Dilson Lages Monteiro Sexta-feira, 23 de junho de 2017

Conversa de Escritor - Resumo

Convidado: Eduardo Lacerda (horário de verão)
Tema: Os desafios do mercado editorial brasileiro
Dia: 29/11/12
Horário: 20h00


(22:07:58) ModeradorEntretextos saindo da conversa...
(22:05:29) Eduardo Lacerda Muito obrigado a todos!
(22:05:04) Luiz de Oliveira Entrarei em contato.
(22:04:45) ModeradorEntretextos Mais uma vez, sucesso! E obrigado a todos que participaram do bate-papo. Boa noite!
(22:04:08) Eduardo Lacerda Os nossos contatos: www.editorapatua.com.br (site) e editorapatua@gmail.com (e-mail)
(22:03:44) Eduardo Lacerda E reforço o pedido do endereço para que eu envie meu livro.
(22:03:32) Eduardo Lacerda Quero agradecer seu convite, o espaço e a oportunidade. Espero ter sido útil aos seus amigos e leitores.
(22:02:51) ModeradorEntretextos Caro Eduardo, para finalizar o bate-papo, Entretextos deseja sucesso no lançamento de Outro dia de folia e pede que apresente os contatos da editora, para os que irão ler esse bate-papo posteriormente.
(22:02:21) Eduardo Lacerda E muito Drummond, o melhor poeta que já tivemos. (também Gullar, gosto muito).
(22:02:04) Eduardo Lacerda Leminski, João Cabral, Hilda Hilst, Gabriel Garcia Marquez (mesmo sendo romances), Ana C Cesar, Fábio Weintraub (esse contemporâneo), Lilian Aquino (essa jovem e contemporânea e quem eu considero uma das melhores poetas)
(22:01:01) Eduardo Lacerda Mas mais que editar, acho que a convivência com tantos poetas... isso foi fundamental.
(22:00:54) Geovane Monteiro O Eduardo poderia falar de leituras que influenciaram seu fazer poético?
(22:00:12) Eduardo Lacerda Sim, eu não consigo separar esse trabalho de editor do de poeta. Mas isso é muito comum na poesia, não é? Na literatura em geral. V woolf era editora, os irmãos campos eram críticos e editavam uma revista, Fernando Pessoa editou revistas literárias
(21:59:06) Eduardo Lacerda Buscamos analisar se dentro do que se propõe o autor conseguiu desenvolver bem aqui. E, como são jovens, muitos deles ainda estão formando uma linguagem. É nosso trabalho ajudar, orientar.
(21:58:27) Eduardo Lacerda Veja, Luiz, eu evito ao máximo esse sectarismo que existe na literatura, de excluir quem não faz o que você gosta, de boicotar. A poesia tem milhões de linguagens de qualidade. Existem bons poemas parnasianos, beats, marginais, modernos, haikais, concretos, visuais.
(21:58:03) Geovane Monteiro O fato de ser editor e portanto ter tido contato com várias coisas que estão fazendo hoje influenciou de certo modo esse seu novo \"pensar a linguagem\" de sua poesia?
(21:56:33) Luiz de Oliveira Como leitor de poesia, até onde as suas preferências poéticas ajudam ou atrapalham na escolha dos livros a ser editados?
(21:56:27) Eduardo Lacerda Sim, este poema é o primeiro que escrevi para o livro e o último da série \"festins\", a parte principal do livro.
(21:56:03) Eduardo Lacerda Um livro pode ficar pronto em 1 mês, mas geralmente trabalhamos em 6 livros diferentes e ao mesmo tempo... a patuá está publicando uma média de 04-06 livros por mês.
(21:55:35) Geovane Monteiro O poema o Ovo, dos tempos em que dialogávamos no café literário, figurará em Outro dia de folia?
(21:55:19) Eduardo Lacerda Acho que eu desenvolvi uma poética e uma linguagem... \'uma voz\', isso não significa que seja boa, madura ou de qualidade, eu não estou dizendo isso, estou dizendo que pensei muito pra desenvolver isso.
(21:55:07) Cícero Quanto tempo em médio o senhor providencia a edição de um livro?
(21:54:34) Eduardo Lacerda O livro sempre chamou Outro dia de folia. Eu reescrevi muitos dos poemas, mas acho que o maior trabalho foi o de fortalecer uma linguagem.
(21:53:39) Geovane Monteiro Lembro, se não me falha a memória, que o título era Dia de folia e agora uma leve alteração para Outro dia de folia. Os poemas, foram feitas muitas alterações? Como se dá o processo de reescrita no fazer poético do Eduardo?
