• 21:07:22 soninha Abraço a todos e um salve para a Literatura Infanto-Juvenil(que amo muito).
  • 21:05:20 maristela saindo da conversa...
  • 21:04:42 Ricardo Ramos Filho saindo da conversa...
  • 21:04:34 Moderador saindo da conversa...
  • 21:04:18 Ricardo Ramos Filho Boa noite! Abraços e beijos.
  • 21:03:52 Moderador Agradecemos a todos que participaram do bate-papo com Ricardo Ramos Filho. Obrigado, escritor! Boa noite a todos!
  • 21:02:27 Ricardo Ramos Filho Estou escrevendo muito, Moderador. Já tenho contrato assinado para lançar mais dois livros. O cravo brigou com a rosa, pela Melhoramentos e Pipi-tara-tatá - quando o menino ficou pelado, pela Ed. Globo, que dialoga com A terra dos meninos pelados. Os dois serão lançados na Flipinha. Tenho um texto sendo avaliado pela ed. Positivo, também é infantil. estou terminando um livro de poemas infantis e pensando em escrever para adultos. Há muito trabalho pela frente. Gosto de trabalhar muito.
  • 20:59:37 Ricardo Ramos Filho Geovane, eu também leio literatura infantil. Acho que o que me leva a isso é, talvez, a busca de emoçòes que já senti.
  • 20:59:27 Moderador Quais os projetos literários do momento, Ricardo?
  • 20:56:26 Ricardo Ramos Filho Apenas o meu gosto pessoal, Marcela. É claro que depois vem a análise, a gente tenta explicar porque gostou. Mas a Bojunga me comove sempre muito. Criticamente considero que seus textos permitem uma variedade muito ampla de abordagens, e é isso que busco nos textos.
  • 20:54:44 Ricardo Ramos Filho Vou muito às escolas, gosto de estar com os leitores.
  • 20:54:20 Marcela Lisboa O escritor costuma dizer que os trabalhos especialmente de Lygia Bojunga são os que mais o atraem. Que juízo crítico o senhor usa para preferir uma obra à outra?
  • 20:53:33 Ricardo Ramos Filho O governo hoje em dia entrou fortemente no mercado. Praticamente é o único (se levarmos em conta o volume) comprador de livros no país. Hoje em dia é quem dita as regras, fala mais alto do que o próprio editor. Todo escritor hoje em dia torce para ser adotado pelos PNBEs (Programa Nacional Biblioteca da Escola). Quando isso acontece as tiragens são grandes, o livro é bem vendido, os direitos autorais pagos (sempre ínfimos) crescem um pouco.
  • 20:53:17 Anaelena P. Lima Era o que eu pensava. Mas hoje em dia as meninas ainda não dormem com seus namorados, é? Emendando, você tem vários livros adotados, vai às escolas, faz o tal corpo a corpo? Emendando de novo: quanto à tese, perfeito. Mais que hora de saberem disso.
  • 20:52:57 Geovane Monteiro O que faria um leitor adlto se interessar por um livro infantil?
  • 20:51:42 soninha entrando na conversa...
  • 20:50:46 Ricardo Ramos Filho Por querer mostrar, Anaelena, e esse é o objetivo de minha tese, que Graciliano é tão bom escrevendo para crianças como é para adultos.
  • 20:50:28 Moderador O que mudou no mercado editorial, quanto ao livros infanto-juvenis, de 1998, data de sua estreia, até hoje?
  • 20:49:11 Anaelena P. Lima Ricardo, por que Graciliano e não Monteiro Lobato como objeto do seu mestrado? digo isso pelo que você disse há pouco.
  • 20:48:26 Ricardo Ramos Filho Prostituição, homossexualismo, tudo isso, Anaelene, é difícil de ser tratado em sala de aula. O João Bolão não foi adotado por uma rede de ensino porque a irmã dele dorme com o namorado.
  • 20:47:09 Ricardo Ramos Filho Marcela, gosto de todas as minhas obras menos uma. Hoje não teria escrito o Sonho entre amigos. Trata-se de uma novela juvenil mística, escrita logo depois que meu pai morreu. Eu não sou místico e não gosto do tema. Não deveria ter escrito. Ainda bem que está esgotado (rs, rs,...). Gosto muito do João Bolão da Melhoramentos e do Livro dentro da concha da ed. Globo. São dois juvenis interessantes. O primeiro fala sobre bullying e o segundo se passa em uma ilha de pescadores.
  • 20:46:16 Anaelena P. Lima Eu não sabia dessa dificuldade, por que, hem? bem, dá pra imaginar. Mas ando afastada desse mundo desde o fim da Capitu.
