• 22:35:52 João Pinto saindo da conversa...
  • 22:35:21 Moderador saindo da conversa...
  • 22:35:10 Moderador Boa noite a todos!
  • 22:34:52 João Pinto Obrigado pelo espaço do Entretextos. Que a literatura é a manifestação mais bela da criação humana. Que valorizo muito o que escrevo e o que distingue um escritor, na praça, é quando ele apresenta um escrito onde linguagem seja um parto diferente.
  • 22:28:37 João Pinto Bem, às vezes um leitor encontra dois tipos de textos litetários: Um, que a floresta tem poucas árvores e facilmente você anda sem obstáculos; outro, que essa mesma floresta é labirinto, por isso você sofre para penetrá-la e, ao andar, sempre você encontra surpresas. Posso estar mais mais enquadrado no último.
  • 22:27:07 Moderador Escritor, agradecemos sua participação no bate-papo, assim como a dos demais participantes, o escritor Geovane e o prof. Otávio. Quais as suas palavras finais?
  • 22:25:48 Moderador entrando na conversa...
  • 22:20:10 João Pinto A forma de escrever com originalidade e criando outras formas de expressão, aliadas à poesia.
  • 22:18:59 Moderador Esclarecendo minha pergunta: o que, segundo o autor, caracteriza o estilo de João Pinto, do ponto de vista formal?
  • 22:17:38 geovane Monteiro Dentre suas leituras prediletas, quais os escritores que mais o "ajudaram" a escrever?
  • 22:17:02 João Pinto Sempre a gente escreve voltado para narrar o real mas também inventar para dar maior consistência ao texto.
  • 22:16:37 Moderador Na sua análise, o que há de inventividade em sua prosa?
  • 22:13:04 geovane Monteiro Certa vez, Dostoievski, filosofando sobre o campo que mais o fascinou na vida, disse: A verdadeira verdade é sempre inverosímil. Para a literatura de João Pinto, qual o limite entre realidade e verossimilhança?
  • 22:11:33 João Pinto Geovane, o meu romance é ainda um projeto de linguagem que estou sofrendo para dar certo aos leitores.
  • 22:10:22 João Pinto Porque no conto a gente trabalho os elementos da narrativa de modo mais doméstico e escasso. E, quando escrevi alguns capítulos grandes, a arte do conto me levou a concisão e, nos diálogos entre personagens, o emprego da virgula. Como Saramago faz nas narrativas dele.
  • 22:06:21 geovane Monteiro João Pinto, Por que o conto?
  • 22:05:13 João Pinto O porão de Luzilândia, ao que me parece, vai ser a minha melhor criação literária, pois tudo que aprendi no conto me serviu bastante.
  • 22:02:26 João Pinto Rapaz, tive uma experiência incrível com o romance. É um gênero que abre um leque de criação muito grande. Este romance que já está rascunhado tem como tema central o Alzheimer. E gira em dois cenários, Luzilândia e o Amazonas, tematiza sobre a prostituição e bordel da minha terra. E, recentemente, está me dando muitos trabalhos para eventuais publicação.
  • 21:56:56 geovane Monteiro Escritor, é verdade que está concluindo um romance ambientado em Luzilândia? Em caso afirmativo, poderia nos revelar o enfoque desse novo trabalho?
  • 21:55:39 João Pinto Otávio, como uma cidade decadente que dá aos seus filhos uma escola de fachada. As escola daqui têm os meus problemas de Teresina, paga mal aos professores e pouco aproveitamento.
  • 21:52:34 João Pinto Geovane, neste conto: Os bonecos que não escutam aula, rasguei uns 3 rascunhos. E, quando um dia, resolvi ir ao centro da cidade, o conto já estava na cabeça, foi só rascunhar.
  • 21:52:30 Moderador De que modo Manaus se revela em sua obra?
  • 21:50:01 João Pinto Lá pela década de 70, no Correio das Artes, suplemento literário da Paraíba quando acadêmico de Letras
  • 21:48:54 geovane Monteiro Entre os tantos "rascunhos precipitados" qual dos trabalhos lhe deu mais prazer em "deixar a área do conflito" para depois refazer-se?
  • 21:47:17 João Pinto Bem, acho que a parte mais complicada dos meus contos é a forma de empregar o tempo. Com coisa que se parte, consigo ver a concisão e inserir aos dramas as paisagens que estão infensas aos personagens. Considero Luzes Esvaídas a minha melhor criação, pois há poesia na linguagem e a temática sobre as mulheres é muita intensa.
  • 21:41:31 João Pinto Não tenho horário específico, mas sempre à noite me vejo melhor escrevendo.
  • 21:41:29 geovane Monteiro Quando li "Luzes esvaídas" conferi na obra uma pontuação própria e a constante fragmentação na linguagem. Eu estaria certo em dizer que se trata de um recurso para "fisgar" o leitor para dentro das situações tramáticas? Ao menos foi o que aconteceu comigo enquanto eu lia.
  • 21:39:58 Otávio Quando você começou a escrever?
  • 21:39:39 João Pinto Respondendo ao Geovane. O conto sempre tem uma ideia inicial e, partir dela, pode acontecer mas não é regra, o rascunho sai precipitado. Depois vem o sofrimento para se acertar. E, quando não consigo acertar, fico pensando que não sou mais criador. Mas, descobrir uma coisa na criação: Quando você estar sem ideia, o escritor tem que deixar a área do conflito. É assim que consigo escrever.
  • 21:33:33 João Pinto Otávio, essa desilusão que o amigo pode sentir talvez seja a impotência, além de escritor, mas como professor que fui. A escola brasileira em qualquer parte do Brasil é feita de improviso e ideologicamente por parte das autoridades o maio genocídio da nossa história.
  • 21:30:58 Otávio Aqui, na escola pública estadual o semestre nunca começou... e estão é ameaçando os professores de demissão. Como professor me sinto um insultado, por governo autoritário e descompromissado com os pobres.
  • 21:29:56 João Pinto Boa noite, Geovane.
  • 21:29:21 Otávio Li a obra e vi uma desilusão em relação à escola. Como escritor vivendo em Manaus, os desafios da escola pública daí são os mesmos dos do Piauí
  • 21:28:35 geovane Monteiro Joao Pinto, como se dá o momento de criação literária? Há Hiatos, circunstâncias mais específicas que o levam a escrever?
  • 21:28:19 João Pinto Usando a invenção na linguagem e a poesia. Mas, há outros referenciais que os meus textos traduzem: Por exemplo, o tempo que na narrativa sempre vem fragmentado e caótico, o uso do anacoluto e, quando quero mudar de paisagem, usa as conjunções para imprimirem a mudança na narração.
  • 21:26:16 geovane Monteiro entrando na conversa...
  • 21:25:33 Geovane Boa noite, escritor!
  • 21:24:56 Geovane entrando na conversa...
  • 21:23:26 João Pinto Contos de uma aula no vermelho é uma espécie de sátira que faço à escola. A escola do Brasil sempre foi a escravidão aos menos favorecidos, pois nunca foi prioridade.
  • 21:23:04 Moderador Correto, João. Aliás, o erotismo é um dos traços mais particularizantes de Contos de uma aula no vermelho. Um traço que prende, que prende e gera releituras. De que modo você procede, ao criar, para que esse foco não leve o texto para a vulgaridade?