(21:53:06) Eduardo Lacerda E também acho que com a editora... antes eu não poderia ser o meu editor...
(21:52:52) Eduardo Lacerda E eu esperei o momento certo. Eu tentei esse prêmio do Governo do Estado algumas vezes, eu confiava no meu livro e quis esperar esse prêmio.
(21:52:23) Eduardo Lacerda Existiram vários motivos para essa demora de 11 anos. Primeiro eu precisava amadurecer meu livro, não poderia publicar qualquer coisa.
(21:51:59) Eduardo Lacerda Não pretendo publicar literatura infantil, a minha paixão é a poesia... e o conto e o romance por outro lado.
(21:51:36) Eduardo Lacerda E um outro livro com temática de folclore.
(21:51:25) Eduardo Lacerda Nós temos dois livros de literatura infantojuvenil, Anilina, Ziguezague e Désirée, de João Paulo Hergesel, um garoto que publiquei no jornal O Casulo em 2007, ele tinha 16 anos... com 20 eu editei o livro dele. E essa semana ele ganhou o prêmio Monteiro Lobato do Sesc
(21:50:08) Geovane Monteiro Conheço alguns dos poemas de seu livro de estréia. Já parecem prontos, porque são bons, agradáveis de ler, mas há uma certa \"demora\" em publicar. Isso se deve a quê?
(21:49:41) ModeradorEntretextos A literatura infanto-juvenil e a infantil está nos planos da Patuá?
(21:48:42) Eduardo Lacerda Não todos, seria impossível, mas 90% dos autores da editora costumam beber comigo, sair para conversar, ler poemas em bares, em saraus.
(21:48:06) Eduardo Lacerda Geovane, por pior que seja o mundo, por mais ácido, eu acredito nas pessoas que querem mudar o mundo. Eu sempre tentei fazer isso com a editora. Publicar um garoto ou garota de 20 anos, de graça e com qualidade... isso cria um vínculo, uma amizade.
(21:47:13) Eduardo Lacerda Sim, é um livro de poemas chamado Outro dia de folia. Será lançado em uma semana, dia 06/12
(21:46:56) Eduardo Lacerda Os meus autores, que são meus amigos, achariam muito estranho eu confiando os meus poemas para outra editora.
(21:46:40) Eduardo Lacerda Então eu quis o desafio de editar meu próprio livro. Eu poderia procurar uma editora e pagar, mas estaria, além de dando o dinheiro para outra proposta, duvidando da minha capacidade de fazer algo bom.
(21:46:00) Eduardo Lacerda Ano passado recebi um prêmio do Governo de São Paulo no valor de 10 mil, isso permite publicar uma tiragem luxuosa de 1000 exemplares (desses 200 serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas)
(21:45:57) Luiz de Oliveira Seu livro é de poesia?
(21:45:15) Eduardo Lacerda Sobre publicar o meu próprio livro. Eu comecei a escrever ao mesmo tempo que comecei a editar, as duas coisas de forma muito rudimentar. E acho que fui evoluindo nessas duas áreas.
(21:44:14) Geovane Monteiro Como priorizar o interesse de divulgação, o espírito do compartilhar num contexto do mercado editorial tão ácido a ponto de encarar a política editorial sobretudo no sentido restrito de uma empresa que quer faturar?
(21:44:06) Luiz de Oliveira Como é para um editor publicar a si mesmo?
(21:43:10) Eduardo Lacerda E no caso de autores que vendem muito bem pagamos também uma porcentagem em dinheiro.
(21:42:51) Eduardo Lacerda Os autores recebem direitos autorais. A cada 100 livros impressos eles ganham 5% da tiragem, também podem comprar (isso não é obrigatório) livros com desconto para revenda, esse desconto chega a 60%
(21:42:03) Eduardo Lacerda A Patuá publica gratuitamente os livros selecionados. É uma das únicas editoras do país que não cobra nada para a publicação de um livro de um autor estreante e desconhecido.
(21:41:04) ModeradorEntretextos A Patuá compra direitos autorais ou investe em autores que desejam pagar pela edição do livro?
(21:40:47) Eduardo Lacerda O escritor jovem, ele acha que descobriu o mundo quando faz um poema diferente. Ele não conhece muito a história da literatura ainda... e deveria procurar conhecer, ler.
(21:40:13) Eduardo Lacerda E o Mário, que era um gênio, deu uma resposta muito simples: Leia de tudo, principalmente os seus contemporâneos.
