• Ari Lins Pedrosa
    "O trato de Dílson com a poesia é mágico. Ele sabe trabalhar a linguagem, sem ficar preso ao exagero lingüístico. Na economia de palavras, apresenta um retrato poético verdadeiro, em que cada palavra busca no leitor a dicotomia de suas imagens poéticas."
  • Luiz Paulo Bastos Cerejo

    "O HOMENZINHO que sou vibra em ser um PASSAGEIRO DO SOL. É bem verdade, O OUTRO LADO DA FACE existe, pois vivemos na dimensão da dualidade. Assim, inicia-se o PRENÚNCIO DA AURORA, do conhecer O MUNDO VISTO POR DENTRO: O ROSTO QUE SE REFAZ, que só mostra o sorriso da aceitação consciencial, como a estar Á SOMBRA DOS COQUEIROS. Nenhuma PERIPÉCIA URBANA é capaz de atravessar um SAMBA NA AVENIDA. O GALOPE DAS ESTRELAS é de tal ordem, de tal magnitude, que mesmo sem tempo de nos vermos, de nos examinarmos, nos sentimos vestidos com uma ROUPA NOVA. Os OLHOS NO INFINITO acompanham a VELOCIDADE MÁXIMA delas.

    Nesse estado de êxtase, diante do cosmo, o mental inferior, horizontal, racionalizador e conceituador pára. Nessa dimensão sutil, o CANIBALISMO preconceituoso se extingue. É como se vestisse uma camisa-de-força, a viver numa eterna TARDE NEGRA. Um SONHO ENTRE GRADES de seu inconsciente, produzir-lhe-ia a sensação depressiva, que só O MISTÉRIO DOS DESERTOS é capaz de produzir. Uma ESPERANÇA EM FORMA DE NUVEM, no entanto, pode acenar com um outro MUNDO DIANTE DO SERROTE, a dizer-lhe que o FAROL DO APOCALIPSE tem a função, somente, de amedrontar.

    Não há, realmente, nenhum interesse neste TIC TAC desse relógio a marcar um fim de mundo inexistente. Há, sim, FOLHAS QUE CAEM; que se locupletaram com os efeitos psicológicos lançados POR TRÁS DAS PALAVRAS e usadas como um CARROSSEL qualquer, para mais ludibriar. Este CORPO INCANDESCENTE é que morre, tem que explodir, a fim de que o ambiente planetário, neste POR-DO-DIA, sinta a CHUVA NA ALMA DO RIO, do seu rio, de si próprio, na direção do oceano. DE CORPO E ALMA, então, o viajante sente NAS CORDAS DA VIOLA a musicalidade contida em sua profundidade. Tudo de fora se torna qualificado, como se fosse UMA PARADA PARA A PASSAGEM DA MUSA.

    Aí, O POETA CONTEMPLA A LUA, sem a SEDUÇÃO DO DESEJO. Ele já é o puro observador, a contemplar a beleza da natureza, onde se acha incluso. Os mínimos detalhes o extasiam. O VAGA-LUME VOA NA TARDE e ele o vê como um ANTÍDOTO PARA RESSACA.

    Que (IN)DECISÃO pode ocorrer quando floresce a conscientização? Nenhuma. Afinal, OS OLHOS DO SILÊNCIO de DÍLSON LAGES MONTEIRO, nos ofertaram a decisão, a autenticação, a verdade, a compreensão."

  • Ronaldo Cagiano
    "Mais uma vez, a leitura de sua poesia, neste novo livro, me dá a clara esperança de que há uma nova geração de poetas, preocupada em escrever não apenas com os sentidos, mas com a responsabilidade estética, sem descuidar da técnica, sem menosprezar a forma, sem transigir com relação ao conteúdo. Você tem domínio da linguagem, não se perde em desnecessárias deambulações estilísticas, é signatário de um texto contido, enxuto, que comunica objetivamente. Com Os Olhos do Silêncio, podemos enxergar uma nova fronteira na sua produção, pois como bem realçou o agudíssimo Caio Porfírio Carneiro, és lavrador de uma poesia totalizante, porque autêntico garimpeiro da alma e da vida, alcançando plena universalidade em seus temas."
  • Írmã Marisa Fillet Bueloni
    "Dílson, sua poesia é quase calmaria... Vai despertando nossa alma para aquelas imagens interiores que todos construímos ao longo da vida... Um amanhecer, o céu rasgado de cores, a escuridão, os sinos, as tempestades, as palavras secas, os relógios, as horas e nossa insubmissa ansiedade..."
  • Fernando Sabino
    "Li seu livro de poemas com o maior interesse e encantamento, por se tratar de uma obra de merecido sucesso literário."
  • Alcenor Candeira Filho
    "No ano passado, tive a satisfação de ler Colméia do Concreto, que reúne também poemas de sua autoria. Se o livro publicado em l997 me causou boa impressão, este, que agora li, veio renovar – renovar e fortalecer minha admiração pelo jovem poeta, criador de poemas curtos que encerram grandes mensagens, através de uma linguagem despojada e simples, impregnada de comovente poesia."
  • Cláudio Bastos
    "Os Olhos do Silêncio se me afigura diferente, porquanto representa a obra de um poeta consagrado pela crítica. Para mim, é obra de uma leveza extraordinária para quem a lê e de uma profundidade marcante por seu conteúdo."
  • Clóvis Moura

    "Sua poesia demonstra a possibilidade de unir-se imaginação a uma preocupação com novas formas de expressão poética. Você procura descobrir uma nova forma de rearticulação da linguagem que o liga a toda a tradição vanguardista de cada literatura. Esta rearticulação da linguagem e forma nada tem com a atual modernidade, pelo contrário, demonstra que a poesia tem uma linguagem cada vez mais universal, e, paradoxalmente, cada vez mais nacional."