  • 20:43:29 Ricardo Ramos Filho Para mim, Anaelena, é quem melhor escreve para crianças e jovens no momento. Embora sofra preconceitos de uma escola que tem dificuldade em incluir seus temas em sala de aula.
  • 20:42:54 Marcela Lisboa Entre os seus trabalhos, que obra mais lhe agrada? Por que?
  • 20:42:25 Anaelena P. Lima Incrível, eu pensava agora mesmo na Lígia Bojunga. Pra mim, talvez, a "melhor."
  • 20:42:18 Ricardo Ramos Filho Procuro fazer isso de maneira natural, Geovane. Acho que querer discutir muito avidamente alguns temas acaba comprometendo a qualidade do texto, tornando-o moralista. Acho que antes de mais nada quero contar uma história. O lúdico vem em primeiro lugar. Deve ser uma história divertida, que traga emoção, prenda. Depois, é claro, falo de coisas que são importantes para mim, mas o maior objetivo não está aí.
  • 20:39:04 Geovane Monteiro Que técnica Ricardo Ramos Filho faz uso para construir o lúdico sem deixar de permitir à criança e ao adolescente a discussão sobre temas sociais?
  • 20:38:09 Ricardo Ramos Filho Na minha opinião, Geovane, como qualquer obra literária, a qualidade está na possibilidade de leituras diferentes que o texto possibilita. Textos ricos são aqueles que trazem muitas opções. Pobres são aqueles que todos interpretam da mesma forma e que não permitem grandes discussões. Se você, por exemplo, pega uma Ligia Bojunga, percebe logo que há uma diversidade muito grande no que ela escreve. Diversas alternativas de abordagem.
  • 20:36:42 Anaelena P. Lima Concordo com você.
  • 20:35:44 Ricardo Ramos Filho Talvez isso seja verdade, Anaelena. de qualquer maneira acho que quando o escritor escreve não deve se preocupar muito com isso. Pelo menos no meu caso não fico muito preocupado com o fato de se o livro vai ser muito ou pouco lido. No momento da criação a gente lida mais com uma necessidade, vontade de por tudo aquilo para fora.
  • 20:35:44 Ricardo Ramos Filho Talvez isso seja verdade, Anaelena. de qualquer maneira acho que quando o escritor escreve não deve se preocupar muito com isso. Pelo menos no meu caso não fico muito preocupado com o fato de se o livro vai ser muito ou pouco lido. No momento da criação a gente lida mais com uma necessidade, vontade de por tudo aquilo para fora.
  • 20:34:45 Geovane Monteiro O que mede a qualidade de um livro infanto-juvenil?
  • 20:33:54 Anaelena P. Lima Será que a conquista do público infantil e juvenil não percorre os mesmos caminhos da conquista do leitor adulto? claro que o adulto , de alguma maneira, já foi conquistado, mesmo assim, penso que o trajeto é o mesmo. Ou muito similar, até mesmo na concorrência, como você disse.
  • 20:31:54 Ricardo Ramos Filho Alcançar as crianças, Moderador, é cada vez mais difícil. Existe muita coisa concorrendo com o livro. Acho que antes de tudo a criança deve ser uma criança que gosta de ler. Insisto aí no papel do moderador. Depois os textos verbais e visuais (cada vez mais importante) devem se casar de forma harmônica e insticgar, provocar a criança, fazer com que reflita. De certa forma sempre foi assim. Eu viajava com Monteiro Lobato.
  • 20:31:54 Ricardo Ramos Filho Alcançar as crianças, Moderador, é cada vez mais difícil. Existe muita coisa concorrendo com o livro. Acho que antes de tudo a criança deve ser uma criança que gosta de ler. Insisto aí no papel do moderador. Depois os textos verbais e visuais (cada vez mais importante) devem se casar de forma harmônica e insticgar, provocar a criança, fazer com que reflita. De certa forma sempre foi assim. Eu viajava com Monteiro Lobato.
  • 20:30:11 Anaelena P. Lima Tenho quase certeza que sim. Quase porque quase nunca tenho certezas. rs
  • 20:29:15 Ricardo Ramos Filho Eu sei, Anaelena, e é o que tem me feito refletir sobre se vale a pena entrar no mundo adulto. O que tenho colocado no FB, crônicas e contos curtos, talvez seja um caminho a ser explorado.
  • 20:29:09 Moderador Qual a condição (ou quais as condições) para que uma obra infantil alcance de fato as crianças?
  • 20:28:13 Anaelena P. Lima Elogio, mas não mero elogio, viu? não gratuito.
  • 20:27:41 Ricardo Ramos Filho Sei que você diz isso como elogio, Anaelena, e agradeço.