(21:39:48) Eduardo Lacerda Ele perguntava o que deveria fazer para se tornar um bom escritor.
(21:39:36) Eduardo Lacerda Quando entrei no curso de Letras, um dos meus professores contou sobre uma carta que o escritor Fernando Sabino escreveu ao Mário de Andrade.
(21:38:59) Eduardo Lacerda E isso é triste, os escritores deveriam ler. Ler muito. E conhecer outros escritores, criticar, compartilhar, incentivar o outro.
(21:38:14) Eduardo Lacerda Eu criei a ideia de um paradoxo, eu sempre afirmo que existem mais escritores que leitores. Porque eu percebo que a necessidade de publicação das pessoas é grande, mas a vontade de conhecer o outro é pequena.
(21:37:33) Eduardo Lacerda O principal desafio, pra mim, é encontrar leitores. Veja, eu não estou dizendo encontrar compradores. O que é diferente. Um leitor pode não comprar livros, por algum motivo, mas ele lê.
(21:36:40) Eduardo Lacerda A primeira autora que publicamos eu conheci no site Recanto das Letras.
(21:36:27) Eduardo Lacerda Não precisa se desculpar, essa conversa está ótima!
(21:36:14) Eduardo Lacerda As redes sociais são excelentes para a divulgação do nosso trabalho, elas nos trazem esses novos escritores.
(21:35:50) Geovane Monteiro Eduardo (desculpe-me outra vez se a pergunta já foi proferida. É que só consigo vizualizar a partir de quando eu enteei na conversa) qual o principal desafio para o mercado editorial?
(21:35:43) Eduardo Lacerda Então tenho um mailing de endereços com críticos, professores, editores de sites e jornais.
(21:35:31) Luiz de Oliveira O retorno que as redes sociais trazem em termos de venda de livros está em que nível, em relação a sua editora?
(21:35:20) Eduardo Lacerda Enviamos de acordo com o perfil do livro. Não enviamos livros de poemas para jornais que não publicam notas sobre poesia, por exemplo.
(21:34:47) Eduardo Lacerda Em pouco tempo tivemos boas resenhas no Guia de livros da Folha de São Paulo, no jornal Rascunho.
(21:34:42) ModeradorEntretextos A quem chegam esses exemplares?
(21:34:27) Eduardo Lacerda Esse é um diferencial da nosa editora. Nós tentamos trabalhar a divulgação dos autores.
(21:34:08) Eduardo Lacerda Não, eu realizado todo o trabalho dentro da editora junto com minha sócia. De cada 100 exemplares impressos nós reservados 5 para divulgação.
(21:33:28) Cícero O senhor usa quais estratégias para fazer o que edita ser conhecido dos leitores? Tem alguém encarregado só disso?
(21:33:16) Eduardo Lacerda Aliás, gostaria de enviar meu livro para vocês, se puderem passar o endereço por e-mail ou mensagem.
(21:31:33) Eduardo Lacerda E todos estão convidados para o envio de livros para nossa análise.
(21:30:56) Eduardo Lacerda Foram 70 livros em menos de 2 anos (faremos dois anos em fevereiro). Temos mais 40 títulos sendo produzidos. O próximo lançamento da editora é o meu livro de estreia.
(21:30:23) Eduardo Lacerda Mas temos dois autores de João Pessoa, uma de Recife, um de Roraima, e estamos editando mais livros de autores do Norte e Nordeste.
(21:30:17) Geovane Monteiro É possível estimar um número de títulos já publicados pela Patuá?
(21:29:44) Eduardo Lacerda Não existe superioridade rio-são paulo, o que existe é uma proximidade com os autores de São Paulo por estarmos em São Paulo. Uma editora de Recife, com certeza, vai focar em autores locais. Esse é um ponto.
(21:28:59) Eduardo Lacerda Mas eu não considero, ainda, o livro digital um avanço.
(21:28:54) Luiz de Oliveira Com a facilidade de contato, hoje, sua editora tem publicado a \"diversidade regional\" desse país ou ainda se concentra na \"superioridade\" de produção do eixo \"Rio-São Paulo\"
(21:28:45) Eduardo Lacerda A venda pelo nosso site, a venda direta ao leitor, diminuindo custos, acho isso um avanço.
(21:28:25) Eduardo Lacerda Depois essa reimpressão, sempre com qualidade, de apenas 5 exemplares. Isso sim é um avanço.
