de casa, ela vai aprendendo como se sobreviver nessa "selva selvagem", que é a cidade grande. No Rio de Janeiro, por exemplo, ao ser operada, ela recupera toda sua autoestima e, então, começa a "jogar" também como os outros personagens, principalmente, Isaura e Lindalva.
  • 22:05:35 Luiz Filho Lisboa, o que eu vejo de mais positivo em Raimunda é o fato de ela conseguir superar todos esses obstáculos (claro, que uma "ajudinha" do destino) e conseguir vencer. Nesse aspecto, podemos dizer que Raimunda é uma espécie de "alter ego" de Chico Pereira, um batalhador, que saiu do Piauí e conseguiu (?) vencer na capital federal;
  • 22:05:06 Cícero Quais, professor, as implicações do ambiente em que transcorrem as ações, para o desentolar delas?
  • 22:00:09 Lisboa O perfil da jovem cearense, feia, pobre e subdesenvolvida, evidencia que realidade para, em especial, os nordestinos?
  • 21:59:36 Luiz Filho Cícero, essa é uma questão que passa, principalmente, pelo próprio enredo da peça e também pela linguagem. No entanto, esses aspectos não são exclusivos e podem ser observados sob um ângulo mais amplo, como o fato de se ter, nas entrelinhas das peça, a discussão acerca da opressaõ, por exemplo. Essa questão de ser ou não regional é também uma questão de foco da análise.
  • 21:54:39 Luiz Filho Raimunda é uma pessoa determinada a conseguir o que planejou. Quando ela diz que vai ao Rio estudar Enfermagem, sua mãe brinca com isso. Contudo, ele afirma o seu prpósito: vai estudar para conseguir fazer a operação plástica para seus lábios. Para conseguir isso, ele aprende que deve ser "devoradora" para não ser devorada.
  • 21:54:09 Cícero Luiz, a obra de Francisco Pereira da Silva recebe o rótulo de regionalista. O que há de regionalismo em Raimunda Pinto?
  • 21:50:58 Luiz Filho Apesar de ser uma personagem cearense, Raimunda Pinto encarna a força do nordestino e, por extensão, do ser huumano, que luta para realizar os seus planos (e nãio "sonho").
  • 21:50:05 Dilson Lages O que você diria sobre a visão do narrador sobre a opressão social que sufoca a personagem?
  • 21:48:05 Lisboa Escritor, o que faz de Raimunda Pinto, sim Senhor, uma espécie de ícone do teatro piauiense?
  • 21:47:53 Luiz Filho Quanto à linguagem teatral, também há que se considerar que Chico Pereira faz parte do teatro contemporâneo brasileiro, um teatro que vai além do da tradição realisrta.
  • 21:45:59 Cícero entrando na conversa...
  • 21:45:53 Lisboa entrando na conversa...
  • 21:45:38 Luiz Filho Em se tratando de UESPI, é muito arriscado qualquer comentário. Mas, em relação à obra, o que posso destacar é o tratamento que o autor dá ao tema, a luta de uma excluída social e esteticamente frente aos "opressores".
  • 21:41:46 Luiz Filho Infelizmente, Dílson, Chico Pereira foi um escritor de teatro, essencialmente. Por isso, essa desvalorização em relação a outros escritores de nosso estado. Sua obra não teve ainda o devido valor.
  • 21:41:15 Dilson Lages Quanto à Raimunda Pinto, leitura obrigatória para o vestibular 2011 da UESPI, o que é mais relevante ao aluno considerar nesta obra?
  • 21:39:19 Luiz Filho Vamos falar de "Raimunda Pinto sim, senhor!", de Francisco Pereira da Silva.
  • 21:39:10 Dilson Lages Escritor, Francisco Pereira da Silva é um teatrólogo de valor, de obras realmente valorosas. Qual exatamente o seu olhar para a produção dele? Ela já recebeu o merecido reconhecimento do sistema literário?
  • 21:35:27 Luiz Filho entrando na conversa...
  • 21:32:36 Dilson Lages A partir de agora você conversa com o escritor Luiz Filho sobre a obra de Francisco Pereira da Silva
  • 21:30:58 Dilson Lages entrando na conversa...