• 22:15:32 Dílson Lages saindo da conversa...
  • 22:15:15 Nathan Sousa saindo da conversa...
  • 22:15:04 Nathan Sousa Dia 18/11 no Projeto Música Para Todos, em Teresina. Um forte abraço e boa noite a todos!
  • 22:14:01 Dílson Lages Boa noite a todos. Peço ao poeta que reforce a data e o local do lançamento. Estarei presente com toda certeza.
  • 22:11:03 Nathan Sousa Agradeço pela oportunidade e meu novo livro (No Limiar do Absurdo) saiu recentemente pela Editora LiteraCidade, é um livro com poemas que representam um exercício de escrita-limite, ou seja, busquei explorar os limites da expressividade das palavras, beirando o absurdo tanto nas imagens quanto na forma de expressão. Tem o prefácio de Aloísio Brandão, escritor, jornalista e compositor (parceiro do Climério Ferreira, do Zeca Bahia...). O lançamento será no dia 18/11 no Projeto Música Para Todos.
  • 22:06:33 Dílson Lages Nathan, gostariamos de agradecer sua participação no bate-papo de Entretextos, pedindo ao amigo que falasse sobre seu novo livro, recentemente editado.
  • 22:05:31 Nathan Sousa Eu procuro fazer com que a minha linguagem consiga se aproximar do dizer. Graciliano Ramos ensinou que "a palavra não ficou para brilhar como ouro falso". Escrever a poesia é para mim um trabalho que se assemelha muito com o de um escultor: procuro as usar palavras que consigam exprimir fielmente o que a poesia "quer dizer".
  • 22:01:36 Dílson Lages O léxico de sua poesia é simples, sem rebuscamentos inúteis ou forçados, nem por isso sua poesia perde a sua dimensão de poesia. O que você diz sobre a escolha vocabular em sua poesia?
  • 22:01:04 Nathan Sousa No meu modo de ver é de suma importância que o poeta se atenha ao ritmo da poesia e à riqueza da ligação entre o significante e o significado. Penso que a teoria literária é condição de norteamento do fazer poético. Drummond já nos ensinou a respeito de como lidar com a poesia. Pelo menos essa é a lição que ficou mais marcada em mim.
  • 21:55:56 Dílson Lages Em termos de teoria literária, você citaria o quê? Ou acredita que ela não é condição necessária para o bom poeta?
  • 21:55:04 Nathan Sousa Citarei também um poeta de produção mais recente: Salgado Maranhão, com sua renovação linguística.
  • 21:52:39 Nathan Sousa Eu citaria quatro poetas fundamentais: Pessoa, Gullar, Drummond e Cabral
  • 21:51:26 Nathan Sousa A leitura dos poetas contemporâneos, as nova tendências da poesia, ancorados pelos clássicos. É o caminho mais seguro. Um pé no novo e outro na tradição.
  • 21:50:15 Nathan Sousa Este poema retrata um momento de nostalgia onde as lembranças da solidão e do peso dos dias, da distância da família, do enfrentamento do próprio destino na cidade grande - onde a literatura serviu e serve de bússola e, ao mesmo tempo, de pilastra - se entrelaçam com a própria cidade em si.
  • 21:47:24 Dílson Lages O que precisamente você cita como leitura fundamental para o aperfeiçoamento como poeta?
  • 21:47:11 Nathan Sousa É NOITE É noite, como todas as noites indecifráveis por onde arrastei minha sombra sinuosa (sinuosa e fragmentada tal as ruas e avenidas de Teresina) por onde eu temperei minha carne nos sais da distância em idade imprópria para o adeus. Esta noite povoada de silêncio e de vozes que se eternizam como música doída não é outra senão a mesma noite que outrora revelou para sempre o que na matéria se escondia. Noite noite de iluminação amarela noite sem vultos noite tão somente noite hoje ontem
  • 21:46:07 Nathan Sousa Sim. Na verdade leio mais sobre a literatura do que a literatura propriamente dita.
  • 21:45:15 Nathan Sousa Há um pouco de nostalgia e ao mesmo tempo de um insustentável presente. Foi assim que surgiu meu primeiro livro "O Percurso das Horas".