(21:28:07) Eduardo Lacerda A possibilidade de fazermos apenas 100 exemplares com qualidade é um avanço.
(21:27:50) Eduardo Lacerda Agora, o custo de impressão de um livro de 1000 exemplares é de 4 reais... de um livro com 1500 é de 2.30
(21:27:46) ModeradorEntretextos O que, como editor, você diria que avançou em tecnologia desde que iniciou a edição de livros?
(21:27:29) Eduardo Lacerda Eu acredito muito no que é humano, digital ou impresso.
(21:27:17) Eduardo Lacerda A edição, a revisão. Tudo isso será mantido no livro digital de qualidade. Só é abolido no que for feito de qualquer jeito.
(21:26:56) Eduardo Lacerda O maior custo em um livro é o custo humano, é a ilustração, é a diagramação, o projeto gráfico.
(21:26:38) Eduardo Lacerda Geovane, anteriormente iniciei a explicação sobre isso.
(21:26:16) Eduardo Lacerda Todos acham que iniciarão a carreira vendendo milhares de exemplares.
(21:26:01) Eduardo Lacerda Mas sobre a tarefa mais exigente, com certeza é fazer que o escritor entenda como funciona o mercado editorial, é explicar o que estamos conversando aqui para eles.
(21:25:55) Geovane Monteiro É fato que muitos escritores, especialmente anônimos e iniciantes buscam uma alternativa para publicar seus trabalhos. A propagação da internet e o pouco custo funcionam como um atalho, um caminho mais possível para muitos que ficam de fora da política editorial. Nesse contexto, não seria possível, num futuro próximo, a Patuá investir não apenas no livro impresso?
(21:25:32) Eduardo Lacerda Eu cuido de todo o processo de edição e da empresa. Aline e eu, ela, no momento, está fazendo intercâmbio na Argentina, ela estuda na USP literatura contemporânea e na argentina faz uma especialização em literatura latino americana.
(21:24:35) Eduardo Lacerda Sim, a Patuá mantém diversos canais de comunicação. Inclusive meu e-mail, celular e facebook pessoal são utilizados. Eu sou um editor e quero me tornar amigo de quem publico. Não somos distantes dos autores.
(21:24:33) ModeradorEntretextos Qual, para você, a tarefa mais exigente na edição de um livro?
(21:23:53) Eduardo Lacerda Mas se pensarmos bem são apenas 10 livros vendidos de cada título. Quem leu isso? O pai, a mãe e o autor que comprou alguns exemplares.
(21:23:27) Eduardo Lacerda Uma dessas empresas uma vez anunciou que já imprimiu 160 mil exemplares de 16 mil títulos. Pode parecer impressionante, não é?
(21:23:26) Luiz de Oliveira No sítio eletrônico da Editora Patuá, há um canal para os escritores entrarem em contato com vocês?
(21:22:55) Eduardo Lacerda Como pensar um trabalho intelectual dessa forma?
(21:22:45) Eduardo Lacerda E essa facilidade criou escritores publicando 2, 4, 10 livros por ano.
(21:22:25) Eduardo Lacerda Os livros são grampeados... enfim... perde-se a qualidade em nome da facilidade.
(21:22:10) Eduardo Lacerda Agora, existem no mercado \'editoras\' que produzem a partir de 1 exemplar. A capa é pronta, você corre o risco de ter outros 500 livros no país com a mesma capa.
(21:21:34) ModeradorEntretextos Edições de apenas 50, 100 exemplares, produzidos em duplicadores etc.
(21:21:33) Eduardo Lacerda Mas queremos primar pela qualidade. Se a gráfica nos entrega um material com defeito, devolvemos.
(21:21:15) Eduardo Lacerda Eu trabalho com impressão sob demanda. A Patuá produz 100 exemplares de um livro (sempre gratuitamente) e após essa quantidade reimprimimos tiragens de 10, 20, 50 exemplares
(21:20:43) Eduardo Lacerda Depende o que é opção sob demanda. Existem várias formas de se pensar isso.
(21:20:25) Eduardo Lacerda O livro impresso tem um preço similar. O livro impresso é um objeto, um fetiche, uma propriedade que se pode compartilhar.
(21:20:10) ModeradorEntretextos Como você vê a impressão sob demanda? Uma ameaça ao trabalho do editor ou novas oportunidades para autores, leitores e editores?
(21:19:55) Eduardo Lacerda É uma opção pela qualidade, não pela quantidade.
(21:19:41) Eduardo Lacerda Mas a minha proposta é continuar para sempre com o impresso.
