• 03:29:50 Marília saindo da conversa...
  • 03:29:50 Marília Boa noite
  • 03:29:50 Moderador saindo da conversa...
  • 03:29:50 Mario saindo da conversa...
  • 03:29:50 Moderador Obrigado a todos! Boa noite!
  • 03:29:50 Moderador Obrigado a todos! Boa noite!
  • 03:29:50 Lucas Rolim foi um enorme prazer conversar com todos vocês, é sempre uma satisfação ver que nossa poesia chega aos leitores e levanta questionamentos. um abraço a todos!
  • 03:29:50 Moderador Lucas, agradecemos a sua participação, ao tempo em que fique à vontade para suas palavras finais.
  • 03:29:50 Lucas Rolim novamente respondendo ao Dilson, acredito que sim. Principalmente através dos saraus, que são em lugares públicos e para todos.
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo ao Dilson, tirando O Caderno Surrealista de Ibán, acredito que os meus outros trabalhos são bastante confessionais. Só que busco fazer isso de uma maneira não piegas e cafona, sabe? A poesia confessional consegue ser muito chata de ler, às vezes. Tenho um caderno com mais de cem poemas, todos confessionais, que espero que destruam quando eu morrer, e que não façam o que fizeram com Torquato, publicando o Juvenílias. Meu cadáver agradece hahaha
  • 03:29:50 Moderador Analisando a cena literária piauiense: coletivo de leitura, saraus, blogs, portais, revistas etc Nossa literatura está, de fato, conseguindo chegar aos leitores?
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo à Marília, de Augusto dos Anjos só li o que o ensino médio me obrigara, haha! nunca foi um poeta da minha estante, mas gosto do pouco que li, embora nenhuma influência tenha sobre mim. Quem muito me influenciou foi Drummond, Roberto Piva, Herberto Helder e outros, cada um num tempo diferente da minha vida. Meu último livro, a maior influência foi Herberto Helder, para quem escrevi o poema V.
  • 03:29:50 Moderador Você vê o confessional como determinante em sua poética?
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo ao Dilson, às vezes sim. Muito do que já passou ainda ecoa e preciso falar dessas coisas. Tristezas e alegrias antigas se transformam em novos poemas. Mas me atenho "ao tempo presente, os homens presentes", nas palavras de Drummond.
  • 03:29:50 Marília Augusto dos Anjos exerce sobre você alguma influência? Quais poetas foram importantes em sua formação?
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo à sua pergunta, Mario, eu não confirmaria. Gosto da tradição e da transgressão à tradição. uso como ponto de partida a forma da primeira e a experimentação da segunda.
  • 03:29:50 Moderador O tempo e a memória são guias suas na hora de selecionar, ainda que intuitivamente, sobre o que escrever?
  • 03:29:50 Lucas Rolim Mario, esse poema foi escrito em homenagem ao poeta português Herberto Helder.
  • 03:29:50 Mario Lendo esses versos me pareceu que a tradição literária é uma fonte sua. Isso se confirma?
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo ao Dilson, na criação é o oposto. vem tudo de dentro, da "confusão da matéria". a briga é aqui dentro. haha!
  • 03:29:50 Mario "Sobe a noite entreposta aos vaga-lumes, entregue aos abismos. Quarto de joia queimando sobre o mármore exaltado, quando o mergulhador encontra a mão sobre o sangue, boiando em penas leves, e o homem entra na cabeça, subterrâneo, como se partisse o fio da madrugada.(...)"
  • 03:29:50 Moderador Sua poesia se faz do exterior para o interior. Da ambiência para o psicológico. É assim também que pensa na criação?
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo à Marília, a única poeta que estou lendo no momento é a Laís Araruna de Aquino, de Recife, PE. seu livro de estreia, "Juventude", é uma obra prima e merece ser lido.