  • 21:45:01 Geovane O poeta poderia reproduzir um dos poemas (ou um fragmento de um deles) de que mais gosta? Ao fazê-lo, poderia falar de possíveis leituras, de sugestão da linguagem nela contida?
  • 21:44:53 Dílson Lages Nathan, a leitura de críticas literárias ou ensaios acadêmicos também fazem parte da sua rotina?
  • 21:43:44 Nathan Sousa Há muito de telúrico sim, mas a cidade não representa um tema em si. O que me instigou a escrever poemas sobre ou citando o ambiente urbano foi a forma como eu encontrei de delimitar meus sentimentos/percepções em relação à complexidade do homem vivendo sob as circunstâncias de sua própria cria. Essa relação é que me chama mais a atenção.
  • 21:39:34 Dílson Lages O que há de telúrico em sua poesia, Nathan? Sua poesia é também a poesia de uma cidade ou de cidades? Esse tema é uma decisão pessoal ou a cidade é sempre um tema do qual os poetas não fogem?
  • 21:37:21 Dílson Lages Outra canção de Nathan, em música de Sandro Moura : https://soundcloud.com/sandromoura-pi/coracao
  • 21:36:10 Nathan Sousa Em 2006 minha poesia mostrava traços de contracultura. Eu ainda não mostrava tanta preocupação com a forma enxuta e lapidada. A de hoje é, naturalmente, mais sucinta, menos preocupada em "falar", sem perder (é o que suponho) o entusiasmo da comunicação poética
  • 21:32:40 Geovane Como avaliar a poesia de Nathan escrita em 2006 em relação a produções recentes?
  • 21:31:30 Nathan Sousa De ambas, no entanto é comum que um tema fique como que "pairando" em minha mente. Como um algoz, perquiridor.
  • 21:30:06 Nathan Sousa Já me fiz essa pergunta várias vezes..rsrsrs. Cheguei à conclusão de que esse limite não existe, dado ao modo como eu encaro as coisas da vida. Tenho a poesia como minha forma de comunicação, embora eu tenha consciência de que ela é caótica.
  • 21:29:54 Dílson Lages Natham o seu fazer literário vem da intuição, da imagem, da palavra ou de uma ideia perseguida obsessivamente? Ou de ambas as situações?
  • 21:28:17 Geovane Qual o limite entre o poeta e o Nathan?
  • 21:27:08 Nathan Sousa Geovane, no ato da escrita do poema eu me atenho, unica e exclusivamente, a procurar uma linguagem que me cumpra a missão de se aproximar do dizer o que vejo ou o que percebo/sinto. Apenas isso. Nenhuma outra pretensão.
  • 21:26:57 Dílson Lages Para quem quiser participar do bate-papo ouvindo letra de Nathan Sousa na voz de Sandro Moura https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded
  • 21:25:45 Nathan Sousa Não, com a música não há relação direta. Escrevo poesia como quem se prepara para realizar uma anunciação. Tenho uma relação que assemelha a uma preparação de mantra ou oração.
  • 21:23:32 Geovane Ao escrever, o poeta tem algum objetivo definido em termos de pretensão literária?
  • 21:23:07 Nathan Sousa Definir um estilo eu não conseguiria. Confesso que ainda não parei para pensar em definições, nem sequer parei para analisar as técnicas que eu utilizo.
  • 21:22:53 Dílson Lages Você compõe músicas. Essa experiência impulsiona de alguma forma sua poesia, ou há uma fronteira definida entre elas?
  • 21:21:19 Geovane Como o poeta definiria o próprio estilo?
  • 21:20:49 Nathan Sousa Não há forma específica e nem momento. Sabemos que a poesia nasce do inusitado, mas ela surge de um susto, um despertar de espírito, mas normalmente vem em forma de imagens, daí o fato de ser comum você encontrar alusões a obras de arte. Já disse em poema que "escrevo porque não sei pintar"
  • 21:18:16 Geovane Como costuma nascer suas poesias?
  • 21:17:11 Nathan Sousa Geovane comecei a escrever poesia na segunda metade da década passada. Tive meus primeiros poemas publicados em 2006.
  • 21:16:21 Geovane Quando começou a ideia de escrever poesia?