(21:19:06) Eduardo Lacerda E, no futuro, o digital vai ultrapassar o impresso. Como o mp3 ultrapassou o cd e este o disco.
(21:18:44) Eduardo Lacerda Como disse anteriormente, acho que o digital e o impresso ainda vão coexistir por muitos anos, principalmente no Brasil.
(21:18:44) Eduardo Lacerda Como disse anteriormente, acho que o digital e o impresso ainda vão coexistir por muitos anos, principalmente no Brasil.
(21:18:18) Eduardo Lacerda O autor paga R$ 20,00 por uma pasta aberta, a pasta pode conter dezenas de textos.
(21:18:15) Geovane Monteiro Eduardo Lacerda, quando se discute sobre livro digital, não raro, associa-se o e-book a uma ousadia que possa vir a dominar o mercado. O que o senhor tem a dizer a respeito?
(21:18:01) Eduardo Lacerda Mas é mais efetivo o registro no escritório de direitos autorais da bibliotena nacional. O valor é ainda mais baixo.
(21:17:40) Eduardo Lacerda Cícero, o registro de cartório pode ser considerado no caso de uma ação judicial. E-mails, publicações em sites, tudo isso pode ser considerado.
(21:17:12) Eduardo Lacerda Boa noite, Geovane. Bom te reencontrar.
(21:17:03) Cícero Sou um novato escrevendo livros e queria saber como faço para registrar meu livro. Registro de cartório vale?
(21:17:00) Eduardo Lacerda Acho que esse é o caminho, buscar alternativas aos grandes centros varejistas que ainda pensam a distribuição do livro como há 50 anos.,
(21:16:47) Geovane Monteiro Boa noite,Eduardo Lacerda!
(21:16:23) Eduardo Lacerda Mas as livrarias cobram 50% do preço de capa... por isso a Patuá trabalha com 95% das vendas em eventos e pelo site próprio.
(21:15:54) Eduardo Lacerda A distribuição encarece o livro, sim. Um livro de 1000 exemplares tem custo de 4 reais, em média (isso uma edição semi luxo)
(21:15:30) Geovane Monteiro entrando na conversa...
(21:15:08) Eduardo Lacerda Porque um livro a 25, 30 é considerado obstáculo?
(21:15:02) Cícero entrando na conversa...
(21:14:53) Eduardo Lacerda Entre outras coisas... quanto custa pra um jovem ir toda semana em uma festa? 50, 80?
(21:14:34) Eduardo Lacerda Agora... vivemos em um país que é um dos maiores consumidores de cigarros, bebidas...
(21:14:15) Eduardo Lacerda Então, concordo que no primeiro caso qualquer valor será um obstáculo.
(21:14:00) Eduardo Lacerda E no caso de quem compra muitos livros e gostaria de comprar mais.
(21:13:48) Eduardo Lacerda O preço do livro não é obstáculo. Existem duas situações onde o livro pode ser considerado caro, no caso de uma pessoa sem recursos básicos, então essa pessoa não comprará mesmo livros.
(21:13:09) Eduardo Lacerda Não é essa a literatura que nos interessa.
(21:12:56) ModeradorEntretextos Você não considera, então, a distribuição do livro o maior obstáculo para o preço final dele atrair o leitor?
(21:12:54) Eduardo Lacerda Nós tentamos ler tudo o que chega, mas 90% são livros diluidores de best seller como crepúsculo, segredo, harry potter.
(21:12:25) Eduardo Lacerda Isso pode acontecer, mas não é o que está acontecendo. O número de leitores não aumentou significativamente. Educação, instalação de bibliotecas, programas de estímulo podem ser mais efetivos.
(21:12:13) Luiz de Oliveira Como há, hoje, um número expressivo de autores enviando originais para editores, como você, como faz a seleção dos autores?
(21:11:32) Eduardo Lacerda Veja, o maior custo para um livro não é o papel, não é o da impressão. O maior custo é o de tornar um livro único: diagramação, ilustração, divulgação, edição.
(21:11:26) ModeradorEntretextos A ampliação do número de leitores em tela não se reverteria, na sua ótica, em mais leitores também lendo em livro de papel ?
(21:10:57) Eduardo Lacerda Sim, esse é o caminho, publicar de forma digital e impressa. Esse é o caminho de quase todas as editoras, mas a Patuá quer ir no caminho contrário.
(21:10:23) Eduardo Lacerda É algo que o digital não proporciona. É falsa essa ilusão de que o número de leitores aumenta com o digital. Aumenta o acesso, a democratização... mas isso não significa mais formação.