  • 03:29:50 Lucas Rolim embora isso, acredito, apenas eu (e talvez um analista) possa entender a fundo. aos demais, leitores dos poemas, aquilo é poesia e "mera ficção" (como se isso existisse, haha!)
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo ao Dilson, não diria do amor. mas sim, é uma forma de autoconhecimento, inclusive com princípior freudianos. explico. no livro, me propus ao método surrealista, do poeta francês Andre Breton, escrever através de um fluxo contínuo de pensamento, sem ser interrompido e sem "julgar" as coisas que escrevia. tudo aquilo reflete os estados em que se encontravam a minha consciência e diz muito sobre minha própria personalidade.
  • 03:29:50 Moderador Aos que participam do bate-papo, compartilhemos: http://triplov.com/wp-content/uploads/2018/05/O-caderno-surrealista-de-Iban.pdf
  • 03:29:50 Lucas Rolim continuando minha resposta ao Mario, gosto bastante dos versos "ó nuvens como móbiles no céu desvairado! // o que impedirá a nuvem de ser nuvem?" (poema VIII do caderno surrealista de ibán)
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo ao Mario, sim, um fator que sempre trabalho exaustivamente em todos os meus poemas é o ritmo, que é fundamental para a poesia. gosto de ler poesia para o público, principalmente acompanhado de guitarra, tambores, etc., e é importante que o ritmo esteja afiado nesses momentos.
  • 03:29:50 Marília Quais poeta você anda lendo no momento?
  • 03:29:50 Moderador O Caderno Surrealista de Ibán é uma forma de autoconhecer-se e sobretudo de entender pela dimensão da linguagem o amor?
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo à marília, todos nós lemos imagens diariamente. o meu trabalho foi, e é, aprender a construí-las, com beleza e significado.
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo ao Dilson, a própria poesia como um todo me serve para dar, ou para compreender, a dimensão existencial. eu não saberia responder sobre a metalinguagem e a metacognição, acho que esses são pontos da minha poesia que eu tenha desenvolvido inconscientemente e você os notou. acho maravilhoso quando isso acontece.
  • 03:29:50 Mario Há algum verso em sua poesia que mais o impactou e traz em seu inconsciente aonda vá?
  • 03:29:50 Mario Acompanhei declamação de poema sua e me pareceu ter influência forte do modelo de poesia feita também para ser declamada. É verdade?
  • 03:29:50 Marília Como você aprendeu a ler imagens?
  • 03:29:50 Moderador A linguagem do corpo e a metalinguagem são explorados em seus poemas, que adquirem um dimensão metacognitiva em vários momentos. Essa seria uma forma de dar dimensão existencial a si e ao tempo, separando-os e integrando-os?
  • 03:29:50 Lucas Rolim pergunta interessante, Dilson. uma coisa que me incomoda em muitos poemas d'O Mirábolo é o exagero nos adjetivos e na descrição das imagens. N'O Caderno Surrealista de Ibán, sinto que atingi o equilíbrio necessário para construir boas imagens. Poemas mais "enxutos" e, ainda assim, mais potentes do que aqueles do primeiro trabalho.
  • 03:29:50 Moderador Comparando o primeiro ao segundo livro, embora cada qual represente um momento, o que há de avanços do ponto de vista formal em sua poética?
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo ao Mário, tenho preferência por tudo que é místico. os segredos e mistérios me atraem mais que as certezas e coisas sólidas. mas tudo é passível de se tornar poesia, claro.
  • 03:29:50 Lucas Rolim respondendo à Marília, não saberia dizer se é uma marca da poesia de hoje. acho que a poesia no brasil é muito vasta. há desde os "poetas de instagram" que apelam para o meramente comercial, aos mais chegados às temáticas políticas, os da poesia erótica, etc. acho que minha poesia está inserida numa minoria que busca temas outros, e há poetas da mesma linhagem. Poderia citar Mariana Basílio, Mar Becker e Laís Araruna de Aquino, por exemplo, como poetas que considero a escrita semelhante à minh