(21:09:40) Eduardo Lacerda O formato digital e o impresso vão coexistir. Não está nos nossos planos realizar livros digitais. A grande proposta da Patuá, e acho que minha tarefa como editor, é reunir pessoas pela literatura. Nossos lançamentos reúnem em média 100 pessoas, alguns chegam a 250
(21:09:39) ModeradorEntretextos O caminho das editoras será produzir livros no formato tradicional e no formato e-pub e congêneres?
(21:08:25) ModeradorEntretextos Hoje, já se percebe um grande número de leitores, principalmente jovens abaixo dos 30 anos, lendo em tela mais que em livro. Qual o lugar do editor neste novo cenário?
(21:08:08) Eduardo Lacerda É muito recompensador ver um autor que descobrimos ganhando prêmios ou sendo resenhado em jornais de grande circulação.
(21:07:04) Eduardo Lacerda Não conseguimos ainda lucro, mas conseguimos pagar todos os livros.
(21:06:50) Eduardo Lacerda Mas a Patuá, minha editora (minha e da Aline Rocha, minha sócia), tem dois anos de atividades e nunca deu prejuízo.
(21:06:06) Eduardo Lacerda Uma média de 03-4 por dia
(21:05:59) Eduardo Lacerda Sim, tem razão, economicamente é arriscado. Ao mesmo tempo a demanda é incrível. Recebemos mais de 100 livros por mês.
(21:05:34) Eduardo Lacerda Editar, pra mim, é mais que produzir um livro, é moldar a carreira de um autor (pelo menos de alguma forma). Eu trabalho a divulgação, a venda, a distribuição, indico concursos.
(21:04:48) ModeradorEntretextos Editar literatura, principalmente de autores estreantes, não é o segmento, do ponto de vista econômico, mais arriscado do mercado editorial?
(21:04:46) Eduardo Lacerda Agora, a tarefa de editar... eu penso em editar como dar oportunidade para o escritor divulgar o seu trabalho.
(21:03:51) Eduardo Lacerda E tentamos entregar edições de excelência, tanto com acabamentos gráficos como ilustrações e projetos únicos para cada livro.
(21:03:25) Eduardo Lacerda Respondendo a sua pergunta, eu ainda trabalho no mercado alternativo. Edito, gratuitamente, autores de criação, com literatura de qualidade, principalmente Poesia.
(21:02:48) Eduardo Lacerda O Brasil é o maior comprador de livros do mundo.
(21:02:36) Eduardo Lacerda Mas existe o mercado editorial de livros didáticos, paradidáticos, as editoras vivem das compras governamentais.
(21:02:02) Eduardo Lacerda Eu trabalho com um mercado voltado para jovens autores, geralmente estreantes.
(21:01:41) Eduardo Lacerda Existem muitos mercados editoriais.
(21:01:29) ModeradorEntretextos Da literatura alternativa para o mundo editorial dos livros , o que mudou tanto na tarefa de editar?
(21:00:36) Eduardo Lacerda Então já são 11 anos, desde essa revista, trabalhando com edição de revistas, jornais e livros.
(21:00:08) Eduardo Lacerda E aos 19, já no curso de Letras da USP, iniciei uma revista literária. A Revista Metamorfose.
(20:59:41) Eduardo Lacerda Eu 16 anos eu já gostava de divulgar informações nesse formato.
(20:59:10) Eduardo Lacerda Mas existem fanzines, muitos, de poesia, arte.
(20:58:59) Eduardo Lacerda Eu iniciei a edição ainda muito jovem, com fanzines. Fanzines são folhas xerocadas, geralmente com informações sobre bandas jovens.
(20:58:11) Luiz de Oliveira Eduardo, pra início de conversa, a quanto anda o mercado editorial brasileiro?
(20:58:08) Eduardo Lacerda Agradeço muito o convite.
(20:57:09) ModeradorEntretextos Antes de comercarmos a dialogar sobre o mercado editorial, pergunto: como nasceu o editor Eduardo Lacerda?
(20:54:51) Luiz de Oliveira entrando na conversa...
(20:54:19) ModeradorEntretextos Boa noite a todos!
(20:52:12) Eduardo Lacerda Boa noite.
(20:52:00) ModeradorEntretextos entrando na conversa...
(20:43:18) Eduardo Lacerda entrando na conversa...
Livraria online Dicionário de Escritores Exercícios de criação literária
Entretextos Acadêmico
Rádio Entretextos
Livros online Aúdios

Imagens da Cidade Verde: entrevista com o escritor Ribamar Garcia


Os anos da juventude, entrevista com Venceslau dos Santos


Listar todos
Últimas matérias

23.06.2017 - ONDE LOCALIZAR A CRISE BRASILEIRA?

Fala-se, em toda

21.06.2017 - Uma tarde na Fazenda Não me Deixes

Uma tarde na Fazenda Não me Deixes

20.06.2017 - ROGEL SAMUEL: BREVE MANUAL DE DIDÁTICA GERAL

Por que a didática geral?

19.06.2017 - Vozes da ribanceira

O autor escreve sobre o romance Vozes da ribanceira, do acadêmico Oton Lustosa.

19.06.2017 - Psycho Pass episódio 6: Akane confronta a crueldade humana

Prosseguindo a guia de episódios do seriado de ficção científica "Psycho Pass" chegamos ao chocante sexto episódio, onde Akane enfrenta uma esquartejadora.

19.06.2017 - Lançamento em Parnaíba de Histórias de Évora e A Menina do Bico de Ouro

O SESC convida para o lançamento de Histórias de Évora e A Menina do Bico de Ouro em Parnaíba

18.06.2017 - A REGRA E AS EXCEÇÕES

Alguém, de forma

16.06.2017 - Cruzando os Mares

A Bordo de um Cargueiro

16.06.2017 - Ariano e a estética do Não Foi Bem Assim

Essas coisas são inventadas por heróis picarescos, gente que para fugir da fome tem que remar o dia todo, a vida inteira.

16.06.2017 - Livros e raparigas

Um dia destes, em conversa com a mulher de um jornalista, escritor e (grande) tradutor brasileiro, falávamos de Os Desastres de Sofia e da famosa colecção Biblioteca das Raparigas

16.06.2017 - A gênese de nossa criação literária

A base de nossa criação literária fundamenta-se, portanto, na tentativa de fundir memória, imagem e sensação.

15.06.2017 - HOJE É CORPUS CHRISTI, SIM, SENHOR

Muita gente

15.06.2017 - DOCES FANTASMAS

Doces fantasmas esvoaçam os ares dentro de meu quarto.

14.06.2017 - Miranda, uma família pioneira no povoamento do Piauí.

O autor divulga notas sobre as origens da família Miranda, no Piauí.

13.06.2017 - Literatura piauiense

Na apresentação do livro de Francisco Miguel de Moura, Reginaldo Miranda faz análise da literatura piauiense.

13.06.2017 - Da arte do sol

Da arte do sol

12.06.2017 - Os Excluídos da História

Texto de apresentação ao livro História do Índios do Piauí, organizado por Claudete Miranda Dias.

11.06.2017 - UM PINGO NO OCEANO

Muitas vezes, tenha a sensação de que o mundo precisa menos de livros.

11.06.2017 - SOBRE LOUCOS E POETAS

Quem garantiria a segurança dos familiares que não se sentem aptos a fazer o trabalho de profissionais treinados, capacitados e remunerados na sua tarefa de medicar e acompanhar psicopatas incuráveis?

11.06.2017 - Veja o link abaixo com minha entrevista no Sarau 16

Link de minha entrevista no Sarau 16

11.06.2017 - Considerações Vãs

Considerações Vãs

11.06.2017 - Uma obra pioneira

O autor escreve sobre o livro Apontamentos biográficos de alguns piauienses ilustres e de outras pessoas notáveis que ocuparam cargos públicos na província do Piauí, do pioneiro biógrafo e jornalista piauiense Miguel de Sousa Borges Leal Castelo Branco.

ENTRETEXTOS - DÍLSON LAGES MONTEIRO
Baloon Center, Av. Pedro Almeida nº 60, Sala 21 (primeiro piso) - São Cristóvão - Teresina - Piauí - CEP: 64052-280 Fone (86) 3233 9444
e-mail: dilsonlages[@]uol.com.br